Programas 2007

Desde a década de 1980 o pesquisador Egídio Arno Konzen, da Embrapa Milho e Sorgo, vem desenvolvendo estudos do perfil do solo em que se utilizam dejetos de animais como fertilizante. Este trabalho desenvolvido há sete anos em parceria com a Universidade de Rio Verde (Fesurv) e a Perdigão Agroindustrial, ambas localizadas em Rio Verde-GO, tem mostrado que a complementação da adubação com o biofertilizante possibilita efeitos positivos em diversas culturas, como no milho, na soja e em pastagens, além de possibilitar a substituição parcial da adubação química. "Os efeitos indesejados causados pelo uso dos dejetos como fertilizante do solo serão menores com a fermentação dos mesmos em um biodigestor". "Daí a necessidade de aproveitamento do metano a partir do manejo dos dejetos por meio dos biodigestores", completa.

Fotos: Guilherme Viana.
Dejetos animais 1
Aplicação dos dejetos animais em área preparada para plantio de milho.

Dejetos animais 2
Lagoa aberta para armazenamento de dejetos causando o desprendimento do metano.
Ao fundo, biodigestores para a produção do biogás e do biofertilizante.

O principal componente obtido da decomposição dos dejetos dos suínos – o metano – é considerado 21 vezes mais nocivo para a atmosfera que o gás carbônico. Tradicionalmente o armazenamento dos dejetos é feito em lagoas abertas causando sérios riscos ambientais pela grande quantidade de metano produzida. Biodigestores são tanques protegidos do contato com o ar atmosférico onde a matéria orgânica contida nos dejetos é metabolizada por bactérias anaeróbias. Neste processo são obtidos o biogás a partir do metano, fonte barata de energia, e o biofertilizante, que pode ser utilizado como insumo agrícola.

O desenvolvimento da suinocultura intensiva a partir da década de 1970, especificamente, chamou a atenção de empresas para o investimento na tecnologia dos biodigestores como forma de evitar a contaminação dos recursos naturais. A adoção de biodigestores nas regiões Sudeste e Centro-Oeste já é uma constante, uma vez que a legislação ambiental prevê estímulos a esta atividade através de financiamentos. A tecnologia segue as orientações do Protocolo de Kyoto, que incentiva a redução de emissão de gases de efeito estufa, programa denominado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), destinado a países em desenvolvimento. Os investimentos na tecnologia são revertidos em créditos de carbono.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

O caititu (Tayassu tajacu) é uma espécie de animal silvestre encontrada na Amazônia. Em outras regiões brasileiras é chamado de cateto. Um tipo de porco-do-mato, usado na alimentação de populações rurais da região. Esse animal é uma importante fonte alimentar para as famílias de baixa renda, mas está cada vez mais raro, ameaçado pela caça predatória, por desmatamento e fragmentação de habitat. A Embrapa Amazônia Oriental, em parceria com a Universidade Federal do Pará, estuda a criação de caititu em cativeiro como alternativa para diminuição da caça, beneficiando populações rurais sem prejudicar o meio ambiente, obtendo uma produção rentável, seja para subsistência familiar ou para comercialização. O trabalho aborda aspectos biológicos e zootécnicos da criação desses animais de maneira multidisciplinar, envolvendo a sanidade, alimentação, reprodução, comportamento e manejo da espécie.

Foto: Natália Inagaki de Albuquerque.
Animais silvestres
Mãe e filhotes de caititu criados em cativeiro.

Os resultados desse trabalho já começam a aparecer. Em experimentos de nutrição em cativeiro, por exemplo, utilizaram-se fontes alternativas de alimento a baixo custo, como a torta de babaçu (subproduto da extração do óleo da semente de babaçu), dando bons resultados quando se substitui 40% do milho na ração de catitus. Os animais apresentaram bom ganho de peso e o custo de criação baixou. Além disso, os animais não apresentaram graves problemas sanitários e os resultados reprodutivos foram os melhores possíveis - o plantel aumentou em quatro anos: de 27 animais para cerca de 150 animais.

Resultados importantes aparecem também em relação ao bom rendimento de carcaça (cerca de 60%) e a alta qualidade nutritiva da carne, que é magra e rica em ácidos graxos poliinsaturados.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

O agronegócio das peles e couros de caprinos e ovinos está em franca expansão no Brasil, acompanhando o crescimento da demanda dos mercados interno e externo para calçados, vestuário e outros derivados de qualidade. A pele é o derivado do pequeno ruminante que permite a mais expressiva agregação de valor, uma vez que os preços de seus manufaturados podem atingir até 700% acima daqueles praticados no produto inicial, ou seja, a pele retirada e tratada ainda na fazenda.

O programa abordará todas as fases do processo produtivo, mostrando práticas de manejo animal que permitem a produção de peles de qualidade. Tratará também do processamento industrial, enfocando técnicas modernas desde a retirada da pele, passando pelo processamento intermediário nos curtumes, e concluindo com os processos de manufatura de calçados e vestuário. Aspectos de comercialização e mercado serão também abordados, com vistas a orientar os segmentos interessados nas tendências e oportunidades, em um mercado globalizado e altamente competitivo.

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Unidade: Embrapa Caprinos e Ovinos


 

Para a otimização do potencial dos recursos naturais, economia de insumos e garantia da sustentabilidade dos sistemas de produção, é fundamental que se realize um planejamento conservacionista da propriedade agrícola. Este planejamento busca implementar um conjunto de boas práticas agrícolas, economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis.

Foto: John N. Landers / APDC.
Foto da fazenda
Fazenda com adequado planejamento conservacionista.

A Embrapa Solos vem há mais de 50 anos estudando os solos do Brasil, buscando aperfeiçoar e transferir tecnologias de análises e interpretação dos solos, aplicadas ao planejamento conservacionista, em várias escalas, procurando contribuir para a sustentabilidade ambiental da agricultura nacional.

O programa mostrará todas as etapas do planejamento adequado da propriedade, desde a classificação do solo, a avaliação de sua aptidão agrícola, a amostragem para fins de avaliação da fertilidade, a interpretação dessas informações, até as técnicas de conservação de solo e água.Também as etapas do planejamento conservacionista, com informações gerais para que o agricultor, com orientação de técnico extensionista, possa realizá-las sem dificuldades. E ainda como diversos agricultores estão adotando com êxito as premissas do planejamento conservacionista.

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Unidade: Embrapa Solos


 

Apesar de serem de ciclo rápido, as Hortaliças podem ser atacadas por várias pragas, como formigas, lagartas e insetos, e também por doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematóides. A tendência da maior parte dos horticultores é usar agrotóxicos para resolver rapidamente o problema, o que pode ter conseqüências graves. Uma das maiores dificuldades do cultivo em pequenas áreas, como em hortas, é saber como identificar o problema e sua causa, o que é geralmente feito com sucesso apenas por especialistas ou profissionais com larga experiência.

Foto: Embrapa Hortaliças.
Foto de hortaliças com podridão-mole
Métodos alternativos recomendados pela Embrapa minimizam danos em hortaliças, como a podridão-mole e manchas foliares.

No caso das doenças e pragas, deve-se tomar as mesmas precauções quando alguém fica doente e resolve consultar um médico, que fará exames e determinará a causa e assim prescreverá algum tratamento, como é o caso dos remédios. Guardadas as proporções, não se deve confiar somente nos palpites de balconistas de lojas de produtos agropecuários ou na experiência de algum vizinho. O uso errado de algum agrotóxico pode ter conseqüências graves, como a continuação do problema; aumento dos gastos, intoxicação e danos ao meio ambiente.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

O caranguejo-uçá, Ucides cordatus, destaca-se como um dos recursos mais explorados no Brasil, ocorrendo desde o Amapá até Santa Catarina. Na Região Nordeste, o caranguejo-uçá é um importante recurso pesqueiro, com elevado valor sócio-econômico, gerando emprego e renda para milhares de famílias que habitam zonas litorâneas.

Fotos: Embrapa Meio-Norte
Caranguejos-uçá transportados em caminhão

Foto de carangejos-uçá
Caranguejo-uçá.

Embora a atividade extrativista do caranguejo remonte aos primórdios da história do Brasil, os catadores costumam ficar à margem da participação de organizações de produtores e pescadores. As associações de catadores não atuam de forma adequada; a grande maioria dos catadores tem a pesca do caranguejo como único sustento, mas não possui registro-geral e, conseqüentemente, não podem adquirir a carteira de pescador, praticando o extrativismo na ilegalidade.

