Mandioquinha-salsa BRS Acarijó 56

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Foto: OLEGÁRIO, Giovani

A cultivar BRS Acarijó 56 é a primeira variedade de mandioquinha-salsa lançada pela Embrapa com finalidade industrial, sendo a quarta variedade do portfólio da empresa. Diferentemente das variedades antecessoras, Amarela de Senador Amaral, BRS Rubia 41 e BRS Catarina 64, a BRS Acarijó 56 apresenta grande porte, folhas eretas e raízes graúdas, além de um maior teor de sólidos solúveis, característica que lhe confere melhor qualidade culinária, com paladar e aroma mais intensos. A cultivar é recomendada para o processamento industrial como fritas, na forma de chips ou palha, desidratada, pré-cozida ou em sopas e cremes.

Atualmente, cerca de 5% do volume total de mandioquinha-salsa produzido no país é destinado à indústria, mas existe potencial para crescimento, podendo chegar a 15% do volume total produzido. Por ano, a cultura da mandioquinha-salsa ocupa, em média, 10 mil hectares e há aproximadamente 4.500 famílias cultivando a espécie no Brasil. A elevada produtividade da cultivar BRS Acarijó 56 permite economia de área de plantio e menor pressão ambiental.

A BRS Acarijó 56 é xigente em clima ameno o ano todo, devendo ser cultivada em altitudes superiores a 1.100 m de altitude em Minas Gerais e em São Paulo; a 1.200 m no Distrito Federal e em Goiás; e a 750 m em Santa Catarina. A época ideal de plantio é entre os meses de março a junho. O plantio deve ser realizado preferencialmente em solos de textura média, previamente corrigidos com calcário, arado e gradeado, seguido de enleiramento em nível. Com o intuito de reduzir processos erosivos e picos de temperatura no solo, é viável o cultivo em sistema de plantio direto em leiras (camalhões) permanentes com “mulching” de palha de aveia ou milheto.

A adubação deve ser realizada com base na análise de solo, aplicando-se em pré-cultivo, nas leiras até 400 kg/ha de P2O5, 100 kg/ha de K2O e 50 kg/ha de N. A adubação de cobertura, quando necessária, deve ser realizada aplicando-se até 200 kg/ha de K2O e 100 kg/ha de N. A irrigação por aspersão é o método mais indicado. Por ser uma planta muito maior e mais vigorosa, é recomendado um espaçamento de plantio de 1,0 m entre leiras e 0,4 m entre plantas e, portanto, um menor estande de plantas por hectare, com cerca de 25 mil plantas. A cultivar apresenta tolerância moderada a nematoides.

A BRS Acarijó 56 apresenta plantas com arquitetura ereta, porte grande com altura entre 80 e 100 cm. As folhas apresentam coloração verde, com o pecíolo ceroso todo verde tendo apenas sua base coloração levemente avermelhada. Cada planta produz de 20 a 30 propágulos e, 8 a 14 raízes comercias, de formato cônico-cilíndrico, com coloração externa amarela intensa ligeiramente manchada (daí o nome “A Carijó”) e cilindro central alaranjado bem saliente. O comprimento médio das raízes varia de 15 a 25 cm, com poucas reentrâncias.

A cultivar possui precocidade de colheita, que tem início oito meses após o transplantio das mudas e com potencial produtivo de até 100 t/ha, que é o dobro da cultivar mais plantada no Brasil e o triplo da média nacional.

A validação da BRS Acarijó 56 foi realizada em conjunto com a Emater-MG, com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e com agricultores do Distrito Federal, Minas Gerais e Santa Catarina. A BRS Acarijó 56 está registrada no Serviço Nacional de Cultivares (SNC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Produto: Cultivar Ano de Lançamento: 2019

Bioma: Cerrado, Mata Atlântica

Onde Encontrar:
Marli Francisca Massanero Poloniski
Telefone: (47) 99719-8370
e-mail: eliopoloniski@gmail.com

Embrapa: Estação Experimental de Canoinhas
Telefone: (47) 3624-0127
e-mail: cpact.eecan@embrapa.br

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