19/11/21 |   Segurança alimentar, nutrição e saúde

Embrapa participa da Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos

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A conscientização sobre a resistência antimicrobiana (RAM) e, no contexto da agropecuária, a difusão das melhores práticas de produção para prevenir a ocorrência e propagação de infecções resistentes e a redução do uso de antimicrobianos, tem sido um dos propósitos da Semana Mundial da Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos. Os antibióticos têm sido fundamentais na medicina moderna desde a sua descoberta, porém o uso excessivo e indiscriminado na saúde humana e animal desencadeou o surgimento e disseminação da resistência a antibióticos, que ocorre quando as bactérias tornam-se resistentes aos medicamentos usados no tratamento das infecções por elas causadas.

Essa campanha, que ocorre anualmente em novembro, faz parte das ações coordenadas sobre o tema entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconizam uma abordagem multidisciplinar e integrada, de Saúde Única, sobre o assunto.  A campanha é uma oportunidade de divulgar trabalhos, disseminar informações e conscientizar profissionais e a comunidade em geral sobre a RAM.

A Embrapa é uma das instituições que aderiu à semana por meio da divulgação de ações e projetos em que ela está envolvida. Além de trabalhos de pesquisa, A Embrapa participa de fóruns importantes, como da Força-Tarefa do Codex Alimentarius para Resistência Antimicrobiana (FTAMR) coordenada pela Coreia do Sul. O objetivo geral da TFAMR é desenvolver diretrizes, baseadas em ciência, que orientem os países membros a manejar de forma coerente a RAM ao longo da cadeia de produção de alimentos. O trabalho da força-tarefa é focado na elaboração de dois guias, um que estabelece as práticas para redução da necessidade do uso de antimicrobianos e o outro que propõe uma estratégia de vigilância tanto do uso de antimicrobianos quanto para a RAM.

A FTAMR inclui dois grupos de trabalhos eletrônicos, um liderado pelos Estados Unidos e outro pelos Países Baixos, que coordenam a elaboração dos documentos buscando o consenso entre as nações. Os compromissos são negociados e decididos nas plenárias, que neste ano ocorreu de forma virtual. O Brasil mantém um grupo permanente e multissetorial de trabalho liderado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, que participa de forma coordenada pelo Comitê para América Latina e Caribe (CCLAC). A Embrapa Suínos e Aves participa do GT coordenado pelo MAPA e na delegação brasileira das plenárias, com a presença da pesquisadora Jalusa Kich. 

A Embrapa tem ainda uma contribuição importante quando o assunto é o desenvolvimento de pesquisas no tema de RAM. Em um artigo publicado recentemente, os pesquisadores Paulo de Camargo Duarte e Petúla Ponciano Nascimento revisaram os projetos da empresa com essa temática, entre 2007 e 2020. No trabalho, os pesquisadores identificaram 147 projetos ligados ao tema. A Embrapa Suínos e Aves, Embrapa Gado de Leite e Embrapa Agroindústria Tropical foram as três unidades líderes em números de projeto.

Outros destaques são que 78% dos projetos foram financiados exclusivamente com orçamento da própria Embrapa e 22% foram cofinanciados, na sua maioria, pelos sistemas públicos federal ou estaduais de apoio a pesquisa. Quanto ao foco, 90% dos projetos são de pesquisa com animais, alimentos ou ambiente. As prioridades de pesquisa envolvem desde biologia molecular e nanotecnologia até epidemiologia e ecologia.

De acordo com os pesquisadores, o diagnóstico elaborado contribuirá com uma priorização e uma atuação coordenada da Embrapa, abrindo novas vias para a cooperação e financiamento nacionais e internacionais, além de dar à empresa um protagonismo na agenda global de pesquisa para a prevenção e controle da RAM, que tem impactos em diversas áreas, que incluem desde a saúde e o bem-estar da população humana e animal, a sustentabilidade dos sistemas agropecuários, as funções ecossistêmicas da microbiota ambiental, a qualidade da água, a inocuidade dos alimentos e o comércio internacional.

 

Campanha e evento

Durante a semana de 18 a 24, a Embrapa está divulgando em suas redes sociais alguns dados e informações sobre o tema, além de participar do evento WAAW 2021, organizado pelo Mapa, Aliança e Panaftosa/OPAS. A pesquisadora Jalusa Deon Kich será a mediadora do primeiro painel, no dia 22, das 16 horas à 18h30, “A Força-Tarefa do Codex Alimentarius para Resistência aos Antimicrobianos terminou. E agora?”. A programação do painel é composta por cinco palestras:

- Resultados da Força-tarefa e seus desdobramentos - Suzana Bresslau - Auditora Fiscal Federal Agropecuária - DIPE/CGPV/DSA/SDA/MAPA

- Impactos para o setor privado - Marília Rangel Campos (MSD Saúde Animal) - Aliança

- Evidências científicas de um mundo real, sob as lentes da Saúde Única - Dr. Marcelo Pilonetto, LACEN-PR/PUCPR

- Importância das Boas Práticas Agropecuárias para a contenção de AMR - Dr. Andrés Vásquez - PANAFTOSA/VPH-PAHO/WHO

- Perspectivas do aumento da supervisão veterinária no Brasil - (CFMV)

O WAAW 2021 terá ainda programação nos dias 23 e 24, sempre à tarde, de maneira on-line.

Mais informações sobre a WAAW 2021 podem ser obtidas pelo link https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/insumos-agropecuarios/insumos-pecuarios/resistencia-aos-antimicrobianos/semana-mundial-de-conscientizacao-do-uso-racional-de-antibioticos/

 

Monalisa Leal Pereira (MTb/SC 01139)
Embrapa Suínos e Aves

Contatos para a imprensa

Telefone: 49.3341.0474

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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