A redução na captura de U. cordatus em diversos estados brasileiros nos últimos anos tem sido vista como o primeiro indício do colapso da atividade. Nos estados do Piauí e do Maranhão, onde a captura tem se mantido constante, são observados indícios de sobrepesca, tais como: redução no peso e no tamanho médio dos espécimes capturados; aumento do esforço de pesca sem o aumento da captura; e maior dificuldade na captura. Segundo catadores e distribuidores do Piauí, Ceará e Maranhão, os fatores relacionados a esses problemas são: a captura e o manuseio incorretos do animal; a estrutura inadequada de transporte; e a ausência de regulamentação e fiscalização para a atividade.

Com o objetivo de auxiliar na busca pela sustentabilidade da pesca do caranguejo-uçá, a Embrapa Meio-Norte vem, desde 2002, desenvolvendo ações de pesquisa, transferência de tecnologia e educação ambiental nas comunidades de catadores de caranguejo da Região Meio-Norte do Brasil.

Para a determinação de uma metodologia de captura, manuseio, estocagem e transporte do caranguejo com baixa taxa de mortalidade foram testados três métodos de captura, três métodos de estocagem e quatro métodos de transporte. Através de projetos financiados pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca e pelo Banco do Nordeste, a Embrapa desenvolveu uma metodologia alterando a perda que era de 40 a 60%, passando a ser de 0 a 5%.

Através do financiamento do Programa Petrobras Fome Zero, a Embrapa desenvolve ações de transferência de tecnologia para a geração de alimento, emprego e renda nas comunidades de catadores de caranguejo. As principais atividades desenvolvidas até o momento são: meliponicultura, ostreicultura, hortas e pomares comunitários e criação de galinha caipira.

Em parceria com a ONG Posto de Puericultura Suzane Jacob são desenvolvidas atividades lúdicas com crianças e a inclusão digital de jovens e adolescentes.

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Unidade: Embrapa Meio-Norte


 

Foto de Prensa de madeira - opção econômica para fazer fenoA prensa manual desenvolvida pela Embrapa Tabuleiros Costeiros apresenta baixo custo e praticidade para os produtores rurais no enfardamento de feno. Durante o programa, o telespectador conhecerá, passo-a-passo, como se faz a prensa e saberá mais detalhes sobre a fenação. A fenação é uma técnica de alimentação alternativa complementar para rebanhos de bovinos, caprinos e ovinos durante a seca. É na época da falta de chuvas que os produtores - principalmente os do Nordeste onde a seca dura cerca de nove meses – mais sofrem com a falta de volumosos para alimentar o rebanho. As consequências são: perda de peso, diminuição de carne, leite e lã.

Apesar da fenação ser uma boa opção para enfrentar o período seco, muitos produtores não usam a técnica - que consiste na desidratação de forragens ou de resíduos agrícolas e agroindustriais - por considerarem o processo mecânico de alto custo. A prensa manual de fenação vem justamente diminuir as despesas com a confecção dos fardos. O equipamento foi idealizado e projetado pelo pesquisador da Unidade de Execução e Pesquisa de Rio Largo, em Alagoas, Onaldo Souza.

De acordo com o pesquisador, com a prensa é possível confeccionar dezenas de fardos por dia e qualquer pessoa adulta é capaz de manuseá-la. Os fardos produzidos pesam em torno de 13 a 15 quilos. A prensa está em sua quinta versão. Quase a totalidade dos componentes de ferro foi substituída por madeira. Outra vantagem é a possibilidade de deslocamenteo da prensa para locais de produção dos fardos.

O enfardamento facilita no transporte, distribuição e armazenamento do feno. Os fardos podem ser colocados em locais fechados para conservar as propriedades do feno até a época da seca, quando o produtor fornecerá aos animais para suplementar a alimentação.

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Unidade: Embrapa Tabuleiros Costeiros


 

O paiol Balaio de Milho desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Emater-MG busca atender às necessidades de pequenos produtores e oferecer milho de melhor qualidade, sem resíduos de agrotóxicos ou danos causados por roedores e insetos. Durante o programa, o telespectador conhecerá, passo a passo, como se faz o paiol, que substitui técnicas tradicionais como os antigos paióis encontrados na maioria das propriedades familiares, onde o controle de pragas e roedores é mais difícil.

Foto: Clênio Araújo.
Foto de Balaio de Milho.
Paiol Balaio de Milho em uso por agricultor mineiro.

Para o pesquisador Jamilton Pereira dos Santos, responsável pelo desenvolvimento do projeto, a tecnologia apresenta como inovação a facilidade de uso e a redução do custo para combater o caruncho do milho armazenado nas pequenas propriedades. "Isso representa mais saúde para a família do agricultor e maior produtividade a um custo menor e com mais rendimento".

Entre as vantagens do paiol Balaio de Milho, estão facilidade de construção, baixo custo dos materiais e da mão-de-obra utilizados, ajuste a diferentes quantidades armazenadas de milho, expurgo do milho no interior do paiol a qualquer momento, controle de roedores, favorecimento à secagem natural do milho em espiga e adequação às necessidades da agricultura familiar.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

A produção de adubo orgânico por meio de resíduos urbanos como lixo doméstico, estercos animais ou similares, e o aproveitamento de outros resíduos como recipientes plásticos constituem-se num dos aspectos da agricultura que muito contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Foto: Embrapa Agrobiologia.
Foto de um Cilindro de com tela metálica.
A pilha de composto é feita facilmente em cilindro construído com tela metálica.

Os resíduos orgânicos domésticos podem ter muito valor após a compostagem e a vermicompostagem. Depois de passarem por esses processos, os restos de comida, cascas de frutas, papéis, grama, restos de folhagens, restos de capina e pó de café podem servir como excelentes fontes de nutrientes para as plantas, sem esforço e custo, em um pequeno espaço, melhorando inclusive as condições do ambiente.

A primeira etapa consiste na termoestabilização dos resíduos domésticos numa forma mais estável, seguida à vermicompostagem que além de acelerar o processo final de estabilização promove melhor aparência ao adubo. Esse adubo orgânico melhora as características físico-químicas e biológicas do solo, propiciando condições que favorecem à vida, podendo ser utilizado para adubar frutíferas e hortaliças, contribuindo para aumentar a produção de alimentos em áreas urbanas.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

A suinocultura e a avicultura estão entre as atividades agropecuárias que precisam ter muito cuidado na relação com as fontes de água.  Sem recursos hídricos em quantidade e qualidade, é praticamente impossível alcançar sucesso nesses dois segmentos.  E há também uma pressão da sociedade para que a suinocultura e avicultura utilizem menos água para reduzir o impacto ambiental que provocam.  "Cuidar bem da água, evitando desperdícios, é algo que faz bem para o negócio e para o meio ambiente", garante o pesquisador Júlio César Palhares, da Embrapa Suínos e Aves.

Foto: Embrapa Suínos e Aves.
Foto de um animal suíno.
O adequado manejo da água é fundamental para a sustentabilidade ambiental na suinocultura e na avicultura.

A abundância de água no Brasil é uma vantagem competitiva da suinocultura e avicultura praticadas no país.  Só que a utilização equivocada desse recurso natural pode fazer com que os produtores brasileiros percam uma condição favorável importante.  Por isso é essencial que o produtor saiba exatamente quanta água precisa para manter os animais alojados na propriedade.  O dimensionamento da demanda é o primeiro passo para que o suinocultor ou avicultor descubra se está desperdiçando água ou não.

Segundo o pesquisador Júlio Palhares, a suinocultura e a avicultura brasileiras também precisam progredir na reutilização da água.  É possível diminuir o consumo mudando algumas práticas de manejo e equipamentos, que permitirão uma reciclagem parcial da água dentro do sistema de criação.  "Essas alterações não exigem um grande investimento", afirma o pesquisador.  Para Palhares, quem não tratar a água como prioridade nos próximos anos, certamente entrentará muitas dificuldades para continuar produzindo suínos e aves.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

A propagação de espécies frutíferas é uma linha de trabalho que a Embrapa Amazônia Oriental desenvolve há mais de vinte anos. Das frutas nativas da Amazônia, a pesquisa já estabeleceu técnicas eficientes para a propagação do açaizeiro, abieiro, cupuaçuzeiro, muricizeiro, taperebazeiro, pequiazeiro, castanheira-do-brasil e pupunheira. Das exóticas, ou seja, introduzidas de outros países, destacam-se o abricoteiro, a gravioleira, o jambeiro, o mangostãozeiro e o rambotãozeiro.

