Otimização da produtividade de grãos de feijão-caupi a partir da inoculação de sementes com rizóbio para a promoção da fixação biológica de nitrogênio

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Foto: GÓES, Antônio Carlos Pereira

O feijão-caupi ou feijão-de-corda é uma cultura tradicionalmente de subsistência nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. É a principal fonte de proteína de pequenos agricultores em áreas rurais do semiárido. Geralmente, é cultivada sem aplicação de insumos agrícolas e com baixo nível tecnológico. A irregularidade de chuvas e os solos pouco férteis nessas áreas resulta em baixa produtividade ou mesmo em perdas totais dos cultivos. Como consequência, a oferta de grãos é reduzida, em especial nos períodos de estiagem, piorando os padrões nutricionais da população de baixa renda.

A utilização de inoculantes específicos para a cultura resultou em aumentos de produtividade de até 40% em condições experimentais de campo e de até 52% nas áreas de agricultores experimentadores.

O rendimento médio do feijão-caupi nas regiões produtoras está entre 300 e 400 quilos por hectare. O potencial produtivo da cultura pode chegar a 2 toneladas por hectare com a utilização de bactérias conhecidas como rizóbios e de cultivares melhoradas. A inoculação de estirpes de rizóbios em leguminosas pode suprir em parte ou totalmente a necessidade de nitrogênio (N) da cultura, por meio do processo de fixação biológica de nitrogênio (FBN).

O feijão-caupi é capaz de se beneficiar do nitrogênio proveniente do processo de FBN. É necessária, entretanto, a inoculação com estirpes eficientes e adaptadas às condições regionais. A partir de testes de seleção, foi observado que a estirpe BR 3267 apresenta eficiência na fixação de nitrogênio nas plantas. A expectativa é que a prática de FBN se torne de uso corrente em todas as regiões produtoras e que, associada ao uso de cultivares melhoradas, possa reduzir custos e elevar a produtividade.

Quem ganha com isso

Além de muito relevante para o Brasil, a tecnologia foi também transferida para o Savannas Agricultural Research Institute (Sari), de Gana, na África, onde a produtividade da cultura foi aumentada em 45%. Isso fez com que outros países africanos, como o Quênia, manifestassem seu interesse em receber a tecnologia.

Benefícios econômicos e sociais

No Brasil foram observadas várias vantagens do uso do inoculante para feijão-caupi. Podem ser destacados benefícios econômicos (aumento da produtividade e da renda), sociais (aumento da oferta e da qualidade de grãos), ambientais e ecológicos (tecnologia natural que não acarreta aumento do teor de nitrato no lençol freático e que usa bactérias não patogênicas).

Nos últimos anos somam-se mais de duas centenas de milhares de doses desse inoculante comercializadas no Brasil, especialmente na região Centro-Oeste, com a crescente expansão da cultura nessa região. Os ganhos estimados com a utilização dessa tecnologia chegam a R$ 20.699.425.

Considera-se que, entre 2005 e 2009, foi cultivada uma área de 1.391.386 hectares e foram produzidas 513.619 toneladas de feijão-caupi, sendo que cada hectare gerou 0,8 emprego por ano, somando 1.113.109 empregos no total.

Parceiros

Embrapa Agrobiologia, Embrapa Roraima, Embrapa Semiárido, Embrapa Meio-Norte e Embrapa Cocais, Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Serviço: Consultoria Ano de Lançamento: 2004

Onde Encontrar:
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