Cancro europeu das pomáceas - diagnóstico, epidemiologia e controle

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O cancro europeu das pomáceas é uma importante doença da macieira, da pereira e de algumas espécies florestais em várias regiões do mundo. Essa doença é causada pelo fungo Neonectria ditissima, que, na cultura da macieira, afeta principalmente as partes lenhosas, como os ramos do ano, os galhos e o tronco principal da planta. Ocasionalmente os frutos podem ser afetados. Considerando-se que Santa Catarina e Rio Grande do Sul são responsáveis por cerca de 90% da produção nacional de maçãs, a ocorrência do cancro europeu nesses estados representa um grande risco à exploração da cultura no país. Diante disso, o objetivo geral do projeto foi validar as medidas de controle, baseadas em recomendações utilizadas em outros países onde a doença ocorre. No caso de impossibilidade de erradicação do cancro nos primeiros anos, as recomendações sofreram adaptações para as condições brasileiras de clima e cultivo, a partir de justificativas científicas para que a doença fique dentro de um nível aceitável de dano econômico. Com base em resultados obtidos, pode-se afirmar que, nas condições brasileiras, o ciclo da doença apresenta algumas particularidades que são consideradas de menor importância em outros países. Isso já é evidente pela observação de maior incidência de podridão em frutos, que pode ser explicada pelas condições climáticas mais favoráveis e pela maior quantidade de inóculo nos pomares, devido à pouca experiência no manejo da doença. De maneira geral, as particularidades da doença nas condições climáticas e de cultivo da macieira no Brasil reforçam a importância da realização de pesquisas localmente. Como principais resultados do projeto, destacam-se que as condições climáticas das regiões produtoras são muito favoráveis ao desenvolvimento do cancro europeu, os ramos podados com cancro nunca devem ser deixados no pomar, os conídios estão presentes durante todo o ano, sendo dispersos pela chuva, a dispersão dos conídios se dá a curtas distâncias e que os prejuízos causados pela doença podem inviabilizar econômica e financeiramente a produção. É possível afirmar que há um longo caminho para se obter um controle efetivo da doença. Ressalta-se ainda que, o acompanhamento da doença ao longo dos anos, por meio da aplicação dos métodos de controle preconizados na legislação pertinente (IN 20 do MAPA de 2013), bem como a categorização das áreas (quadras) quanto à incidência e o registro das práticas de condução do pomar, são de grande valia para que novas estratégias sejam estabelecidas.

Ecossistema: Extremo Sul, Região dos Pinheirais

Região: Sul

Situação: concluído Data de Início: 12/2012 Data de Finalização: 04/2015

Unidade Lider: Embrapa Uva e Vinho

Líder do Projeto: Sílvio André Meirelles Alves

Contato: silvio.alves@embrapa.br