Programas 2005

A ferrugem asiática é considerada um problema novo para a sojicultura nacional – foi detectada no Brasil na safra 2001/2002 – nos aspectos de identificação, manejo e principalmente, controle.  Para propor soluções a este grande desafio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou o Consórico Anti-Ferrugem.  Sob a coordenação do ministério, o consórcio é composto pela Embrapa, fundações de apoio à pesquisa, empresas estaduais de pesquisa, de transferência de tecnologias, cooperativas, universidades, Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e Associação Brasileira de Defensivos Genéricos (Aenda).

Na safra 2003/2004, a ferrugem asiática provocou perdas de aproximadamente 4,5 milhões de toneladas de soja. Segundo a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, o principal dano ocasionado por essa doença é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos, com conseqüente redução da produtividade. O nível de dano que a doença pode ocasionar depende do momento em que ela incide na cultura, das condições climáticas favoráveis à sua multiplicação após a constatação dos sintomas iniciais, da resistência/tolerância e do ciclo da cultivar utilizada. Reduções de produtividade próximas a 70% podem ser observadas quando comparadas áreas tratadas e não tratadas com fungicidas. Durante toda a safra, o Consórcio Anti-Ferrugem orienta os produtores – por intermédio do Sistema de Alerta, página na internet administrada pela Embrapa Soja – no monitoramento nas áreas de plantio e atenção às informações sobre novos focos da ferrugem em áreas comerciais. Somente o controle adequado do fungo vai evitar perdas.

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Unidade: Embrapa Soja


 

O mosquito urbano, também conhecido por muriçoca, carapanã e pernilongo, com sua picada dolorida e um barulho incômodo, está presente em todas as regiões do Brasil. Algumas raças transmitem doenças como a malária e a dengue.

A Embrapa desenvolveu um inseticida biológico a partir de uma bactéria existente no meio ambiente, que tem se mostrado muito eficaz no combate ao mosquito, eliminando diretamente suas larvas. Mortal para os insetos, o bioinseticida é inofensivo ao homem e aos animais.

As pesquisas avançam e em breve serão lançados novos bioinseticidas, a partir de bactérias específicas, para combater o mosquito da dengue, borrachudos e lagartas. No Dia de Campo na TV você vai saber mais sobre o desenvolvimento das pesquisas e tirar suas dúvidas diretamente com os especialistas sobre a produção, comercialização e aplicação desses produtos.

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Unidade: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


 

A febre aftosa é uma doença causada por vírus, que ataca bovinos, suínos, ovinos, caprinos e outras espécies animais. Causa não só prejuízos diretos ao desempenho produtivo dos rebanhos, como compromete a saúde humana e prejudica todo o comércio nacional e internacional de produtos de origem animal. Para enfrentá-la, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento coordena a Campanha de Erradicação da Febre Aftosa. O sucesso da campanha depende do envolvimento de todos os setores da cadeia produtiva – em particular, produtores, técnicos, empresas produtoras de vacinas, empresas de comércio de vacinas e insumos, associações de produtores, coordenadores de mercado exterior e coordenadores de frigoríficos exportadores.

A Embrapa é parceira da campanha, divulgando e orientando o público sobre sua importância e as boas práticas preventivas da doença, como a vacinação. A erradicação da febre aftosa promoverá o reconhecimento internacional de rebanho "livre de aftosa".  Os países importadores exigem tal condição para a aquisição de produtos de origem animal. A existência de focos de febre aftosa em qualquer ponto do país torna difícil – e até mesmo impede – a conquista de novos mercados e a manutenção dos mercados compradores.

A vacinação dos rebanhos segue o calendário oficial, obrigatório para cada região do país. A variação nos calendários para as vacinações está baseada no tipo de atividades que a bovinocultura executa nas diferentes regiões, nas  características ambientais e no nível de imunidade do rebanho, como por exemplo: leilões com aglomeração de bezerros, leilões com aglomeração de adultos, vendas de sêmen ou embriões, alagamento temporário das pastagens, dificuldade de trabalhar o gado nos mangueiros e nível de anticorpos circulantes nos rebanhos. Para cada tipo de movimentação ou aglomeração de animais há uma condição sanitária que determina o tipo de controle e a freqüência das vacinações.

É importante salientar que, para a correta vacinação, devem ser observadas a via da aplicação (intramuscular ou subcutânea para a vacina oleosa) e a região do corpo do animal (tábua do pescoço). Tal prática, se bem executada, diminui o percentual de abscessos causados pela reação à vacina e garante a imunização desejada.

Outra atividade que contribui para a erradicação da doença é o controle efetivo de toda a movimentação do rebanho. Para isso, o órgão de vigilância sanitária da região deve ser informado de todo deslocamento de animais para possibilitar o rastreamento da doença em caso de surtos. Também há, periodicamente, o levantamento da atividade viral nos rebanhos, o que permite o planejamento das imunizações conforme os níveis de atividade viral e de anticorpos circulantes nos animais dos rebanhos.

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Unidade: Embrapa Gado de Corte


 

O sistema de produção integrada oferece segurança para o consumo da fruta, por meio da  redução  e otimização do uso de agrotóxicos, manutenção da qualidade do solo e da biodiversidade ambiental,  garantia de qualidade e  a rastreabilidade dos produtos comercializados.

A maçã foi a fruta pioneira no Brasil na obtenção do selo de conformidade de produção integrada. Na continuidade da Produção Integrada de Frutas (PIF), conduzido pelo MAPA, outras cadeias de frutas estão buscando a certificação. Desde 2003,  os brasileiros  e estrangeiros já podem saborear a maçã com maior qualidade e segurança para consumo. Isso tudo graças  à iniciativa  da Embrapa Uva e Vinho que desde 1997 coordenou a adoção no país do Sistema de Produção Integrada da Maçã (PIM). O sistema foi desenvolvido e implementado   em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã e Pêra (AGAPOMI), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto Biológico e com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Foto: Embrapa Uva e Vinho.
Foto de maçã.
Produção Integrada de Maçã.

A Produção Integrada de Maçã é um  sistema alternativo, de adesão voluntária, em que o produtor deve seguir a Norma Técnica estabelecida para a cultura e oficializada por Instrução Normativa do MAPA. Os procedimentos do cultivo  devem ser somente os permitidos pela Norma e cada intervenção no pomar deve ser anotada e justificada tecnicamente no caderno de campo. Os trabalhos de armazenagem e embalagem devem ser registrados no caderno de pós-colheita. As informações contidas nesses documentos permitem rastrear o produto pelo código de barras contido no selo. Todas as práticas utilizadas no processo de produção anual, desde a adubação até a embalagem, sofrem no mínimo quatro auditorias da empresa certificadora, credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia – Inmetro.

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Unidade: Embrapa Uva e Vinho


 

A construção de miniaçudes, também conhecidos como barraginhas, tem como objetivo captar as águas das chuvas, evitando que elas escoem rapidamente e provoquem erosão do solo e enchentes.  Essa tecnologia faz com que as águas permaneçam nesses miniaçudes pelo menor tempo possível, de modo que eles se recarreguem mais vezes durante o ciclo chuvoso.

A tecnologia, que vem sendo estudada pela Embrapa Milho e Sorgo há mais de 10 anos, traz importantes benefícios, como elevação do nível de água do lençol freático, revitalização de córregos e rios, maior tempo de umidade dos solos de baixada e diminuição dos efeitos de enchentes e veranicos.

A elevação do nível da água no solo pode ser percebida pela elevação do nível da água nas cisternas, pelo umedecimento das baixadas e o surgimento de minadouros.  Dessa forma, as estiagens são amenizadas e os plantios de lavouras, hortas, pomares e a abertura de cacimbas ficam favorecidos.

A eliminação do caminhão-pipa nas regiões semi-áridas para o abastecimento humano e animal é mais uma conseqüência positiva do sistema, que deve estar sempre associado a outras atividades de conservação de solo, como plantio em nível com terraços e plantio direto.

Foto: Luciano Cordoval.
Foto da famosa barriguinha.
Exemplo de barraginha.

Para se prepararem, as lideranças das comunidades, produtores, técnicos e outros grupos interessados devem visitar projetos pilotos, receber treinamentos e, principalmente, assistir à construção de uma barraginha feita por um especialista.

