Beneficiamento da casca de coco verde para a produção de fibra e pó

Informe múltiplos e-mails separados por vírgula.

imagem

Foto: Noroes, Claudio

A tecnologia de processamento das cascas de coco verde desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com a metalúrgica Fortalmag, pode ser implementada em todas as áreas produtoras de coco no território nacional. Além de reduzir a disposição inadequada de resíduos sólidos, proporciona uma nova opção de renda para as regiões produtoras.

Estima-se que o Brasil possua uma área plantada de 100 mil hectares de coqueiro-anão destinados à produção do fruto verde para o consumo da água-de-coco. As cascas geradas por este agronegócio representam entre 80% a 85% do peso bruto do fruto e cerca de 70% de todo lixo gerado nas praias brasileiras. O material descartado em aterros e vazadouros é, como toda matéria orgânica, potencial emissor de gases estufa (metano), e, ainda, contribui para a redução da vida útil desses depósitos. Favorece, também, a proliferação de vetores de doenças, contaminação do solo e corpos d'água, além da inevitável destruição da paisagem urbana.

O processo de obtenção do pó e da fibra é realizado mecanicamente, com a utilização de um conjunto de equipamentos desenvolvido em parceria com a metalúrgica Fortalmag. O pó de coco é um material biodegradável, renovável, muito leve e bastante parecido com as melhores turfas de Sphagnum encontradas no Norte da Europa e América do Norte. Apresenta uma estrutura física vantajosa, proporcionando alta porosidade, alto potencial de retenção de umidade e favorecimento da atividade fisiológica das raízes. Pode ser usado como ingrediente para a formulação de substratos agrícolas e composto orgânico. A fibra pode ser usada como matéria-prima para o artesanato, para a confecção de vasos e placas para o plantio, em substituição ao xaxim, para estofamento de veículos e para fabricação de biomantas, que podem ser usadas na contenção de encostas ou de áreas degradadas e em decoração de interiores.

Quem ganha com isso

São considerados beneficiários desta tecnologia empresários do setor de envase de água de coco e empresários que queiram implantar uma unidade exclusiva de beneficiamento da casca de coco. Além dos impactos positivos para o meio ambiente, o processo de beneficiamento pode gerar emprego e renda para associações e agroindústrias.

Abrangência geográfica

Áreas litorâneas do Ceará a São Paulo. A produção de pó́ de coco seco é concentrada no Pará e na Bahia principalmente, enquanto a produção do pó́ da casca de coco verde é descentralizada em todo o território nacional.

Benefícios econômicos e sociais

Em 2012 se encontravam em funcionamento 12 unidades em todo o País com um volume médio de processamento de 10 toneladas de cascas/dia. A agregação de valor total é de mais de R$ 7,7 milhões por ano.

Cada unidade implantada representou a criação, em média, de 5 postos de trabalho na operação da fábrica. Também foram observadas, em menor escala, a criação de vagas para técnicos de nível médio e nível superior, em geral na condução das empresas. A origem do pessoal empregado é principalmente do município onde se localizam as empresas, com alguma contratação na região. O número de postos de trabalho gerados nas cerca de 16 empresas em funcionamento é de cerca de 112. Sendo 80 diretamente nas atividades de produção e 32 em atividades técnico/administrativas.

A proliferação de unidades de beneficiamento de casca de coco verde está intimamente ligada à questão ambiental. Três unidades de processamento avaliadas pela Embrapa trabalham com cascas coletadas na zona urbana das cidades onde estão sediadas (originadas no consumo do fruto in natura). Nas proximidades dessas unidades o impacto na redução do resíduo é perceptível: em média cada unidade dessas retira do meio urbano cerca de 5 mil casca de coco por dia.

Parceiros

FortalMag, Banco Mundial

Processo: Processo para produção de fertilizante, corretivo, remineralizador e substrato Ano de Lançamento: 2004

Bioma: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal

Unidade Responsável: Embrapa Agroindústria Tropical

Unidades Participantes: Embrapa Agroindústria Tropical

Onde Encontrar:
Embrapa Agroindústria Tropical
Rua Dra. Sara Mesquita, 2270 – Bairro Pici
CEP 60511-110
Fortaleza - Ceará
Telefone: (85) 3391-7100
Fax: (85) 3391-7109
E-mail: https://www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
https://www.embrapa.br/agroindustria-tropical

Galeria de imagens