Programas 2006

O governo federal continua agindo preventivamente contra a gripe aviária, doença que ainda não existe no Brasil, mas vem provocando temor em várias partes do mundo, especialmente na Ásia. A partir da metade de outubro, técnicos de vários ministérios e representantes da avicultura brasileira discutiram um plano de contingência com o objetivo de evitar a entrada da doença no país e definir procedimentos para o controle de focos, caso ela atinja a avicultura brasileira. O plano está hoje disponível para consulta e sugestões na página eletrônica do Ministério da Agricultura (www.agricultura.gov.br). "Essa mobilização é fundamental", garante a pesquisadora Liana Brentano, da Embrapa Suínos e Aves.

Liana é uma das pessoas que mais conhecem a gripe aviária no país. Ela realizou doutorado em virologia animal na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e é especializada em doenças de aves. "A gripe do frango, que mais corretamente deveria ser chamada de influenza aviária, é uma doença devastadora nas aves. O que está acontecendo na Ásia, com a transmissão para humanos, merece realmente uma atenção muito especial de todos os segmentos envolvidos com a questão", explica a pesquisadora.

Para a avicultura brasileira, a entrada da doença no país pode representar prejuízos incalculáveis. No disputado mercado mundial da carne do frango, um simples foco de influenza é suficiente para suspender contratos e causar muitas perdas para as agroindústrias e produtores. Mas como a avicultura brasileira é quase toda industrial, muito diferente da existente nos países onde até agora foram registrados casos da gripe do frango, existem todas as condições para uma resposta rápida.

Nas aves, a gripe aviária é devastadora, causando lesões sérias nos sistemas respiratório, digestivo, nervoso e reprodutivo. Nos humanos, nos casos relatados até agora fora do Brasil, a doença se manifesta como uma infecção pulmonar aguda. Mas em pelo menos dois casos, o vírus foi encontrado também no cérebro das vítimas.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

As plantas medicinais da Amazônia, que são usadas há séculos pelos povos da floresta, têm nas tradições populares a comprovação da sua eficácia. Mas o que antes era apenas comprovado pela experiência dos mais velhos, é agora atestado e repassado à população pela Embrapa de Belém.

O cultivo racional, ou de forma organizada, dessas plantas é o primeiro passo – um dos mais importantes – no processo de obtenção de medicamentos. Algumas das plantas mais usadas na Amazônia e já comprovadas cientificamente são o capim-santo e a cidreira, recomendáveis como calmantes; a sacaca, para baixar o colesterol; o boldo, para os males do fígado; unha-de-gato, para o câncer generalizado; a folha da graviola, para o câncer de mama; e a copaíba e andiroba, como antiinflamatórios.

"A população sabe que tal chá serve para tal doença, mas desconhece a época que devem ser retiradas as folhas, quanto tempo devem ser postas para secar, quantas devem ser utilizadas de acordo com a quantidade de água, e também com o organismo do usuário", afirma Osmar Lameira, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

No programa desta semana, você vai ver todos os passos para manipular e usar essas plantas e conhecer algumas experiências bem-sucedidas da Embrapa de Belém com comunidades urbanas e rurais.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

Neste Dia de Campo na TV serão apresentadas informações sobre o manejo da cultura do girassol, fertilidade do solo, controle de pragas e doenças, zoneamento agroclimático para a cultura e também a inserção da cultura no mercado. A Embrapa Soja possui várias tecnologias que possibilitam o cultivo do girassol no Brasil.

Foto: Embrapa Soja.
Foto de GirassolNa safra passada, a área plantada com girassol, no Brasil, foi de 100 mil hectares, mas existe perspectiva de crescimento, porque a oleaginosa deve se firmar como opção para produção de biodiesel e também como óleo utilizado na culinária. Desse total, 30 mil hectares foram cultivados no Centro-Oeste do país, 30 mil hectares em São Paulo; 15 mil hectares no Rio Grande do Sul, 5 mil hectares no Paraná e o restante nos demais estados produtores.

Além da produção de óleo para alimentação humana, o girassol é utilizado como matéria-prima pelas indústrias alimentícias e de ração animal. O farelo é indicado para alimentar aves de corte e de postura, suínos, bovinos de corte e de leite. A cultura tem ganhado novas alternativas de uso como o biodiesel.

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Unidade: Embrapa Soja


 

O aproveitamento de resíduos do processamento mínimo para obtenção de minicenouras resulta em dois produtos, a farinha e a polpa de cenoura, que podem ser usadas na produção de pães, macarrão, doces, musses e bolinhos.

Foto: Marcos Esteves.
Produto feito com cenoura como a sobremesa
A produção de minicenouras gera 30% de resíduos que se transformam em polpa e farinha de valor nutricional.

Segundo a pesquisadora Cristina Monteiro Machado, a produção das minicenouras processadas da Embrapa Hortaliças gera 30% de resíduos em forma de raspas. Algumas agroindústrias de processamento mínimo têm utilizado esses resíduos na produção de compostos orgânicos, que são posteriormente utilizados como adubo, melhorando a estrutura física e química dos solos.

Entretanto, essa raspa de cenoura pode ser utilizada na alimentação humana, o que pode tornar ainda mais viável a atividade de processamento mínimo no país, além de contribuir para uma melhora nutricional da população brasileira.

Rica fonte de betacaroteno, que o corpo transforma em vitamina A, após a ingestão, o aproveitamento da raspa de cenoura resultante do processamento pode ser uma alternativa interessante para pequenas e grandes agroindústrias que desejem investir em um produto prático e saudável.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

A perda de algumas frutas após a colheita pode chegar até 40%, dependendo da espécie, da fragilidade e do meio utilizado para transportar o produto. O figo por ser uma fruta delicada, exige muito cuidado na pós-colheita, e está entre as 20 principais frutas exportadas pelo Brasil. Atrás apenas da maçã e da uva.

Foto: Embrapa Instrumentação.
Cesta para acomodação de figos
Cesta reduz impactos negativos no transporte e na pós-colheita de figo.

Para reduzir os impactos negativos no transporte, garantir a qualidade e dar segurança ao processo de pós-colheita, a Embrapa Instrumentação Agropecuária, em parceria com a Unicamp, desenvolveu, com o auxílio da tomografia de ressonância magnética nuclear, uma cesta para a acomodação dos figos, onde cada fruto é colocado em células individuais e anatômicas. Com isso, evita-se a cesta de bambu, na qual os frutos ficam uns sobre os outros e manchados pelo látex que escorre do pedúnculo recém-destacado, formando um depósito propício à contaminação. Na cesta, o pedúnculo fica para baixo, evitando danos mecânicos e manchas. A cesta de plástico é mais higiênica e ergonômica, e foi construída com material totalmente lavável, evitando a contaminação por microorganismos indesejáveis.

