05/04/21 |   Transferência de Tecnologia

Prevenção ao oídio e à antracnose é tema de seminário do Banco do Nordeste e da Embrapa

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Com o objetivo de aprimorar os conhecimentos sobre a cultura do caju, tendo em vista maior ganho de produtividade, o Banco do Nordeste e a Embrapa realizam uma série de seminários virtuais sobre cajucultura. O tema da palestra desta quarta, dia 7, é "Tratos culturais voltados para doenças do cajueiro: oídio e antracnose", com o pesquisador Marlon Valentim, da Embrapa Agroindústria Tropical. A transmissão ocorrerá a partir das 18h no canal da Embrapa no Youtube: https://youtu.be/wCdMwMzfRds

Não é necessário fazer inscrição de forma antecipada. A ação integra o Programa de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste (Prodeter). Produtores de três territórios atendidos pelo programa deverão participar dessa capacitação remota: Território Vale do Guaribas (Piauí), Território Litoral Leste Cearense (Ceará) e Território do Mato Grande 1 (Rio Grande do Norte).

Em 2021, a Embrapa Agroindústria Tropical realizará uma série de lives, lançamentos de publicações e ferramentas de comunicação voltadas à cajucultura, seguindo o calendário da cultura. O objetivo é aproximar ainda mais os produtores rurais das tecnologias, produtos e serviços desenvolvidos pela empresa. 

Para o gerente executivo do Ambiente de Políticas de Desenvolvimento do Banco do Nordeste e coordenador do Prodeter, Paulo Dídimo, a parceria com a Embrapa para a realização da capacitação é bastante relevante, visto consistir em uma ação conjunta dos três territórios contemplados, que priorizam a atividade de cajucultura. Ainda de acordo com o gestor do BNB, outro destaque da iniciativa refere-se ao fato da mesma beneficiar não somente produtores dos três Estados envolvidos, mas também, por ser virtual, demais produtores e interessados no tema, independentemente de suas localizações.

Cajucultura

A cultura do cajueiro é explorada por aproximadamente 170 mil produtores, dos quais 70% são pequenos agricultores com áreas inferiores a 20 hectares. Estima-se que a atividade gere em torno de 250 mil empregos diretos e indiretos. Na Região Nordeste, sua importância é ainda maior, pois a demanda por mão-de-obra para a colheita coincide com o período de entressafra das culturas anuais de subsistência, ou seja, o segundo semestre do ano.

Nos últimos dez anos, a produção brasileira anual de caju declinou a uma taxa de 4,96%. Entre 2012 e 2018, houve uma redução da área colhida de cerca de 20%, em função da deficiência hídrica causada por uma estiagem histórica no Nordeste. Os pomares de baixa produtividade precisam ser substituídos para que os espaços abandonados possam ser recuperados. Plantio de material genético de qualidade de cajueiro-anão e manejo adequado de solo e das plantas são estratégias importantes para a revitalização da atividade, conforme os técnicos da Embrapa. Essas e outras dicas serão ministradas ao longo do ciclo.

Prodeter

Lançado em 2016, o Prodeter trabalha a partir dos eixos da sustentabilidade social, econômica e ambiental. A sustentabilidade social é garantida pelo incentivo ao associativismo e pelas ações coletivas coordenadas pelos comitês locais. A dimensão econômica é fortalecida pelos incentivos à capacitação dos produtores, que resulta na incorporação de inovações e aumento da capacidade produtiva. Já a sustentabilidade ambiental é fortalecida pela agregação do conhecimento técnico e científico e conhecimento prático dos produtores.

Ricardo Moura (DRT 1681 JPCE)
Embrapa Agroindústria Tropical

Contatos para a imprensa

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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