22/05/19 |   Manejo Integrado de Pragas

Intercâmbio com Colômbia busca controle biológico de pragas de palmáceas

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Foto: Antonio Jorge Menezes / Ceplac

Antonio Jorge Menezes / Ceplac - Pesquisadores em coleta de amostras na Bahia

Pesquisadores em coleta de amostras na Bahia

Durante o mês de maio, pesquisadores da Embrapa, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e da Corporación Colombiana de Investigación Agropecuária (anteriormente denominada Corpoica e agora Agrosavia) atuam em cooperação em estados do Nordeste no desenvolvimento de métodos de controle biológico de pragas importantes palmáceas de valor comercial, como o coqueiro e o dendezeiro.

As atividades fazem parte do projeto ‘Desenvolvimento de métodos de controle biológico de coleobrocas quarentenárias em palmeiras de interesse comercial’, liderado pelo pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) Aldomário Negrisoli, que atua na Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) de Rio Largo (AL). O projeto faz parte da aliança binacional que envolve as organizações governamentais de pesquisa agropecuária do Brasil e da Colômbia.

O foco principal da ação foi coletar na Bahia exemplares da mosca parasitoide Billaea rhynchophorae, que tem eficácia verificada contra o besouro Rhynchophorus palmarum, conhecido como broca-do-olho ou bicudo preto, uma das pragas mais importantes de palmáceas do Nordeste, e analisar nos laboratórios da UEP a praga e seu inimigo natural para desenvolver protocolos de controle para região.

As plantas atacadas pelos bicudos apresentam, de início, má-formação e esfacelamento das folhas novas pela ação do adulto ao penetrar na planta. Com o crescimento das larvas e o aumento no número de galerias, os tecidos internos ficam totalmente destruídos, o que pode levar à morte da planta, que deve ser retirada da plantação e queimada. 

As moscas parasitoides Billaea rhynchophorae foram identificadas há mais de 25 anos como parasitoides do bicudo-preto no sul da Bahia, com taxas de parasitismo de até 72%. Apesar dessas altas taxas, ainda não haviam sido realizados estudos mais detalhados sobre a espécie ou introduções em novas áreas geográficas.

Atividades
De 6 a 11 de maio, Aldomário, juntamente com outro pesquisador da UEP de Rio Largo, Elio Guzzo, e Bernard Leo Lohr, pesquisador da Agrosavia, realizaram coleta da mosca parasitoide. A atividade consistiu na identificação de dendezeiros atacados pelo besouro. Com apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), os pesquisadores realizaram o corte das plantas, coleta e acondicionamento de casulos do besouro para transporte do material ao laboratório e verificação do parasitismo pela mosca. 

Nos dias 7 e 8, as coletas foram feitas em plantio comercial da empresa Oldesa, em Jaguaripe, e nos dias 9 e 10 na área cultivada pela Opalma, em Taperoá.

De 13 a 17, o trabalho dos pesquisadores se concentrou nos laboratórios da UEP com o material coletado, com a integração à equipe da pesquisadora da Agrosavia Jackeline Gaviria Veja.

Também como parte da cooperação, os pesquisadores colombianos ministraram uma capacitação para os cientistas e estudantes bolsistas brasileiros que atuam no projeto sobre os métodos de criação do besouro e da mosca parasitoide, para as futuras atividades da pesquisa. 

No dia 17, os pesquisadores se reuniram com o diretor do Centro de Ciências Agrárias (CECA) da UFAL, Gaus Andrade, e a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Proteção de Plantas da instituição, Iraíldes Assunção, para alinhamento de informações e planejamento de atividades futuras. Os estudantes da universidade atuam na ação de pesquisa por meio do programa.

Na semana de 20 a 24 seguem as atividades de capacitação com o pesquisador Lohr. Na quarta (22), os chefes geral e de Pesquisa da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Marcelo Fernandes e Ronaldo Resende, se reuniram com a equipe do projeto para alinhamento de informações sobre os resultados já obtidos e planejamento de atividades futuras.

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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