A cultivo do figo ocupa uma área de 560 hectares distribuídos entre 230 propriedades no Estado de São Paulo, com produção anual de 8,5 mil toneladas do chamado figo ‘Roxo de Valinhos' para consumo in natura. A região de Valinhos é responsável pela produção de 80% do figo de mesa no Brasil.

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Unidade: Embrapa Instrumentação


 

A produção de sementes de soja de elevada qualidade é um desafio para o setor sementeiro. A produção eficiente depende da adoção de técnicas especiais em praticamente todas as etapas do processo produtivo. O Brasil produziu 51 milhões de toneladas de soja na safra 2004/05 em cerca de 23 milhões de hectares. Isso representou um consumo de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de sementes, ou o equivalente a 35 milhões de sacos de 40 kg.

Foto: R. R. Rufino.
Semente de soja.
Produzir semente de soja de qualidade é um desafio para o setor sementeiro. 

A perda de algumas frutas após a colheita pode chegar até 40%, dependendo da espécie, da fragilidade e do meio utilizado para transportar o produto. O figo por ser uma fruta delicada, exige muito cuidado na pós-colheita, e está entre as 20 principais frutas exportadas pelo Brasil. Atrás apenas da maçã e da uva.

No entanto, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas, a Abrasem, houve queda de 24% na utilização de sementes certificadas, comparando dados das últimas safras. "Somente a semente certificada – ao contrário das piratas introduzidas ilegalmente no País – pode dar garantias ao produtor de soja de uma implantação da lavoura com segurança. A semente representa o alicerce, onde se implanta toda a lavoura", explica o pesquisador Francisco Krzyzanowski, da Embrapa Soja.

Por isso, de acordo com o pesquisador, um sistema confiável de controle de qualidade permite monitorar a qualidade da semente em todas as fases de produção: da pré-colheita ao transporte do produto. "O Dia de Campo na TV pretende mostrar como a qualidade da semente é conquistada em cada etapa do processo produtivo da semente, por intermédio da utilização de tecnologias", observa o pesquisador.

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Unidade: Embrapa Soja


 

No Sul do Brasil, a ociosidade de terras no inverno chega a 80%, quando a escassez de forragens aumenta os custos para a produção de leite e carne. Como alternativa para agregar valor à atividade agropecuária, a Embrapa Trigo desenvolveu cultivares de trigo

duplo-propósito, que servem tanto para a produção de grãos quanto para o pastejo dos animais. O trigo é semeado mais cedo do que na época recomendada, garantindo a cobertura do solo durante todo o inverno. A massa verde é aproveitada para alimentar os animais em piquetes, permitindo até dois pastejos antes do rebrote do trigo para colheita de grãos ao final da safra.

Esta semana, no Dia de Campo na TV, você vai poder conhecer as cultivares de trigo duplo-propósito e seus resultados. Os animais tiveram um ganho de 350kg de carne por hectare, o aumento chegou a 20%, e o rendimento de grãos com dois pastejos alcançou três toneladas por hectare.

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Unidade: Embrapa Trigo


 

A combinação da lavoura com a pecuária tem elevado os ganhos de produtividade no cerrado e foi revigorada nos últimos anos, graças às técnicas modernas aplicadas ao campo, desenvolvidas pelos pesquisadores da Embrapa e de outras instituições.

O modelo de integração consiste, basicamente, na recuperação de pastagens degradadas, via consórcio de grãos com capins, e a produção forrageira para a entressafra, seguida do plantio de culturas anuais, denominados de sistemas Barreirão e Santa Fé, respectivamente.

A decisão de manejar a propriedade com um sistema que integre algumas lavouras com a pecuária se justifica por questões econômicas, ambientais e sociais. Ao utilizar um sistema integrado, o produtor reduz o risco de sua atividade, aumenta a rentabilidade, melhora as condições do solo e fornece alimento diversificado à sociedade.

Durante o Dia de Campo na TV, o telespectador perceberá que os ganhos expressivos são obtidos na produção de grãos com a rotação lavoura-pastagem; há benefícios desta rotação para as culturas do arroz, soja, milho e feijão; e existem opções onde a braquiária pode viabilizar a área para a produção de arroz de terras altas; além dos benefícios para o solo resultantes da permanência da braquiária na área, por alguns anos, bem como a braquiária pode servir de palhada para o Sistema Plantio Direto.

A integração apresenta uma nova maneira de utilização do cerrado, em face dos sinais de colapso do atual modo de aproveitamento do bioma, cujo reflexo negativo aparece nas diversas modalidades de erosão, na contaminação da natureza com defensivos químicos, ou ainda, na expansão imoderada de novas fronteiras agrícolas, uma ameaça que ronda patrimônios nacionais como a Amazônia.

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Unidade: Embrapa Arroz e Feijão


 

O Dia de Campo na TV vai mostrar cultivares de batata-doce mais ricas em carotenóides, substâncias que o organismo transforma em vitamina A. A deficiência dessa vitamina no organismo é um sério problema de saúde pública, principalmente entre lactentes, crianças em idade pré-escolar e mulheres grávidas. Essa é a maior causa de mortalidade infantil dos países em desenvolvimento. Deficiência prolongada de vitamina A pode produzir alterações na pele, cegueira noturna, principalmente em crianças, e ulcerações na córnea que podem levar à cegueira.

Foto: Carlos Solano.

Polpa de cor alaranjada identifica a batata-doce rica em carotenóides pró-vitamina A.

A Embrapa Hortaliças selecionou três materiais ricos em carotenóides de uma coleção de 625 clones de batata-doce. As cultivares apresentam coloração alaranjada intensa e podem ser colocadas à disposição de famílias de agricultores brasileiros.

Além de mostrar as novas variedades, o programa trará também informações sobre novas práticas de plantio e de produção de mudas para melhorar o sistema de cultivo adotado pelos produtores dessa hortaliça, cultivada em grande parte do Brasil.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

O agronegócio da pimenta tipo calabresa, ou dedo-de-moça, desidratada no Brasil está relacionado aos produtos oriundos de agricultores familiares da região de Turuçu, RS. Entretanto, registram-se anualmente elevadas perdas, ao redor de 40%, e o produto apresenta baixa qualidade. Isto se deve à falta de desenvolvimento tecnológico apropriado e de recursos para investimentos em equipamentos adequados à desidratação artificial da matéria-prima. As pimentas colhidas levam dias para secar ao ar livre e, com isso, muitos frutos apodrecem ou fermentam, são prejudicadas por pragas e pela variação climática. Esses fatores alteram a cor, um dos principais aspectos relacionados à qualidade da pimenta desidratada.

