05/06/19 |   Geotecnologia  Transferência de Tecnologia

Embrapa Territorial lança exposição virtual sobre Campinas

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Foto: Cristina Criscuolo

Cristina Criscuolo -

Como eram o Bosque dos Jequitibás, o Parque Portugal ou o Bosque dos Italianos na década de 1940? Quais as alterações ocorridas nesses espaços nas décadas de 1970 e 2000? A exposição virtual Ver.te Verde: a história de Campinas contada por seus bosques e parques, lançada pela Embrapa Territorial, nesta quarta-feira, 5 de junho, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, mostra em fotos e imagens as principais mudanças do uso da terra e a importância de conciliar o desenvolvimento urbano com a manutenção e conservação das áreas verdes.

A exposição retrata cerca de 20 reservas naturais, bosques e parques localizados nos bairros do Castelo, Centro, DIC, Nova Europa, Vila Nova, São Quirino, Parque Valença, Swift, Taquaral, Vila Brandina e distritos de Barão Geraldo e Sousas. A exposição virtual da Embrapa Territorial faz parte do calendário oficial da Semana do Meio Ambiente – Semeia 2019, promovida pela Prefeitura Municipal de Campinas, através da Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS).

Além da exposição Ver.te Verde: a história de Campinas contada por seus bosques e parques, a Embrapa Territorial também oferece à população de Campinas durante a Semeia, a exposição de painéis “Campinas Vertical”. A exposição pode ser visitada, no Centro de Educação Ambiental do Bosque dos Jequitibás, até a próxima sexta-feira, 7 de junho, das 8 às 16h. 

O centro de pesquisa já é parceiro da Prefeitura Municipal de Campinas em outros projetos na área de educação. Entre eles, o Projeto GeoAtlas – Atlas escolar da Região Metropolitana de Campinas. O GeoAtlas tem por objetivo incentivar o uso de geotecnologias como recurso didático e também a abordagem de temas da agricultura no ambiente escolar.

Exposição Virtual

Ao acessar a exposição, o visitante virtual tem informações, a partir de imagens e textos de Campinas, sobre as regiões onde estão localizados os bosques e parques, os pontos de referência dos bairros, as atividades de lazer e de educação ambiental disponíveis para as comunidades locais. Os espaços podem ser observados a partir de fotografias aéreas de 1940, 1972, 2008 e 2014, onde o visitante pode verificar as principais mudanças ocorridas no entorno dos bosques e parques ao longo do tempo. 

“A exposição aborda a importância da conservação dos bosques, parques e reservas naturais para a qualidade de vida dos moradores da cidade. Os textos destacam as principais mudanças do uso da terra nesses espaços, dando ênfase à expansão urbana e a substituição de áreas antigamente ocupadas pela agricultura”, explica a pesquisadora da Embrapa Territorial, Cristina Criscuolo, uma das coordenadoras da ação.

Para a analista Daniela Maciel, a exposição representa um esforço da área de Transferência de Tecnologias em disponibilizar e disseminar o conhecimento existente nesta unidade da Embrapa. “Essa é uma das ações realizadas pela área, que tem buscado explorar plataformas tecnológicas, open source, de customização facilitada, capazes de enriquecer a experiência do usuário”, afirma.

Na exposição, o ambiente virtual entrega ao usuário uma experiência de navegação simples, por meio de páginas específicas e outros recursos, que já foram ou poderão ser implementados ao longo do tempo, a partir das sugestões e interações com os usuários. A proposta, de acordo com a especialista, é que a exposição seja viva e se conecte com as demais ações realizadas ou ainda a se realizar no contexto da disponibilização da informação espacial organizada, produzida ou mantida pela Embrapa Territorial.

Uma dessas ações já disponibilizadas é a “Campinas em Comparação”. Através de imagens do acervo da Embrapa Territorial é possível conhecer dois momentos do município de Campinas, com 50 anos de diferença entre eles. A primeira imagem é de 1962, e a segunda, de 2012.

Escola arborizada em 2018

A equipe da Embrapa Territorial, na edição 2018 da Semeia, auxiliou na arborização da Escola de Educação Integral Professor Zeferino Vaz, localizada no Residencial Vila União. As 15 turmas do primeiro ao nono ano do ensino fundamental, com um total de 406 alunos, foram envolvidas no plantio de 30 exemplares de árvores, distribuídos por todo o “Parque da Coruja” e por outros espaços da escola, carentes de arborização.

Todos os alunos, professores e demais profissionais da escola participaram de palestras sobre a importância da arborização urbana e os cuidados necessários para o plantio das árvores. O pesquisador Ivan Alvarez, da Embrapa Territorial, prestou assessoria técnica, indicando o manejo do solo, as espécies mais apropriadas ao local e, sobretudo, as mais adequadas à produção de conforto térmico e atenuação da radiação solar incidente sobre alguns locais da escola utilizados pelos alunos.

“Entre os espaços disponíveis para o desenvolvimento de nossas propostas pedagógicas, temos um parque infantil. Contudo, um elemento da configuração do “Parque da Coruja” que ainda precisava ser melhorado, era sua arborização, cujo principal objetivo era oferecer sombra que favorecesse a permanência por mais tempo do dia no local, ampliando as possibilidades para o seu uso”, conta a professora Andreia Destafani, responsável pela experiência na escola.

As crianças, na faixa etária de 6 a 14 anos, não vão ganhar apenas mais sombra no “Parque da Coruja”. Aos poucos estão aprendendo a importância da preservação e da ampliação da arborização urbana. Para a professora Andreia, um dos resultados do plantio foi o fato das crianças perceberem a possibilidade da organização para o plantio responsável e a garantia da manutenção dos benefícios ambientais.

Essa semana, as árvores completam um ano de vida na escola. Embora estejam crescendo, ainda não são capazes de fornecer a tão esperada sombra. Mas, essa situação permite outro aprendizado. O trabalho agora, como ressalta a professora, é o de convencer as crianças de que, para algumas coisas se realizarem na vida, é preciso tempo. “Nesse momento, quem precisa desse tempo e de cuidados são elas, as árvores, que como eles, os alunos, são crianças e estão crescendo”, declarou.

Liliane Castelões (16.613 MTb/RJ)
Embrapa Territorial

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Mais informações sobre o tema
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