Este projeto recebeu o  "Grande Prêmio Super Ecologia 2003", da revista Superinteressante; também ganhou com ele uma viagem a Kyoto, Japão, durante o 3º Fórum Mundial de Água.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

O trabalho de recuperação e preservação de nascentes nasceu da vontade e necessidade da comunidade de Funilândia, em Minas Gerais.  Com ações descomplicadas e de fácil adoção pelos produtores, a Emater-MG, o IEF – Instituto Estadual de Florestas e a Prefeitura de Funilândia conseguiram aumentar a disponibilidade de um recurso natural da maior importância – a água.

Foram trabalhadas 27 propriedades rurais, recuperadas 21 nascentes, plantadas 42 mil mudas de espécies nativas, construídos 18 km de cercas e recuperados 83 hectares de matas ciliares e de topo. Os resultados alcançados e o desenvolvimento sócio-cultural dos produtores envolvidos são visíveis.  Hoje, os produtores de Funilândia estão orgulhosos por não serem apenas produtores de leite, carne, ovos, mas também produtores de água.

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Unidade: Emater-MG (em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo)


 

Agricultores familiares da Zona da Mata de Minas Gerais, em parceria com o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) estão produzindo café agroecológico e orgânico. Para isso, eles contam com as pesquisas financiadas pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, coordenado pela Embrapa.

Os agricultores adeptos da agroecologia adotam práticas de conservação do solo e de preservação dos mananciais, além do controle fitossanitário no combate a pragas e doenças sem utilização de defensivos agrícolas. Os problemas ambientais que envolvem a cafeicultura de montanha são resolvidos em conjunto pelos pesquisadores, famílias e comunidade. A atividade representa um rendimento seguro para os agricultores, que além de café ainda cultivam na propriedade feijão, milho, hortaliças.

Todas essas práticas proporcionam uma grande diversidade nas propriedades, tornando os sistemas produtivos integrados e o trabalho familiar essencial para a permanência do agricultor e de sua família no campo. Além das pesquisas, outras ações fazem parte de estratégias para o desenvolvimento da cafeicultura agroecológica e orgânica. A colheita seletiva, na qual apenas são colhidos os grãos maduros, é feita para preservar a qualidade da bebida.

Além disso, são feitos investimentos em infra-estrutura de secagem e de armazenamento do café, garantindo melhor qualidade do produto.

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Unidade: Embrapa Café


 

O Brasil possui grande potencial para a exploração de pequenos ruminantes domésticos e condições favoráveis para a produção de carne e derivados, além de calçados e vestuário confeccionados com a pele desses animais. Condições ambientais propícias e ampla disponibilidade de terras, principalmente nas fronteiras em expansão do Semi-Árido nordestino e das regiões Centro-Oestee Norte, garantem custos de produção relativamente baixos, favorecendo a competitividade.

A utilização de novas tecnologias e a expansão do mercado tem facilitado a cadeia produtiva, e nos últimos dez anos foram verificados incrementos na atividade, com a modernização das propriedades rurais e a implantação de agroindústrias, principalmente abatedouros, frigoríficos e curtumes.

Embora as demandas já garantam um mercado promissor, os gargalos estruturais e mercadológicos interferem na qualidade e regularidade da produção e na oferta dos produtos. O mercado sinaliza para o consumo de carne de animais jovens, abatidos com até seis meses de idade, mas o mais comum é o abate de animais mais velhos e com carcaças de baixa qualidade e rendimento. As peles entregues aos curtumes são quase sempre impróprias para o processamento industrial, por apresentarem defeitos causados pelo manejo inadequado e pelos procedimentos rudimentares de retirada, processamento, armazenamento e transporte das peles.

No programa são abordados os problemas e soluções para a produção da carne, derivados e produtos de origem caprina e ovina, bem como discutidas as potencialidades de mercado e apontadas soluções tecnológicas e gerenciais para a modernização do agronegócio de caprinos e ovinos no Brasil.

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Unidade: Embrapa Caprinos e Ovinos


 

A carne brasileira é competitiva no mercado internacional, não só pelo tamanho do rebanho, mas principalmente, pelo uso intensivo do pasto que possibilita menor custo de produção. Entretanto, sistemas de produção de carne baseados em pastejo exclusivo impõem ao animal limites nutricionais que dificultam uma pecuária de ciclo curto – abate com idade inferior aos 30 meses. Precocidade é uma demanda de mercado e se o Brasil pretende ampliar e manter sua presença nesse mercado, é necessário melhorar a qualidade da dieta dos bovinos em pastejo.

A suplementação pode corrigir as possíveis deficiências nutricionais das pastagens, mas isto deve ser feito com critério e dentro de uma meta de produção bem estabelecida, mantendo-se o princípio básico da produção nos trópicos: o do "boi fotossintético". Dietas de melhor valor nutricional podem ser obtidas com a suplementação alimentar, mudando a imagem do boi exclusivo em pasto, boi verde, para a do boi em pasto com suplemento, amarelo, representando a cor do milho. O resultado seria o "boi verde-amarelo", produto tipicamente brasileiro. Esta pode vir a ser a nova imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional, sinônimo de um produto saudável, ecologicamente correto e de alta qualidade.

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Unidade: Embrapa Gado de Corte


 

Horta comunitária ou a horta do povo, como foi denominada, está instalada em um terreno de aproximadamente 2 ha, pertencente a uma paróquia da cidade de Santo Antônio do Descoberto, região geoeconômica de Brasília. O projeto, financiado pelo Projeto Fome Zero, tem a parceria da prefeitura local e do Governo do Estado de Goiás.

A horta hoje abriga 21 famílias, que cultivam mais de 20 diferentes hortaliças, entre elas abóbora, alface americana, beterraba, cenoura, couve-brocólis, repolho, quiabo, rabanete, espinafre, além de milho, feijão e amendoim. Cada família cultiva uma área de 300 m2, onde são plantadas as hortaliças escolhidas segundo a preferência de consumo e outras sugeridas pela Embrapa Hortaliças, levando-se em conta a época de cultivo e o valor nutricional. As hortaliças são cultivadas para consumo próprio e o excedente da produção é comercializado, gerando renda adicional. As famílias, incluindo as crianças, têm descoberto novos sabores e novas formas de preparo, o que melhorou a qualidade da alimentação, conforme avaliações feitas pelo Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), que participa do projeto.

Além dessas vantagens, outras de valoração subjetiva têm sido verificadas, como agregação familiar, em razão do trabalho conjunto entre pai, mãe e filhos; associação entre famílias, pelo trabalho conjunto e solidário na horta, com a troca de mudas, de conselhos, auxílio com mão-de-obra e sementeira comuns. E o aumento da auto-estima, por se verem trabalhando e capazes de gerar o próprio alimento.

No programa são abordadas as técnicas de adubação verde que é de custo muito baixo para a reconstrução da qualidade do solo e que permitirá aos próprios agricultores permanecerem cuidando da área quando terminar o projeto.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia mantém, desde a década de 80, um programa de conservação de raças de animais domésticos ameaçadas de extinção. Muitas dessas raças, incluindo bovinos, suínos, eqüinos, caprinos e ovinos, encontram-se no Brasil desde a época da colonização e foram adquirindo características de rusticidade e adaptabilidade ao longo dos anos, que podem ser muito importantes em programas de melhoramento genético. Apesar dessas características, essas raças foram sendo substituídas por outras mais produtivas. Mas o seu desaparecimento representaria a perda de um verdadeiro tesouro genético.

Por isso, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia lançou-se ao desafio de conservá-las e coordena uma rede que congrega outras unidades de pesquisa da Embrapa, instituições estaduais de pesquisa, universidades e produtores. Um dos objetivos dessa rede é a manutenção de núcleos de conservação desses animais distribuídos por todo o país.

Além disso, a Unidade mantém um banco genético, hoje com cerca de 52 mil doses de sêmen de diversas espécies, com destaque para bovinos, e aproximadamente 200 embriões. Esse material fica conservado em botijões de nitrogênio líquido a uma temperatura de 196°C abaixo de zero, onde podem ficar praticamente para sempre, com a devida manutenção. As raças que estão sendo conservadas são: bovinos – Caracu, Crioulo Lageano, Curraleiro ou Pé-Duro, Junqueira, Mocho Nacional e Pantaneiro; bubalinos – Baio e Carabao; asininos – Jumento Nordestino e Jumento Brasileiro; eqüinos – Pantaneiro, Lavradeiro, Campeiro, Marajoara, Puruca; caprinos – Azul, Moxotó, Repartida, Canindé, Gurguéia e Marota; ovinos – Santa Inês, Morada Nova, Rabo Largo, Crioulo Lanado; suínos – Caruncho, Monteiro, Moura, Pereira, Piau, Pirapitinga, Tatu (Macau, Baé), Nilo, Canastra, Casco de Mula, Junqueira, Sorocaba, Canastrão.