A solução para esse problema foi o dimensionamento de um sistema de secagem, realizado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos. O objetivo do trabalho dos pesquisadores Felix Cornejo, Regina Isabel Nogueira e Viktor Wilberg foi reduzir substancialmente as perdas por meio de uma alternativa simples e econômica para obtenção da pimenta desidratada tipo calabresa de boa qualidade. O novo sistema artificial de secagem considera o efeito da temperatura e velocidade do ar na cinética de secagem da polpa de pimenta, em um secador do tipo cabine.

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Unidade: Embrapa Agroindústria de Alimentos


 

A verminose nos bovinos, tanto de leite como de corte, é uma doença silenciosa que confunde o produtor, porque os sintomas só aparecem entre seis meses a um ano de idade. O produtor deve sempre ter em mente que o recomendável para o controle da verminose não é o tratamento curativo, quando o animal está com sintomas severos de emagrecimento, pêlo arrepiado, diarréia, mas preventivo e estratégico. Mesmo que o comprometimento não seja agudo, a perda de peso e de leite é alta, variando entre 20% e 30%. Por isso, deve-se utilizar o controle estratégico da doença, vermifugando os animais nas épocas mais adequadas e não apenas distribuir a ação três vezes ao ano, sem considerar a época ou simplesmente utilizar no final da seca e no início das chuvas.

Os produtores devem aplicar a primeira dose de vermífugo em abril ou maio. A segunda, no mês de julho e a última entre agosto e setembro. Caso haja necessidade, deve-se fazer uma quarta vermifugação em dezembro, tanto para gado de leite como de corte, a partir do desmame até os dois anos e meio de idade, utilizando sempre medicamento de largo espectro de ação.

Trabalhos de pesquisa demonstraram que neste período a presença dos vermes adultos nos órgãos internos dos bovinos é bem maior, sugando sangue e concorrendo com o alimento ingerido pelos animais. É na época da seca que as pastagens estão decadentes e com menor valor nutritivo e, em conseqüência disso, os animais perdem peso e diminuem sua resistência, tornando-se mais sensíveis ao ataque de vermes. Além disso, com as aplicações recomendadas eliminam-se os vermes que estão concentrados dentro do animal, evitando um surto da verminose no próximo período chuvoso.

Nas pastagens bem manejadas ocorre um aumento da quantidade do alimento, melhorando o valor nutritivo durante o período chuvoso. Normalmente os animais ganham peso e apresentam boa resistência orgânica.

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Unidade: Embrapa Rondônia


 

As bijuterias produzidas com sementes têm despertado grande interesse de exportadores nacionais e internacionais. No entanto, o grande problema desse mercado é o tratamento dado aos materiais orgânicos utilizados na montagem das peças. A falta de tecnologia para a coleta e o beneficiamento dos frutos e secagem das sementes fazem com que a vida útil das peças seja bastante reduzida, comprometendo assim a qualidade do produto final.

Foto: Amilton Gontijo / Embrapa Informação Tecnológica.
Jóias feitas de sementes
As sementes da Amazônia se transformam em requintadas biojóias de alto valor comercial.

Desde 2003, a Embrapa Amazônia Oriental vem desenvolvendo tecnologias apropriadas para coleta e tratamento de sementes florestais para utilização na montagem de biojóias. A equipe do Laboratório de Sementes Florestais da instituição trabalha em parceira com artesãos e designers, produzindo peças com tecnologia agregada e alto valor comercial. A produção de bijuterias tem sido uma fonte de renda alternativa para comunidades urbanas e rurais.

A técnica consiste basicamente na indicação das melhores espécies para uso em bijuterias; escolha dos materiais, técnicas e épocas mais apropriadas de colheita; beneficiamento dos frutos e sementes: secagem em estufa com circulação de ar forçado (em intervalos de tempo diferenciados); determinação do grau de umidade usando estufa com temperatura de 105ºC, durante 24 horas; exposição em câmara de fluxo laminar com luz ultravioleta (para eliminação de patógenos); polimento e preparação para montagem das peças; e por último, na montagens das bijuterias.

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Unidade: Embrapa Amazônia Oriental


 

No semiárido, é comum encontrar produtores que relatam a perda de animais por "envenenamento" depois de consumirem maniçoba. Em conseqüência disso, não é raro encontrar agricultores que eliminam os pés de maniçoba das suas propriedades com o temor de virem a intoxicar e levar à morte os animais do seu rebanho.

Foto: Embrapa Semiárido.
Planta maniçoba

A maniçoba combina grande resistência à seca, baixo custo de produção e boa aceitabilidade por ruminantes.

Há mais de 10 anos, estudos e testes realizados na Embrapa Semiárido têm conseguido domesticar esta planta e favorecer a adoção do seu cultivo nas roças. Os riscos de intoxicação decorrentes da formação do ácido cianídrico quando os animais ingerem a planta, são tornados quase nulos com o manejo simples de triturar galhos e folhas da maniçoba em máquina forrageira. Desta forma, este ácido se desfaz no ar e o material, fenado ou ensilado, pode ser consumido pelos animais praticamente sem risco de intoxicação.

Segundo o pesquisador Gherman Garcia Leal de Araújo, da Embrapa Semiárido, o uso da planta na nutrição dos rebanhos, principalmente quando combinadas com outras forrageiras no período seco, apresenta resultados tão positivos que tem impulsionado a sua adoção como uma das mais importantes opções para a melhoria da eficiência alimentar dos rebanhos nos sistemas de produção animal no semi-árido. Testes demonstraram que, na época seca, novilhos alimentados exclusivamente com feno de capim buffel mantiveram o peso, mas quando suplementados com feno de maniçoba apresentaram ganhos de peso superiores a 700 g/cabeça/dia.

Para Gherman, não há dúvida de que se trata de uma planta que pode proporcionar melhor qualidade alimentar e aumentar o rendimento dos rebanhos da região seca do Nordeste.

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Unidade: Embrapa Semiárido


 

Pequenos produtores familiares por vezes não dispõem de recursos financeiros e de área para atender à legislação ambiental, como nos casos de recuperação de vegetação de áreas de proteção permanente e de reservas legais.

Foto: Embrapa Pecuária Sudeste.
Reserva natural
As áreas preservadas ajudam a elevar a produtividade em sistema de manejo intensivo de pastagens na pecuária leiteira.

As áreas preservadas são importantes também do ponto de vista econômico, pois ajudam a elevar a produtividade agrícola e pecuária na propriedade. Ao aumentar a produção e a produtividade em propriedades familiares, o manejo intensivo de pastagens eleva em mais de dez vezes a lotação animal, liberando assim as áreas a serem protegidas, por meio de plantio de árvores nativas na recuperação das matas ciliares e proteção de nascentes que antes estavam em processo de degradação. O correto manejo da pastagem tem reduzido a exposição de solo descoberto, evitado sua compactação e reduzido a emissão de gases que causam o efeito estufa.

