07/08/19 |   Agricultura familiar  Agroecologia e produção orgânica  Transferência de Tecnologia  Manejo Integrado de Pragas

Embrapa realiza curso de Alfabetização Ecológica em Sete Lagoas

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Foto: Marina Torres

Marina Torres - Cratília, planta leguminosa que abriga agentes de crontole biológico

Cratília, planta leguminosa que abriga agentes de crontole biológico

Promover a popularização de conceitos de Ecologia na comunidade de agricultores familiares da bacia hidrográfica do Ribeirão Jequitibá e contribuir para a popularização de práticas e processos agroecológicos de produção. Esses foram os objetivos do curso “Alfabetização Ecológica, vida no solo e controle biológico”, realizado em 1º de agosto na Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas-MG.

O curso integrou atividades do Projeto Hidroambiental de Difusão de Sistemas Agroecológicos em Propriedades Rurais na UTE Ribeirão Jequitibá. Os municípios da bacia hidrográfica do Ribeirão Jequitibá são Capim Branco, Funilândia, Jequitibá, Prudente de Morais e Sete Lagoas.

Participaram das atividades pequenos e médios produtores rurais de Sete Lagoas e Região, em especial das localidades de Estiva, Silva Xavier e das hortas comunitárias dos bairros Montreal e Cidade de Deus, de Sete Lagoas. Estudantes da Escola Técnica Municipal de Sete Lagoas, do Centro Universitário de Sete Lagoas e da Universidade Federal de São João del-Rei também compareceram.

O projeto é uma iniciativa do CBH Rio das Velhas, a partir de uma demanda do Subcomitê Ribeirão Jequitibá em parceira com a Embrapa e a Epamig.  “Uma das atividades do grupo é promover o fortalecimento de práticas agroecológicas nos municípios de Prudente de Morais e Sete Lagoas”, disse o analista ambiental Élio Domingos Neto, mobilizador do Subcomitê Ribeirão Jequitibá.

Segundo Neto, os recursos financeiros são provenientes da cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio das Velhas. Uma das ações previstas é a difusão de conceitos de Agroecologia, do controle biológico de pragas e da redução do uso de agrotóxicos. “O projeto prevê também a construção de bacias de captação de águas pluviais, chamadas Barraginhas. As Barraginhas evitam o assoreamento dos rios e podem aumentar a recarga de água subterrânea”, informa Neto.

A programação do curso foi coordenada pelo pesquisador Walter José Rodrigues Matrangolo. “Nesta etapa, a capacitação buscou favorecer a comunicação dialógica, que permite a identificação de demandas para a pesquisa e divulgação de métodos de controle biológico conservativo e conservação de solo. A ideia foi mostrar o quanto temos a aprender com a biodiversidade e dar popularidade aos agentes de controle biológico da bacia do Ribeirão Jequitibá. Destacamos a presença e a importância de organismos do solo como tatuzinhos de jardim e centopeias”, disse Matrangolo.

Cada participante do minicurso recebeu a nova edição da história em quadrinhos “Que tatu é esse?” e a publicação “Agentes de controle biológico abrigados pela cratília (Cretylia argentea) na região Central de Minas Gerais”. Este artigo contém registros fotográficos de agentes de controle biológico nativos da bacia do Ribeirão Jequitibá que ficam abrigados nas plantas da leguminosa cratília, conta o pesquisador.

Segundo Matrangrolo, “esta grande riqueza de espécies nativas promove benefícios (serviços ambientais) e é desconhecida pela comunidade da bacia. Foi possível identificar também problemas fitossanitários relatados pelos agricultores, como a morte de mangueiras do tipo espada e a infestação de caramujos africanos em algumas hortas de Sete Lagoas”.

Sandra Brito (MG 06230 JP)
Embrapa Milho e Sorgo

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