No programa são abordadas as técnicas de preservação das raças domésticas contempladas pelo projeto Conservação e Uso de Recursos Genéticos – Banco Brasileiro de Germoplasma Animal – BBGA.

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Unidade: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


 

As raças européias especializadas para produção de leite, selecionadas em países de clima temperado, não apresentam o mesmo desempenho produtivo e reprodutivo quando criadas nas condições tropicais. Por outro lado, as raças zebuínas são naturalmente adaptadas às condições tropicais de manejo, mas em geral, apresentam um desempenho produtivo inferior em relação as raças européias. Para melhorar as condições de manejo nos trópicos, o cruzamento entre essas raças resulta em animais bem adaptados, com bom desempenho produtivo, reprodutivo e com benefícios econômicos para os produtores.

Diversas estratégias de cruzamento podem ser utilizadas tendo em vista as diferentes possibilidades de manejo adotadas nos rebanhos, sendo importante a definição da melhor alternativa de cruzamento para cada situação de manejo na pecuária leiteira tropical. Em qualquer alternativa utilizada, o uso de animais melhorados geneticamente vai trazer ganhos em produtividade.

No programa são abordados as estratégias de cruzamento e os trabalhos que orientam o produtor a utilizar de forma correta as alternativas genéticas em seu rebanho. Também as parcerias realizadas pela Embrapa Gado de Leite com as associações de criadores visando identificar animais melhoradores das raças zebuínas e européias.

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Unidade: Embrapa Gado de Leite


 

As raças européias especializadas para produção de leite, selecionadas em países de clima temperado, não apresentam o mesmo desempenho produtivo e reprodutivo quando criadas nas condições tropicais. Por outro lado, as raças zebuínas são naturalmente adaptadas às condições tropicais de manejo, mas em geral, apresentam um desempenho produtivo inferior em relação as raças européias. Para melhorar as condições de manejo nos trópicos, o cruzamento entre essas raças resulta em animais bem adaptados, com bom desempenho produtivo, reprodutivo e com benefícios econômicos para os produtores.

Diversas estratégias de cruzamento podem ser utilizadas tendo em vista as diferentes possibilidades de manejo adotadas nos rebanhos, sendo importante a definição da melhor alternativa de cruzamento para cada situação de manejo na pecuária leiteira tropical. Em qualquer alternativa utilizada, o uso de animais melhorados geneticamente vai trazer ganhos em produtividade.

No programa são abordados as estratégias de cruzamento e os trabalhos que orientam o produtor a utilizar de forma correta as alternativas genéticas em seu rebanho. Também as parcerias realizadas pela Embrapa Gado de Leite com as associações de criadores visando identificar animais melhoradores das raças zebuínas e européias.

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Unidade: Embrapa Pecuária Sul


 

As plantas transgênicas têm sido introduzidas na agricultura mundial, podendo ser usadas também em programas de manejo de pragas. Cultivares com diferentes características já foram liberadas para comercialização na África do Sul, Argentina, Austrália, China, Estados Unidos, Índia, Indonésia e México e outras estão sendo testadas para a liberação comercial em outros países, inclusive no Brasil.

A Embrapa vem implementando parcerias com empresas privadas para a inserção de genes de resistência a insetos e herbicidas químicos em cultivares Embrapa, além de estar selecionando e clonando novos genes de resistência contra pragas e doenças, como os genes de toxinas contra o bicudo-do-algodoeiro.

Apesar da eficácia e da aceitação desses produtos pelos agricultores, são levantadas preocupações a respeito da segurança do organismo geneticamente modificado (OGM) para o homem e para o meio ambiente. Neste contexto, a Embrapa atende à legislação de biossegurança, cujos órgãos regulamentadores exigem o fornecimento de dados e informações científicas sobre os possíveis impactos ambientais e na alimentação humana e animal de cada novo produto transgênico.

No programa são apresentados um resumo do trabalho já realizado na Embrapa com transgênicos e o trabalho da rede de biossegurança na avaliação do impacto alimentar e ambiental dos produtos em desenvolvimento pela Embrapa, que são: algodão, batata, feijão, mamão e soja. Esses trabalhos são desenvolvidos em uma parceria entre 14 unidades de pesquisa da Embrapa, além de universidades e instituições estaduais de pesquisa.

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Unidade: Embrapa Meio Ambiente


 

O sorgo vem se apresentando, nas últimas safras, como uma cultura estratégia para o abastecimento de grãos e de forragem no Brasil. Ele pode contribuir para o equilíbrio nos estoques reguladores de grãos energéticos e para um crescimento sustentado da pecuária por garantir a oferta de alimentos com redução de custos.

A utilização do sorgo para silagem é viável pelas características agronômicas da cultura: alta produção de forragem, maior tolerância à seca e ao calor, possibilidade de cultivo da rebrota. Trabalhos científicos têm mostrado que o desempenho de animais alimentados com silagem de milho e de sorgo forrageiro apresenta valores semelhantes de digestibilidade aparente de matéria seca.

No programa são abordados a variabilidade genética do sorgo e os híbridos que vêm sendo desenvolvidos com alto valor nutritivo para que o desempenho do animal seja semelhante ao obtido com silagem de bons híbridos de milho.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

Pesquisadores da Embrapa Pantanal e instituições parceiras estão desenvolvendo estudos com o objetivo de viabilizar soluções para os problemas ambientais enfrentados na bacia do Rio Taquari. Com uma extensão de 800 quilômetros, o Rio Taquari é um dos principais afluentes do Pantanal. Com a expansão da agropecuária, na década de 70, e uso inadequado do solo, processos erosivos graves na porção alta da bacia levaram à perda e ao transporte de sedimentos rio abaixo, provocando o assoreamento do rio no Pantanal e resultando em um desastre ecológico e sócio-econômico.

A região do Rio Taquari no Pantanal era caracterizada por pulsos de inundação, que alagavam a área apenas em alguns meses do ano, como na maior parte do ecossistema pantaneiro. Entretanto, ao longo das últimas décadas, esses pulsos de inundação deixaram de existir, obrigando muitas famílias e inúmeros animais silvestres que habitavam a área a abandonar a região. Hoje, uma área em torno de 500 mil hectares encontra-se permanentemente submersa, representando imensos prejuízos para a pecuária e a pesca dessa região.

No programa serão apresentados os projetos já realizados e em andamento que geraram uma base de conhecimento sobre a região do Rio Taquari e que buscam, em conjunto com a comunidade atingida e demais interessados, alternativas para a solução dos problemas ambientais.

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Unidade: Embrapa Pantanal


 

A broca-do-olho do coqueiro é considerada uma das principais pragas do coqueiro e do dendezeiro. Além de sua larva danificar a região do crescimento do coqueiro, o adulto é o principal transmissor do nematóide Bursaphelenchus cocophilus, agente causador da doença letal do coqueiro conhecida como anel-vermelho.

Com o objetivo de controlar a praga e a disseminação da doença no campo, a Embrapa Tabuleiros Costeiros desenvolveu tecnologias simples que reduzem a população do inseto vetor por meio do uso de armadilhas com iscas atrativas. As armadilhas são do tipo balde e PET. Esta com um custo muito mais baixo, pois utiliza garrafas de refrigerante, além de ser bastante eficiente e prática. No interior das armadilhas são colocados pedaços de cana-de-açúcar ou outros materiais com poder de fermentação (mamão, mandioca, casca de coco verde, abacaxi) e o feromônio, que é adquirido nas empresas Interacta (Alagoas) e Bio Controle (São Paulo).

No programa serão apresentadas as armadilhas usadas para reduzir a população da broca-do-olho nos coqueiros e a disseminação da doença anel vermelho nas plantações de coco e, também, as técnicas de liberação, via machos infectados ou iscas vegetais contaminadas com o fungo Beuveria bassiana, tecnologia que tem se mostrado eficiente na liberação do patógeno em campo.

