Programas 2002

O processo tecnológico desenvolvido pela Embrapa consiste na produção de minicenoura em duas formas: cenourete (similar a baby carrot) e catetinho (bolinhas). A produção de minicenouras se dá pelo torneamento de pedaços de raiz pelo atrito contra uma superfície abrasiva, como uma lixa. Após o processamento, os pedaços se apresentam com formato de pequenas cenouras, que são submetidas a uma etapa de acabamento, para reduzir a aspereza da superfície.

Outras duas etapas importantes do processo são a sanitização e a embalagem dos produtos, que permitem o consumo das minicenouras cruas.

O público saberá também um pouco mais sobre as oportunidades de lucro dessa tecnologia inédita, de baixo custo e acessível a qualquer agroindústria familiar.

Unidade: Embrapa Hortaliças


 

O programa vai mostrar a tecnologia de uso de GLP (gás liquefeito de petróleo) como fonte energética para a secagem de grãos na propriedade familiar.

A secagem artificial de grãos caracteriza-se pela movimentação de grandes massas de ar aquecidas até atingirem temperaturas na faixa de 40oC a 60°C, com o objetivo de promover a secagem de grãos em reduzido período de tempo. O aquecimento do ar ambiente requer uma alta potência térmica, obtida com a queima controlada de combustíveis.

A lenha é o combustível mais usado na secagem de grãos. Recentemente, vem se difundindo o uso de GLP em secadores cujas condições de queima são mais controladas, em relação ao uso de lenha.

Os resultados obtidos na secagem de trigo e de milho, em diferentes pontos de colheita e temperaturas de secagem, são muito promissores quanto ao custo final da tecnologia. Isso explica a boa aceitação do sistema pelos pequenos produtores. A possibilidade de secagem propicia um melhor planejamento da colheita e o emprego mais eficiente de equipamentos e de mão-de-obra, mantendo a qualidade dos grãos colhidos.

Unidade: Embrapa Trigo


 

Serão explicadas as técnicas para reduzir a incidência das doenças na produção da soja. Pesquisadores vão apresentar soluções como o tratamento químico, associado à incorporação de restos culturais em áreas de semeadura convencional, e a rotação da soja com espécies não suscetíveis e resistentes a doenças, como milho, em áreas de semeadura direta.

As doenças da soja, causadas por fungos, bactérias, nematóides e vírus, estão entre os principais fatores limitadores para a obtenção de maiores rendimentos na cultura. Em 30 anos, foram identificadas 40 doenças. Com a expansão da soja, esse número continua crescendo.

As duas mais importantes doenças foliares de final de ciclo são a mancha parda e o crestamento foliar de cercospora, disseminadas por todas as regiões produtoras do país. Essas doenças podem reduzir o rendimento da lavoura em mais de 20%. Outra doença, causada pelo fungo oídio, costuma reduzir, em casos drásticos, o rendimento em até 40% das lavouras.

Para obter o manejo ideal das doenças da soja são necessários cuidados com a estruturação do solo, escolha de cultivares resistentes às principais doenças, tratamento de sementes com fungicidas, entre outras medidas.

Unidade: Embrapa Soja


 

O minimilho nada mais é do que a espiga jovem de milho, colhido antes da polinização, ou seja, da formação dos grãos. A colheita é realizada manualmente, entre 40 e 50 dias após a germinação. Ocorrem duas ou três colheitas por cultivo.

A condução da lavoura de minimilho é bem diferente da utilizada para produção de grãos. Até cinco plantios por ano podem ser efetuados, dependendo do ciclo da cultivar utilizada.

Resultados de pesquisa demonstram que a produtividade pode chegar a até 2,5 toneladas por hectare.

Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

A importância da tecnologia está na racionalização do uso de agrotóxicos utilizados na produção integrada de citros. Além de ambientalmente correto, o sistema permite ao aplicador uma margem maior de segurança.

Vão ser explicadas as várias etapas da tecnologia: seleção do alvo da aplicação, regulagem dos bicos de pulverização para melhorar a deposição e cálculo da quantidade de agrotóxico a ser colocada no tanque de pulverização.

Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

Nos últimos anos, a produção mundial de óleo de dendê vem apresentando crescimento significativo, superior aos demais óleos. O dendê hoje ocupa o segundo lugar em produção mundial de óleos e ácidos graxos, devendo ultrapassar a soja nos próximos anos.

O óleo de palma, como o dendê é conhecido internacionalmente, é um dos mais requeridos como matéria-prima para diferentes segmentos nas indústrias farmacêuticas, óleoquímicas, de sabões e cosméticos. Mas seu uso principal se dá na alimentação humana, responsável pela absorção de 80% da produção mundial.

Pesquisas de melhoramento genético do dendezeiro demonstram a grande versatilidade de usos como a produção de margarinas, gorduras sólidas, óleo de cozinha, maionese, panificação, leite e chocolate artificiais. Entre os óleos vegetais, o de dendê é um dos melhores substitutos para o óleo diesel, por seu baixo custo de produção e alta produtividade.

Desde 1992, a Embrapa produz sementes comerciais de dendê, originadas de cruzamento amplamente testados em outros centros de pesquisas da África e da Ásia. Isso garante a produção de sementes de alta qualidade e resistentes à fusariose (doença causada por fungo do gênero fusário).

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Unidade: Embrapa Amazônia Ocidental


 

A agricultura intensiva, associada ao manejo inadequado dos solos para cultivo agrícola e para atividades pastoris, é uma das principais causas do empobrecimento dos solos brasileiros. Essa situação tem contribuído para o aumento da pobreza no campo e, em conseqüência, para o êxodo rural e o inchamento das cidades.

Na tentativa de oferecer modelos sustentáveis de uso da terra, o programa apresentará informações sobre a diversificação das atividades na pequena propriedade rural por meio da inserção do componente florestal.

O plantio de eucalipto associado a tecnologias que possibilitam agregar valor aos produtos torna a uso da terra ambientalmente correto e economicamente sustentável.

Sem abrir mão de sua vocação agrícola, pequenos produtores podem destinar áreas para reflorestamentos, diminuindo a pressão sobre a mata nativa. Plantações bem conduzidas podem produzir, a cada 7 anos, entre 150 e 300 esteres (medida de volume para madeira, equivalente a um metro cúbico) por hectare.

A produção pode ser aproveitada para lenha e como carvão vegetal, moirões e madeira para indústria de celulose.

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Unidade: Embrapa Florestas


 

Produtos minimamente processados podem ser definidos como qualquer fruta ou hortaliça que tenha sido fisicamente alterada, mas que permaneça no estado fresco. O processamento mínimo envolve as etapas de seleção e classificação da matéria-prima, pré-lavagem, processamento propriamente dito (cortar, ralar, picar, descascar), enxágue, higienização, centrifugação e embalagem.

A tecnologia objetiva oferecer um produto fresco, saudável e prático, que, na maioria das vezes, não precisa ser preparado para o consumo.

Diversas hortaliças têm sido minimamente processadas no Brasil, com destaque para alface americana, couve, repolho, agrião, brócolis, mandioquinha salsa, batata e batata-doce. Os resultados são promissores: grande agregação de valor às hortaliças, aumento da renda familiar e geração de empregos no setor agroindustrial brasileiro.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

A cultura do milho verde se tornou uma alternativa de grande valor econômico para o produtor em razão do bom preço de mercado e da demanda pelo produto in natura. O milho pode ser consumido cozido ou assado, na forma de curau, como suco e ingrediente para fabricação de bolo, biscoitos, sorvetes e pamonhas.

Com o objetivo de atender o mercado consumidor, o cultivo do milho verde se dá durante todo o ano. O mercado tem se tornado tão promissor que produtores tradicionais de culturas, como o próprio milho para grãos, feijão e café estão optando pela tecnologia desenvolvida pela Embrapa.

