Programas 2001

Os estudos com o lodo de esgoto dão conta de que o produto tem todos os nutrientes exigidos pelas plantas e alto teor de matéria orgânica que atua como condicionadora do solo, melhorando a estrutura desse.

A tecnologia a ser apresentada trata da substituição de adubo mineral pelo lodo de esgoto para diversas culturas, entre elas o milho.

Em alguns casos, o lodo tem sido aplicado com ganho de produtividade.

A viabilidade econômica da utilização agrícola do lodo de esgoto está intimamente relacionada à distribuição do produto final.

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Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

A terminação de borregos em confinamento é um procedimento simples e de fácil execução, indicado para a época seca, para unidades produtivas situadas na região do semiárido.

Os animais, a uma idade média de 77 dias e, no mínimo, com 15 quilos de peso corporal, são mantidos em currais. Os borregos recebem uma alimentação à base de concentrado e de forragem de boa qualidade. O período de confinamento varia de 56 a 70 dias.

A terminação de borregos proporciona a redução da idade de abate para quatro a seis meses, com peso corporal médio de 28 quilos para os mestiços Santa Inês-Crioula e 24 quilos para os Somalis Brasileira-Crioula.

Existe uma demanda crescente por carne de boa qualidade, principalmente nos grandes centros urbanos. A técnica de confinamento estabelece uma produção de carne de qualidade também na época seca. Aumenta a produtividade, sem danos ao meio ambiente, e a renda da propriedade. Os resíduos agroindústrias são aproveitados na alimentação dos animais.

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Unidade: Embrapa Caprinos e Ovinos


 

Os corós são larvas de insetos que apresentam hábitos subterrâneos. Espécies rizófagas (que se alimentam de raízes) causam expressivos danos às culturas. Em função do longo ciclo biológico (de 1 a 2 anos), do amplo espectro de plantas atacadas e do habitat, o controle é muito difícil.

Foram desenvolvidos conhecimentos científicos e tecnológicos que permitem definir uma estratégia de manejo integrado de corós-pragas em cereais de inverno (trigo, cevada e aveia).

O manejo de corós está baseado na identificação de espécies pragas e espécies não pragas, do nível populacional de controle, da bioecologia das espécies, da ação de inimigos naturais, em amostragem e em métodos de controle biológico cultural e químico.

Apesar de o problema dos corós não ser generalizado, uma vez que ocorre em reboleiras (manchas) nas lavouras, há situações em que o dano é de 100% ou em que a área infestada fica inviabilizada para o cultivo.

Atualmente, o problema é maior e mais bem estudado no sul do Brasil, porém, a ocorrência de corós no Brasil Central preocupa, especialmente com o crescimento do plantio direto.

Unidade: Embrapa Trigo


 

A vespa-da-madeira (Sirex noctilio) é a principal praga dos reflorestamentos de Pinus spp. na região Sul do Brasil, atingindo pequenos, médios e grandes produtores. Foi introduzida no país em 1988 e está presente em cerca de 250 mil hectares, sendo que seu ataque pode provocar um prejuízo da ordem de US$ 5 milhões por ano.

A utilização do controle biológico é a forma mais eficiente para o controle da praga. Pelo uso de um nematóide é possível uma redução média de 70% das perdas provocadas pela praga. Ou seja, o que corresponderia a uma economia anual da ordem de US$ 3,5 milhões por ano para o país.

Unidade: Embrapa Florestas


 

O bocal eletrostático desenvolvido para ser adaptado em pulverizadores motorizados costais possibilita a redução da contaminação ambiental e humana por agrotóxicos.

Testes realizados com tomate mostram que a tecnologia reduz em 19 vezes a dose aplicada, gerando economia para o produtor e diminuição da poluição ambiental. Outra vantagem é a redução de 13 vezes na contaminação dos aplicadores.

As gotas contendo agrotóxicos, carregadas com eletricidade estática, acabam sendo atraídas pelas plantas, fixando-se até nas partes inferiores das folhas, o que reduz o volume que cai no solo e o desperdício.

Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

Muitos produtores rurais que adotaram o sistema plantio direto não desejam mais arar o solo para incorporar o calcário, como é feito tradicionalmente, pois a aração, combinada com gradagens, deixa o solo muito suscetível à erosão hídrica. Assim, são necessários métodos alternativos para corrigir a acidez.

