Produção de inoculantes para otimizar a fixação biológica de nitrogênio em milho

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Foto: MENEZES, Keyle Barbosa de

A Embrapa Agrobiologia faz pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio em leguminosas e em não leguminosas há mais de 25 anos. Já foram selecionadas diversas espécies de bactérias diazotróficas, fixadoras de nitrogênio, que podem ser usadas para produzir inoculantes para plantas de importância agrícola e florestal. A aplicação desses insumos biológicos pode suprir total ou parcialmente as necessidades de nitrogênio apresentadas pelas culturas. O nitrogênio atmosférico é capturado pelas bactérias e convertido em uma forma que as plantas podem assimilar. Em troca, as bactérias recebem carbono fixado pela fotossíntese vegetal. Os benefícios agrícolas podem ser alcançados quando são utilizadas estirpes recomendadas, obtidas das bactérias mais eficientes na fixação de nitrogênio, dentro de cada cultura. Com base nisso, a Embrapa Agrobiologia selecionou estirpes e dispõe de tecnologia para produção de inoculantes para feijão-caupi, milho, leguminosas florestais e cana-de-açúcar. Um inoculante é um biofertilizante e têm alta concentração de bactérias diazotróficas, sendo aplicado em sementes ou toletes para produção de mudas. Em leguminosas e milho, é aplicado nas sementes. Em cana-de-açúcar, a aplicação é feita nos toletes, para produção de cana-planta e, posteriormente, pode ser aplicado na cana-soca. De modo geral, o uso de inoculantes gera aumento na resistência aos estresses ambientais - como o estresse hídrico - e maior eficiência na absorção de água e de outros nutrientes, que se encontram disponíveis no solo. O inoculante para milho é feito com a estirpe BR11417 de Herbaspirillum seropedicae. Os custos de produção da cultura podem ser reduzidos em 7,5%. O potencial de economia no uso de fertilizantes nitrogenados indica ser possível obter uma redução, na necessidade de nitrogênio, de cerca de 40 kg de N por hectare. Em relação ao uso da ureia, a redução pode atingir 80 kg por hectare.

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