Fotos: Embrapa Amazônia Oriental.
Foto da árvore Bacuri.
Bacuri planta com frutos - Planta do Banco de Germoplasma em fase de frutificação.

Foto dos frutos do Bacuri.
Bacuri cesto - Frutos no cesto.

Ao contrário das plantas propagadas por sementes - técnica normalmente utilizada pelos agricultores da região - a propagação assexuada, ou seja, por pedaços da planta-mãe que se deseja propagar, proporciona a obtenção de plantas mais homogêneas e frutos com melhor qualidade. Além disso, reduz em 40% o tempo de início da produção e gera plantas com menor porte, o que facilita a colheita.

Os principais métodos de propagação assexuada são a estaquia e a enxertia.  O primeiro consiste na retirada de pequenos ramos (ou estacas) das árvores, os quais são colocados em propagador para que ocorra a regeneração de raízes e de ramos. Daí surgem as novas plantas. A enxertia é uma método de propagação mundialmente consagrado na produção de mudas de espécies frutíferas. É a união de uma gema ou de um fragmento de ramo de uma planta adulta a uma planta jovem. A planta enxertada passa a se constituir numa única e nova planta. O sucesso da enxertia depende de uma série de fatores, como a compatibilidade entre o porta-enxerto e o enxerto, a época do ano e as condições ambientais.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

O programa irá mostrar um pouco mais sobre uma das principais regiões vitivinícolas inter-tropicais de importância econômica do planeta: o Vale do Submédio do São Francisco. O Vale está localizado entre os paralelos 8º e 9º de latitude sul e em altitude não superior a 400m acima do nível médio do mar (diferentemente de outras regiões vitivinícolas da zona inter-tropical, como no Peru e na Bolívia, que estão localizadas a altitudes consideráveis). Na região, as temperaturas são elevadas durante todo o ano, o que permite a ocorrência de pelo menos dois ciclos produtivos por ano, através do manejo da irrigação do vinhedo associado a outras técnicas vitícolas.

Foto: Embrapa Semiárido.
Foto de garrafas de vinho.
Garrafas de vinho do Sub-médio do Vale do S. Francisco.

Tradicionalmente, a produção mundial de vinhos está concentrada em regiões de clima temperado ou subtropical, localizadas entre os paralelos 30º e 45º de latitude norte e entre 30º e 40º de latitude sul. No Brasil, a vitivinicultura de vinhos finos está localizada nas regiões geográficas Sul e Nordeste, totalizando 5 regiões vitivinícolas. Três delas estão localizadas no Rio Grande do Sul (Serra Gaúcha, Campanha e Serra do Sudeste) e uma em Santa Catarina (Planalto Catarinense). Na junção dos estados da Bahia e Pernambuco localiza-se a região do Vale do Submédio São Francisco (VSMSF), que tem apresentado vinhos de excelente qualidade e tipicidade.

Confira na programação desta semana o que está ocorrendo no Submédio do São Francisco e as perspectivas de que outras regiões com características semelhantes, no futuro, irão aparecer no mapa das regiões vitivinícolas tropicais brasileiras.

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Unidade: Embrapa Uva e Vinho


 

A mangaba é uma fruta rica em ferro e vitamina C e sua concentração de polpa chega a 94% de rendimento. A mangabeira, espécie nativa do Brasil, é encontrada nos tabuleiros costeiros e restingas no Nordeste e no cerrado, especificamente norte de Minas Gerais, região Centro-Oeste e parte da Amazônia. Mas é no Nordeste sua maior aceitação, principalmente pela agroindústria. Produtos feitos com a fruta, como sorvete, suco, geléia, são muito apreciados pelos nordestinos, que têm a mangaba como elemento da cultura popular.

Foto: Divulgação Embrapa.
Foto de mangaba
A mangaba é fonte de renda para muitas famílias em diversos estados do Nordeste.

Além de saborosa, a mangaba é um meio de sobrevivência para a população. No período de novembro a abril, em diversos estados do Nordeste, sua colheita é a única fonte de renda de centenas de famílias. Elas sobrevivem da colheita da fruta em áreas nativas. Mas essas áreas remanescentes de mangabeiras estão desaparecendo, sendo destruídas e substituídas pela expansão imobiliária, pelos criatórios de camarão, plantios de cana-de-açúcar e de coqueirais.

Estudos mostram que a mangaba já desapareceu de algumas dessas áreas. O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros Josué Francisco Silva Júnior acredita que uma alternativa para amenizar este problema e disponibilizar a fruta no mercado em grande escala é ampliar a produção comercial, o que torna o plantio de mudas obtidas por sementes uma boa opção.

Foto: Evandro Tupinambá.
Foto de mudas da magaba
A produção de mudas por sementes é uma alternativa para incrementar os plantios comerciais.

Josué destaca que mangaba é uma cultura que não precisa de muitos cuidados. "Geralmente a planta é cultivada sem a necessidade de adubações constantes ou de outros manejos". Com relação à produção de mudas, o produtor precisa ter cuidado na seleção dos frutos. As sementes devem ser obtidas de plantas produtivas e isentas de pragas e doenças.

Unidade: Embrapa Tabuleiros Costeiros


O programa Dia de Campo na TV mostrará os cuidados que os produtores devem ter para oferecer leite de qualidade às indústrias e aos consumidores. A pesquisadora da Embrapa Caprinos, Lea Chapaval, e o diretor do Centro de Capacitação em Bases Tecnológicas para o Semi-Árido, Gilvan Soares Brito, falarão sobre as Boas Práticas na Produção de leite de cabra – um conjunto de medidas tomadas durante a produção que evitam a contaminação do produto e garante a segurança do consumidor.

Foto: Embrapa Caprinos e Ovinos.
Foto de produtos derivados da cabra.
Produtos feitos a partir de leite de cabra.

A pesquisadora Lea Chapaval ressalta que existem vários fatores que alteram a qualidade do leite e comprometem a segurança e o rendimento dos produtos lácteos, como o estado sanitário do rebanho, a higiene do ordenhador, a higiene e as condições das instalações e dos equipamentos utilizados durante a ordenha, os aspectos sanitários do local de ordenha e as condições de transporte e armazenamento. "Práticas realizadas dentro da propriedade podem assegurar que o leite de cabra seja produzido por animais saudáveis sob condições aceitáveis e em equilíbrio com o meio ambiente", completa.

Lea Chapaval salienta que o papel dos produtores de leite de cabra é assegurar que boas práticas agropecuárias, higiênicas e animais sejam empregadas na propriedade. "O foco deve ser a prevenção dos problemas, incluindo as doenças, antes que eles ocorram", diz. Assim, as Boas Práticas Agropecuárias (BPAs) poderão contribuir para assegurar que o leite de cabra e seus derivados estejam livres de contaminantes, sendo seguros e apropriados para consumo. Contudo, além do produtor; fornecedores de insumos, transportadores, fabricantes de produtos lácteos e alimentos, os distribuidores e os comerciantes devem fazer parte de um sistema de gerenciamento integrado que garanta a segurança e qualidade alimentar.

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Unidade: Embrapa Caprinos e Ovinos


 

A Embrapa e outras instituições brasileiras de ensino e pesquisa estão desenvolvendo tecnologias para produção de oleaginosas que possam gerar biocombustíveis. O Dia de Campo na TV vai abordar  o que a Embrapa vem pesquisando para aprimorar os biocombustíveis derivados de óleos vegetais da soja, mamona, o girassol, o dendê e a canola.

Num primeiro momento, é a soja que vai atender a demanda do mercado de biodiesel, pois a cultura responde hoje por mais de 90% do óleo vegetal produzido no Brasil. "A dependência pela soja deve ser gradativamente reduzida, assim que outras oleaginosas passem a ofertar maior quantidade de óleo no mercado. E a Embrapa está buscando resolver alguns dos desafios agronômicos que dificultam o avanço dessas cadeias produtivas", explica o pesquisador João Flávio Veloso, da Embrapa Soja.

Foto: Embrapa Soja.
Foto de oleo vegetal
Óleo vegetal usado na produção de biodiesel.