Trabalhos realizados pela Embrapa Trigo mostraram que a aplicação de calcário na superfície dos solos ou a aplicação do produto finamente moído nas linhas de semeadura da soja são métodos alternativos que podem ser usados em lavouras sob sistema plantio direto ou para áreas virgens.

O método de aplicação de calcário na superfície dos solos, sem incorporação, requer a colocaçãode produto com alta qualidade, com a antecedência em relação ao primeiro cultivo e na dose recomendada. Essa foi estabelecida em função da necessidade de calagem e visa a elevar o pH do solo a 5,5 na profundidade de 0 a 10 cm. A quantidade máxima a se aplicada de uma única vez é de 5 t/ha. Nova análise de solo, para a avaliação da acidez, é feita não antes de quatro anos.

Com a técnica, sem a necessidade de incorporação ao solo, elimina-se a necessidade de arar e de gradear, reduzindo o risco da erosão e o custo de produção.

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Unidade: Embrapa Trigo


 

Em um país tropical como o Brasil, onde o sol brilha praticamente o ano inteiro, era de esperar que as tecnologias aplicáveis à agricultura que se utilizam da energia solar fossem alvo de pesquisa. Pensando nisso, novas técnicas de desinfecção do solo têm sido empregadas.

Uma delas é o coletor solar, um equipamento de funcionamento simples e construção barata que tem for finalidade acabar com os fungos, bactérias e algumas plantas daninhas dos solos utilizados para o plantio de mudas, principalmente em viveiros.

O coletor solar desenvolvido pela Embrapa tem agradado aos produtores que tiveram a oportunidade de ver os experimentos conduzidos com solo desinfectado no aparelho.

Trata-se de uma caixa de madeira, com tubos de ferro galvanizado, onde o solo é colocado, e uma cobertura de plástico transparente, que permite a entrada dos raios solares.

O funcionamento é semelhante ao de um aparelho de energia solar utilizado para aquecer água em residências. O sol bate nos tubos e aquece a terra, e os fungos são eliminados pelo calor. Normalmente, em um dia de sol, a temperatura dentro dos tubos chega a 90 graus, o que é suficiente par matar os fungos mais comuns.

Essa tecnologia substitui o uso agroquímico para controle das pragas, tem baixo custo, não consome energia elétrica ou lenha nem apresenta riscos para o operador.

Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

No programa, será mostrada a melhor forma de preparo de mudas e as opções de espaçamento para plantio e preparo do solo para que se obtenha uma melhoria dos processos de plantio e manejo de ervais e, com isso, o aumento da produtividade e melhoria da qualidade. Também serão mostradas técnicas de poda, além das melhores formas de adubação de cobertura.

A cultura da erva-mate é atualmente uma das mais importantes da região centro-sul do país, responsável pelo sustento de milhares de pequenos produtores. A área plantada no Brasil cresce rapidamente e a produtividade, pelo fortalecimento da pesquisa nos últimos anos, tem acompanhado esse ritmo.

O aumento de produção se tem refletido na queda dos preços nacionais e, em alguns casos, na dificuldade de comercialização. A médio e longo prazos, a situação tende a piorar pela entrada de estoques argentinos a preços baixos e pela mistura de até 3% de açúcar na erva-mate vendida como chimarrão. Essa medida poderá vir a ter reflexos no aumento dos problema com micotoxinas e, ainda, desqualificar o produto frente a mercados potenciais; isso associado ao uso de agrotóxicos para combate das principais pragas.

Portanto, a sustentabilidade econômica do sistema da erva-mate está ameaçada. Isso acarretaria um problema social gravíssimo, principalmente no Brasil, uma vez que o produto é explorado economicamente em cerca de 482 municípios dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A área engloba cerca de 180 mil propriedades rurais, a maioria familiares, congregando cerca de 600 empresas e mais de 700 mil trabalhadores diretos, gerando um volume de recurso da ordem de R$ 180 milhões por ano.

Uma das soluções é a produção de erva-mate sem uso de produtos tóxicos pelos pequenos produtores, para venda num nicho de mercado que demande esse produto. Essa qualidade será resultante da melhoria do sistema de manejo do erval, o que vai ser mostrado no programa.

Com a melhoria de processo, o produto brasileiro pode ganhar o mercado internacional, uma vez que nenhum mercado consumidor, de qualquer país desenvolvido, consome uma infusão quente sem saber qual a composição química do produto e se o mesmo possui substâncias nocivas à saúde.