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Unidade: Embrapa Tabuleiros Costeiros


 

A sigatoka-negra da bananeira foi constatada no Brasil pela primeira vez em dezembro de 1998, nos municípios de Tabatinga e Benjamim Constant, no Amazonas, e está disseminada por toda a Região Norte, com exceção do Estado do Tocantins. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Região Centro-Oeste), São Paulo e Minas Gerais (Região Sudeste), e Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Região Sul), são outras localidades por onde a doença se disseminou. Apesar dos danos causados, a doença está sendo enfrentada com relativa tranqüilidade com uso de métodos integrados de controle que envolvem o controle genético, o controle fitotécnico, o controle químico e medidas quarentenárias, além da produção e comercialização de mudas in vitro de variedades resistentes.

   Foto: Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Foto de sigatoka-negra da bananeiraA sigatoka-negra é o mais grave problema da bananicultura mundial e, como conseqüência, a sua identificação no Brasil foi motivo de inquietação tanto nos órgãos de defesa como na comunidade envolvida com a cultura da banana no país. As ações da Defesa Sanitária Vegetal estão baseadas no princípio da exclusão, tentando retardar ao máximo a ocorrência do agente causal (Mycosphaerella fijiensis) nas áreas indenes. O fato de a doença ser causada por um patógeno disseminado via aérea, capaz de atingir centenas de quilômetros de um ponto a outro, mostra que ela irá se estabelecer em todos os pomares brasileiros, tal como ocorreu com a sigatoka-amarela. Por isso, a busca de alternativas de controle da doença é a estratégia priorizada pela pesquisa.

No programa será apresentado o projeto de controle integrado do mal da sigatoka desenvolvido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental e a Embrapa Acre. Esse trabalho gerou diversas informações sobre o patógeno e a doença, permitindo repassar, com segurança, aos produtores de banana dados importantes sobre a sobrevivência e formas de disseminação da sigatoka-negra, os produtos e formas de aplicação para o combate químico da doença e o uso de práticas culturais, como desfolha sanitária e adensamento populacional, capazes de reduzir o potencial de inoculo no interior do bananal. Além disso, a geração, avaliação e recomendação de variedades resistentes, que se destaca como a principal arma no combate à doença, foram outros resultados importantes da pesquisa.

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Unidade: Embrapa Mandioca e Fruticultura


 

A Embrapa Hortaliças desenvolve um trabalho de melhoramento do tomateiro para processamento industrial e para mesa, buscando a obtenção de cultivares que aliem produtividade e resistência múltipla a doenças, além do sabor e teores de compostos benéficos à saúde como o licopeno (substância com forte atuação na prevenção de câncer) e a vitamina C. Esse trabalho resultou no lançamento das cultivares de tomate tipo longa vida (Duradoro), com elevado teor de vitamina C e resistência a quatro doenças; do tipo italiano (San Vito), com excelente sabor, teor elevado de licopeno e resistência a sete doenças. Também foi possível a obtenção de várias linhagens com fontes de resistências a viroses, bacterioses, nematoses e doenças fúngicas.

   Foto: Embrapa Hortaliças.
Foto de tomates

Muitos produtores fazem a escolha da cultivar para plantio baseando-se apenas no potencial produtivo sem levar em conta o custo de produção. A escolha de materiais que oferecem resistência múltipla a doenças é o primeiro passo para baixar o custo de produção, obtendo alimentos mais seguros com menor carga de agrotóxicos e manter a lucratividade do produtor. Por isso, junto com o melhoramento para obtenção de cultivares superiores de tomate, a Embrapa Hortaliças desenvolveu projetos de manejo racional das moléstias que atacam o tomateiro, otimizando o uso de insumos agrícolas com menor carga de agrotóxicos.

No programa serão destacadas as doenças que mais prejudicam a cultura do tomateiro, os sintomas, incidências e os cuidados no manejo.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

Boa parte das queimadas na Amazônia Legal é produzida por pequenos produtores que se valem do fogo pelo desconhecimento de outras técnicas para trabalhar a propriedade e pela dificuldade de acesso a crédito para adoção de tecnologias. As pesquisas demonstram que em cada hectare de pasto queimado são jogados na atmosfera aproximadamente 1.500 kg de carbono, 36 kg de nitrogênio e 3,6 kg de enxofre. Isso equivale a R$ 65,00 em adubo orgânico que deixa de ser empregado. Para o pequeno produtor, este custo é altíssimo, pois na queima de 10 hectares, ele perde o valor de um boi gordo. As queimadas também levam à degradação contínua do solo e à perda de recursos naturais. Só no Acre, as áreas degradadas ou em processo de degradação chegam a 700 mil hectares.

Foi pensando no ritmo de devastação da maior floresta tropical do mundo e nos danos ambientais, sociais e econômicos a médio e longo prazo que um grupo de entidades resolveu ampliar a difusão de tecnologias alternativas ao uso do fogo. Há quatro anos, a Embrapa Acre e instituições parceiras vêm promovendo treinamentos com pequenos produtores, extensionistas e multiplicadores para reduzir o volume anual de queimadas. Os participantes do treinamento aprendem a lidar com cerca elétrica, instrumento que reduz o custo de R$3 mil para R$250,00 o quilômetro de cerca; manejo rotacionado de pastagens com emprego de piquetes; formação de capineiras para suplementação alimentar; sanidade animal; consórcio de pastagens com capins e leguminosas; uso de esterco e urina para adubação; e inseminação artificial para melhoria genética do rebanho.

No programa será apresentada a experiência de comunidades que adotaram essas tecnologias e conseguiram, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade e suprimir o uso do fogo nas pastagens.

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Unidade: Embrapa Acre


 

O Brasil é o maior produtor mundial de sisal, com cerca de 140 mil toneladas anuais. A planta, que produz a principal fibra dura vegetal do mundo, é uma alternativa econômica importante para os pequenos produtores do semi-árido nordestino. Apesar disso, a cultura entrou em decadência na década de oitenta, em virtude da concorrência com fibras sintéticas e do baixo retorno financeiro para o produtor.

Com a recente valorização das fibras naturais no mercado, parte dos campos que estavam abandonados estão sendo recuperados. A Embrapa Algodão busca alternativas para gerar empregos nesta cultura, desenvolvendo sistemas de produção que envolvem cultivo consorciado, redução de custos, aproveitamento de subprodutos, controle de doenças e maior eficiência no processo de desfibramento.

O programa abordará todas as fases do manejo sustentável da cultura, desde o preparo do solo ao armazenamento e pós-colheita (alimentação animal com a mucilagem do sisal e o artesanato), com o objetivo de esclarecer aspectos importantes no que diz respeito ao plantio consorciado, manejo da caatinga em áreas sisaleiras, risco no manuseio da máquinas, segurança e qualidade do produto cultivado.

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Unidade: Embrapa Algodão


 

A Embrapa começou a desenvolver cultivares de soja transgênica há nove anos, quando teve acesso ao gene RR, patenteado pela Monsanto. A partir disso, desenvolveu 13 cultivares de soja transgênica indicadas para todas as regiões produtivas. Na safra 2004/2005, a multiplicação das sementes de soja transgênica da Embrapa resultou em 670 mil sacas. Parte dessa semente será multiplicada novamente, na safra 2005/06, e o restante será disponibilizado aos produtores.

No momento de fazer a escolha, o produtor deve estar atento à aquisição de sementes registradas no Brasil, porque passaram por testes de validação que garantem produtividade elevada e estabilidade de produção. Segundo o pesquisador Antonio Eduardo Pípolo, da Embrapa Soja, os produtores devem evitar as sementes contrabandeadas, que não têm identidade genética e podem afetar desde a produtividade, assim como facilitar a ocorrência de doenças já extintas no País. "Temos relatos de áreas em que se cultivaram sementes piratas de soja RR, apresentando pústula bacteriana e cancro da haste, doenças já controladas no Brasil", explica Pípolo.

Foto: Banco de Imagens da Embrapa Soja.
Foto de plantação de soja
Soja transgênica em casa de vegetação.