De acordo com o pesquisador, a Embrapa estuda a viabilidade, a competitividade e a sustentabilidade dessas cadeias produtivas. Além desse estudo, a Embrapa pretende gerar e desenvolver tecnologias para o aproveitamento de co-produtos na obtenção de biocombustíveis derivados de óleos vegetais.  As tortas, tanto da mamona como do girassol, possuem teores elevados de proteína que podem substituir as tradicionais fontes protéicas utilizadas na formulação de ração animal. "A Embrapa tem um projeto de destoxificar a torta da mamona que é excelente fonte protéica para ração e poderá ser usada como ração animal", complementa Veloso.

Um outro co-produto da produção do biodiesel é o glicerol que precisa ser avaliado quanto a sua composição, por meio de processos de baixo custo que resultem em produtos de pureza ou composição próximas aos produtos comerciais.

A Embrapa e a Universidade de Brasília também estão estudando novos processos e equipamentos para obtenção de biodiesel. Um exemplo é o craqueador, equipamento que  ainda está em fase de testes. O objetivo é produzir um combustível que seja semelhante ao diesel de petróleo.

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Unidade: Embrapa Soja


 

O inoculante é um material contendo microrganimos, que atua favoravelmente no desenvolvimento das plantas. Depois de 10 anos de pesquisas e testes com mais de 600 tipos de bactérias, a Embrapa Agrobiologia chegou a um inoculante capaz de aumentar em até 50 por cento a produção de feijão-caupi no Semiárido nordestino.

Foto: Embrapa Agrobiologia.
Foto do Feijão-caupi.
O feijão-caupi inoculado com rizóbio aumenta sua produção em até 50 por cento.

O produto, produzido com uma bactéria resistente a altas temperaturas e a deficiência de água, é de baixo custo e acessível ao pequeno agricultor. Para se ter uma idéia, uma dose de inoculante para ser utilizada em 50 quilos de sementes de feijão (suficiente para plantar um hectare) sai em média por R$ 3,00. Se optar pelo adubo químico, o agricultor vai gastar em torno de R$ 85,00 por hectare.

O trabalho de pesquisa envolveu testes em laboratório, casa de vegetação e testes de campo. Com a participação dos próprios agricultores do Semi-Árido nordestino, foram avaliados resultados de roças onde foi aplicado o inoculante e roças sem o inoculante. Os resultados comprovaram a eficiência do produto, que já vem sendo utilizado por produtores do Nordeste.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

   Foto: Embrapa Café.
Foto de café sendo peneirado.A tecnologia na produção cafeeira melhorou e com ela as exigências do consumidor de café aumentaram. Recentemente, uma nova tendência tem se consolidado no mercado cafeeiro, com a valorização do café produzido com ênfase na sustentabilidade e em boas práticas agrícolas. O Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento de Café (CBP&D/Café), administrado pela Embrapa Café, juntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e representantes do setor cafeeiro, desenvolvem uma norma para a produção de café dentro dos requisitos de segurança alimentar e de sustentabilidade de produção, levando em conta as peculiaridades da cafeicultura brasileira. Trata-se da criação da Produção Integrada de Café (PIC), tema que será abordado no Dia de Campo na TV desta sexta-feira.

   Foto: Embrapa Café.
Foto do fruto de café.A elaboração da norma favorece a rastreabilidade de toda a cadeia e o desenvolvimento de uma certificação nacional, com princípios que atendam às exigências internacionais e de fácil acesso a pequenos e médios produtores organizados. A iniciativa busca excluir práticas inaceitáveis e propiciar uma melhora contínua de boas práticas agrícolas. A PIC foi inspirada em alguns sistemas similares para café e, principalmente, no modelo já implementado com sucesso pelo Ministério da Agricultura para Produção Integrada de Frutas (PIF). Passada a etapa de elaboração, a PIC fará parte do Programa Brasileiro de Produção Integrada e do Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade, do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia).

A PIC é constituída de 16 princípios, muitos dos quais já fazem parte do dia-a-dia do produtor. De modo geral, eles incentivam melhorias na gestão da propriedade, que em médio e longo prazo refletirão na adoção de técnicas produtivas com baixo impacto ambiental, qualidade diferenciada dos produtos e mais competitividade para o café brasileiro.

A liderança brasileira na produção mundial de café pressupõe cada vez mais uma postura correta em relação ao meio ambiente, ao trabalhador e à segurança dos produtos. O que se propõe com a PIC é a apresentação de uma norma que incentive o aperfeiçoamento gradativo de um maior número de cafeicultores que desejam ter seus produtos reconhecidos através de certificação. A PIC é uma iniciativa brasileira que oferece um café com valor social e ecológico agregado e vêm ao encontro das exigências dos países consumidores que começam a cobrar e a valorizar condições apropriadas de produção e rastreabilidade do produto.

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Unidade: Embrapa Café


 

Contribuir para obtenção de rações e frangos seguros para o consumidor e evitar o possível embargo à exportação de  frangos contaminados por micotoxinas produzidas por fungos que se desenvolvem no milho são os objetivos finais do projeto desenvolvido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro- RJ), em cooperação com a Universidade Estadual de Maringá, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement-CIRAD, França. O projeto de pesquisa visa  garantir a qualidade em rações utilizadas  na  avicultura comercial, quanto à contaminação por aflatoxinas – um tipo de toxina produzido por fungos.

   Foto: Embrapa Agroindústria de Alimentos.
Foto de um milho.Segundo o pesquisador Otniel Freitas-Silva, responsável por este projeto, "um dos pré-requisitos para a gestão da qualidade consiste em um conjunto de práticas que possibilitam um ambiente e condições de trabalho mais eficiente e satisfatório, otimizando assim todo o processo produtivo". Ele ressalta que alguns dos itens merecem maior atenção, em especial os relacionados com práticas de higiene e uso de matérias-primas contaminadas por micotoxinas (aflatoxinas, fumonisinas, zearalenona), devendo ser monitorados e corrigidos para não comprometer o produto final ou a saúde de consumidores. Para o caso específico do milho é necessária a caracterização do diagrama de fluxo (fluxograma) e o ajuste para cada tipo de processo de beneficiamento, processamento, armazenamento, transporte, indicando os principais perigos e  pontos críticos de controle para cada tipo de situação.

As micotoxinas produzem efeitos nocivos no organismos dos animais, comprometendo o sistema imunológico com alta taxa de mortalidade, deficiências reprodutivas, aumento da suscetibilidade às doenças e baixa conversão alimentar, provocando perdas econômicas. Os ovos das aves alimentadas com rações contaminadas por Aflatoxina B1, a mais tóxica das  aflatoxinas, oferecem perigo ao consumo humano.  Os resultados desta pesquisa contribuirão sistematicamente para a manutenção da rentabilidade do agronegócio do frango e da qualidade do produto.

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Unidade: Embrapa Agroindústria de Alimentos


 

A serraria móvel é um sistema portátil que permite ao produtor desdobrar a tora na sua propriedade e com isso aumentar o valor da madeira, tornando o plantio florestal ainda mais rentável para o pequeno e médio produtor.

   Foto: Vera Eifler.
Foto de uma Serraria Móvel.Desenvolvida pela Embrapa Florestas, em parceria com a Embrapa Instrumentação Agropecuária, Embrapa Acre e a empresa Gil Equipamentos LTDA, a serraria móvel mostrou-se viável para inserir o pequeno produtor na cadeia produtiva florestal, contribuindo para a geração de empregos e renda, agregando valor econômico e ambiental à propriedade.

De acordo com o pesquisador Washington Magalhães, da Embrapa Florestas, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do primeiro modelo nacional de serraria móvel,  a construção de modelos nacionais pode, além de baratear o preço do equipamento, promover a substituição de importações. Atualmente o pequeno produtor florestal vende a madeira em pé, o que é também um bom negócio. Todavia, com o uso da serraria móvel, poderá desdobrar a tora na propriedade e pelo menos triplicar o valor da madeira.

Além de benefícios econômicos, os sistemas de produção baseados em serrarias móveis são mais vantajosos do ponto de vista ambiental, pois há uma diminuição no tráfego de caminhões e máquinas pesadas na área da floresta e em estradas e também a descentralização de resíduos.

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Unidade: Embrapa Florestas


 

O programa terá a participação do pesquisador Pedro Paulo Pires, da Embrapa Gado de Corte, e do médico veterinário Virgílio Ferreira, da VIPPER Certificadora, parceira no desenvolvimento de sistemas para rastreamento animal e gestão de fazendas. O Dia de Campo na TV vai mostrar o sistema desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte para identificação de bovinos, registro das práticas adotadas e gestão da fazenda, de forma simples, segura e rápida.