As exigências de qualidade chegam ao ponto de os consumidores de países desenvolvidos pagarem sobrepreços de até 30% para produtos atestados com limpos por instituições com credibilidade internacional.

Unidade: Embrapa Florestas


 

Vão ser apresentadas as técnicas de conservação das espécies nativas e das espécies introduzidas no país, tanto no campo como em câmaras frias.

A ideia é conscientizar a sociedade de que a conservação de recursos genéticos é hoje a segurança da agricultura e alimentação de amanhã.

Unidade: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


 

Cerca de 60% das pastagens cultivadas brasileiras estão degradadas, sendo esse um fator limitante da pecuária de corte. No programa serão apresentadas as principais causas de degradação, além de diagnóstico e formas de recuperação.

O objetivo é levar aos pecuaristas tecnologias para evitar a degradação dos pastos, aumentando a rentabilidade, com produto de qualidade, sem degradar o meio ambiente.

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Unidade: Embrapa Gado de Corte


 

A vespa-da-madeira (Sirex noctilio) é a principal praga dos reflorestamentos de Pinus spp. na região O programa vai mostrar ao produtor como deve ser feito o controle estratégico de carrapatos, evitando, conseqüentemente, a tristeza parasitária, doença provocada pelo protozoário Babésia. A doença acarreta prejuízos nas pecuárias de leite e de corte, pois reduz a produtividade de carne e leite e pode levar à morte dos animais.

É cada vez mais difícil controlar os carrapatos em função da resistência que eles adquirem aos produtos químicos utilizados no seu combate.

Quando há uma grande propagação do parasita, os bovinos ficam sensíveis à tristeza parasitária.

Unidade: Embrapa Gado de Leite


 

A tecnologia a ser apresentada consiste no manejo intensivo de pastagens tropicais para a produção de carne e leite bovinos. Serão mostradas variedades de gramíneas próprias para a produção intensiva, além dos manejos do solo, com correção da fertilidade, da pastagem e dos animais.

Essa tecnologia tem por objetivo tornar viáveis sistemas de produção de carne e leite em regiões onde o custo da terra é alto. Utilizando o potencial de produção das gramíneas tropicais, os insumos naturais como fertilidade do solo, luz solar e calor abundantes, aliados a correção do solo, pastoreio rotacionado e animais adequados, essa tecnologia permite a produção de carne e leite com qualidade e quantidade, a custos competitivos.

A produção intensiva de carne e de leite utilizando a gramínea tropical como base da alimentação é importante para regiões onde, além de o custo da terra ser alto, existe a competição desses produtos com agricultura de alto rendimento, como a produção de laranja ou de cana-de-açúcar.

O grande aumento da produção, que pode chegar a multiplicar por dez a média nacional, a qualidade do produto final dentro da exigência do mercado, a possibilidade de produção durante todo o ano a custos competitivos, são características da tecnologia que permitem viabilizar empreendimento rurais que visem à produção de carne e leite nessas regiões.

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Unidade: Embrapa Pecuária Sudeste


 

O clima do semiárido do Nordeste brasileiro permite a produção de manga em qualquer época do ano, inclusive em períodos em que a oferta do produto é escassa nos mercados interno e externo, sob quaisquer condições de umidade do solo, desde que se utilize tecnologia adequada à paralisação do crescimento vegetativo da mangueira.

Entre os processos que podem ser utilizados na paralisação do crescimento visando à indução floral, está o uso de reguladores de crescimento como o Paclobutrazol e o Cloreto de Mepiquat.

A aplicação dessas substâncias, além de diminuir de forma significativa o crescimento vegetativo das plantas, independentemente das condições de umidade do solo, promove boa floração, frutificação e fixação dos frutos.

Unidade: Embrapa Semiárido


 

O estilosantes Mineirão foi lançado em 1993 pela Embrapa Cerrados e Embrapa Gado de Corte. É uma leguminosa com excelente adaptação em solos de baixa fertilidade e apresenta excelente resistência à seca.

Essas duas características tornam o estilosantes Mineirão a melhor leguminosa disponível no mercado para suplementação de proteína do gado no período seco do ano. O uso do Mineirão como banco de proteína ou em pastagens consorciadas impede que o gado de corte perca peso.