Manejo da soja

O cultivo da soja RR muda principalmente o manejo da cultura. Na soja RR, o glifosato pode ser usado como pós-emergente no controle de plantas daninhas de folha larga e estreita e em várias fases do desenvolvimento. A dose registrada do produto varia de 0,5 a 2,5 litros. O ideal é que o técnico avalie a situação da lavoura, como nível de infestação e das espécies de plantas daninhas presentes na lavoura, antes de fazer a recomendação.

De acordo com o pesquisador Dionísio Gazziero, da Embrapa Soja, os produtores podem fazer uma aplicação única – 20 a 30 dias após a emergência - ou aplicação seqüencial, sendo a primeira cerca de 15 dias após a emergência da soja e a segunda de 10 a 15 dias depois. "A opção por uma dessas duas possibilidades depende das condições específicas de cada área", explica.

Apesar de a soja RR ser opção para lavouras com alta infestação de plantas daninhas, já existem relatos, de plantas resistentes e tolerantes ao glifosato. "Para evitar esses problemas, é importante que se faça rotação de mecanismos de ação de herbicidas e até a rotação de culturas, o que irá facilitar a rotação de herbicidas", diz Gazziero.

Além das diferenças no manejo da soja convencional e transgênica, outro indicador que precisa ser observado pelos produtores é o custo de produção. Segundo o pesquisador Antonio Carlos Roessing, da Embrapa Soja, fatores que fazem a diferença são o potencial de produtividade das cultivares convencional e transgênica, o custo diferenciado das sementes e dos herbicidas e também a taxa tecnológica, que é o valor pago a detentora da patente para uso da tecnologia.

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Unidade: Embrapa Soja


 

Madeira seca em menor tempo, com melhor qualidade e redução de custos resumem o Processo de Secagem Acelerado de Madeira, patenteado pela Embrapa e Engref (Escola Nacional de Engenharia Rural, Águas e Florestas de Nancy, França).

Entre as principais mudanças do novo processo, comparado ao tradicional, está um ganho em torno de 53% quando os secadores têm capacidade para secar 100 m³ de madeira. A projeção é que a produção anual da secagem contínua de madeiras de fácil e difícil secagem injetará uma receita média às empresas de US$ 86.625,00.

   Foto: Everaldo Nascimento.
Foto de trator carregando madeira

O processo de transição vítrea, nome técnico do método desenvolvido, apresenta ainda como vantagens redução do tempo de secagem em cerca de 50% e queda nos índices de empenamentos e rachaduras da madeira de mais de 10% para aproximadamente 1%. Ele dispensa a umidade inicial da madeira, não exige pré-secagem ao ar livre, e enquanto antes havia um programa de secagem para cada espécie, com ele é possível secar várias espécies juntas dentro do mesmo secador.

O investimento da empresa é de baixo custo, envolvendo somente a aquisição de alguns equipamentos de fácil adaptação aos secadores de madeira serrada existentes hoje no mercado.

A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental reduz os custos, diminui a mão-de-obra, reduz a área de estoque, dispensa a imobilização de capital e aumenta a lucratividade da empresa.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

Em 30 anos de pesquisa na área de entomologia da Embrapa Trigo, talvez o trabalho de maior impacto econômico, ambiental e social foi o controle biológico de pulgões, iniciado logo nos primeiros anos da vida da instituição.

   Foto: Paulo Kurtz.
Foto de um PulgãoPulgões são insetos que têm alta capacidade reprodutiva e causam danos diretos e indiretos, ao se alimentarem de plantas de trigo, cevada, aveia, entre outras – pela sucção de seiva e provocando a morte do tecido foliar por meio da injeção de toxinas presentes na saliva, ou com a transmissão do vírus do Nanismo Amarelo da Cevada – o VNAC.

No final da década de 70, as populações de pulgões atingiam níveis alarmantes, provocando drásticas reduções na produtividade de trigo. Em áreas sem controle de pulgões o rendimento de trigo sofria uma queda de até 88%, em média. Em conseqüência, generalizou-se o uso do controle químico, gerando grande desequilíbrio biológico e tornando a produção de trigo completamente dependente do uso de inseticidas. Durante anos toda área tritícola do Rio Grande do Sul recebeu, pelo menos, uma aplicação anual de inseticida e, na maior parte, de duas a quatro aplicações para o efetivo controle de pulgões.

Em julho de 1978, a Embrapa Trigo iniciou projeto para controlar biologicamente os pulgões de trigo, através da importação de vespinhas, inimigos naturais que se alimentam dos pulgões. Diversas espécies foram introduzidas, multiplicadas massalmente em laboratório e liberadas no campo, sendo que algumas se adaptaram, se estabeleceram e passaram a se multiplicar naturalmente sobre os pulgões de trigo, contribuindo para controlar populações da praga. A meta inicial, que era a de obter com as vespinhas um controle adicional da ordem de 15%, foi largamente ultrapassada.

O uso de inseticidas químicos para o controle de pulgões de trigo diminuiu gradualmente: de 99%, em 1977, para menos de 5% das lavouras, em 1981. Com algumas oscilações, normais por se tratar de um fenômeno natural, o controle biológico se mantém até hoje, pois apenas ocasionalmente, em áreas ou em anos de clima atipicamente quente e seco durante o outono e o inverno, ocorrem casos em que o uso de inseticidas se faz necessário. Estima-se que mais de 800 mil litros/ano de inseticidas deixaram de ser jogados no ambiente, com uma economia de milhões de reais. Quase 30 anos após, o projeto brasileiro de controle biológico de pulgões de trigo, constitui um dos mais expressivos exemplos de controle biológico bem-sucedido em culturas anuais, em todo o mundo.

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Unidade: Embrapa Trigo


 

Em países de clima tropical como o Brasil, grande parte das pastagens fica degradada poucos anos após o estabelecimento. O uso de sementes melhoradas, aliado ao bom preparo do solo e adubação adequada, garante um eficiente estabelecimento das pastagens. Mas se, após essa fase, o manejo não for adequado, a degradação é inevitável.

Mais do que embelezar o campo, os sistemas silvipastoris (plantio de árvores em pastagens cultivadas) trazem importantes benefícios para a produção animal, em geral. A Embrapa, através de muitos de seus Centros de Pesquisa, vêm desenvolvendo estudos e colaborando para o desenvolvimento dessa importante alternativa, assim como outras instituições. Com os resultados já obtidos, pode-se afirmar que os sistemas silvipastoris auxiliam no combate à erosão, atuam na conservação da água e na melhoria da fertilidade do solo. Além disso, o microclima favorável formado pelo ambiente arborizado reduz o estresse térmico dos animais, em condições de temperaturas extremas, melhorando a produção de carne e leite.

No programa, serão apresentados métodos de estabelecimento de diferentes tipos de sistemas silvipastoris, exemplos práticos e resultados de pesquisas.

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Unidade: Embrapa Florestas


 

Os frutos do mar representam uma fonte alimentar de alto valor protéico. Apesar de constituírem um dos principais grupos de organismos marinhos explorados como alimento no Brasil, não são encontrados na forma de produto processado de origem nacional, embora haja demanda de consumidores, como indica a existência de produtos importados nos supermercados. A pesquisa desenvolvida pela Dra. Angela Aparecida Lemos Furtado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, verificou a adequação da qualidade tecnológica da matéria-prima nacional, otimizou o processo de esterilização visando à conservação de lula, mexilhão e camarão, com qualidade sensorial e microbiológica adequados. A pesquisa estabeleceu os parâmetros para o processamento térmico ideal de frutos do mar de origem nacional e sua conservação, envasados. O estudo de pré-viabilidade dos produtos indicou que estes são viáveis economicamente, levando-se em consideração os resultados obtidos em escala de bancada.

A indústria pesqueira é a principal beneficiária deste estudo que indica a possibilidade de aproveitamento de instalações existentes para a produção de frutos do mar em conserva (salmoura).

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Unidade: Embrapa Agroindústria de Alimentos


 

O programa Segurança e Qualidade na Produção de Amendoim falará sobre todas as fases do manejo da cultura, desde o preparo do solo até o armazenamento. Dará ênfase ao manejo ecológico da cultura, buscando esclarecer aspectos importantes no que diz respeito ao risco ambiental, à segurança e à qualidade do produto cultivado. Mostrará, ainda, aspectos relacionados aos insetos, doenças e cultivares mais adaptadas às diferentes regiões de cultivo e suas inter-relações com problemas ligados à contaminação por aflatoxina.

