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Reunião apresenta possibilidades de projetos inovadores envolvendo fertilizantes e plantios florestais

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A Embrapa Florestas promoveu reunião on-line sobre o tema "Fertilizantes e plantios florestais” na quarta-feira, 08/12, com a presença de representantes de diferentes empresas e instituições florestais. O objetivo foi discutir a possibilidade de estabelecer uma plataforma com a amarração entre as cadeias produtivas de florestas e de suínos e aves para produção de fertilizantes por meio de projeto inovador, em cooperação.

A abertura foi feita pelo Chefe-geral da Unidade, Erich Schaitza, com a participação de Nelson Barboza Leite, Diretor Florestal na Ecobrasil Florestas e de Júnior Ramires, presidente da Câmara Setorial da Silvicultura no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Schaitza explicou que a reunião surgiu a partir de conversa sobre o assunto em lista de discussão coordenada por Nelson Barboza Leite: “O  motivo da reunião era chamar a atenção para uma oportunidade de Cooperação e de projetos futuros. Novos contatos com empresas e discussões internas na Embrapa sobre o tema deverão ser feitas no início do próximo ano”.

O Chefe-geral destacou a relação entre as cadeias produtivas com o uso da madeira como fonte de energia para produção de aves e, por outros lado, com o uso dos dejetos de aves para produção de fertilizantes: “A possibilidade de pesquisa nesse tema é ampla e vai desde transformar os dejetos de frango em pellets, para produção de energia, associá-los a outros resíduos,  até encapsula-lo em nanocelulose para liberação lenta, etc. A Embrapa Florestas está aberta para o trabalho conjunto com os parceiros. ”

O pesquisador João Bosco Gomes apresentou a experiência do Projeto Bioeste Florestas que trabalhou com o segmento de florestas energéticas, por meio do plantio de eucalipto,  no Oeste do Paraná. Dentre as diversas atividades do Projeto, foram realizados ensaios com dejetos suínos que mostraram bons resultados para a fertilização de áreas. Bosco trouxe também questões de pesquisa a serem aprofundadas: custos de aplicação, variabilidade da constituição dos fertilizantes, testagem de misturas e riscos ambientais.

Na sequência, o pesquisador Washington Magalhães abordou algumas possibilidades de uso de lignina e nanocelulose para o desenvolvimento de fertilizantes de liberação lenta:” O Laboratório de Tecnologia da Madeira da Embrapa Florestas tem trabalhado com diversas opções nesse sentido Fertilizantes de liberação lenta auxiliam na melhor incorporação do fertilizante ao solo, evitam o desperdício e podem reduzir custos ao produtor rural, que é uma das nossas preocupações.  Além do processo, buscamos também preços competitivos para as tecnologias geradas”. 

Paula Saiz (Conrerp 3453/SP)
Embrapa Florestas

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