Jambu

A hortaliça produz dormência nos lábios deixada pelas flores da planta

Também denominada agrião-do-pará, o jambu é par perfeito com o tucupi e está presente em diversos pratos e até bebidas na culinária paraense. A dormência nos lábios deixada pelas flores do vegetal desperta um sentido saboroso e nada comum durante a degustação.

Nos últimos anos, a hortaliça conquistou mercados nacionais e internacionais, porém sua produção está concentrada em pequenas propriedades próximas à capital paraense, principalmente, nos municípios de Santo Antônio do Tauá, Santa Izabel e Ananindeua. Por ser quase que exclusivamente produzida em pequenas propriedades, a produção do vegetal estado está contabilizada nos dados oficiais, mas estima-se que 240 mil maços de jambu sejam consumidos só no almoço do Círio.

Descoberta pelos indígenas amazônicos, a hortaliça foi fonte de estudos da Embrapa Amazônia Oriental por muito tempo. Trabalhos de identificação de espécies, melhoramento genético (coleta e seleção de plantas visando resistência as doenças) e adubação foram realizados. Em 1999, a cultivar “Nazaré” foi lançada aos produtores paraenses.

O tempo passou e atualmente a Embrapa já planeja novas pesquisas nessa área. A reclamação dos consumidores é que o produto tem reduzido a sua principal característica: a dormência. Daí, a importância de estudos na Amazônia para melhorar a qualidade dos produtos, aumentar a produção agrícola na região e gerar renda aos produtores.

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