Fotos: Josimar Lima do Nascimento.
Foto de Mangueiro digital

Foto de Mangueiro digital em execução
Mangueiro digital.

Com o Mangueiro Digital, a identificação e controle das informações referentes ao animal são feitas eletronicamente, por meio de um chip implantado nele. O sistema permite a identificação individual do animal e pode ser lido por meio de ondas de rádio. Toda a anotação, que no sistema convencional é feita com caneta e papel, passa a ser feita de maneira automática e o manejo dos bovinos é grandemente facilitado com a ajuda de um programa de computador para gestão da fazenda. O sistema permite o acompanhamento do desenvolvimento de cada animal, em tempo real, colhendo informações do campo e do mangueiro.  Esta nova tecnologia de controle das atividades pecuárias atende `as exigências cada vez maiores de mercados consumidores nacional e internacional, preocupados com a qualidade e com a segurança alimentar.

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Unidade: Embrapa Gado de Corte


 

Os primeiros relatos da síndrome da morte do capim-braquiarão surgiram no Acre, Rondônia e em outras localidades da Amazônia, a partir de 1994. Em solos de baixa permeabilidade ou sujeitos ao encharcamento, como é o caso da maioria dos solos do Acre, o capim-braquiarão mostra-se pouco adaptado. Os sintomas da síndrome manifestam-se principalmente na estação das chuvas: amarelecimento, murchamento e finalmente a morte de plantas da gramínea. Nos casos avançados do processo, as pastagens passam a ser ocupadas por plantas invasoras nas áreas onde o capim-braquiarão já morreu, resultando também em degradação e prejuízos para os produtores. O problema tem sido chamado de síndrome, porque é causado por uma combinação de fatores como o estresse do encharcamento do solo, seguido do ataque de fungos oportunistas.

Foto: Judson Valentim.
Foto de capim-braquiarão.
Síndrome da morte do capim-braquiarão.

Foto: Carlos Maurício S. Andrade.
Foto de capim-braquiarão.
Capim-braquiarão.

Lançado pela Embrapa em 1984, o capim-braquiarão (Brachiaria brizantha cv. Marandu), tem qualidades que o fizeram popular entre os pecuaristas: bom valor nutritivo, agressividade e alta resistência às cigarrinhas-das-pastagens. Em pouco tempo, tornou-se a gramínea forrageira mais plantada no Brasil, principalmente nas Regiões Norte e Centro-Oeste, substituindo boa parte das pastagens degradadas de Brachiaria decumbens.

Para solucionar o problema da síndrome da morte do capim-braquiarão, a Embrapa Acre oferece opções de substituição, com base em pesquisas, por outras espécies forrageiras que se mostram mais tolerantes ao encharcamento do solo e aos fungos dos gêneros Pythium, Rhizoctonia e Fusarium. O Dia de Campo na TV vai mostrar quais são essas outras espécies e como os pecuaristas podem lidar com o problema de maneira mais racional, eficiente e econômica.

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Unidade: Embrapa Acre


 

O psilídeo-de-concha é uma nova praga que tem atacado florestas de eucalipto em municípios do Brasil. Detectado em 2003, o inseto, também conhecido como "piolho-do-eucalipto", tem rápida capacidade de dispersão no ecossistema florestal e provoca significativas perdas econômicas. Para combater a praga, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Florestas (Colombo - PR) participam do "Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-concha em Florestas de Eucalipto", em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Botucatu, SP; com o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), de Piracicaba, SP; e empresas do ramo florestal no país.  Os resultados dessa pesquisa serão mostrados no Dia de Campo na TV.

Foto: Embrapa Meio Ambiente.
Foto de psilídeo-de-concha
Praga Psilídeo-de-concha.

As espécies de eucalipto mais atacadas são as utilizadas na produção de lenha, carvão vegetal e de celulose, explica o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Luiz Alexandre Nogueira de Sá, também coordenador das pesquisas na Unidade.

Hoje a área plantada com eucalipto no Brasil está próxima de 3 milhões de hectares. Em 2003, o Brasil exportou US$ 2,8 bilhões em papel e celulose.

De acordo com Nogueira de Sá, o controle biológico da praga é um método natural que reduz de 30% a 80% o nível de incidência do inseto nas florestas, e se dá por meio de uma vespa, a Psyllaephagus bliteus. "O controle químico com inseticidas é um método caro, de alto impacto ambiental e tem efeito temporário". Além disso, a aplicação de inseticidas sistêmicos pode custar entre R$ 40 e R$ 150 por hectare de floresta e exige no mínimo três aplicações por ano", enfatiza o pesquisador.

Foto: Embrapa Meio Ambiente.
Foto de Eucalipto.
Eucalipto atacado pelas pragas.

Problemas relacionados à resistência de determinados insetos a vários princípios ativos dos produtos químicos, a sua ineficiência, o surgimento de pragas secundárias e também o largo espectro de ação destes agrotóxicos contribuem decisivamente para agravar o desequilíbrio ecológico em diversos ecossistemas, além de elevar os custos de produção.

Por se tratar de uma praga exótica ao país, atacando uma espécie vegetal também exótica, o eucalipto, a melhor opção foi a importação de um inimigo natural específico, oriundo da região de origem da praga, pelo Laboratório de Quarentena "Costa Lima", da Embrapa Meio Ambiente. A estratégia é denominada controle biológico clássico. Assim, foi feita a importação deste parasitóide exótico, introduzido anteriormente e já estabelecido com sucesso em três regiões mexicanas distintas: Guadalajara, Águas Calientes e Moreia.

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Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

   Foto: Júlio César Salton.
Foto de gado.A degradação de áreas, que já foram produtivas, é um dos grandes problemas do produtor rural e também preocupação da pesquisa.  Terras improdutivas acarretam prejuízos para a agropecuária brasileira e afetam o meio ambiente.  Entretanto, a recuperação dessas áreas é viável, possível e desafiante.  Iniciativas da Embrapa, em parceria com várias entidades, estão em andamento e uma delas é a Integração Lavoura-Pecuária.

A integração lavoura-pecuária (ILP) é capaz de aumentar a eficiência dos sistemas produtivos e proporcionar qualidade ambiental, sendo muito mais que uma nova tecnologia, mais uma filosofia para desenvolver a agricultura, na opinião de muitos especialistas.

   Foto: Gessi Ceccon.
Foto de lavoura.A ILP reduz a pressão pela abertura de novas áreas. A partir de sua implementação, pode-se recuperar o potencial produtivo das propriedades, aumentar a produção de grãos, carne e leite, garantir a sustentabilidade dos sistemas, melhorar o manejo e a conservação do solo e da água e elevar a renda do produtor rural.

Em 10 anos, o Brasil pode deixar de desmatar 40 milhões de hectares se passar a adotar técnicas conservacionistas e sensibilizar seus produtores quanto ao uso de sistemas viáveis e que preservem o ambiente.

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Unidade: Embrapa Agropecuária Oeste


 

   Foto: Embrapa Cerrados.
Foto de alimentos sendo irrigados pela água.Metodologias voltadas para o uso racional da água contribuem para aumentar a produtividade de uso da água, reduzir os conflitos na região do Cerrado e garantir a produção de alimentos. A Embrapa Cerrados desenvolve na Bacia do Rio Buriti pesquisas de avaliação da disponibilidade hídrica da bacia, dos reservatórios de acumulação de água, o sistema de distribuição e o manejo da irrigação. Os resultados obtidos servirão de base para nortear o uso racional da água em outras regiões do país.

O uso racional da água na produção de alimentos passa necessariamente pelo uso racional de irrigação. Por isso, o produtor precisa se conscientizar da necessidade de implantar um programa de melhoria do uso da água, avaliando a bacia como um todo, dando atenção especial à cobertura vegetal e à conservação das nascentes.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

Estudos em diversas regiões do mundo, inclusive no Brasil, têm demonstrado que o Ageniaspis citricola é o parasitóide mais eficiente no controle do minador-das-folhas-dos-citros (Phyllocnistis citrella).

Foto: Fundecitrus.
Foto de folha de citros
Galerias em folhas de citros formadas pelo minador.

