Conservação e melhoramento dos recursos genéticos animais da Amazônia Brasileira.

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Autoria: MARQUES, J. R. F.; COSTA, M. R.; CAMARGO JÚNIOR, R. N. C.; ALBUQUERQUE, M. do S. M.; MARQUES, L. C.; AGUIAR, J. F.

Resumo: Muitas espécies animais da Amazônia estão ameaçadas de extinção ou sofrem forte pressão de descaracterização. Isto ocorre com eqüinos como o cavalo Marajoara e Puruca (Equus caballus), búfalos como o Tipo Baía e a raça Carabao do Brasil (Bubalus bubalis) e com espécies nativas, como o Muçuã (Kinosternon scorpioides). A Amazônia é uma das áreas mais predadas do planeta e a devastação que vem ocorrendo, ainda hoje, contribuí para o empobrecimento da biodiversidade, além de interferir na adaptabilidade, desempenho e sobrevivência das espécies introduzidas. No permeio de espécies amazônicas importantes como o peixe-boi, o pirarucu, os jacarés, araras diversas ou de um inseto, que nem foi catalogado pelo homem, há animais de interesse zootécnico que podem desaparecer. Os eqüinos e os búfalos fazem parte dos recursos zoogenéticos do Brasil, na Rede Nacional de Recursos Genéticos - RENARGEN, coordenada pela Embrapa CENARGEN, juntamente com inúmeras raças naturafízadas que compõem o universo da pecuária brasileira, que é a mais diversificada de fado O planeta. Nesse contexto há peculiaridades genéticas importantes, como: o único mini cavalo do Brasil, o Puruca, com características tão próprias e importantes que o fazem enfrentar as adversidade climáticas e geográficas da maior ilha flúvio-marinha do mundo, o Marajó, que abriga em contexto semelhante um dos cavalos brasileiros mais importantes, o Marajoara, não só pela rusticidade, inteligência no adestramento, força e resistência natural, como pela importâncía genética, pois deve ter grande participação na origem de outros importantes grupamentos de eqüinos da região, ou seja: os cavalos Baixadeiro (Baixada maranhense) e o Lavradeiro (dos campos de Roraima), além do Varzeiro, que domina grande parte das áreas de várzeas de Itacoatiara (Amazonas) até Prainha (Pará); dentre os búfalos há um tipo que não é reconhecido como raça, o Baio, e outro que, apesar de constituir uma raça, ainda hoje presente em todo o Sudeste asiático (o Swamp buftalo), adquiriu características próprias das condições brasileiras. Ambos fazem parte do conjunto de raças naturalizadas em conservação no nosso País. Vale ressaltar que não há, em todo o Brasil, 300 animais Baios ou 500 Carabaos, enquadrando-se na classificação da FAO, como grupos em alto risco de extinção. Existe, ainda, uma tartaruguinha característica das áreas de campo, importante para a gastronomia regional que, se conhecida, pode adquirir também grande importância como animal ornamental. Estas foram as principais razões para a criação e implantação, pela Embrapa Amazônia Oriental, do Banco de Germoplasma Animal da Amazônia Oriental - BAGAM, em 1997, destinado à conservação "on ierm" de espécies animais da Amazônia de valor socioeconômico e biológico, que apresentam risco de extinção e/ou descerectetizeçêo. Com tais ações espera-se manter as populações ameaçadas num patamar seguro de conservação, municiando a comunidade científica e a classe produtora com informações sobre os genes mais produtivos, além de assegurar a manutenção da variabilidade genética, bem como estudar a biologia das espécies, possibilitando novos estudos e descobertas.

Ano de publicação: 2008

Tipo de publicação: Separatas

 


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