A proteção ao meio ambiente e as recomendações para uma pecuária com menos impactos ambientais fazem parte de um projeto de pesquisa e desenvolvimento, dirigido a produtores familiares de leite e a técnicos da extensão rural, desenvolvido e executado pela Embrapa Pecuária Sudeste, em parceria com a CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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Unidade: Embrapa Pecuária Sudeste


 

A Embrapa Gado de Leite iniciou há dez anos estudos sobre as vantagens de se adotar os sistemas silvipastoris. Mais do que embelezar o campo, os sistemas silvipastoris (plantio de árvores em pastagens cultivadas) trazem importantes benefícios para o solo, pastos e animais. A conclusão é que os sistemas silvipastoris auxiliam no combate à erosão, melhoram o aproveitamento da água das chuvas e a fertilidade do solo. Além disso, o efeito da sombra sobre os animais, à medida que reduz o estresse térmico principalmente em regiões de clima quente, melhora a capacidade reprodutiva dos bovinos e a produção de carne e leite.

Foto: Embrapa Gado de Leite.
Bois pastando.
Os sistemas silvipastoris auxiliam no combate à erosão, melhoram o aproveitamento da água das chuvas e a fertilidade do solo.

Os pesquisadores da Embrapa Gado de Leite lembram que em países de clima tropical como o Brasil, grande parte das pastagens fica degradada poucos anos após o estabelecimento. Entretanto, vários aspectos para a correta utilização da tecnologia devem ser observados. "O uso de sementes de boa qualidade aliado ao bom preparo do solo e adubação, garante um eficiente estabelecimento da pastagem", salienta o pesquisador Domingos Sávio. Mas ele reforça que o manejo deve ser adequado após essa fase para evitar a degradação.

O pesquisador explica que a capacidade em melhorar a fertilidade do solo se deve ao poder das árvores de aproveitar os nutrientes que estão em camadas profundas do solo, fora do alcance das raízes das forrageiras. "Esses nutrientes retornam para o solo por meio das folhas, frutos e galhos que caem das árvores e são reaproveitadas pelas forragens", completa Sávio .

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Unidade: Embrapa Gado de Leite

 


 

Originária da Ásia, a teca tem como principal produto a madeira, que é muito empregada em móveis finos e na construção naval. Na década de 70, os primeiros plantios começaram a ganhar espaço no Brasil, sobretudo no Mato Grosso, onde se caracterizam pela elevada densidade e rotações mais curtas que as praticadas no sudeste asiático.

Foto: Soraya Pereira / Embrapa Acre.
Árvores Teca
A Teca adapta-se às mais diferentes condições de clima e abrem boas perspectivas de investimento.

A espécie se adapta às mais diferentes condições de clima. No Acre, ela encontrou condições ideais no Vale do Acre onde já existem cerca de 500 hectares plantados. Os estudos feitos pelo pesquisador Evandro Orfanó Figueiredo, da Embrapa Acre, mostram que a produtividade no estado chega a 15 m3/ha/ano, valores equivalentes às principais regiões produtoras do mundo, e a expectativa de colheita é de aproximadamente 25 anos. Esse período, aparentemente longo, é muito menor que o exigido nas regiões de origem, onde a previsão aumenta para 80 anos. A teca é também uma das espécies madeireiras mais valorizadas. O metro cúbico de uma tora de boa qualidade pode alcançar até R$ 1.800,00.

"Apesar de haver muitos interessados em reflorestamento com teca, vejo que há falhas no manejo, como ausência de desbastes e podas, que comprometerão a qualidade da madeira no futuro. Dimensões inadequadas e nós derrubam o valor do metro cúbico em até 80%", destacou Orfanó.

Para o pesquisador, a rusticidade e a facilidade de adaptação da teca a diferentes formas de manejo (sistemas agroflorestais, silvipastoril ou povoamentos puros) abrem perspectivas de investimento em áreas já desmatadas e que se encontram subutilizadas não só no Acre, mas em toda a Amazônia.

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Unidade: Embrapa Acre

 


 

O Dia de Campo desta semana apresenta alguns resultados obtidos em bovinos e pequenos ruminantes, tratados com homeopatia, tanto por produtores quanto por técnicos, na Estação Experimental da EBDA em Aramari, local que se transformou num centro de apoio à produção orgânica no Estado da Bahia.

Foto: Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA.
Tratamento em caprinos.
A homeopatia vem sendo utilizada com sucesso no controle da eimeriose e da helmintose em caprinos no Estado da Bahia.

A homeopatia diminui custos de produção, é ecologicamente correta e confere sustentabilidade aos sistemas de produção.
Cada animal representa uma vida e, como tal, o veterinário e o responsável (dono ou tratador) têm o dever de mover os meios necessários para equilibrá-lo, em caso de desconforto, ou salvá-lo, em caso de risco de morte e, ainda melhor, de agir preventivamente para que não ocorram danos à higidez. É claro que, nos casos em que os animais domésticos representam uma exploração econômica, há necessidade de levar em conta, antes de iniciar o tratamento, os seus custos e, sempre que possível, a expectativa de sucesso do tratamento para se evitar prejuízos.

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Unidade: EBDA

 


 

Durante o Dia de Campo na TV, os telespectadores terão explicações detalhadas sobre as diversas linhas de crédito especiais do Pronaf para os agricultores familiares e formas de acessar o crédito agrícola.

O governo federal está disponibilizando mais recursos para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2006-2007. Este ano-safra o Ministério do Desenvolvimento Agrário destinará R$ 10 bilhões em recursos em todo o país aos investimentos produtivos para a agricultura familiar e os assentados da reforma agrária. O valor estará disponível nos bancos a partir de julho. Segundo o ministro Guilherme Cassel, "estamos terminando a safra 2005-2006 sem que tenha faltado recurso. Não temos mais os sem crédito e, até o final do ano, não teremos mais os sem assistência técnica".

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Unidade: Ministério do Desenvolvimento Agrário


 

A Embrapa Clima Temperado desenvolve projeto que tem como objetivo principal avaliar e validar a implantação de quintais orgânicos de frutas e sua produção, de forma a contribuir com a diminuição da fome e melhorar a qualidade de vida de famílias (por meio do consumo e venda de frutas) que vivem no meio rural e urbano.

Foto: Fernando Costa Gomes.
Plantação de frutas.
Quintal instalado em assentamento no município de Vacaria, RS.

As atividades têm sido realizadas em municípios localizados no Rio Grande do Sul, em áreas rurais (assentados da reforma agrária, comunidades quilombolas e agricultores familiares periféricos) e urbanas (Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Comunidade de Pescadores) e na Embrapa Clima Temperado (Estação Experimental de Cascata, Pelotas – RS).

São utilizadas diferentes espécies de modo a proporcionar a oferta de frutas, em sistema de produção orgânica, durante os 12 meses do ano. As espécies são: amora-preta, araçá, mirtilo, caquizeiro, goiabeira, pitangueira, laranjeira, tangerina, figueira, limoeiro, pessegueiro e romãzeira. Cada quintal é composto por cinco plantas de cada espécie, totalizando 60 plantas/quintal/família.