A produção do milho verde agrega valor, permitindo o uso de mão-de-obra familiar, movimentando o comércio e a indústria caseira. É uma atividade quase que exclusiva de pequenos e médios agricultores.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

Os bons índices de produtividade agrícola na região dos Cerrados só podem ser mantidos ou aumentados se a correção e adubação do solo forem feitas com base em critérios técnico-científicos bem definidos.

Em condições naturais, os solos do Cerrado apresentam alta acidez, elevada saturação de alumínio e baixo conteúdo de nutrientes como o cálcio e o magnésio. Com o objetivo de corrigir essas deficiências e aumentar a fertilidade do solo, pesquisadores desenvolveram fórmulas de calagem e adubação adequadas a diferentes sistemas de produção.

A racionalidade no uso de adubos, minimizando os riscos para a saúde humana e em harmonia com o meio ambiente será explicada no programa.

O uso de quantidades adequadas de corretivos e fertilizantes responde por até 70% da produtividade agrícola na região dos Cerrados.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

A produção de suínos sobre cama não é uma ideia nova. No início dos anos 90, foi abandonada em virtude da alta incidência de uma doença chamada linfadenite nos rebanhos criados nesse sistema.

Novas pesquisas realizadas pela Embrapa comprovam que, caso o rebanho não esteja com linfadenite, a doença não se manifesta no sistema de produção sobre cama.

O sistema consiste na produção dos animais sobre leito de maravalha, palha ou casca de arroz. Os resultados são satisfatórios: o bem-estar dos animais aumenta, a contaminação do meio ambiente por dejetos é evitada e os produtores ganham um adubo de ótima qualidade.

Estudiosos do assunto mostrarão essa tecnologia simples, porém moderna, de fácil adoção, baixo custo de implantação e impacto ambiental.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

Hoje, mais de quatro milhões de propriedades rurais do país só conhecem um jeito de tratar o esgoto que sai das casas: fazer buracos no chão, as chamadas fossas negras, nos quais são acoplados os vasos sanitários. Esse sistema, muitas vezes, contamina a água de lençóis freáticos e poços, o que pode levar ao aparecimento de doenças, como diarreia, cólera, hepatite e salmonelose nos consumidores da água.

A fossa biodigestora da Embrapa transforma os coliformes fecais, canalizados direto do vaso sanitário, em adubo orgânico, pelo processo de biodigestão. Com o esterco humano depositado diretamente em caixas d'água, o lençol freático e os poços caseiros não são contaminados.

O clorador Embrapa complementa o processo, garantindo qualidade de água aos consumidores. O aparelho, acoplado ao reservatório, clora a água, eliminando o risco de contrair uma série de doenças.

Com uma solução simples e barata – o custo para implantação do sistema de fossa biodigestora é cerca de R$ 200 – é possível, ao mesmo tempo, ter saneamento básico na zona rural, adubo orgânico e efluentes isentos de germes patogênicos para o homem.

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Unidade: Embrapa Instrumentação


 

O grande sucesso do trabalho desenvolvido pela Embrapa é conciliar a produção alimentar à conservação do meio ambiente, permitindo um maior valor agregado ao produto.

Os assuntos a serem discutidos ao longo do programa darão conta das técnicas e alternativas de manejo do solo, da produção orgânica de alimento, propriamente dita, além do uso de caldas alternativas no controle de pragas e doenças de plantas.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

O programa da verticalização da batata-semente consiste na produção desse insumo na propriedade a partir da utilização de tubérculos ou plântulas (embriões vegetais já desenvolvidos e ainda contidos na semente) livres de vírus.

Com o sistema, em vez de pagarem R$ 35 pela caixa de 30 quilos de batata-semente, os bataticultores economizam ao fazer o insumo em casa. Não precisam, assim, desembolsar até R$ 3 mil por hectare da cultura, já que, produzindo a batata-semente, este custo cai pela metade.

Os produtores contam, ainda, com a possibilidade de multiplicar as variedade criadas pela Embrapa, fortalecendo a utilização das mesmas e reduzindo os custos com royalties cobrados na importação.