Essa técnica permite redução de custos de alimentação de rebanhos de corte, de leite, de caprinos e ovinos durante a seca e pode ser usada tanto na agricultura familiar quanto na empresarial.

Unidade: Embrapa Cerrados


 

O surgimento de biótipos de plantas daninhas resistentes ocorre em áreas onde há uso repetido de herbicidas de um mesmo grupo ou pertencentes a diferentes grupos, mas com o mesmo mecanismo de ação. No Brasil, já foi relatada a ocorrência de biótipos de Euphorbia heterophylla L. e de Bidens sp. resistentes a alguns herbicidas, encarecendo o controle dessas espécies.

As misturas e o uso alternado de princípios ativos com diferentes mecanismo de ação estão entre as alternativas para manejo da resistência de plantas daninhas aos herbicidas.

O êxito dessas alternativas depende, no entanto, da eficácia relativa de cada um dos herbicidas no controle da planta invasora alvo e, também, da especificidade dos mecanismos de resistência.

O uso de mistura de herbidicdas com diferentes locais de ação e com diferentes mecanismos de degradação metabólica é sugerido para evitar ou retardar o aparecimento do problema.

Unidade: Embrapa Trigo


 

Já testada e aprovada por produtores de Minas Gerais, a cultivar Alfa Tropical foi desenvolvida pela Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) com o objetivo de proporcionar uma nova opção para o cebolicultor produzir na entressafra.

Os destaques desse novo produto são o baixo custo de produção e a maior produtividade (média de 31 toneladas por hectare), além da precocidade em relação ao sistema de produção por bulbinhos, que é caro e trabalhoso.

A Alfa Tropical dispensa a utilização desse método, pelo qual o produtor planta duas vezes: em julho, semeia para colher bulbinhos em setembro e, em fevereiro do ano seguinte, planta os bulbinhos, para colher cebola em maio ou junho.

As alterações no sistema de produção propiciadas pela Alfa Tropical vêm resolver um problema para os produtores de cebola: a colheita na entressafra.

O período recomendado para a semeadura é de 15 de novembro a 15 de dezembro. A colheita antecipada permite abastecer o mercado na entressafra, quando os preços são melhores, podendo inclusive competir com as cebolas argentinas importadas em grande escala nessa época.

Unidade: Embrapa Hortaliças


 

O programa vai apresentar as etapas para a substituição da pastagem por lavoura de soja (avaliação da área, dessecação da pastagem, semeadura da soja) e as alterações decorrentes no sistema (mudanças físicas e químicas do solo). E a pastagem melhorada após a soja (rendimento de forragem e ganho de peso dos animais). Vai mostrar os benefícios mútuos da estação para a lavoura de soja e para a pastagem e a viabilidade do Sistema Plantio Direto.

A rotação de lavouras de soja com pastagem constitui uma forma de proporcionar melhorias nos rendimentos de soja e na produção da pastagem. Por meio do Sistema Plantio Direto é possível efetuar a substituição da pastagem pela lavoura, de forma rápida e econômica.

A alternância de pastagem em área com soja é alternativa para reduzir a ocorrência de pragas e doenças (nematóide) e proporcionar melhoria na estrutura do solo. A lavoura, antecedendo a pastagem, permite o aproveitamento da adubação com maior produção de forragem.

Unidade: Embrapa Agropecuária Oeste


 

O novo método desenvolvido pela Embrapa para análise da pureza do café torrado e moído garante mais agilidade e precisão nos testes. O método, uma adaptação da tecnologia de monitoramento por satélite para os testes de café, utiliza-se da análise de imagens para detectar impurezas.

Como diferentes materiais de origem orgânica, como o pó de café, refletem a luz de forma distinta, em diferentes comprimentos de onda do espectro eletromagnético, é possível, pela análise de imagem, identificar e quantificar as impurezas do produto.

Essas impurezas são invisíveis a olho nu, o que possibilita a ocorrência de fraudes. No Brasil, as misturas encontradas com maior freqüência no café torrado e moído são cascas, paus, milho, cevada, triguilho, açúcar mascavo e soja. A legislação só permite a ocorrência de impurezas até o limite de 1% da quantidade do produto.

Esse método assegura um patamar mínimo de 95% de detectação das impurezas do café e será empregado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) nos testes para concessão de seu Selo de Pureza.