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Unidade: Embrapa Clima Temperado

 


 

Em 1998, foi registrada a presença do pulgão Cinara atlântica, uma espécie exótica de inseto introduzida no país sem o seu complexo de inimigos naturais, em plantios de Pinus taeda na Região Sul do Brasil, acarretando perdas de crescimento de cerca de 15% nos plantios, principalmente nos dois primeiros anos, e conseqüentemente, perdas econômicas significativas aos reflorestadores.

Para que os mecanismos de resistência ambiental sejam estabelecidos de forma a reduzir esses impactos e controlar a praga, a Embrapa Florestas vem desenvolvendo um programa de manejo integrado de pragas, que inclui para o controle biológico dos pulgões-gigantes-de-pinus.

Vespa usada para controlar pulgão
Vespinha Xenostigmus bifasciatus: espécie utilizada no controle do pulgão.

O controle biológico é baseado em uma idéia simples: controlar uma praga usando seus próprios inimigos naturais. E para esse controle, pesquisadores da Embrapa Florestas estão utilizando um sistema que inclui a coleta, a introdução e o estabelecimento do parasitóide Xenostigmus bifasciatus, inimigo natural do pulgão, praga que ataca as plantações de pínus e chega a causar prejuízos de mais de R$ 10 milhões por ano aos produtores.

Com o estabelecimento dessas espécies em plantios de pínus, é necessário incluir e criar mecanismos de defesa nos programas de manejo florestal que garantam maior estabilidade e resistência ambiental nos ecossistemas florestais. Isso implica escolha de material genético adequado para cada região bioclimática, com um nível mínimo de melhoramento genético, técnicas de produção de mudas, seleção de sítio, uso de técnicas de plantio e que levem em consideração o preparo do solo de acordo com suas características.

O monitoramento para o registro precoce do pulgão é fundamental para o sucesso do programa de controle biológico, que é resultado de parceria da Embrapa Florestas, Epagri, Fundo Nacional de Controle da Vespa-da-Madeira (Funcema), Universidade Federal do Paraná, Unesp-Botucatu e empresas privadas.

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Unidade: Embrapa Florestas


 

Os mercados consumidores nacional e internacional de alimentos buscam, cada vez mais, garantias de qualidade e segurança alimentar. Esse fato se traduz na necessidade de adoção de práticas que assegurem a qualidade exigida por esses mercados e o atendimento a normas de segurança. Além da qualidade e da segurança dos alimentos é necessário que os sistemas produtivos atendam às legislações ambientais e trabalhistas, sejam economicamente viáveis e garantam bons tratos animais. As Boas Práticas Agropecuárias – Bovinos de Corte (BPA) são fundamentais nesse processo.

Foto: Antonio José de Oliveira.
Rebanho de gado de corte
Manejo adequado dos animais é uma das exigências do mercado.

A Embrapa Gado de Corte e a Câmara Setorial Consultiva da Bovinocultura e Bubalinocultura de Mato Grosso do Sul produziram e publicaram um Manual de Boas Práticas Agropecuárias – Bovinos de Corte para Mato Grosso do Sul. Mas as bases desse documento são válidas para todo o Brasil.

O Dia de Campo na TV busca ampliar esta discussão e informar aos produtores rurais sobre a necessidade de se oferecer, para o mercado consumidor, produtos que tenham a qualidade e a segurança exigidas e apresentem preços acessíveis. A implantação voluntária das BPA irá também possibilitar a identificação e o controle dos diversos fatores que influenciam o processo produtivo, tornando-o mais competitivo, além de propiciar a redução de perdas de matéria-prima e do produto final.

A inserção definitiva das carnes brasileiras na economia mundial e seu fortalecimento no mercado interno vão depender da assimilação desses conceitos pelos diferentes elos da cadeia produtiva e da sua agilidade em atender, em tempo hábil, essas novas demandas. Aplicadas corretamente, as Boas Práticas Agropecuárias - Bovinos de Corte representarão um passo importante para o controle efetivo da qualidade e para a certificação do produto final.

Unidade: Embrapa Gado de Corte


 

Estimativas do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) apontam que a floricultura movimenta no Brasil cerca de US$ 800 milhões por ano. A atividade já mobiliza no país aproximadamente 4 mil produtores numa área de 5,5 mil hectares, gerando em torno de 120 mil empregos. Grande parte dessa produção é desenvolvida por pequenos produtores, atraídos pela expressiva rentabilidade e alta taxa de empregos. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a floricultura emprega entre 15 e 20 trabalhadores por hectare, garantindo uma renda de R$ 50 mil a R$ 100 mil, enquanto a mesma área de fruticultura abre cinco postos de trabalho e um retorno de R$ 25 mil.

Foto: David Santos Júnior.
Planta de paisagismo.
Zingiber: também conhecida como sorvetão, é utilizada em paisagismo e arranjos.

O Brasil começa a consolidar sua participação nesse cenário, e é no desenvolvimento da floricultura tropical que o país mostra suas mais promissoras possibilidades ecológicas, produtivas e comerciais. Atenta a essa movimentação, há 12 anos a Embrapa Agroindústria Tropical iniciou ações para o desenvolvimento do setor, colocando-se como pioneira na formação de uma equipe de pesquisadores para o estudo de flores tropicais.

A Unidade investiu em infra-estrutura e na criação de uma coleção de flores tropicais para dar suporte aos trabalhos de pesquisa. Um dos primeiros resultados alcançados pelas pesquisas na área foi o desenvolvimento do protocolo para a produção de mudas de abacaxi ornamentais em larga escala. A disponibilidade de mudas de qualidade, uniformes e isentas de pragas e doenças vem proporcionando a rápida expansão das áreas de produção da espécie no estado do Ceará. Pesquisas nas áreas de propagação, definição de sistemas de produção, identificação de pragas e doenças e cuidados pós-colheita também estão sendo realizadas.

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Unidade: Embrapa Agroindústria Tropical


 

A técnica é inovadora e vai ser empregada em larga escala na principal zona produtora de manga para exportação do país, o Vale do São Francisco. Trata-se da liberação em campo, numa população que deverá ser 100 vezes maior que a mesma espécie nativa, de insetos machos da mosca-das-frutas esterilizados na fase de pupas com irradiação gama de Cobalto 60.

A presença desta praga nas áreas de cultivo em quantidades elevadas impõe barreiras quarentenárias da fruta brasileira em mercados consumidores significativos na pauta de exportações de frutas do Brasil, como o dos Estados Unidos, que importou no ano passado cerca de 27 milhões e 300 mil caixas de manga. A incidência dessas moscas também é limitante ao comércio em mercados potenciais como o japonês.