Em parceria com cooperativas, pesquisadores viabilizam a adoção da tecnologia, a partir da organização do plantio de mudas e tubérculos em telados (espécies de estufa com laterais de tela e cobertura de plástico) ou de sementeiros (pequenas lavouras destinadas à produção de mudas).

Unidade: Embrapa Clima Temperado


 

As pastagens podem possibilitar o atendimento da grande demanda mundial por alimento produzido de forma natural, com respeito ao ambiente e aos animais. Essa exigência do consumidor deverá nortear a reestruturação da cadeia produtiva de carne bovina no Brasil e o fortalecimento dos sistemas de produção de bovino de corte.

Assim, as pastagens devem continuar a ser a principal fonte de nutrientes para a criação bovina, especialmente para o rebanho de cria. Porém, a suplementação alimentar em pasto é a alternativa fundamental para a competitividade do setor.

A tecnologia desenvolvida pela Embrapa consiste na complementação do valor nutritivo da forragem disponível de forma a atingir o ganho de peso desejado para o rebanho. O objetivo de um bom sistema de pastejo é prover os animais de suprimento diário de forragem de boa qualidade, atendendo a seus requisitos nutricionais de forma econômica. Por exemplo, durante o período seco, a suplementação alimentar dos animais deve ser utilizada como forma de ajudar a manter e a melhorar o plano nutricional do rebanho.

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Unidade: Embrapa Gado de Corte


 

A ovelha crioula é considerada uma raça local, originada dos rebanhos introduzidos pelos jesuítas no Rio Grande do Sul durante o século XVII e de cruzamentos com outras raças importadas durante a colonização portuguesa. Estudos conduzidos pela Embrapa, utilizando amostras de sangue, revelam parentesco desses ovinos com a raça hispânica Lacha, além de Romney Marsh e Corriedale.

Conforme classificação internacional quanto ao número de indivíduos, o rebanho de ovelha crioula está classificado como população rara, pois conserva traços dos ovinos primitivos. Em 1982, a população de ovelha crioula estava ameaçada de extinção, com aproximadamente 250 exemplares mantidos por três criadores da fronteira gaúcha. Diante da situação e a pedido dos criadores, a Embrapa começou a preservar e dar início à conservação e avaliação do pequeno agrupamento, visando ao melhoramento do rebanho ovino para a produção de lã industrial.

A representatividade da ovelha, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em 2001, deve-se à enorme importância social nas comunidades rurais, onde outros animais da espécie não sobrevivem. A ovelha sobressai-se na espécie pela resistência a endoparasitos e a problemas podais. Caracteriza-se, também, pela resistência e suavidade da pele, o que garante qualidade industrial superior. Os pelegos tem demanda popular pela variedade natural de cores e acentuado comprimento de mecha.

Unidade: Embrapa Pecuária Sul


 

Antes do lançamento do capim pojuca, a única alternativa para a formação de pastagens em solos mal drenados e de baixa fertilidade na região tropical era o capim humidícola (Brachiaria humidicola). Apesar de essa gramínea ter boa adaptação e resistência ao pisoteio, apresenta problemas de qualidade da forragem, produção e desempenho animal.

Diferentemente, o capim Pojuca oferece grande rapidez de estabelecimento e de rebrota, boa aceitação por bovinos e equinos, além de ser pouco suscetível a pragas e doenças. A baixa exigência em termos de fertilidade do solo, grande produção de sementes, média tolerância ao frio e resistência ao fogo fazem do Pojuca excelente alternativa para produção de forragem.

O capim tem potencial para implantação em cerca de 15 milhões de hectares nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil, além de ser uma ótima alternativa para regiões onde há o problema de "Morte das Pastagens", principal problema em pastagens de Brachiaria brizantha cv. Mandar.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

O programa vai apresentar a tecnologia de melhoramento genético da soja para obtenção de variedades com aspectos especiais para o consumo humano, como a adaptação do sabor da soja ao paladar do consumidor brasileiro.

A soja BRS 213 traz um sabor muito mais suave do que o da soja comum. O outro tipo, a BRS 216, possui mais proteínas do que as outras variedades (em torno de 43%) em seus pequenos grãos. Seu aproveitamento é ideal na produção do Natto (alimento de soja fermentado, consumido por japoneses).

