Avaliação de riscos e resiliência agroclimática

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Foto: Embrapa Informática Agropecuária

O agronegócio representa uma importante capacidade multiplicadora na geração de renda e é responsável por mais de 32% dos empregos no Brasil. Porém, a agricultura é uma atividade de elevado risco e de significativas incertezas, pois se caracteriza por sistemas que são afetados constantemente por diversos tipos de riscos que crescem constantemente. O País perde anualmente R$ 11 bilhões devido aos riscos extremos (correspondente a 1% do PIB agrícola). Tais riscos decorrem das ocorrências sanitárias, oscilações do mercado e, principalmente, da instabilidade climática, tais como secas prolongadas, geadas e excesso de chuvas, que têm causado grandes perdas anuais. Essas perdas poderiam ser ainda mais elevadas, caso não existisse o Projeto Redução de Riscos Climáticos, adotado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para viabilizar esse processo, a quantificação dos riscos e a delimitação das áreas e períodos com pequenas chances de perdas são ferramentas de grande importância. São evidentes os avanços alcançados com os trabalhos de zoneamento anteriores, que atenderam a grande demanda existente e possibilitaram significativa redução das perdas na agricultura brasileira por meio da indicação de épocas de semeadura mais favoráveis às principais culturas. No entanto, faz-se necessário aperfeiçoar o atual sistema de recomendação, de modo a acompanhar as recentes mudanças nos cenários agrícolas e socioeconômicos do Brasil e do mundo. Nesse contexto, os principais objetivos deste projeto são: a) aprimorar e adaptar a capacidade preditiva de diferentes modelos de simulação do desenvolvimento, do crescimento e da produtividade de culturas anuais e perenes em relação à variabilidade dos principais elementos meteorológicos, da disponibilidade de água no solo e do manejo do solo; e b) desenvolver metodologias para quantificar os diferentes fatores de risco climático (seca, geada, chuva na colheita, calor e excesso hídrico). Para isso, serão desenvolvidas metodologias científicas que relacionem concomitantemente as perdas agrícolas com outros fatores climáticos, tais como seca, geada, chuva na colheita e temperaturas elevadas. Também serão desenvolvidos métodos para elaboração de zoneamento agrícola de risco climático baseado em índices de produtividades climáticas para as principais culturas de grãos do País.Ao final do projeto, espera-se criar subsídios para a gestão dos riscos e resiliência climática das principais culturas do Brasil para indicar estratégias que minimizem os impactos dos sinistros climáticos, incrementando a capacidade adaptativa do agronegócio e sua sustentabilidade frente à variabilidade climática, além de gerar novas técnicas para o avanço da avaliação do risco e resiliência climática e seu monitoramento a partir de recursos de tecnologia da informação e de modelagem agrometeorológica para subsidiar políticas públicas. Espera-se, também, que o projeto contribua para produzir informação e gerar avanços científicos na temática do risco agroclimático e, que possam ser utilizados em estudos integrados de riscos agropecuários de produção e de ambiente de negócios. A gestão desses riscos possibilitará a melhoria da eficiência de políticas e dos programas públicos, bem como o planejamento e a integração das ações voltadas para a estabilidade da renda do produtor.

Situação: em execução Data de Início: 05/2019 Data de Finalização: 04/2023

Unidade Lider: Embrapa Cerrados

Líder do Projeto: Fernando Antonio Macena da Silva

Contato: fernando.macena@embrapa.br

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