Para combater a praga, pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura recomendam o uso do kit Ageniaspis, que pode ser feito pelo próprio produtor e tem índice de parasitismo de até 92%. "Existem hoje mais de 20 espécies de parasitóides do minador das folhas dos citros (MFC), sendo o A. citricola o mais eficiente", explica o pesquisador Antonio Nascimento. O controle químico do minador tem-se mostrado ineficiente e oneroso em países onde a praga já ocorre há mais tempo, uma vez que ataca brotações novas e a larva fica protegida dentro da folha.

A produção do parasitóide sobre P. citrella criado em mudas de limão cravo (Citrus limonia L. Osbeck) tem sido otimizada em razão da praticidade de manuseio das plantas cultivadas em "tubetes", demandando pouco espaço para criação do parasitóide, sendo possível monitorar seu desenvolvimento em laboratório, utilizando-se câmaras climatizadas e/ou pequenas salas de criação.

Na Bahia, foram montados dois laboratórios para criação e produção do Ageniaspis citricola, em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), um na Estação Experimental de Alagoinhas e o outro, na sede da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas. Além da EBDA, o trabalho teve o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

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Unidade: Embrapa Mandioca e Fruticultura


 

Mesmo quem nunca ouviu falar da bactéria salmonela, já soube de algum caso em que ela foi a personagem principal. A salmonela provoca uma das doenças transmitidas por alimentos mais comuns do mundo. É a salmonelose, que causa infecções intestinais nas pessoas que ingerem a bactéria com a carne, ovos ou verduras contaminadas. A Organização Mundial da Saúde considera a salmonelose um dos maiores desafios à saúde pública. Só nos Estados Unidos, por exemplo, morrem 600 pessoas por ano vítimas de salmonelose.

Foto: Pfizer.
Foto de bacteria Salmonela
Bactéria Salmonela.

Os produtos de origem suína contribuem com 10% a 15% dos casos de salmonelose no mundo inteiro. De acordo com a pesquisadora Jalusa Deon Kich, da Embrapa Suínos e Aves, é preciso um controle integrado da bactéria. "A salmonela pode se disseminar dentro das granjas, no transporte dos animais para o frigorífico ou dentro dos abatedouros. Ou seja, os programas de controle da infecção devem abranger o sistema de produção, o abate e o processamento", explica Jalusa.

Foto: Embrapa Suínos e Aves.
Foto de suínos.
Controle da salmonela na granja.

A pesquisadora alerta para os fatores de risco associados à infecção por salmonela em suínos. Nos aspectos relacionados a biossegurança estão incluídos itens como a qualidade da ração e da água usada na alimentação dos suínos, controle de roedores e vazio sanitário. Na questão de higiene e desinfecção da granja, o objetivo é evitar a contaminação residual e infecção de novos lotes. Para isto são necessários cuidados na lavagem, eliminação de matéria orgânica, uso de desifentantes e vazio sanitário.

Outro ponto para o qual a pesquisadora Jalusa chama atenção é o fluxo de animais no sistema de produção, que amplifica a infecção e leva a bactéria para dentro da planta frigorífica. Portanto, medidas que diminuam o estresse de transporte, mistura de lotes e permanência nas baias de espera também devem ser consideradas e fazem parte do programa de controle da infecção por salmonela.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

   Foto: Francisco de Brito Melo.
Foto de plantação.O Projeto "Desenvolvimento Comunitário no Semiárido do Piauí: mamona e feijão-caupi – energia, renda e cidadania", desenvolvido pela Embrapa Meio-Norte em parceria com o Comitê de Entidades no Combate à Fome e Pela Vida - COEP, é um modelo de sucesso para todo o País. Cerca de 1.500 pequenos agricultores trabalham no pólo de produção de mamona nas comunidades: Cacimba, município de Anísio de Abreu; Boa Vista, em Jurema; Solidão, município de São Braz do Piauí; e Quixó, em São Raimundo Nonato.

Cada família trabalha em uma área de 3 hectares, com uma assessoria permanente da Embrapa Meio-Norte e organizadas em associações. A meta maior do projeto é consolidar uma cadeia produtiva, que vai da plantação de mamona à comercialização do biodiesel. Elas dispõem na comunidade Cacimba, sede do pólo, de uma tele-sala de informática interligada a um satélite. A maioria dos agricultores, segundo o pesquisador Francisco de Brito Melo, gestor do projeto, já está navegando na Internet.

Em outro projeto, desta vez com a parceria do Banco do Brasil e do Sebrae, a Embrapa Meio-Norte está beneficiando cerca de 4 mil agricultores em 28 municípios, concentrados nas microrregiões de São Raimundo Nonato e São João do Piauí, pólos de produção de mamona no estado.

O Piauí é hoje, de acordo com o IBGE, o segundo maior produtor de mamona do País, com uma área colhida de 16 mil hectares. A Bahia continua na frente com uma área de aproximadamente 200 mil hectares.

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Unidade: Embrapa Meio-Norte


 

   Foto: Leandro Vargas.
Foto de plantas DaninhasAs plantas daninhas são invasoras que aparecem no meio das lavouras, afetando a produtividade das culturas na competição por luz, água e nutrientes. As plantas daninhas também podem servir de hospedeiras para pragas e doenças, ou causar efeitos tóxicos, que inibem a germinação das sementes.

Os herbicidas são a principal forma de combater as plantas daninhas e sempre resultaram num controle satisfatório. Contudo, o uso exagerado de herbicidas, com sucessivas aplicações, tem provocado impactos negativos no ambiente como a seleção de plantas daninhas resistentes.

O primeiro caso de resistência foi registrado há pouco mais de 50 anos e hoje já existem cerca de 300 plantas resistentes a herbicidas identificadas no mundo. Um grupo de pesquisadores da Embrapa Trigo e de instituições parceiras se dedica a avaliar a resistência das plantas daninhas ao glyphosate com o objetivo de orientar produtores na busca por soluções.

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Unidade: Embrapa Trigo


 

   Foto: Embrapa Semiárido.
Foto de cabras comendo mandacaruDe acordo com o pesquisador da Embrapa Nilton de Brito Cavalcanti, a plantação do mandacaru é uma alternativa para alimentar animais em períodos de seca. Esta é uma planta nativa que tem água no caule e nos espinhos e pode resistir a períodos de forte estiagem no sertão. Como o mandacaru é mais resistente que muita planta, ele vai crescer e se desenvolver bem e, na época da seca, quando mais de 17% dos rebanhos de pequenos criadores morrem, representa uma fonte extra de proteína na alimentação dos animais.

O rebanho atual de cabras e ovelhas na região semiárida brasileira é de oito milhões de cabeças. Muitos dos pequenos criadores retiram o mandacaru das vegetações nativas e não fazem o trabalho de reposição. Por isso, está difícil achar esta planta. Os criadores precisam percorrer grandes distâncias para ter acesso a essa importante fonte de alimentação dos animais.

Para mudar essa situação, os criadores do semiárido estão sendo orientados para plantarem o mandacaru em suas terras. Além de a plantação ser fácil e barata, são inúmeras as vantagens. O agricultor pode optar por adensar mais o número de plantas bem perto de sua residência.

Atualmente, a Embrapa Semiárido em parceria com o BNB vem desenvolvendo projeto de difusão do mandacaru sem espinhos. Já foram implantadas mais de 10 unidades demonstrativas em diversos municípios do semiárido. Embora seja de regiões mais chuvosas, as plantas de mandacaru sem espinhos cultivadas há mais de 10 anos na Estação Experimental da Caatinga, em Petrolina, PE, têm demonstrado boa adaptação ao clima semi-árido, além de boa produtividade.

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Unidade: Embrapa Semiárido


 

   Foto: Embrapa Algodão.
Foto de vacas comendo.O Dia de Campo na TV vai mostrar uma tecnologia que obtém da cultura do sisal um excelente suplemento alimentar para ruminantes no período de escassez de alimentos. Ela foi desenvolvida há quase 10 anos e começa a despertar a atenção de muitos agricultores, principalmente no semi-árido nordestino. Segundo Odilon Reny, pesquisador da Embrapa Algodão que desenvolveu o equipamento que produz a mucilagem, essa é uma tecnologia típica para a agricultura familiar e seu custo é muito acessível.

O sisal é uma cultura muito importante para essa região do Brasil. Além de aproveitar a fibra, produto principal da cultura, os agricultores podem também utilizar os restos do desfibramento, conhecido como "resíduo" ou "bagaço".