A soja, um dos alimentos mais completos da alimentação humana, é fonte proteica de boa qualidade e um auxílio na cura e prevenção de câncer, osteoporose e doenças cardiovasculares.

Unidade: Embrapa Soja


 

A aveia, uma das principais culturas para o período de outono/inverno, contribui para a diversificação de sistemas de produção agropecuária. Os grãos da aveia branca são uma fonte de alimento humano que pode, juntamente com a aveia preta, servir de matéria-prima para a formulação de rações. Existem cultivares específicas para a produção de pasto e outras para a produção de palha, quando o objetivo é o plantio direto.

As eficácias e resultados do cultivo das aveias preta e branca serão o tema deste programa. Estudiosos dedicados à tecnologia abordarão o manejo da aveia em pastejo por bovinos e indicarão, também, as corretas cultivares de aveia para produção de grãos, com ou sem uso de fungicidas, e para cobertura do solo.

Unidade: Embrapa Agropecuária Oeste


 

Sinônimo de agricultura familiar no Rio Grande do Sul, a cultura do feijão registrou um crescimento tão expressivo na produtividade, durante os últimos dez anos, que a pesquisa da Embrapa pode festejar o desempenho do grão. Com a adoção de tecnologias recomendadas pela pesquisa, a produtividade média está acima de 900 quilos por hectare, com potencial de alcançar 2,5 mil quilos.

Cultivada em áreas de, no máximo, um hectare, o feijão ocupa 200 mil hectares em solo gaúcho e registra um ganho anual de 53,3 quilos de produtividade – praticamente uma saca por hectare. Os fatores que contribuem para isso são as novas cultivares lançadas pela Embrapa e mais pesquisa em parceria com a extensão rural.

Com manejo bem feito, há variedades que chegam a produzir 2 mil quilos por hectare. Entre as variedades campeãs de desempenho estão a Macanudo, Pampa, Minuano, Macotaço e Guapo Brilhante.

Unidade: Embrapa Clima Temperado


 

A Produção Integrada é um dos sistemas de cultivo mais modernos em uso no país. Suas normas e técnicas permitem um aumento na produção do agronegócio de frutas do Brasil com sustentabilidade ambiental. Assim, a fruticultura do país ganha condições para competir em mercados importantes, como o dos Estados Unidos e dos países que formam a União Européia.

Manga e uva são duas das principais culturas exportadas pelo Brasil. Em 2001, suas vendas no comércio exterior somaram 65 milhões de dólares. Neste ano, a estimativa é de que o crescimento seja de 20%. O sistema de cultivo põe a fruticultura brasileira nos níveis de qualidade exigidos pela legislação internacional. Sua adoção nos cultivos de manga e uva permitiu a redução de 60% da quantidade de defensivos químicos usados para controle de doenças e pragas.

O Governo do Brasil estima o crescimento das exportações de frutas do país dos atuais R$ 250 milhões para R$ 1 bilhão em 2010. A Produção Integrada é um dos mecanismos que contribuirá para isso. Por isso, o produtor de manga e de uva que quiser crescer nesse mercado terá de aderir às normas estabelecidas pela Produção Integrada, oficializadas no Diário Oficial, que orientam sobre práticas agrícolas e defensivos químicos permitidos nas culturas. Os plantios que seguem essas normas recebem um selo de conformidade do cultivo com a Produção Integrada. Este selo é uma espécie de passaporte das frutas nos mercados da Europa e dos EUA.

Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

A não dependência do caráter aleatório das chuvas, a possibilidade de colocação de produtos agrícolas em épocas de melhores preços no mercado e a diminuição de perda de rendimento por efeito da deficiência hídrica são as vantagens da agricultura irrigada. Esses benefícios só podem ser alcançados por meio de critérios de manejo que resultem em aplicações de água compatíveis com as necessidades hídricas da cultura.