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Unidade: Embrapa Algodão


 

A Embrapa Trigo, em parceria com outras instituições – como a Emater/RS e indústrias fabricantes de equipamentos agrícolas para pequenas unidades produtivas –, desenvolve pesquisa para demonstrar tecnologias e transferir conhecimentos referentes a semeadoras empregadas no sistema plantio direto, em pequenas propriedades de agricultura familiar.

Nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, aproximadamente 60% dos estabelecimentos rurais têm até 20 hectares, enquadrando-se, quanto à estrutura fundiária, no grupo das chamadas pequenas unidades produtivas. Nessas propriedades, a falta de equipamentos compatíveis com esta estrutura restringe a adoção de sistemas conservacionistas de manejo de solo e de culturas, dificulta o emprego da motomecanização, resultando numa agricultura de qualidade inferior, com desempenho abaixo do obtido pelas médias e grandes propriedades rurais. Além disso, os aspectos de topografia e de pedregosidade dos solos levam ao emprego de elevada força de trabalho humano e animal nos processos produtivos.

E foi para mudar essa realidade que teve início o projeto de desenvolvimento de equipamentos agrícolas para manejo conservacionista de solo destinados a pequenas unidades produtivas. Mas deve-se levar em conta que essa situação só será realmente modificada com a adoção eficiente desses equipamentos agrícolas para melhoria dos processos de cultivo e humanização do trabalho rural.

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Unidade: Embrapa Trigo


 

A barragem subterrânea é uma tecnologia curiosa: sua parede é construída para dentro da terra. Desta forma, ela barra as águas de chuvas que escorrem no interior do solo e forma uma vazante artificial onde os agricultores terão um terreno molhado por longo período após a época chuvosa – que no Semiárido costuma durar apenas quatro meses. Neste terreno, os riscos de perdas são reduzidos em cultivos como o milho e o feijão e as espécies forrageiras.

As águas das chuvas armazenadas na área da barragem subterrânea ficam disponíveis por quase todo o ano porque, guardadas dentro do solo, sofrem pouco os efeitos da evaporação. Para o pesquisador Everaldo Rocha Porto, da Embrapa Semiárido, a eficiência desta tecnologia na captação e armazenamento da água das chuvas é tanta que, quando bem gerenciada, dá à área de plantio a aparência de um oásis na época de estiagem no Semiárido.

Tecnologias como a barragem subterrânea são fundamentais para viabilizar a convivência dos agricultores com o Semiárido. As águas das chuvas, em grande parte da região, são as únicas fontes hídricas disponíveis para milhares de famílias. No Semiárido existem cerca de 1000 dessas barragens instaladas. Naquelas em que o manejo é bem administrado pelos agricultores, essa tecnologia transforma-se em um grande instrumento para a melhoria da renda e da qualidade de vida das famílias.

Participam do programa o pesquisador Everaldo Porto e o técnico Geovani Xenofonte, da ONG Caatinga (Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições não Governamentais Alternativas). Esta entidade tem grande experiência nos métodos de construção da tecnologia, que envolvem aspectos não apenas técnicos mas também o debate com os agricultores sobre a barragem e sua inserção nas estratégias de produção e de convivência com o Semiárido. No Semiárido nordestino é crescente a adoção das barragens nas propriedades de agricultores familiares, graças aos esforços de pesquisadores da Embrapa Semi-Árido, técnicos de organizações não governamentais e agricultores.

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Unidade: Embrapa Semiárido


 

A Embrapa Meio-Norte desenvolve há vários anos ações voltadas para o desenvolvimento da apicultura na região. No Piauí, a região que mais se destaca na produção de mel é a semiárida. Para atender à pesquisa e desenvolvimento e também ao setor produtivo, a Unidade dispõe do Laboratório de Controle da Qualidade de Produtos Apícolas e de uma equipe estruturada, formada por pesquisadores e técnicos.

Durante o programa o tema central será a produção de mel no Semiárido, mas questões sobre a apicultura de forma geral, adaptada para qualquer região do país, como técnicas de manejo, colheita, armazenamento e controle de qualidade do produto também serão abordadas.

A apicultura é a criação racional da abelha Apis mellifera, denominada de abelha africanizada, por ser um híbrido das abelhas africanas com européias. No Brasil, são popularmente chamadas de italiana ou europa. Além do mel, com a apicultura o produtor poderá obter outros produtos, como a cera, a própolis, o pólen, geléia real e a apitoxina, que é o veneno das abelhas, geralmente utilizado na indústria farmacêutica.

A apicultura é uma das atividades capazes de causar impactos positivos, tanto sociais como econômicos, além de contribuir para a preservação dos ecossistemas existentes.

Na região semiárida do Brasil, a apicultura vem ocupando lugar de destaque, contribuindo para a geração de postos de trabalho, empregos e fluxo de renda. É ainda importante para a fixação do homem no meio rural, levando-se em conta que emprega mão-de-obra familiar e é uma atividade que demanda pouco tempo, podendo ser praticada concomitantemente com outras e com boa rentabilidade.

Algumas técnicas de manejo necessitam ser adaptadas para a região do Semiárido, em razão do clima e da própria genética das abelhas. Pela escassez de água e altas temperaturas por longos períodos, deve-se instalar os apiários em áreas sombreadas naturais, embaixo de árvores, ou utilizando-se coberturas artificiais, com materiais adquados que possam reduzir os efeitos do calor excessivo no período seco.

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Unidade: Embrapa Meio-Norte


 

A Embrapa Acre – em parceria com instituições públicas, comunidades extrativistas e empresários – coordena o Projeto Castanhac. O objetivo deste projeto é fortalecer o agronegócio da castanha-do-brasil, com o aumento da produtividade dos castanhais e com a melhoria da eficiência do sistema de pós-colheita.

Entre os desafios do projeto, estão a identificação dos principais problemas e as medidas necessárias para a prevenção e controle da contaminação da castanha por micotoxinas, fungos e bactérias durante a coleta, secagem e armazenamento, tanto na floresta como em agroindústrias. Esses pontos comprometem a sustentabilidade da atividade e dificultam a concorrência do produto com outros tipos de amêndoas no mercado internacional, que impõe exigências sanitárias cada vez mais rigorosas.

A Região Norte é responsável por 98,72% da produção nacional de castanha-do-brasil. Amazonas, Acre e Pará lideram a produção, qe alcança a média de 25 mil toneladas/ano, segundo dados do IBGE. Esse volume representa cerca de R$ 30 milhões na economia local, com impactos diretos na vida de comunidades extrativistas, pequenos agricultores e populações indígenas. Somente no Estado do Acre, mais de 15 mil famílias têm a castanha-do-brasil como um dos principais componentes da renda familiar.

A Embrapa Acre atua no desenvolvimento de técnicas simples e adequadas à situação do extrativista, que promovam a sustentabilidade da produção e melhoria da qualidade das amêndoas de castanha-do-brasil. Isso permitirá a recuperação do produto nos mercados nacional e internacional. Do ponto de vista nutricional, esta amêndoa possui proteína e óleo de qualidades superiores.

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Unidade: Embrapa Acre


 

O Dia de Campo na TV apresentará sistemas de produção de leite de búfalas e derivados em pequenas propriedades como forma de fixação do produtor no campo e elevação do seu padrão sócio-econômico, evitando o êxodo rural, os impactos ambientais da agricultura migratória, a conseqüente destruição da floresta e os conflitos agrários, com o melhor uso da terra.

A Embrapa Amazônia Oriental participa do "Programa de Incentivo à Criação de Búfalos por Pequenos Produtores", implantado com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf. O programa estimula a bubalinocultura para produção de leite e derivados em pequenas propriedades, por meio do uso de inovações tecnológicas, em sistemas silvipastoris e pastejo rotacionado intensivo e suplementação com subprodutos da agroindústria. É destinado a pequenos produtores que tenham a posse ou propriedade de um lote agrícola de 25 ha, preferencialmente, com pelo menos 10 ha de pasto e que tenham experiência no manejo de gado. O uso dessa tecnologia é adequado a assentamentos rurais ou comunidades agrícolas organizadas.