"Antigamente se costumava abandonar o bagaço no campo. Em alguns casos, o material abandonado tem sido consumido diretamente pelos animais, o que pode ocasionar problemas de timpanismo ou empanzinamento". Outro problema é a "perda da qualidade do material que vai apodrecendo ao ar livre", diz o pesquisador da Embrapa Algodão Manoel Francisco de Sousa, que desenvolve pesquisas para a inserção da mucilagem do sisal na ração de ruminantes.

   Foto: Embrapa Algodão.
Foto de agricultor colhendo comidaUm aspecto importante da tecnologia é seu uso no processo de integração lavoura-pecuária, que na cultura do sisal é bem comum no Nordeste brasileiro, embora realizada na maioria das vezes de forma inadequada pela falta de manejo. Em função da escassez de pastagens os agricultores submetem os seus campos de sisal a um pastejo intensivo durante a maior parte do ano, permitindo que os animais se alimentem, além da pastagem nativa existente entre as fileiras do sisal, dos rebentos e das folhas de sisal, o que resulta em depreciação do campo e redução na qualidade da fibra.

Em 2004, a produção de fibras de sisal no Brasil foi da ordem de 145 mil toneladas. Com esse volume o país poderia ter obtido 435 mil toneladas da mucilagem. A mucilagem do sisal se mostra uma excelente alternativa para a solução da escassez de alimentos para os animais no semi-árido. A Embrapa tem apoiado as organizações de trabalhadores rurais interessados na adoção dessa tecnologia.

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Unidade: Embrapa Algodão


 

   Foto: Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Foto de árvore com frutos.Para atender a este mercado em expansão, a Embrapa Mandioca e Fruticultura desenvolve programas de melhoramento genético de abacaxi, acerola, banana e maracujá para a obtenção de híbridos com potencial ornamental. "Além de proporcionarem plantas de efeito paisagístico a serem utilizadas em jardins e parques, as fruteiras ornamentais podem também ser comercializadas em vasos ou como flores de corte e folhagens", explica Fernanda Vidigal Souza, pesquisadora da Embrapa.

Muitas variedades silvestres de fruteiras se caracterizam por possuírem frutos pequenos, extremamente ornamentais e que podem ser usados em diferentes arranjos, como as bananeiras silvestres, os citros e o abacaxi. A beleza e a novidade que esses minifrutos representam são umas das vertentes de inovação que esse trabalho representa.

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Unidade: Embrapa Mandioca e Fruticultura


 

   Foto: Vanderley Porfírio-da-Silva.
Foto de vacas no campo.A arborização de pastagem constitui-se alternativa para incorporar a atividade florestal ao empreendimento rural, possibilitando um incremento nos ganhos econômicos do pecuarista. Com esta tecnologia é possível reduzir os danos causados ao meio-ambiente pela atividade rural, permitindo maior conservação dos recursos naturais. As árvores ajudam a evitar ou pelo menos a diminuir a erosão do solo, por exemplo.  O elemento animal e o elemento florestal possuem vantagens econômicas diferentes: a pecuária permite um retorno financeiro mais rápido, a curto e médio prazos e o elemento arbóreo encontra condições favoráveis no mercado de produtos florestais.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Florestas Vanderley Porfírio, na condição em que o gado é o principal componente econômico da propriedade rural, o componente florestal assume um caráter complementar de renda. Além de proteger o gado e as forrageiras contra as condições de clima adversas, como chuvas fortes, granizos, ventos e geadas, a presença de árvores dispostas de modo adequado nas pastagens possibilita uma fonte de renda extra, com a produção de madeira.

"A disposição adequada de  árvores na pastagem pode estimular a exploração intensa de leite e carne a pasto", explica o pesquisador da Embrapa Florestas. "Além disso, o elemento florestal proporciona conforto ao animal favorecendo seu crescimento", completa Porfírio.

Entre as vantagens econômicas que o pecuarista pode obter citamos como exemplo a cadeia produtiva do leite. A adoção de sistemas silvipastoris pode representar  uma excelente oportunidade de mercado, pois a produção de leite a pasto dentro de um sistema que contribui para a preservação dos recursos naturais certamente agrega valor ao leite e seus derivados num mercado que, cada vez mais, exige produtos ambientalmente corretos. Neste caso, uma boa estratégia de marketing pode aumentar as vantagens da utilização dos sistemas silvipastoris na cadeia produtiva leiteira.

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Unidade: Embrapa Florestas


 

   Foto: Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Foto de plantação de caféA pesquisa desenvolvida pela Embrapa Cerrados, empresa conveniada ao Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, demonstrou que é viável a utilização do longo período de seca, característico do Cerrado, como fator positivo para obtenção de alta produtividade e qualidade do café. Os estudos levaram ao desenvolvimento da tecnologia de estresse hídrico para sincronização do desenvolvimento das gemas reprodutivas do cafeeiro arábica. Uma das recomendações da tecnologia prevê que os produtores devem suspender as irrigações em um período determinado do ano para permitir a sincronização do desenvolvimento das gemas reprodutivas e, conseqüentemente, obter alta uniformidade de floração e maturação dos frutos. Com isso, produz-se um café de melhor qualidade e há uma redução significativa do uso da água e energia na irrigação e dos custos de colheita.

Fora do período de estresse hídrico, todos os fatores de produção devem ser otimizados para garantir alta produtividade com qualidade e estabilidade de produção. A aplicação de fósforo, em doses adequadas, garante a energia necessária ao crescimento do cafeeiro mesmo em lavouras com alta carga pendente, o que reduz a bienalidade de produção. As irrigações devem ser feitas criteriosamente para garantir a água necessária ao crescimento das plantas e desenvolvimento dos frutos.

Como complemento de todas as informações já disponíveis, a pesquisa da Embrapa Cerrados também desenvolveu o Programa de Monitoramento de Irrigação no Cerrado, uma ferramenta simples voltada para produtores e técnicos da cadeia produtiva de café, que pode ser utilizada on-line na própria página de internet da Embrapa Cerrados (www.cpac.embrapa.br), capaz de estimar com a confiabilidade necessária a lâmina líquida a ser aplicada em cada irrigação ao longo do ciclo de culturas anuais e do café, em particular.

Na Região do Cerrado brasileiro, a distribuição irregular de chuvas impõe a necessidade de irrigação para viabilizar a cafeicultura. A pesquisa da Embrapa vem provando que as aplicações de água para o cafeeiro, nesta região, devem ser feitas com eficiência buscando potencializar o rendimento e a qualidade do produto.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

A Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE), em parceria com outras instituições, desenvolveu tecnologias e processos para a produção de ração balanceada, utilizando o caju. O pesquisador José Carlos Machado Pimentel aponta vantagens para a utilização do caju na formulação de rações balanceadas, como boa aceitação e digestibilidade. Tanto o caju in natura como o bagaço de caju devem ser secados ao sol. Após passar por uma máquina forrageira, o material deve ser revolvido, triturado e armazenado em local seco e protegido, para evitar o desenvolvimento de fungos.

O caju processado pode substituir o milho, o sorgo ou o farelo de trigo, em proporções que variam de acordo com o tipo e a categoria do animal. "No caso de ovinos, por exemplo, o caju entra com 23% na composição da ração", explica Machado Pimentel, acrescentando que a produção de ração à base de caju pode ser vista como mais uma oportunidade de negócios dentro da cadeia produtiva. "Essa atividade pode contribuir para a implantação de pequenas agroindústrias, que podem utilizar como matéria-prima os resíduos de outras indústrias e o desperdício no campo, diminuindo também os impactos no meio ambiente", finaliza.

A sustentabilidade e a competitividade do agronegócio dos ruminantes passa, necessariamente, pela diminuição dos custos de produção. Em vários sistemas de produção de animais, a alimentação é responsável por mais de 40% dos custos. Dentro desse enfoque, a pesquisa tem investido na busca de ingredientes que aliem qualidade nutricional, preços acessíveis e disponibilidade. Resíduos agroindustriais e perdas nas áreas de plantio de frutas podem se transformar em alternativas viáveis para compor rações balanceadas para ruminantes, especialmente ovinos e caprinos.

Com teores adequados de proteína, carboidrato e de minerais, o caju é mais usado in natura ou como subproduto da indústria de sucos. "Como a safra de caju se concentra na época seca da Região Nordeste, que é o período de baixa produção de volumosos para ruminantes, a utilização dos subprodutos do processamento do caju ou do próprio pedúnculo na alimentação animal pode se tornar uma boa opção", afirma o pesquisador José Carlos Machado Pimentel.