É possível utilizar o sistema de irrigação em tempo inferior àquele em que foi projetado, adotando-se um manejo adequando. Isso gera economia em termos de operação, com reflexos diretos nos custos em energia e de mão-de-obra, além da estabilidade e diversificação da produção.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

A Embrapa gera e difunde novas tecnologias para aumentar a competitividade do café brasileiro em mercados que exigem características físicas, químicas e biológicas de um produto com alta qualidade.

O programa vai apresentar diversas técnicas de tratamento pós-colheita do café, enfatizando métodos e equipamentos corretos e econômicos para secagem dos grãos.

O terreiro-secador por exemplo, utiliza energia solar e de biomassa ao secar o café em uma pequena área. Os resultados são satisfatórios: reduz o tempo de seca do café natural em 50% e do descascado em 75%. Os outros dois equipamentos são o rodo-secador usado na movimentação do café ainda úmido no terreiro e a fornalha a carvão capaz de manter a temperatura constante sem produzir fumaça, preservando a qualidade do produto.

Unidade: Embrapa Café


 

A campanha abrange cinco temas principais: seguir a época recomendada de plantio; escolher a semente adequada para a região e ao sistema de plantio; escolher o espaçamento e a densidade de acordo com as recomendações da semente escolhida; fazer a adubação corretamente; e controlar pragas e plantas daninhas. Para aqueles produtores que se mantêm no negócio do milho, essa é uma boa oportunidade para aumentar o retorno financeiro por meio de um plantio eficiente.

Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

A necessidade de novas alternativas de suplementação volumosa para o período da seca tem levado a Embrapa a desenvolver tecnologias de uso racional de gramíneas forrageiras tropicais em silagens. O objetivo é desenvolver sistemas intensivos de produção de carne, com rebanhos mais estáveis durante o ano, integrando pastejo e conservação de forragem.

A exploração intensiva de pastagens por meio de pastejo rotativo é uma tecnologia utilizada de forma crescente, principalmente na região Sudeste. Porém, nesse sistema, quando toda a área é intensificada, há necessidade de ajuste na lotação da pastagem, com adição de animais durante as águas, principalmente a partir de janeiro. Esse sistema, às vezes, torna-se pouco prático ou pouco interessante ao produtor, que necessita variar o número de animais nas águas e reduzi-los na seca, além de dispor de alimentação extra.

A solução apontada pela tecnologia é racionalizar esse manejo e ao mesmo tempo manter o sistema intensivo o ano todo, conservando parte ou o excesso da foragem do período de maior crescimento da pastagem, para fornecimento na seca.

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Unidade: Embrapa Soja


 

A demanda por altas produtividades nos agronegócios é crescente como forma de viabilização das atividades. Altos ganhos de peso em confinamento de bovinos, além da questão genética, dependem da disponibilidade de alimentação de boa qualidade e de baixo custo.

Para se obter volumoso de boa qualidade, é necessário empregar alta tecnologia na implantação das lavouras, usos de cultivares apropriadas, colheita no estágio adequado, além dos fatores próprios do processo da boa ensilagem.

O programa vai trazer informações sobre a melhor época de corte do milho e sorgo para silagem e o desempenho zootécnico e econômico de novilhos confinados recebendo volumoso constituído de silagens das cultivares.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

O programa vai levar ao produtor rural a possibilidade de melhorar a qualidade do vinho caseiro com práticas simples e de baixo custo.

O viticultor vai conhecer as principais cultivares de uva recomendadas para a elaboração dos diferentes tipos de vinho e as etapas de produção da bebida, além de receber noções de degustação de vinhos.

A Embrapa Uva e Vinha vem realizando cursos de elaboração de vinhos e sucos desde 1996, atingindo mais de 4 mil produtores rurais de diversas áreas da região Sul. Agora os telespectadores de todo o País vão também ter a oportunidade de conhecer as técnicas apresentadas nos cursos presenciais.

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Unidade: Embrapa Uva e Vinho


 

Um procedimento prático foi desenvolvido para a implantação do Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura do feijão. O MIP-feijão consiste em realizar amostragens periódicas das pragas. O nível de infestação de cada praga é medido, bem como estabelecido o ponto em que deve ser efetuado o controle sem ocasionar problemas de perda de produção.

