28/01/16 |   Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Embrapa aborda estratégias antirresistência para ferrugem da soja

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Foto: Arquivo Embrapa Soja

Arquivo Embrapa Soja - Casa de Vegetação da equipe de Fitopatologia da Embrapa

Casa de Vegetação da equipe de Fitopatologia da Embrapa

 A ferrugem-asiática da soja é a doença mais severa da cultura da soja e a que demanda maior investimento dos produtores, tanto que o custo médio anual para o controle da doença no País é de cerca de US$ 2 bilhões por safra. Os fungicidas são atualmente uma das grandes ferramentas para o controle da doença. O problema, no entanto, é que a rede do Consórcio Antiferrugem, que avalia anualmente a eficiência dos fungicidas, tem identificado reduções na eficiência desses produtos. Esse tema será tratado pela Embrapa em cinco mini-palestras realizadas durante o Show Rural 2016.

A principal causa do problema vem sendo associada ao uso intensivo dos fungicidas, desde 2001, quando fungo Phakopsora pachyrhizi foi relatado pela primeira vez no Brasil. A maioria dos fungicidas utilizados no controle da ferrugem pertencem a três grupos (inibidores da desmetilação –  "triazóis"; Inibidores da quinona oxidase – "estrobilurinas"  e Inibidores da succinato desidrogenase  - "carboxamidas"). Ao ser identificada no Brasil, a ferrugem-asiática foi controlada com a aplicação de fungicidas triazóis, isolados ou em misturas com estrobilurinas. Alguns triazóis apresentavam alta eficiência de controle, mesmo quando usados isoladamente, com eficiência semelhante às melhores misturas, lembra a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja. No entanto, a partir da safra 2007/08, resultados de ensaios cooperativos realizados pelo grupo de pesquisadores do Consórcio Antiferrugem (www.consorcioantiferrugem.net) em várias regiões brasileiras, mostraram redução de eficiência de alguns triazóis.   A partir de 2013, fungicidas estrobilurinas também apresentaram redução de eficiência, afetando a eficiência das misturas em diferentes níveis. "Esse problema tem sido associada à seleção de populações do fungo menos sensíveis aos fungicidas desses grupos", explica Godoy.

Entre as estratégias antirresistência para o manejo eficiente da ferrugem estão: incluir todos os métodos de controle de doenças, dentro do programa de manejo integrado; utilizar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos; aplicar doses e intervalos recomendados pelo fabricante; evitar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e utilizar no máximo duas aplicações de produtos contendo carboxamidas por cultivo e não utilizar carboxamidas quando a doença estiver bem estabelecida. Saiba mais sobre a principal doença na cultura da soja. Acesse: www.embrapa.br/soja/ferrugem

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