Foto: Arquivo Embrapa Semiárido.
Moscas capturadas
Detalhe de moscas presas nas armadilhas que são espalhadas nos pomares.

No Vale do São Francisco, desde 1991, é executado um programa de monitoramento de mosca-das-frutas que acompanha periodicamente a sua incidência em 8 mil hectares de mangueiras divididos em 410 propriedades de pequenos, médios e grande produtores. O monitoramento é feito distribuindo-se armadilhas Jackson (1/5ha) para captura dos insetos, instaladas em todos os pomares de mangueiras destinados à exportação.

Os danos são causados quando as fêmeas colocam os ovos abaixo da casca dos frutos, quando estes começam a amadurecer. Após dois dias eclodem as larvas que se alimentam da polpa, provocando o amolecimento do local atingido. Além disso, o pequeno orifício permite a entrada de fungos e bactérias que causam o apodrecimento das frutas. Isto inviabiliza o comércio tanto dos frutos frescos como dos frutos para a indústria, podendo resultar em perda total da produção.

O uso do inseto estéril é uma forma biológica de controle, que embora não implique abolir os controles químicos da praga, reduz a quantidade de pulverizações nos pomares e é aceita sem restrição pela legislação fitossanitária internacional.

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Unidade: Embrapa Semiárido


 

Grande parte da produção do feijão brasileiro está ligada a pequenas e médias propriedades, geralmente utilizando pouca tecnologia. Dentro deste contexto, destaca-se a necessidade do desenvolvimento de tecnologias de baixo custo, como a inoculação, capazes de melhorar os níveis de produtividade dos pequenos agricultores, responsáveis pela quase totalidade da produção de feijão.

A inoculação com bactérias do grupo dos rizóbios (bactérias benéficas presentes no solo, as quais são atraídas para as raízes das plantas leguminosas), capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e fornecê-lo à cultura, é uma tecnologia capaz de substituir, pelo menos parcialmente, a adubação nitrogenada resultando em benefícios ao pequeno produtor. Apesar do conceito geral de que o feijoeiro apresenta baixa capacidade fixadora, os resultados de pesquisa, obtidos em condições de campo, indicam que é possível que a planta se beneficie da inoculação com o rizóbio, atingindo níveis de produtividade entre 1.500 e 2.000 kg/ha.

Foto: Embrapa Agrobiologia.
Plantação de feijão.
Parcela plantada com sementes de feijão inoculadas.

O nitrogênio é um dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas e, normalmente, é fornecido para as culturas através da adubação com uréia, sulfato de amônia, esterco ou outras formulações do tipo NPK. No entanto, o ar que respiramos contém quase 80% de nitrogênio, na forma de gás, e este pode ser aproveitado pelas plantas por meio do trabalho dos rizóbios, que absorvem este elemento do ar, transformando-o em aminoácidos ou outros compostos que podem ser utilizados na nutrição nitrogenada do vegetal.

Durante muito tempo, o inoculante brasileiro foi produzido com rizóbio de espécies obtidas no exterior. Atualmente, o inoculante comercial para o feijoeiro no Brasil é produzido com uma espécie de rizóbio adaptada aos solos tropicais, resistente a altas temperaturas, acidez do solo e altamente competitiva.

A Embrapa vem trabalhando há alguns anos na identificação de espécies capazes de nodular o feijoeiro. Segundo a pesquisadora Rosângela Straliotto, estão sendo conduzidos trabalhos de campo para seleção de estirpes eficientes. Uma espécie apresentou bastante eficiência, competitividade e tolerância a estresse térmico em condições de casa de vegetação e mostrou-se promissora nos experimentos de campo.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

A produção de suco de uva no Brasil está concentrada no Rio Grande do Sul, com base em uvas americanas e híbridas que representam mais de 80% do volume de uvas processadas no país. Entre as cultivares mais plantadas, a variedade Isabel responde por 50% do volume produzido, constituindo-se na matéria-prima básica para a elaboração de vinho de mesa e de suco. O predomínio da uva ‘Isabel' nas regiões tradicionais, assim como a sua expansão em novos pólos, decorre da facilidade de adaptação às diferentes condições ambientais e à qualidade da uva. Mas o predomínio dessa cultivar acarreta concentração da colheita nas condições da viticultura do Sul do Brasil e dificuldade de realização de dois ciclos anuais nas regiões tropicais brasileiras. Além das características de ciclo, o suco produzido somente a partir da cultivar Isabel não tem a coloração desejável.

Foto: Embrapa Uva e Vinho.
Uvas.A Embrapa Uva e Vinho lançou as cultivares BRS Cora e a BRS Violeta que apresentam como principais características a elevada produtividade, alto teor de açúcares e intensa coloração. Já a Isabel Precoce, apresenta um ciclo mais curto permitindo a ampliação do período de colheita nas regiões de clima frio e a realização de duas colheitas ao ano nas regiões tropicais do Brasil.

As novas cultivares estão dando suporte à maior competitividade do suco brasileiro e do vinho de mesa nas regiões tradicionais de produção (Sul) e viabilizaram a expansão do cultivo de uvas para suco nas regiões tropicais do Brasil. Por suas características de alta geração de renda em pequenas áreas, representam uma boa alternativa para pequenas propriedades da agricultura familiar e de assentamentos.

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Unidade: Embrapa Uva e Vinho


 

O algodão é uma cultura estratégica para a humanidade: produz ao mesmo tempo alimento e fibra. A fibra é utilizada para vestir metade da população do planeta, a torta tem uso na alimentação de ruminantes e o óleo na alimentação humana e também para a produção potencial do biodiesel.

Essas características fazem do algodão importante fonte de emprego e renda para o país, em especial para a agricultura familiar das regiões semiáridas e do centro-oeste.

Foto: Embrapa Algodão.
AlgodãoNo início dos anos 80 a cultura do algodão entrou em decadência, com redução drástica das áreas de plantio e a extinção de milhares de postos de trabalho, em especial no campo, onde o algodão sempre foi a principal fonte de renda.

A partir desse cenário, a pesquisa da Embrapa buscou desenvolver cultivares mais produtivas e tecnologias de manejo cultural que permitissem a retomada do cultivo do algodão em bases sustentáveis.

O resultado foi o lançamento das cultivares CNPA 8H para o Nordeste e BRS Aroeira para o Centro-Oeste. Além das cultivares, a Embrapa Algodão e parceiros desenvolveram uma miniusina descaroçadeira de 50 serras e prensa enfardadeira, que permite aos agricultores produzir e beneficiar o algodão de forma associada, representando ganhos adicionais para o grupo, quando comparado com o modelo tradicional de venda do produto bruto à usina. Com a utilização do equipamento, o produtor pode comercializar a pluma diretamente com a indústria de fiação, além de obter sementes de boa qualidade para o próximo plantio e de poder utilizar o caroço para alimentar o rebanho local.