A importância da tecnologia consiste na redução de 50% de aplicação de inseticidas. Isso gera um aumento no lucro decorrente da redução dos custos de produção e do consumo de energia. Reduz, também, a pressão imposta pelos inseticidas nas populações das pragas, o que contribui para retardar o aparecimento de formas resistentes aos produtos químicos, bem como de pragas secundárias ou novas pragas.

Interessados no assunto observarão que a tecnologia permite o aumento da atuação de inimigos naturais sobre as pragas chave. O resultado disso é o menor impacto ambiental direto dos produtos químicos sobre os inimigos naturais. O manejo integrado reduz, ainda, a presença de resíduos de produtos químicos nos alimentos, evitando a contaminação do ar, água, solo, fauna e flora

Unidade: Embrapa Arroz e Feijão


 

Menores custos e plantas mais sadias são apenas duas das vantagens que o produtor tem com o sistema de hidroponia (cultivo sem solo) para a obtenção de semente pré-básica de batata. Isso sem dizer que o sistema resolve o problema da baixa taxa de multiplicação registrada nos métodos convencionais, garantindo uma produtividade 15 vezes maior.

No plantio em canteiros, a média é de cinco tubérculos por planta. Com a hidroponia, é possível colher 75 batatinhas por planta. Isso tudo sem aumentar os custos de produção. Elimina-se, também, a possibilidade de qualquer risco de contaminação das raízes das plantas por doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana – a pior doença que afeta a cultura da batata.

Trata-se de uma tecnologia com menor impacto ambiental. O cultivo de batatas no sistema hidropônico evita um dos problemas que os produtores enfrentam no sistema convencional, a degradação das áreas em virtude da necessidade de utilização de produtos químicos para desinfestar os solos.

Serão apresentados dois sistemas hidropônicos para a produção de sementes de batata. Um é constituído de calhas de PVC, e o outro tem como plataforma telhas de fibrocimento. A facilidade de instalação e manejo permite que a tecnologia seja adotada por pequenos, médios e grandes produtores.

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Unidade: Embrapa Clima Temperado


 

Desde a década de 70, a Embrapa Amazônia Ocidental mantém um programa de pesquisa com a cultura do guaraná. A coleta de plantas de alta produtividade e tolerantes a doenças faz parte do programa de pesquisa que dispõe, também, de tecnologias que propiciam a melhoria da produtividade, com baixos impactos ambientais e com menores custos de produção.

Desde o início do programa, a Embrapa lançou doze clones de guaraná para o Estado do Amazonas. As principais vantagens das mudas clonadas com o material selecionado pela Embrapa são o tempo de formação da muda, que reduz de doze para sete meses; tolerância à antracnose, a principal doença do guaranazal; e início de produção, que cai de quatro para um ano e meio.

A técnica de enraizamento de ramos para clonagem da espécie permite elevar a produtividade da cultura dez vezes mais que a dos cultivos provenientes de sementes, usando os mesmos insumos e tratos culturais.

Unidade: Embrapa Amazônia Ocidental


 

Embora o Sistema Plantio Direto, que abrange atualmente 12 milhões de hectares de lavoura anual em todo o Brasil, seja altamente eficaz para o controle da erosão, a enxurrada, provocada por chuvas de alta intensidade, constitui-se num problema potencial de contaminação ambiental.

Na enxurrada, estão presentes parte dos elementos químicos adicionados às lavouras, como nitrogênio, fósforo, cálcio, enxofre e micronutrientes oriundos de fertilizantes e corretivos utilizados na lavoura, bem como outros elementos contaminantes transportados pelos defensivos agrícolas. Portanto, o terraceamento – que impede o escoamento da enxurrada diretamente para os mananciais – se reveste de importância pela prevenção da contaminação ambiental do que pelo transporte de sólidos ou sedimentos par fora da lavoura.

A tecnologia apresentada tratará do dimensionamento de terraços, especificamente para o Sistema Plantio Direto. A técnica é embasada em um modelo matemático, expresso por meio do software Terraço for Windows, que é operacionalizado a partir de parâmetros obtidos na região e na lavoura em questão.

