27/06/19 |   Agricultura familiar  Transferência de Tecnologia

Projeto mapeia fluxos de comunicação e informação no Sul e Sudeste do Pará

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Agricultores, técnicos da extensão rural e de organizações governamentais, representantes de comunidades tradicionais e de trabalhadores rurais do Sul e do Sudeste do Pará ajudaram especialistas da Embrapa a conhecer e mapear o processamento e o fluxo de comunicação, bem como da circulação das informações das várias redes de atores sociais que atuam naquela região. Inédito para aquela parte da Amazônia, o trabalho reuniu 52 pessoas em Marabá (PA), durante os dias 24 e 25 de junho, na Fundação Cabanagem.

Os participantes da oficina – que faz parte das atividades do Projeto Amazocom, e tem a Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA) como uma das Unidades participantes do projeto, discutiram e apontaram os principais problemas que afetam os municípios do Sul e Sudeste paraense. Conhecedores daquela parte da Amazônia, eles “desenharam” como se dão e de que maneira as diversas comunidades locais se comunicam e buscam resolver as dificuldades nos campos da agricultura, pecuária, ecologia, economia, educação e saúde.

Seguindo uma metodologia participativa para obtenção dos dados necessários ao fechamento do diagnóstico e incremento de atividades, os participantes apontaram os temas críticos e que carecem de atenção de órgãos governamentais, uma vez que afetam a vida das comunidades tradicionais e daqueles que vivem da agricultura de base familiar.

Na avaliação dos oficineiros, esta atividade do Projeto Interação, intercâmbio e construção do conhecimento e comunicação para projetos do Fundo Amazônia - Amazocom, que é transversal a outros 11 projetos em desenvolvimento naquela região do Sul e Sudeste do Pará por meio do Fundo Amazônia, o evento permitiu que as comunidades e suas lideranças expressassem suas preocupações. “Esse projeto da Embrapa tem relevância por criar estratégias para reverter muito do que foi implementado e não deu certo, como por exemplo o avanço do desmatamento nas florestas e a exploração da pecuária de forma desordenada. Escutar os trabalhadores, agricultores, qual a melhor forma de resolver, o que eles pensam, isso é muito importante”,  avaliou Claudelice Silva dos Santos, estudante de Direito da Terra do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Segundo Moysés Dias, agrônomo da ONG Extensão Amazônia e presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, a oficina oportunizou espaço de articulação e mobilização dos diversos atores sociais. “É um momento ímpar para se propor alternativas e tentar entender o que está acontecendo na região”, avaliou Dias. “A oficina tem grande valia para que se possa entender o que se passa, bem como os problemas em nossa região. São raros os momentos em que se pode sentar e interagir com os agricultores e entender como esse processo que envolve as temáticas agrícolas é desenvolvido em nossa região” comentou a técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá, Maíra Alves Brito. 

Com base nos dados levantados durante os dois dias de oficina, os participantes ranquearam os temas que entendem como prioritários e para os quais há necessidade de resposta dos órgãos competentes, pois têm colaborado para o desmatamento acelerado e para a insegurança socioeconômica daqueles que vivem no Sul e Sudeste do Pará. São eles: a exploração desordenada da pecuária extensiva e madeireira, a carência de assistência técnica, falta de crédito, reforma agrária (com infraestrutura), expansão das lavouras de soja, educação ambiental e atenção aos efeitos negativos das migrações.

A partir do diagnóstico da oficina os representantes das comunidades tradicionais, de organizações governamentais, de trabalhadores rurais e de agricultores de base familiar elencaram uma série de atividades que deverão ser desenvolvidas dentro de cada um dos temas apontados como prioritários. Essa etapa ocorrerá sob a responsabilidade dos atores sociais daquela região.

O Projeto Amazocom é coordenado pela Embrapa, com financiamento do Fundo Amazônia.  A Empresa participa do Fundo por meio do Projeto Integrado para a Produção e Manejo Sustentável do Bioma Amazônia (um conjunto de 19 projetos), cujo objetivo geral é promover a recuperação, conservação e uso sustentável da Amazônia.

O Fundo Amazônia é operacionalizado pelo BNDES. Saiba mais clicando em http://www.fundoamazonia.gov.br

Maria Devanir F. R. Heberlê (MTb/RS 5297)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
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