No estado de Goiás, no âmbito do projeto algodão na agricultura familiar, foi introduzida a miniusina de descaroçamento de 20 serras. O equipamento é de fácil manejo e funciona de forma itinerante, o que permite atender no local aos diferentes núcleos de produção de algodão associativo.

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Unidade: Embrapa Algodão


 

O tratamento químico de resíduos agrícolas, via solução de uréia, é uma forma de alimentação alternativa viável em zonas áridas e semi-áridas para aliviar o grave problema de falta de alimentação volumosa durante o período seco. Para o Nordeste brasileiro, principalmente, esta é uma ótima opção porque a falta de chuvas dura cerca de noves meses e compromete a criação animal, devido à falta de forragens. Estima-se que a perda de peso dos animais neste período chegue a 30% além da diminuição da produção de carne, leite, lã e pele, e apresenta alto índice de mortalidade dos rebanhos.

Foto: Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Resíduos de bagaço de cana de açúcar.

O pesquisador Onaldo Souza, da Unidade de Execução de Pesquisas (UEP/Rio Largo), vinculada à Embrapa Tabuleiros Costeiros, vem desenvolvendo a técnica do tratamento de resíduos com amonização via uréia, principalmente quanto ao uso do bagaço de cana-de-açúcar. Este resíduo e outros são facilmente encontrados no Nordeste brasileiro e a produção deles coincide com o período de entresafra. Os trabalhos mostram que o bagaço da cana, assim como palha de milho, feijão, soja e outros materiais fibrosos, quando corretamente tratados e tecnicamente utilizados na alimentação animal, podem resolver e suprir as deficiências na alimentação de bovinos, caprinos e ovinos, fortalecendo a agricultura familiar, a atividade pecuária e mantendo o agronegócio no período da seca.

Segundo o pesquisador, o tratamento químico com uréia é o método mais eficiente e prático para incrementar o valor nutritivo desses materiais fibrosos porque não afeta a atividade microbiana do rúmen. "O principal efeito do tratamento é a melhoria da digestibilidade, aumento do teor de proteína bruta e melhor aproveitamento da fibra", afirma Onaldo Souza, acrescentando que o tratamento com uréia é indicado para materiais de baixo valor nutritivo e, no caso de resíduos com alto teor de umidade, como o bagaço de cana, a água deve ser utilizada apenas para dissolver a uréia e posterior pulverização no resíduo.

O resultado foi o lançamento das cultivares CNPA 8H para o Nordeste e BRS Aroeira para o Centro-Oeste. Além das cultivares, a Embrapa Algodão e parceiros desenvolveram uma miniusina descaroçadeira de 50 serras e prensa enfardadeira, que permite aos agricultores produzir e beneficiar o algodão de forma associada, representando ganhos adicionais para o grupo, quando comparado com o modelo tradicional de venda do produto bruto à usina. Com a utilização do equipamento, o produtor pode comercializar a pluma diretamente com a indústria de fiação, além de obter sementes de boa qualidade para o próximo plantio e de poder utilizar o caroço para alimentar o rebanho local.

No estado de Goiás, no âmbito do projeto algodão na agricultura familiar, foi introduzida a miniusina de descaroçamento de 20 serras. O equipamento é de fácil manejo e funciona de forma itinerante, o que permite atender no local aos diferentes núcleos de produção de algodão associativo.

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Unidade: Embrapa Tabuleiros Costeiros


 

O milheto é considerado o sexto cereal mais importante do mundo, depois do trigo, arroz, milho, cevada e sorgo. É uma espécie com duplo propósito, cujos grãos são usados para consumo humano, principalmente na África e Índia, e a planta inteira pode ser utilizada como alimento para o gado, na forma de capineira ou pasto.

Esta espécie tem sido utilizada por suas características agronômicas de alta resistência à seca, adaptação a solos de baixa fertilidade, crescimento rápido e boa produção de massa. O grande desafio atualmente tem sido o melhoramento do milheto para os determinados fins. O mercado possui poucas cultivares e o volume de informações sobre o comportamento do milheto nos diversos sistemas de produção é bastante incipiente.

Foto: Déa Alecia Martins Netto.
Cereal Milheto
Panículas de germoplasma de milheto em Nova Porteirinha-MG.

Na década de 70, a agricultura brasileira passou por uma grande intensificação tecnológica, principalmente com a abertura de novas fronteiras agrícolas e a ocupação dos Cerrados. A técnica do plantio direto foi amplamente adotada e hoje é utilizada em cerca de 20 milhões de hectares no Brasil. O milheto tem se apresentado como excelente opção para cobertura dos solos nas áreas de plantio direto e como fonte de grãos e forragem para regiões com risco de disponibilidade de água.

Com a manutenção da palha do milheto sobre o solo e a conseqüente criação de condições para desenvolvimento e manutenção da fauna microbiana, as pesquisas constataram maior aeração do solo e melhor distribuição dos nutrientes, o que tem como resultado menor necessidade de adubação e calagem.

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Unidade: Embrapa Milho e Sorgo


 

Voçorocas são crateras nos morros provocadas pela erosão devido as fortes chuvas de verão. Quase sempre, a causa está na retirada da floresta, num solo susceptível à erosão, sendo mal utilizado com atividade agrícola desordenada, queimadas, pisoteio do gado em fortes declividades, excesso de animais na pastagem, que aliado a ação das chuvas culmina em situação mais extrema da degradação natural.

Há cinco anos a Embrapa Agrobiologia iniciou no município de Pinheiral um trabalho de recuperação destas áreas degradadas. O objetivo é criar áreas modelos que possam ser multiplicadas por empresas ou órgãos públicos para tentar conter a degradação acelerada das terras localizadas na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

A produção de sedimentos para o rio nessa região é significativa e os resultados podem ser vistos na turbidez das águas, assim como nos problemas de assoreamento dos reservatórios de Funil e do Sistema Light, que captam água para o abastecimento de 70% da região metropolitana do Rio de Janeiro, afetando diretamente, cerca de 8 milhões de pessoas.

Foto: Embrapa Agrobiologia.
Crateras ocasionadas por erosão
Voçoroca em recuperação, com plantio de espécies mais resistentes e trabalho de contenção.