Unidade: Embrapa Trigo


 

O consumo de água-de-coco verde vem ganhando impulso em função de suas propriedades terapêuticas e medicinais, além do grande apelo naturalista. Mas, para uma produção de qualidade e rentável, os produtores precisam aprimorar suas técnicas de produção.

A Embrapa desenvolveu, por exemplo, tecnologia que permite o corte dos frutos com uma máquina eficaz e dentro das especificações higiênicas e sanitárias.

Outra facilidade criada foi a conservação da água-de-coco sem o uso de conservantes químicos. Atualmente, pesquisas para conservação do coco in natura, capaz de manter suas propriedades internas e externas adequadas ao consumo por até dez dias, estão em desenvolvimento. Os primeiros resultados permitiram a conservação dos cocos por até 35 dias.

Produtores do Ceará já aproveitam a tecnologia e exportam o produto para a Itália, Espanha e Inglaterra. A meta é chegar a 60 dias de vida de prateleira para que o coco seja transportado para países mais distantes, como o Japão.

Embora a pesquisa para a conservação do coco in natura ainda não esteja concluída, recomendações de pós-colheita que são fundamentais para os produtores interessados em ingressar nesse mercado serão um dos assuntos desta edição.

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Unidade: Embrapa Agroindústria Tropical


 

O sistema de cafeicultura irrigada permite ampliar a produção e diminuir os custos do café, o que leva a uma enorme competitividade do produto no País.

A tecnologia desenvolvida pela Embrapa permite um aumento da produtividade do café com economia de água e energia, por meio de sistemas informatizados.

O programa vai mostrar alternativas corretas de manejo da água de irrigação, processos de fertirrigação, gotejamento e manejo do pivô central, além de equipamentos adequados para as diversas situações de topografia e de dotação (quantia prevista para determinado fim) de água.

Unidade: Embrapa Café


 

A resistência a inseticidas e carrapaticidas é um problema que cresce no país, reduzindo a eficiência do controle e aumentando o de custo de produção.

Será apresentada a situação da resistência da mosca-do-chifre a inseticidas, bem como a resistência do carrapato a acaricidas no Brasil. Recomendações para controle da mosca e carrapatos, além do manejo de resistência, serão fornecidas por técnicos e especialistas da área.

Unidade: Embrapa Gado de Leite


 

Mesmo sendo inferior em rendimento aos híbridos comerciais, o preço menor da semente do milho variedade pode proporcionar mais lucro, já que o produtor pode produzir ele próprio a semente.

No estado do Rio Grande do Sul, a cultura do milho tem significativa importância socioeconômica, em termos de renda e de emprego, ocupando aproximadamente 28% do total das áreas com cultivos de grãos de primavera/verão. O milho é cultivado no estado por 294.360 agricultores que detêm propriedades com áreas menores do que 100 hectares.

O programa vai focalizar o uso dos milhos variedades na pequena propriedade, apontando vantagens e desvantagens, além dos resultados obtidos na pesquisa em ensaios de rendimento em relação aos milhos híbridos.

Unidade: Embrapa Trigo


 

Estima-se a existência de mais 100 milhões de hectares degradados no Brasil, seja por desmatamento exploração agropecuária, expansão de áreas urbanas, abertura de estradas ou mineração.

Um grupo de microrganismos ajuda a ciência a recuperar áreas degradadas, principalmente aquelas de proteção de mananciais hídricos. Estudo inédito da Embrapa comprova a recuperação da mata nativa após a introdução de supermudas de árvores leguminosas inoculadas com bactérias fixadoras de nitrogênio e fungos do solo.

Essa tecnologia pode, em algumas situações, reduzir os custos em até quatro vezes em relação aos outros métodos empregados. Outro resultado é o curto espaço de tempo (dois anos) para a formação de mata pioneira, o que possibilita a sobrevivência e germinação de espécies nativas em um ambiente protegido e rico em nutrientes.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia