Caracterização anatômica foliar de Bauhinia purpurea Linn. (Leguminoseae - Caesalpinioideae).

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Autoria: SANTA BRIGIDA, S. S. de; SANTOS, G. M. M. dos; SILVA, B. R. S. da; XAVIER JUNIOR, S. R.

Resumo: Bauhinia purpurea L. (Leguminosae-Caesalpinioideae) é uma árvore de médio porte com folha caduca nativa da Ásia. No Brasil é popularmente conhecida como pata-de-vaca. As suas folhas são atribuídas propriedades anti-inflamatórias, antipiréticas e antidiabéticas. As espécies conhecidas por pata-de-vaca possuem difícil delimitação taxonômica e sua estrutura anatômica é pouco conhecida. Nesse contexto, objetiva-se analisar a estrutura anatômica foliar de B. purpurea presente na região amazônica. O material foi coletado em jardim residencial, Belém, Pará. As folhas foram fixadas em FAA, incluídas em parafina e corada em azul de astra e safranina, é secionada transversalmente. A lâmina foliar apresenta epiderme uniestratificada em ambas as faces. Na face adaxial, as células são quadrangulares e na abaxial são heterodimensionais e papilosas. No mesofilo, o parênquima paliçádico, possui células alongadas e o lacunoso isodiamétricas. Os feixes vasculares possuem calotas de fibras em ambas as faces. A nervura central apresenta pequenas células epidérmicas, em relação ao restante da lâmina foliar. Nessa região, o córtex é parenquimático, composto de células arredondadas e esporádicos idioblastos. A margem possui forma terminal pontiaguda acompanhada de um grande feixe vascular. O pulvino proximal possui epiderme unisseriada com cutícula espessa, observa-se uma extensa região cortical constituída de células parenquimáticas com idioblastos. O pecíolo na porção mediana tem formato elíptico com epiderme unisseriada e cutícula delgada, possuindo duas projeções laterais na superfície adaxial, cada uma contendo um feixe vascular independente do tipo colateral e um grande feixe central e no parênquima cortical com idioblastos semelhantes aos da região do pulvino. Portanto, a elevada quantidade de idioblastos presentes nas diferentes regiões da folha corrobora Bauhinia purpurea como espécie bioativa e indica que este órgão possua considerável valor medicinal.

Ano de publicação: 2016

Tipo de publicação: Separatas

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