Nova anomalia na cultura da soja: podridão das vagens em sistemas de produção

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Nas últimas três safras tem se observado a ocorrência de apodrecimento de grãos e vagens em estádio final de formação em lavouras de soja. A ocorrência dessa anomalia, até o momento, está localizada nos municípios da região médio norte de Mato Grosso. Essa região corresponde a 31% da área semeada de soja do estado e os relatos de perdas por esse problema variaram de 16% a 30% na safra 2021/2022, uma potencial de perda de 59 milhões de sacas. Tomando como referência o valor médio da saca de soja de R$163,85 no dia 22/04/2022, a podridão das vagens pode gerar um prejuízo de R$ 9,67 bilhões (IMEA, 2022).Como esse problema é relativamente novo, não há informações publicadas até o momento, somente relatos obtidos de produtores e consultores. As informações sobre essa anomalia baseiam-se em observações dos sintomas não sendo ainda possível indicar se o agente causal é biótico, abiótico ou uma interação entre ambos. Consequentemente, não existe posicionamento de manejo.Porém, em visitas realizadas nas lavouras da região, observou-se diferenças entre as cultivares quanto à intensidade de apodrecimento de grãos e vagens, identificando-se algumas cultivares sem o problema ou com menor incidência de sintomas.Nos isolamentos, a partir de grãos e vagens com e sem sintomas, foram encontrados gêneros de fungos já descritos na cultura da soja, como Colletotrichum sp., Cercospora sp., Phomopsis sp., Phoma sp. e Fusarium sp. Além disso, observou-se resposta da aplicação de fungicidas em algumas lavouras, o que amenizou, mas não resolveu o problema, com variação entre os diferentes programas utilizados pelos produtores.Diante das observações e análises realizadas até o momento, uma das hipóteses da causa do apodrecimento de vagens e grãos está ligada a um conjunto de fatores relacionados ao ambiente favorável ao desenvolvimento de fungos fitopatogênico/saprofíticos e à maior sensibilidade de determinadas cultivares.Para estudar esse problema foi elaborada essa proposta de projeto composta por uma equipe multidisciplinar, sendo seus membros profissionais de várias instituições de pesquisas públicas e privadas, como: Embrapa, Fundação Mato Grosso, Fundação Rio Verde, UFMT e EPR Consultoria.

Situação: concluído Data de Início: 09/2022 Data de Finalização: 12/2023

Unidade Lider: Embrapa Agrossilvipastoril

Líder de projeto: Dulândula Silva Miguel Wruck

Contato: dulandula.wruck@embrapa.br