Valorização da casca da castanha de caju por meio do aproveitamento do LCC e do resíduo sólido

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O cajueiro (Anacardium occidentale) é uma planta nativa do Brasil, encontrada pelos colonizadores em todo o litoral Nordestino e, posteriormente, na região amazônica. Devido às características edafoclimáticas apresentadas pela região Nordeste aliada ao aspecto vigoroso das plantas, o cultivo do cajueiro se tornou uma das mais importantes atividades agrícolas do Nordeste Brasileiro. O principal produto explorado do cajueiro é o fruto (a castanha), uma noz que possui no seu interior a amêndoa (ACC), produto comercializado e consumido em vários países do mundo. Da castanha ainda pode se aproveitar a casca (cerca de 70% do peso da castanha) que é utilizada para extração do líquido da casca de castanha de caju (LCC), que corresponde a cerca de 25% do peso da casca da castanha. O LCC natural contém ácidos anacárdicos (AA), que são alquilfenóis com reconhecida atividade biocida, mas que não são aproveitados comercialmente. Dessa forma pretende-se obter ácidos anacárdicos normalmente presentes no líquido da casca da castanha de caju por prensagem, evitando assim o uso de solventes e utilizar o resíduo sólido remanescente da prensagem na confecção de painéis lignocelulósicos. Os ácidos anacárdicos serão testados para verificar sua atividade biocida em sistemas biológicos ainda não avaliados. Dessa forma espera-se estabelecer alternativas para o aproveitamento das cascas e do líquido das cascas da castanha para produção de ácidos anacárdicos e outros materiais, oferencendo alternativas para a cadeia produtiva do cajueiro. Espera-se portanto, a partir dos resultados, gerar conhecimentos que possam contribuir para aumentar a rentabilidade da cadeia produtiva do caju, por meio de novos produtos agroindustriais. No âmbito social os resultados podem contribuir para o incremento na produção e o aproveitamento integral de castanhas, impulsionando o setor agroindustrial, com aumento da oferta de empregos e estimular também o fortalecimento das organizações setoriais como as associações de produtores. Também poderão advir benefícios ambientais, contribuindo dessa forma para a garantia da sustentabilidade do sistema de produção do caju, pois o aproveitamento integral das castanhas, e outros produtos reduzirá os impactos negativos da geração de resíduos dos processamentos industriais.

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