Revelando comunidades microbianas associadas a espécies de plantas nativas de um hotspot de biodiversidade global caracterizado por solos extremamente pobres em fósforo

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Tendo em vista que o fósforo é um dos nutrientes mais limitantes para o crescimento das plantas, esta pesquisa busca compreender como a associação com microrganismos pode influenciar a aquisição e o uso desse nutriente, promovendo o crescimento e a produção de biomassa vegetal. Os campos rupestres brasileiros, localizados principalmente nas montanhas do Brasil Central e Sudeste, são caracterizados por condições ambientais extremas, incluindo alta exposição solar, estação de seca prolongada, solos rasos e afloramentos rochosos com pouca disponibilidade de nutrientes, especialmente fósforo. Apesar das condições ambientais adversas, os campos rupestres são um hotspot - área com grande biodiversidade e alto grau de ameaça - para a diversidade de plantas, com um número muito elevado de espécies endêmicas, sendo o centro de dispersão da família Velloziaceae. A caracterização de comunidades microbianas associadas a espécies de Velloziaceae oferece uma oportunidade para identificar microrganismos que evoluíram e se adaptaram ao ambiente drasticamente pobre em fósforo desses campos. Considerando que as espécies de Velloziaceae são encontradas crescendo em diferentes substratos com disponibilidade de nutrientes contrastantes, isto é, manchas de solo e afloramentos rochosos, espera-se descrever diferentes comunidades de microrganismos associadas a duas espécies de Velloziaceae: Barbacenia macrantha e Vellozia epidendroides. A descrição dos genes, vias metabólicas e comunidades microbianas de interesse associadas a essas espécies de Velloziaceae ajudará na descoberta e compreensão de mecanismos de aquisição e eficiência de utilização de nutrientes, principalmente fósforo nas espécies vegetais.

Situação: concluído Data de Início: 01/2019 Data de Finalização: 02/2019

Unidade Lider: Embrapa Agricultura Digital

Líder de projeto: Isabel Rodrigues Gerhardt

Contato: isabel.gerhardt@embrapa.br