Maximização da eficiência e redução da fitotoxicidade de misturas de fungicidas aplicadas na axila da 2ª folha da bananeira para o controle da sigatoka-negra

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Foto: SOUZA, Síglia Regina dos Santos

A bananicultura é uma das atividades de maior relevância para o agronegócio da região Norte do Brasil, principalmente para o Estado do Amazonas, onde o consumo per capita é de aproximadamente 60 kg por ano. A banana é, portanto, um dos principais produtos alimentícios da população amazônica. São vários os problemas que afetam a bananicultura dessa região, com destaque para a sigatoka-negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, que pode causar 100% da perda da produção nas cultivares suscetíveis. Com relação aos plátanos (denominação dada às bananas que são consumidas após cocção) há um sério problema, porque não existem cultivares resistentes à sigatoka-negra. Devido a esse problema, há escassez desse tipo de banana no mercado e o preço tem aumentado acentuadamente, chegando a custar R$ 2,00 cada fruto da cultivar D’Angola no mercado de Manaus. A aplicação de fungicidas via pulverização aérea ou terrestre para o controle químico da doença na região é técnica, econômica e ecologicamente inviável. Gasparotto et al. (2008) desenvolveram uma nova tecnologia de aplicação de fungicidas em bananeiras para o controle da sigatoka-negra, que consiste na deposição do fungicida na formulação comercial na axila da 2ª folha da bananeira. A tecnologia está sendo adotada por produtores de plátanos; porém existe um problema de fitotoxidez causado pela maioria dos fungicidas recomendados para a cultura. Entre estes, apenas dois produtos formulados em água não apresentam este efeito tóxico sobre as plantas. A aplicação de fungicidas na axila da 2ª folha da bananeira apresenta as seguintes vantagens: maior eficiência no controle da sigatoka-negra; redução significativa do número de aplicações - enquanto nas pulverizações convencionais as aplicações devem ser feitas em intervalos de sete a 14 dias, as aplicações na axila são feitas em intervalos de 60 a 75 dias; fácil acesso aos pequenos produtores; menor contaminação ambiental, pois o fungicida é colocado diretamente na planta, não havendo problemas de deriva; não há necessidade de veículo, reduzindo consideravelmente os custos; e o operário não fica exposto ao produto, o que consequentemente reduz ou elimina os riscos de intoxicações. Como o patógeno possui alta capacidade de recombinação sexual e na literatura há vários trabalhos relatando a ocorrência de isolados do fungo resistentes aos fungicidas recomendados em diferentes países, é imprescindível pesquisas no sentido de viabilizar a indicação de outros produtos para aplicação via axila foliar. Durante dois anos, várias misturas de fungicidas foram testadas. Todas induziram fitotoxicidade nas plantas, inviabilizando a aplicação para o controle. Os resultados referentes às avaliações dos genótipos de bananeiras do subgrupo Terra, coletados nos municípios de Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte e Iranduba, demonstraram que todos são suscetíveis à sigatoka-negra, exceto três coletados em Iranduba, que apresentaram 10 folhas viáveis e SEV10, inferior a 10%. Entretanto, também foram descartados devido à alta suscetibilidade à praga broca-rajada ( Metamasius hemipterus) , cujas larvas causam galerias no pseudocaule e rizoma, culminando com o tombamento das plantas.

Ecossistema: Amazônico

Situação: concluído Data de Início: 04/2011 Data de Finalização: 03/2013

Unidade Lider: Embrapa Amazônia Ocidental

Lider do Projeto: Luadir Gasparotto

Contato: luadir.gasparotto@embrapa.br

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