O búfalo foi considerado pela FAO como o animal doméstico mais dócil do planeta. É versátil e produz leite, carne e é utilizado como tração animal em todas as latitudes e longitudes, nas mais variadas condições climáticas, do frio da Europa Oriental aos desertos da África, nas regiões tropicais da Amazônia, nos sertões nordestinos e nas diferentes altitudes, desde as planícies às áreas montanhosas. O leite de búfala é cerca de 40-50% mais produtivo na elaboração de derivados (queijos, iogurte, doce de leite, etc.) do que o de bovino e possui 33% menos colesterol, 48% mais proteína, 59% mais cálcio e 47% mais fósforo.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

A mosca-dos-chifres é um inseto pequeno que permanece constantemente no corpo dos bovinos. Um animal com mais ou menos 500 moscas perde, em média, por ano, dois litros e meio de sangue, 40 quilos de peso, sofre redução de 5% a 15% na produção de leite, 15% de redução na taxa de prenhez e diminuição da libido dos touros.

O controle ideal da mosca-dos-chifres deve associar o químico e o biológico. No controle biológico, é importante a seleção dos inimigos naturais que cumpram eficientemente a sua função. No momento, os mais viáveis são os besouros coprófagos, conhecidos como rola-bosta.

Além de destruírem as massas fecais, onde as moscas-dos-chifres se desenvolvem, os besouros são importantes para o sistema solo, planta e animal, contribuindo para a desintegração de excrementos bovinos e sua incorporação ao solo. Os besouros rola-bosta podem ser criados em laboratórios ou nas fazendas.

No programa, serão fornecidas orientações de como proceder para iniciar a criação dos besouros. A Embrapa Cerrados mantém uma colônia dos besouros rola-bosta e a disponibiliza para pecuaristas e outras instituições interessadas em criá-los ou liberá-los no pasto.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

A utilização de variedades de milho de melhor adaptação às condições do Nordeste e portadoras de atributos agronômicos desejáveis representa alternativa importante para o desenvolvimento da agricultura dessa região. Tais qualidades incluem precocidade e superprecocidade de ciclos e também tolerância ao acamamento e ao quebramento do colmo.

Para Hélio Wilson de Carvalho, coordenador do Programa de Melhoramento Genético do Milho da Embrapa, os agricultores podem alcançar a autonomia em relação ao recurso semente, utilizando materiais adaptados às condições de estresse regional. "O desenvolvimento de cultivares com maior tolerância aos estresses bióticos e abióticos promoverá um menor uso de insumos, gerando melhoria na qualidade ambiental e alimentar", acentua. Outro fator importante, diz Carvalho, é que os grãos colhidos poderão ser reutilizados em plantios subseqüentes sem perda de produtividade.

Grande parte dos pequenos e médios agricultores rurais do Nordeste brasileiro realiza seus cultivos em terras que sofrem algum tipo de estresse. Além da condição natural desfavorável, esses agricultores têm limitação de recursos financeiros, o que dificulta a aquisição de insumos necessários para corrigir ou amenizar esta situação. A redução na compra de insumos pelos pequenos e médios agricultores tem se acentuado a cada ano, diminuindo, até mesmo, a compra de sementes selecionadas. Todos esses fatores, que vão desde a qualidade da semente, passando pelos problemas de fertilidade do solo, de manejo da cultura e de perdas por ataques de pragas, acabam resultando em baixa produtividade.

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Unidade: Embrapa Tabuleiros Costeiros


 

Encontrar uma solução para os dejetos suínos é um dos principais desafios para todos os setores envolvidos com a suinocultura. Hoje já existem alternativas que funcionam com eficiência e servem de alternativa de renda para as pequenas propriedades. A Embrapa Suínos e Aves tem uma preocupação especial com a questão dos dejetos suínos e por isso vem desenvolvendo projetos que buscam a melhoria do meio ambiente. Um deles é o biodigestor, um processo de biodigestão anaeróbia dos rejeitos, que permite uma estabilização biológica do dejeto com possibilidade de sua utilização como biofertilizante. Além disso, o processo gera biogás (cujo gás preponderante é o metano), que possui alto poder calorífico, e possibilita a sua utilização na propriedade rural em sistemas de aquecimento e geração de energia.

A importância do biodigestor pode ser avaliada pela possibilidade que ele representa na agregação de valor aos dejetos, permitindo uma abordagem sistêmica da propriedade rural. O sistema é apresentado pela Embrapa Suínos e Aves como uma alternativa para o produtor diminuir a pressão ambiental da atividade e ainda ter uma fonte alternativa de energia.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

A Embrapa Cerrados, o Grupo de Trabalho de Reforma Agrária da Universidade de Brasília - UnB e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra realizam em Unaí (MG) o Curso Técnico em Agropecuária e Desenvolvimento Sustentável. O projeto é desenvolvido na Escola Agrícola "Juvêncio Martins Ferreira", e atende 56 estudantes da região da SR 28 do Incra, onde estão 107 assentamentos com 6.593 famílias.

O curso segue o princípio da pedagogia da alternância, em que os alunos revezam 15 dias de aulas com 45 dias nos seus assentamentos de origem. Eles receberão os diplomas após três anos de aulas. A perspectiva é formar técnicos com perfil de agentes de desenvolvimento. Para isso, as disciplinas enfatizam não apenas as questões técnicas, mas também aquelas de ordem econômica, social e ambiental.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

O morango é uma espécie muito sensível a pragas e doenças, que podem comprometer a qualidade e o volume de produção. Por esta razão, é uma cultura altamente demandante de insumos químicos, principalmente inseticidas, fungicidas e acaricidas, além de fertilizantes químicos. Desde 1996, pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho, em parceria com outras instituições, desenvolvem tecnologias para o aprimoramento de sistemas de produção de morangos seguindo os princípios da sustentabilidade, garantindo a segurança dos produtores, consumidores e do ambiente. Os três principais sistemas estudados são: produção orgânica, produção convencional e produção semi-hidropônica.

Além de desenvolver pesquisas para minimizar o uso de defensivos e fertilizantes químicos no sistema convencional, a Embrapa Uva e Vinho em colaboração com a Emater-RS e das Cooperativas Ecomorango e Ecocitrus desenvolveram o sistema de produção orgânica de morangos, e para a substituição do uso de fungicidas na cultura, validaram o uso do fungo Gliocladium roseum, destinado ao controle biológico da podridão-cinzenta dos frutos.

As pesquisas com o Sistema Semi-Hidropônico de Morangos foram iniciadas há cerca de três anos. Neste sistema as plantas se desenvolvem em substrato constituído de casca de arroz e outros materiais orgânicos e a adubação é feita com fertirrigação. Os resultados indicam ser este sistema uma excelente alternativa para implementar a produção integrada (PI) em morangos pois o vigor das plantas é controlado. Para o manejo de pragas e doenças utiliza-se o monitoramento das pragas e com o descarte das folhas e frutos infectados e o controle biológico do mofo cinzento, reduz-se ao máximo a utilização de pesticidas.

Acompanhe no dia de campo na TV as principais diferenças, benefícios e especificidades de cada um dos sistemas propostos.

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Unidade: Embrapa Uva e Vinho


 

O programa apresenta a primeira cultivar de açaí de terra firme do País. Trata-se da cultivar Pará, desenvolvida pela Embrapa Amazônia Oriental. O Pará – maior produtor nacional de açaí – é também o primeiro a lançar a única cultivar de terra firme dessa fruteira no mundo, que apresenta como principais características: alta produtividade e precocidade no início da produção (aos 3 anos), que garante a frutificação em baixas alturas.

Foto: Everaldo Nascimento.
Foto de cultivar Pará
A cultivar Pará apresenta alta produtividade, precocidade e maior rendimento de polpa.

A cultivar Pará é resultado de três ciclos de seleção e suas plantas apresentam características altamente desejáveis como precocidade de produção, produtividade de fruto (10 t/ha aos oito anos) e maior rendimento de polpa. Apresenta bom perfilhamento e outras características de interesse em terra firme. Específica para área de terra firme, ela permite uma significativa redução no custo de produção, desde a preparação do solo, passando pelos tratos culturais, até a colheita dos frutos. Outra grande vantagem é que a atividade é considerada uma excelente opção para os agricultores familiares amazônicos, contribuindo para a sua inserção no agronegócio regional.

