Recuperação de áreas degradadas

As pesquisas envolvendo recuperação de áreas degradadas são voltadas para a recuperação da funcionalidade ambiental dessas áreas, com base na seleção e na introdução de leguminosas arbóreas e arbustivas capazes de crescer sob condições adversas. O êxito dessa tecnologia está na associação entre planta, rizóbios e fungos micorrízicos. Essa relação permite um rápido crescimento das espécies, independentemente da disponibilidade de nitrogênio no solo, aumentando a quantidade de matéria orgânica disponível e a atividade biológica do solo, por meio do aporte de material vegetal via serrapilheira.
 
A tecnologia também pode ser utilizada para a contenção de encostas em áreas urbanas, diminuindo o risco de deslizamentos de terra durante os períodos chuvosos do ano, e, ainda, pode ser usada para a recuperação de áreas degradadas por mineração ou erosão severa do solo.
 
Atualmente existem mais de cem espécies de leguminosas arbóreas e arbustivas recomendadas para plantio nos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Caatinga. Para cada uma delas foram identificadas e selecionadas estirpes de bactérias do tipo rizóbio visando à inoculação em viveiro, ainda na fase de semeadura das mudas, junto com a aplicação de uma mistura de fungos micorrízicos.
 
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