10/09/19 |   Agroecologia e produção orgânica

Projeto GrãosAgroeco realiza diagnóstico socioeconômico de agricultores familiares em Anápolis (GO)

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Foto: Rodrigo Peixoto

Rodrigo Peixoto -

Representantes da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO), da Universidade Estadual de Goiás (UEG), da Uni Evangélica e da Embrapa conduziram entrevistas para levantar o perfil socioeconômico de agricultores familiares associados à APROAR (Associação dos Produtores Agroecológicos de Anápolis e Região). A iniciativa é uma etapa do Projeto GrãosAgroeco, que tem por objetivo inserir a produção de feijão em estabelecimentos dos associados da APROAR, seguindo os princípios agroecológicos de produção, como mais uma fonte de renda e de diversificação de cultivos.

Sob a coordenação da socioeconomista da Embrapa Arroz e Feijão, Osmira Fátima da Silva, o diagnóstico agro socioeconômico foi realizado na propriedade de Márcio Sousa de Rezende, no Distrito de Souzânia; e, na Fazenda Jenipapo, da agricultora Elizabeth de Fátima Rodrigues. O trabalho busca compreender e valorizar os conhecimentos e práticas de manejo utilizadas pelos agricultores em seus sistemas de produção, e, conjuntamente com a equipe técnica, desenhar formas e ações que possam fomentar o desenvolvimento social, econômico e ambiental com base em princípios agroecológicos.

O levantamento do perfil socioeconômico de agricultores associados à APROAR na região de Anápolis será complementado pela avaliação e determinação participativa de indicadores relacionados ao componente ambiental nos estabelecimentos. O objetivo desses diagnósticos é estabelecer uma visão abrangente das condições de produção dos empreendimentos, de ações conjuntas e participativas que aprimorem a atividade agrícola, respeitando o manejo da agrobiodiversidade e da ecologia local.     

Trabalho em parceria

O Projeto GrãosAgroeco conta com o apoio da APROAR, uma entidade representativa relevante no Estado de Goiás. Iniciada em 2011, a APROAR tem seus produtos vendidos em feira do Parque Ipiranga, em Anápolis, todas às terças-feiras, e também em diversos estabelecimentos comerciais locais.

Atualmente, a APROAR comercializa cenoura, chuchu, beterraba, limão, abacate, banana, mandioca, repolho, quiabo, jiló, berinjela, couve-flor, brócolis, rúcula, alface, mel e produtos artesanais, como pães, rapadura e derivados do leite, entre outros. A oferta dos alimentos varia, conforme a época do ano e o clima, uma vez que a produção ocorre respeitando princípios agroecológicos e a sazonalidade das espécies e variedades.

A Presidente da Aproar, Leiliane Honorato da Silva, destaca que a produção agroecológica se consolida, cada vez mais, como um importante segmento. Suas vantagens ambientais, econômicas e sociais atraem a atenção de novos produtores e da sociedade em geral. Para Leiliane, a comercialização de alimentos agroecológicos vem sendo impulsionada pela busca dos consumidores por um estilo de vida mais saudável.

 

O pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Agostinho Didonet, coordenador do GrãosAgroeco, explica que o Projeto tem duração de três anos e possui abordagem participativa, construída em conjunto com as pessoas que moram no campo. Ele esclarece que o foco do trabalho não está na aplicação de tecnologias e em especialidades técnicas na condução dos cultivos. “A essência do Projeto GrãosAgroeco está nas famílias dos agricultores, considerando seus interesses, suas capacidades, as características das propriedades, a parceria entre vizinhos e a organização social das comunidades”, afirmou Agostinho Didonet.

 

Rodrigo Peixoto (MTb/GO 1.077)
Embrapa Arroz e Feijão

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