Estima-se que, somente em Belém, haja cerca de três mil pontos de venda de açaí já processado e um consumo diário em torno de 440.000 kg. E a cada dia cresce o interesse de outros Estados brasileiros pela fruteira nativa da Amazônia. O Rio de Janeiro, por exemplo, consome cerca de 500 toneladas por mês e São Paulo, 150 t. Para outros países seguem aproximadamente mil toneladas mensalmente, principalmente para o Japão, Holanda, Estados Unidos e Itália. Neste caso, o açaí segue em forma de mix – um composto que mistura o suco do açaí a outros produtos como guaraná e acerola –, dando-lhe uma roupagem de produto natural e saudável.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

O milho doce é um produto de alto valor nutritivo e características próprias, como sabor adocicado. Na condição de milho verde, é indicado para o consumo humano, como milho em espiga e grãos verdes enlatados. Um mercado promissor para o milho doce é na forma de milho cozido em espigas nas regiões onde o milho verde normal já é consumido em larga escala.

A escolha da cultivar a ser plantada depende da finalidade e do mercado consumidor a que a produção se destina. As preferências do consumidor do Centro-Oeste, por exemplo, não são as mesmas dos consumidores do Nordeste. O produtor, na hora de escolher a cultivar de milho doce a ser plantada, deve levar em conta a forma de produção e a sua integração com outras atividades. Se o produtor optar pelo sistema de contrato com indústrias enlatadoras, deve obedecer a cronogramas rígidos e utilizar intensamente sua área, com diversos e sucessivos plantios.

Para processar industrialmente o milho doce, é necessário observar algumas exigências: as espigas devem ter comprimento e diâmetro uniformes; os grãos devem ter tamanho e grau de maturação semelhantes, para que o produto seja uniforme e de alta qualidade. Indica-se, para se obter esse objetivo, que sejam plantadas sementes de híbridos de milho.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

O Sistema Integrado de Produção Agroecológica, também conhecido como Fazendinha Agroecológica km 47, é um espaço para pesquisa, ensino e difusão de técnicas na área de agricultura orgânica. Criada em 1993, a Fazendinha tem sido a base para as pesquisas em agricultura orgânica realizadas pela Embrapa Agrobiologia. O projeto é uma parceria entre a Embrapa (Embrapa Agrobiologia e Embrapa Solos), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e Pesagro-Rio (Estação Experimental de Seropédica). Na Fazendinha são realizadas pesquisas de campo, dentro de um sistema multidiversificado, sem o uso de agrotóxicos e adubos nitrogenados sintéticos.

Foto: Arquivo Embrapa Agrobiologia.
Foto de cultivo de hortaliças
Cultivo de hortaliças em aléias de Gliricidia sepium.

A produção vegetal é baseada no cultivo de hortaliças, fruteiras tropicais, café, cereais e leguminosas (utilizadas como adubos verdes), totalizando cerca de 50 espécies vegetais. Priorizam-se pesquisas nas áreas de manejo conservacionista do solo, consórcios e rotações de culturas, sistemas agroflorestais e controle alternativo de fitoparasitas. Com a produção animal, busca-se viabilizar a integração desse sistema de produção. Atualmente, tais atividades estão relacionadas ao manejo orgânico de pequenos rebanhos de bovinos de leite e de aves poedeiras.

No Dia de Campo na TV você vai conhecer todas essas experiências, que procuram fornecer subsídios técnicos para a realização da agricultura orgânica no Brasil.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

O leite orgânico é obtido a partir de um modelo de produção que tem em sua essência a simplicidade e a harmonia com a natureza, sem deixar de lado a produtividade e a rentabilidade. Os técnicos definem este sistema de produção como sendo um modelo economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto, que se fundamenta no emprego de tecnologias limpas e sustentáveis, estabelecendo parcerias com a natureza. Em outras palavras, produzir leite orgânico significa usar o mínimo de insumos químicos, valorizando uma alimentação natural para o rebanho com conseqüente melhoria da qualidade do leite.

Uma parcela considerável dos consumidores se interessa, cada vez mais, pelos produtos orgânicos. E, para consumir estes produtos, estão pagando caro. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), os produtos orgânicos movimentaram no ano passado, no Brasil, cerca US$150 milhões. Grande parte da produção é voltada para o mercado externo. Produtos como o açúcar, a banana, o cacau e o café encabeçam a lista de exportações que não pára de crescer. O leite e seus derivados vêm surgindo neste contexto. E com resultados atraentes para o produtor – em relação ao produto convencional, paga-se pelo leite orgânico até quatro vezes mais.

A elevação no preço decorre da pequena oferta existente. A Região Sul lidera o ranking da produção, com cerca de 10 mil litros de leite por dia, seguida da Região Sudeste (1.800 litros/dia) e Nordeste (500 litros/dia). Os especialistas garantem que este mercado ainda tem muito espaço para crescer. A perspectiva é que, em pouco tempo, a produção orgânica se torne o caminho mais seguro para a cadeia produtiva de leite no Brasil.

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Unidade: Embrapa Gado de Leite


 

Se por um lado o crescimento agroindustrial é um vetor de desenvolvimento, por outro, contribui para o aumento da geração de resíduos sólidos, que muitas vezes podem criar um impacto negativo para o meio ambiente. Um dos exemplos é a água de coco verde, que vem despontando como um produto bastante promissor no mercado brasileiro. O problema é que o aumento na produção e no consumo da água-de-coco gera cerca de 4 milhões de toneladas de casca/ano, transformando-se em um sério problema ambiental, principalmente para as grandes cidades.

O aproveitamento da casca de coco verde vem sendo estudado há seis anos pela Embrapa Agroindústria Tropical e pode se tornar uma prática ambientalmente sustentável. Segundo a pesquisadora responsável pelo estudo, Morsyleide de Freitas Rosa, é possível desenvolver diversos produtos derivados da casca de coco verde, inclusive substituindo o uso da samambaiaçu na fabricação de vasos e substratos agrícolas para plantas. "A samambaiaçu está na lista oficial das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, em razão da sua intensa exploração para fins de jardinagem e floricultura", explica Morsyleide.

O maquinário para o processamento da casca de coco verde também foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Embrapa, em parceira com a iniciativa privada. A estrutura básica consiste de uma máquina trituradora da casca do coco, uma prensa rotativa, que retira o líquido, e uma máquina classificadora, que faz a separação entre pó e fibra.

A tecnologia da Embrapa foi uma das vencedoras do programa de competição global "Development Marketplace 2003", do Banco Mundial, que premiou 47 projetos de um total de 2.726 propostas apresentadas por 133 países.

O Brasil é um dos grandes produtores de coco-anão verde, com uma área de cultivo em torno de 90 mil hectares. Cerca de 70% do lixo gerado na orla das grandes cidades brasileiras é composto por cascas de coco verde, material de difícil degradação e foco de proliferação de doenças, diminuindo a vida útil de aterros sanitários e lixões. Em Fortaleza, nos meses de alta estação, só na Avenida Beira-Mar e na Praia do Futuro são 40 toneladas por dia do resíduo.

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Unidade: Embrapa Agroindústria Tropical


 

A Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), desenvolveu uma farinha mista à base de soja e milho com o objetivo de reforçar a merenda escolar nas escolas municipais. Uma criança de dez anos tem sua necessidade protéica diária atendida se nas refeições ela se alimentar com mingau no café da manhã, sopa no jantar e um pedaço de bolo de sobremesa elaborados com esta farinha.

Para obter a farinha, os pesquisadores processam e moem os grãos de soja e milho juntos. O percentual de soja na composição do produto varia de 20% a 50%, de acordo com seu uso. Para fazer cuscuz, por exemplo, a farinha com menor participação de soja é a mais indicada. ''Ela conserva as propriedades da farinha de milho, sem alteração de gosto ou aroma'', diz o engenheiro de alimentos José Luís Ascheri, que coordena a pesquisa. Já o produto com 50% de soja apresenta sabor diferente e, por ser mais denso, não é adequado para fazer a iguaria nordestina ou sopas.

''Estamos testando composições variadas para estabelecer a ideal'', completa Ascheri. Com 300 gramas de farinha com 30% de soja, a necessidade protéica diária é suprida. A escolha da soja deveu-se a seu alto valor nutricional. O grão tem 20% de proteína. O milho contém menos da metade: 6,5%. Além de aumentar o teor protéico, a adição de soja faz crescer a quantidade de gordura da farinha, mas não há risco de aumentar o colesterol".

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Unidade: Embrapa Agroindústria de Alimentos