Unidade: Embrapa Café


 

A produção colonial de frangos para o abate é uma tecnologia adaptada dos antigos sistemas de produção colonial, com modificações para contemplar as exigências de controle sanitário da avicultura industrial e dos consumidores, que procuram produtos com cor, sabor e textura diferenciados daqueles produzidos de maneira industrial.

Essa tecnologia permite que produtores da área rural sem condições de efetuar grandes investimentos possam também se dedicar à avicultura e utilizar produtos e subprodutos naturais na alimentação das aves, agregando valor aos alimentos alternativos, diversificando as atividades e melhorando a renda da propriedade.

Trata-se de uma tecnologia simples, porém moderna e de fácil adoção, com grande alcance social que pode contribuir para melhorar a renda e a alimentação das famílias rurais.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

A cultivar de feijão preto BRS-Valente tem características de alta produtividade, ampla adaptação, porte ereto, resistência às principais doenças, além de boa qualidade culinária.

O BRS-Valente reduz o uso de fungicidas, o que desonera a produção.

Unidade: Embrapa Arroz e Feijão


 

A Região Nordeste, principal produtora de melão, apresenta todas as condições climáticas adequadas para o estabelecimento e crescimento das populações da mosca-branca.

O melão, em particular, em todas as regiões do mundo onde é cultivado, é o hospedeiro principal das populações da mosca-branca. Como a fruta é cultivada ininterruptamente no Pólo de Mossoró, no Rio Grande do Norte, as populações da mosca-branca têm aumentado gradativamente a cada ano.

A ocorrência de nuvens do inseto, já relatada em algumas áreas do Semi-Árido, é um indicativo de que as populações da mosca-branca estão ficando fora de controle.

As perdas para a agricultura brasileira provocadas pela mosca-branca já são superiores a R$10 bilhões.

Até o momento, somente o controle químico tem sido utilizado no Brasil para reduzir as populações da mosca-branca. Porém, apenas esse tipo de controle pode ser extremamente prejudicial pela facilidade com que o inseto adquire resistência aos inseticidas.

A busca de produtos biorracionais, empreendida pela Embrapa, bem como a prospecção e avaliação de inimigos naturais são extremamente importantes para que o controle integrado desse inseto seja adotado.

Produtos biorracionais podem ser definidos como qualquer tipo de produto ou inseticida ativo utilizado contra uma praga o qual seja relativamente inócuo para organismos não-alvos e que não interrompam o controle biológico.

Como têm alvo específico, eles reduzem o risco do uso, preservam a saúde ambiental e humana, promovendo estabilidade ecológica.

Unidade: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


 

Rio Grande do Norte e Tocantins.

Em regime de sequeiro, a utilização dos clones aumenta a produção em até quatro vezes. Em regime de irrigação, é possível multiplicar por 20 vezes a produção de caju.

A nova tecnologia foi o primeiro passo para tornar viável a venda do caju in natura em centros de consumo distantes da área de produção. O pedúnculo do cajueiro anão precoce, ao ser colhido dentro dos padrões avançados de tecnologia pós-colheita (também desenvolvidos pela Embrapa), permanece até 20 dias em condições ideais para o consumo. Antes, a vida de prateleira do produto restringia-se a dois dias.

A cajucultura com tecnologia pode ser adotada em pequenos, médios e grandes agronegócios. O cajueiro anão precoce possibilita a geração e a manutenção dos empregos no campo durante nove meses do ano.

Com alta produtividade e a crescente conscientização dos produtores, a tendência é de recuperação total do agronegócio do caju brasileiro influenciando nas exportações.

Unidade: Embrapa Agroindústria Tropical


 

O programa vai apresentar o Método para Análise do Impacto Ambiental Produzido pelo Manejo Praticado por uma Empresa Madeireira em Floresta de Terra Firme. Consiste em quatro estudos fundamentais:

a) Diversidade de espécies vegetais antes e após o manejo.

b) Ecologia de populações das espécies vegetais para compreensão da regeneração e continuidade da floresta.

c) Variabilidade genética existente nas populações das espécies vegetais principais para, com isso, verificar se o modelo praticado permite a conservação a longo prazo dos recursos genéticos.

d) Variações do meio físico em situação pré e pós manejo.

Com a utilização e conservação dos recursos naturais disponíveis na região, será possível manter as propriedades benéficas de fármacos, alimentos, resinas, fibras, corantes, látex e outros recursos essenciais para as populações.

Unidade: Embrapa Amazônia Ocidental