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Unidade: Embrapa Agroindústria Tropical


 

   Foto: Embrapa Clima Temperado.
Foto de desníveis na Terra.O pesquisador da Embrapa Clima Temperado Roberto Pedroso de Oliveira será um dos entrevistados do programa. O trabalho de pesquisa da Embrapa Clima Temperado nos últimos anos sobre a utilização de resíduos agroindustriais, a partir de uma perspectiva ambiental e ecológica, tem como parceiros a Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí, as Universidades Federal do RS e de Pelotas, Emater-RS e a Associação de Produtores Ecologistas Companheiros da Natureza, além do apoio da Associação Montenegrina de Fruticultores e Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária do RS (Fepagro).

 

   Foto: Embrapa Clima Temperado.
Foto de desníveis na Terra.Como a quantidade de lixo doméstico e de poluentes industriais vem aumentando a cada dia, a preocupação do projeto é dar uma destinação útil para tais resíduos. A transformação dos poluentes em compostos úteis para a agricultura, por meio da compostagem, é importante para a sustentabilidade do Planeta e dos próprios produtores.

Segundo Roberto Pedroso, os biocompostos gerados são ricos em nutrientes, podendo ser utilizados em lavouras comerciais e cultivos domésticos. O processo tecnológico é simples e de baixo custo, ao alcance tanto de donas-de-casa como de grandes produtores de qualquer região do país.

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Unidade: Embrapa Clima Temperado


 

Fotos: Embrapa Agroindústria Tropical.
Cataventos.   Foto de sistemas de irrigação.

Embrapa Agroindústria Tropical estuda a viabilidade de sistemas alternativos de irrigação, como o "bubbler" e o de microaspersão, acionados por catavento. O sistema de microaspersão acionado por cataventos permite uma aplicação freqüente de pequenas quantidades de água, que se ajusta à taxa de absorção de água pelas plantas cultivadas. De acordo com o pesquisador Lindbergue Araújo Crisóstomo, a eficiência de aproveitamento de água ocorre em função de sua melhor condução e distribuição no sistema radicular.

Além de um catavento do tipo convencional instalado sobre um poço com profundidade de 17m, o sistema inclui uma bomba de pistão aspiro-premente para elevar a água e uma caixa d'água - que deve estar instalada a uma altura de cerca de seis metros. De acordo com o pesquisador, é necessário que exista uma fonte de água, "que pode ser um poço, uma cacimba, um riacho ou um açude". Outra premissa básica é a existência de ventos acima de 2m/s (como, por exemplo, a faixa litorânea do Nordeste), velocidade mínima necessária para colocar o catavento em funcionamento.

Na comparação com o sistema de bombeamento elétrico, a utilização do catavento apresenta um custo inicial maior. Mas, segundo Lindbergue, "a médio e longo prazos, o sistema apresenta vantagens, uma vez que não é preciso pagar pela fonte de energia (vento); a manutenção dos equipamentos também tem um custo menor, além de ser um sistema não poluidor do meio ambiente". O pesquisador acrescenta que o sistema pode ser a solução para viabilizar o cultivo irrigado em regiões aonde não exista energia elétrica instalada.

Outra opção de irrigação voltada para a agricultura familiar é o sistema "bubbler", desenvolvido na Universidade do Arizona (EUA). Indicado para áreas de, no máximo, quatro hectares, o bubbler é de fácil instalação e manejo e apresenta baixo custo, além de utilizar práticas de produção mais limpas, já que dispensa o uso de energia elétrica ou fóssil. Segundo o pesquisador Afrânio Arley Teles Montenegro, esse sistema utiliza energia gravitacional, proveniente de uma fonte que deve estar elevada a uma altura mínima de um metro, o que dispensa o bombeamento. A água é distribuída individualmente, por meio de mangueiras emissoras. Como não utiliza gotejadores ou microaspersores, o bubbler não necessita de filtragem, o que reduz ainda mais o seu custo de instalação.

Conforme explica Afrânio Arley, o nome "bubbler" tem origem no borbulhamento da água, provocado pela liberação do ar na tubulação. "O sistema consiste em uma linha principal conectada a uma fonte de água, que pode ser uma caixa d'água ou barragem, uma coluna de tubo PVC com registro para controle da carga hidráulica, uma linha de derivação, linhas laterais e mangueiras emissoras", explica.

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Foto de plantaMinimizar o uso de produtos químicos no controle de parasitas em animais, de modo a diminuir o impacto de resíduos no meio ambiente e nos produtos de origem animal, como leite, carne e derivados. Esse é o objetivo da nova linha de pesquisa implantada na Embrapa Pecuária Sudeste, sobre controle alternativo de parasitas por meio da fitoterapia. Inédito na Embrapa Pecuária Sudeste, os estudos têm como objetivo controlar os parasitas animais com a utilização do princípio ativo das plantas, isoladamente ou associados a formulações químicas.

Um dos fatores positivos é que a fitoterapia elimina ou, ao menos, reduz o uso de produtos químicos. Em alguns casos, a planta pode ser utilizada diretamente como um vermífugo natural. Por isso, pode ser facilmente adotada pelos agricultores familiares.

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Foto de cabra sen medicada
Entre os principais problemas da fitoterapia está a variação do princípio ativo das plantas, de acordo com o local, o solo e o clima. Nem sempre uma planta que apresenta ótimos resultados na Região Sul terá o mesmo desempenho no Norte do País. "Por isso, é preciso a realização de pesquisas regionalizadas", opina a pesquisadora.

Em função da rápida aquisição de resistência, por parte dos parasitas, aos produtos químicos comerciais, a fitoterapia tem sido amplamente estudada na atualidade. Os experimentos são realizados com o apoio da fitoquímica e toxicologia para conhecimento das substâncias ativas das plantas e seus efeitos.

Atualmente, Ana Carolina faz parte de um grupo de pesquisa coordenado pela Embrapa Caprinos (Sobral, CE) que estuda, dentro da fitoterapia, um produto feito à base de eucalipto. O produto foi patenteado e o domínio é da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais. O novo fitoterápico é feito a partir do óleo de eucalipto, que é comprado diretamente de empresas especializadas, algumas produzindo em larga escala. "Essa foi uma forma que encontramos para fugir um pouco da dependência de fatores climáticos, de solo, entre outras coisas", diz ela.

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Plantação de frutasAs doenças na pós-colheita de melão, manga e uva afetam, em especial, as exportações brasileiras. As perdas dos frutos exportados chegam a 25%. Os frutos de manga, uva e melão destinados ao mercado externo são colhidos e embalados ainda verdes, quando mantêm aparência saudável. Infectados ainda no campo, os frutos manifestam os sintomas de deterioração em conseqüência das doenças quando completam o amadurecimento, cerca de 30 dias após colhidos. Neste tempo, em geral, já estão desembarcadas nos portos dos países importadores e prestes a serem levadas para venda ao consumidor.

No Dia de Campo na TV os pesquisadores Daniel Terao e Andréia Hansen Oster, da Embrapa Semiárido e Embrapa Agroindústria Tropical, respectivamente, vão apresentar estudos realizados nas duas instituições para superar as perdas de frutos já na fase de comercialização - um dos problemas mais sérios enfrentados pela fruticultura brasileira.

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Pós-colheita do melão
Segundo Daniel Terao, a diversidade de fungos que infectam as frutas agrava o problema. Na cultura do melão, 20 patógenos já foram apontados como causadores de doenças pós-colheita. Nos mangueirais, três deles são responsáveis por doenças como a podridão peduncular, antracnose e podridão por alternaria, que, além de afetarem os frutos, podem levar as plantas à morte. Nos parreirais, é frequente a doença conhecida como mofo-cinzento ou podridão-cinzenta que causa a perda de frutos; e em período mais recente, tem sido registrada a presença do fungo Lasiodiplodia que provoca escurecimento do engaço, podendo desencadear podridões nos cachos.

Para Andréia Hansen, o controle desses microorganismos é de fundamental importância para a elevação da produtividade e da qualidade dessas frutas. Nos Laboratórios de Patologia Pós-Colheita da Embrapa Semiárido e da Embrapa Agroindústria Tropical, os pesquisadores estudam soluções para eliminar os riscos de infecção dos frutos e ainda estabelecer controles que reduzam ao mínimo os danos econômicos causados pelas doenças na pós-colheita.

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