Bases tecnológicas para o manejo de doenças foliares do tomateiro em sistemas produtivos

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Foto: BOITEUX, Leonardo

O tomateiro é uma das principais hortaliças cultivadas no mundo, tanto para a produção de frutos para o consumo in natura quanto para o processamento industrial. O cultivo do tomateiro ocorre em diversas regiões agrícolas do País, sendo Goiás o principal estado produtor de tomate com a produção estimada em 1,3 milhões de toneladas e com a produtividade acima da média nacional. Dentre as diversas doenças de causa biótica que acometem a cultura, as foliares (notadamente a septoriose, a mancha de oidiópsis, a requeima, a mancha bacteriana e a pinta bacteriana) ocorrem constantemente e são fatores limitantes da produção do tomate. Com vistas ao combate desses problemas, os produtores brasileiros realizam aplicações frequentes de agrotóxicos, que são componentes significativos do custo de produção. Acredita-se que é possível melhorar o quadro atual do País em relação ao emprego desordenado de agrotóxicos em ambos os segmentos produtivos de tomate e, desse modo, contribuir para uma produção agrícola mais sustentável com ações integradas de manejo de doenças em escala local e regional. Nesse contexto, o projeto tem o objetivo geral de desenvolver, validar e transferir tecnologias para o manejo de doenças foliares do tomateiro e, assim, fomentar o uso racional de agrotóxicos. As ações do projeto foram compartimentalizadas em Planos de Ação que abordam: (1) o papel das fontes de inóculo, ponto de partida para uma lavoura de boa sanidade; (2) a avaliação de produtos de proteção fitossanitária e sua integração, já que se trata de um mercado dinâmico e com grande carência de conhecimento sobre os usos potenciais de novas moléculas; (3) a realização de ajustes para o emprego da tecnologia de pulverização eletrostática para os alvos da proposta e desenvolvimento de equipamentos para a cultura do tomateiro; e (4) o desenvolvimento de sistemas de alerta. Os principais resultados previstos são avanços de conhecimento sobre o papel de fontes de inóculo inicial de doenças abordadas e da sensibilidade de agentes fitopatogênicos aos princípios ativos mais utilizados; práticas de uso da pulverização eletrostática e de sistemas de previsão, tecnologias-base com grande potencial para a mitigação efetiva do uso de agrotóxicos; e formação de agentes multiplicadores e estudantes pela difusão de conhecimento técnico-científico sobre o manejo das principais doenças foliares do tomateiro. Dessa maneira, espera-se fomentar o uso racional de agrotóxicos na cultura do tomateiro e mitigar adversidades à saúde humana e ao meio ambiente, com ganhos sociais e econômicos aos produtores de tomate do Brasil.

Situação: concluído Data de Início: 07/2017 Data de Finalização: 06/2021

Unidade Lider: Embrapa Hortaliças

Líder de projeto: Alice Maria Quezado Duval

Contato: alice.quezado@embrapa.br

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