31/08/21 |   Agroenergia

Contribuições do RenovaBio para redução de emissões foram destacadas em reunião com foco em boas práticas

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Foto: Henrique Pereira dos Santos.

Henrique Pereira dos Santos. -

Critérios necessários para usinas participarem do programa também foram apresentados

“Como as boas práticas agronômicas são premiadas no RenovaBio?” foi o tema da apresentação da equipe da Embrapa Meio Ambiente, em 24 de agosto, na 5ª Reunião On-line do Grupo Fitotécnico de Cana IAC, grupo pioneiro na discussão de temas relativos ao setor sucroenergético, com mais de 30 anos de existência. A reunião realizada em agosto, com foco nos efeitos das boas práticas na sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar, reuniu mais de 100 pessoas do setor, tanto da área de pesquisa quanto do setor produtivo. 

A pesquisadora Marilia Folegatti destaca que a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) é uma referência em incentivar o uso de boas práticas para a produção de biocombustíveis. Sua apresentação abordou informações gerais sobre esta política, suas contribuições para as metas de redução de emissões nacionais de gases de efeito estufa (GEE) e quais são os critérios necessários para que as usinas interessadas possam participar do programa.

Houve ainda a descrição dos passos para o cálculo da nota de eficiência energético-ambiental (NEEA), pela analista Anna Leticia Pighinelli, que apresentou a RenovaCalc, a ferramenta de contabilidade de carbono do RenovaBio, e como preenchê-la.

A sensibilidade da RenovaCalc em perceber os impactos promovidos pela adoção de boas práticas agronômicas foi demonstrada pela pesquisadora Nilza Patrícia Ramos, que mostrou exemplos práticos envolvendo o aumento de produtividade, a redução no consumo de fertilizantes nitrogenados e diesel, o recolhimento parcial da palha e principalmente a substituição de parte do diesel por biometano.

Conforme a pesquisadora, “essas práticas isoladas levaram a reduções na ordem de 1 a 3% nas emissões de CO2eq/tonelada de cana, mas o conjunto de boas práticas adotadas de forma integrada resultou em reduções na ordem de 35% no valor final de emissões”.

Nilza destaca que, “como as emissões da fase agrícola respondem por cerca de 80% das emissões totais do etanol de cana-de-açúcar, todas as práticas que melhorem a etapa agrícola vão influenciar positivamente na NEEA e, consequentemente, aumentar os ganhos ambientais e econômicos que as usinas poderão ter ao implementá-las”.

O evento contou com palestras sobre estoques de carbono em áreas de cana-de-açúcar, ministrada pelo professor Carlos Eduardo Cerri da Esalq/USP, e impacto dos fatores de emissão de GEE na obtenção de CBIOs (créditos de descarbonização) por Heitor Cantarella do IAC, além da apresentação da gestora ambiental do Grupo Adecoagro Fabíola Gonçalves, que trouxe um caso de sucesso da empresa certificada pelo RenovaBio, mostrando as ações que a empresa adotou para aumentar a nota de eficiência.

Cristina Tordin (MTb 28.499/SP)
Embrapa Meio Ambiente

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