Para conter o avanço das voçorocas foram construídas paliçadas com material alternativo, como pneu velho e bambu, para reduzir o impacto das águas das chuvas. Além disso, foi preciso utilizar plantas mais resistentes e que pudessem crescer nas condições adversas daquele solo. Para isso, foi empregada a técnica de recuperaçãode áreas degradadas, que consiste no uso de bactérias fixadoras de nitrogênio associadas a plantas da família das leguminosas. Em laboratório, os pesquisadores identificam as bactérias mais eficientes e produzem as mudas de árvores com esses microrganismos. Depois de uma seleção das melhores mudas, as leguminosas são plantadas em viveiros da Embrapa e encaminhadas a área degradada.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

Nos últimos anos, o gergelim vem despertando o interesse de novos produtores em todo o Brasil. O que esses produtores estão buscando é uma cultura alternativa para alimentação e exploração agrícola viável. O gergelim é um alimento de alto valor nutricional, rico em óleo e proteínas. Além dos fins alimentares, seus grãos encontram diversas aplicações na indústria farmacêutica, cosmética e óleo-química. A torta obtida da prensagem dos grãos se constitui em excelente concentrado para alimentação animal.

Foto: Embrapa Algodão.
Grãos de gergelim

Por sua tolerância à seca e facilidade de cultivo, apresenta alto potencial agronômico, podendo ser usado em rotação e sucessão de culturas, consorciado com o algodão.

É uma cultura que se insere tanto nos tradicionais sistemas de cultivo como na agricultura sustentável e orgânica. Os principais Estados produtores são: Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí, Mato Grosso, Goiás e São Paulo. O sistema de produção utilizado no Nordeste é bastante simples, constituído por pequenas lavouras exploradas por agricultores familiares e sem nenhuma forma de mecanização; a produção é comercializada em pequenos mercados do interior ou junto a intermediários que redistribuem para os maiores centros. A Embrapa Algodão desenvolveu quatro cultivares de gergelim: Seridó 1, CNPA G2, CNPA G3 e CNPA G4.

Além de tratar sobre as questões de plantio, o programa desta sexta-feira, também abordará a parte alimentícia (temperos, farinhas, bolos, etc), terapêutica, química e industrial.

Unidade: Embrapa Algodão


 

O programa mostra como fazer a compostagem, técnica que permite otimizar o uso dos recursos existentes na propriedade e favorecer o aporte de matéria orgânica e sua manutenção no solo, fundamental para a viabilização de unidades familiares que desejam trabalhar com agricultura orgânica.

A Embrapa Agrobiologia desenvolve experimentos sobre compostagem em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, onde estudos vêm sendo desenvolvidos para tornar essa técnica ainda mais eficiente, adequando-a a diferentes realidades. Alguns agricultores, por exemplo, não possuem esterco animal na propriedade, mas podem fazer compostagem utilizando palhada de leguminosas. Ou ainda com resíduos regionais que estão sendo testados por outras Unidades da Embrapa para uso na produção de fruteiras.

Foto: Embrapa Agrobiologia.
 Fazendinha AgroecológicaA compostagem é um processo de preparo de fertilizante natural, o húmus, a partir de resíduos orgânicos – esterco do gado, palhas etc. O composto orgânico resultante pode ser aplicado no solo para melhorar suas características, sem riscos ao ambiente. Todo o processo envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, realizadas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. O emprego de composto orgânico em uma propriedade é uma forma de reduzir o uso de insumos industrializados, priorizando os recursos naturais.

O uso do composto orgânico estimula o desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo; aumenta a capacidade de infiltração e retenção de água, reduzindo a erosão; contribui para diminuição da acidez do solo; melhora a estrutura do solo e sua capacidade de retenção e fornecimento de nutrientes de forma gradativa, favorecendo a reprodução de microorganismos benéficos às culturas agrícolas.

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Unidade: Embrapa Agrobiologia


 

O programa apresenta as novas variedades de trigo BRS 254 e BRS 264, desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético de Trigo da Embrapa para o sistema de produção irrigado. São indicadas para a região do Cerrado do Brasil Central, que compreende os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Júlio César Albrecht, as novas variedades são produtivas e de ótima qualidade industrial. Foram desenvolvidas conforme os padrões exigidos pelo mercado, para que os produtores tenham boa liquidez do produto na hora da comercialização.

A produtividade da BRS 254, em experimentos, chega a 7.000 kg/ha e a BRS 264 alcança produtividade de 8000 kg/ha. Nos experimentos, a produtividade da BRS 264 é em torno de 15% superior as variedades mais plantadas (a Embrapa 22 e a Embrapa 42), enquanto a BRS 254 é 9%.

Outra característica da BRS 264 é a precocidade. O período entre emergência e espigamento é de 50 dias, e da emergência à maturação é de 107 dias. Com a BRS 254, o período de emergência ao espigamento dura em média 60 dias, e da emergência à maturação em média 120 dias, semelhante a Embrapa 22 e Embrapa 42.

Foto: Embrapa Cerrados.
Plantação de Trigo

A BRS 254 tem altura média de 86 centímetros, enquanto que a altura da BRS 264 é de 90 centímetros. Ambas têm coloração do grão vermelho escuro e duros, que são exigências do mercado.

A área plantada de trigo irrigado na região do Cerrado é em torno de 60 mil hectares, que produz aproximadamente 5% da produção nacional. De acordo com Júlio Albrecht, a cadeia produtiva do trigo na região tem potencial para produzir de 15 a 25% do trigo consumido no País. O trigo é uma opção importante para agricultura irrigada da região, por possibilitar a rotação de cultura com as leguminosas, como o feijão que é a cultura mais plantada pelos irrigantes, e com as hortaliças (alho, cebola, batata, tomate e cenoura). Os agricultores perceberam que o trigo é uma excelente alternativa para o seu sistema de produção.

O pesquisador da Embrapa Cerrados explica que como o trigo é uma gramínea, a cultura entra no sistema de produção irrigado para quebrar o ciclo de doenças das leguminosas, principalmente os fungos de solo.

Apesar dos baixos preços da comercialização do trigo este ano, a cultura ainda é rentável pela sua alta produtividade. Como o trigo do Cerrado é o primeiro a ser colhido no Brasil (entre os meses de agosto e setembro) e de excelente qualidade industrial, os preços são melhores que os praticados no Sul do país.

A conjuntura atual da cadeia produtiva de trigo exige, do setor como um todo, maior integração desde a porteira até a indústria moageira. A Embrapa vem buscando atuar mais intensamente com a cadeia produtiva de trigo na região do Cerrado, melhorar as relações entre seus integrantes, que na maioria das ocasiões não se conhecem, e, ao mesmo tempo, ajustar a criação de cultivares à nova realidade competitiva de mercado e às regiões.

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Unidade: Embrapa Cerrados


 

O biorreator é uma espécie de "fábrica de plantas", desenvolvido e patenteado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Trata-se de um sistema capaz de produzir e multiplicar mudas de plantas com mais higiene, segurança e economia.

Foto: Cláudio Melo.
Biorreator de Imersão Temporária Recursos Genéticos e BiotecnologiaO sistema funciona a partir de um conjunto de frascos interligados por tubos de borracha flexível, pelos quais as plantas recebem ar e solução nutritiva por aspersão ou borbulhamento. Esse equipamento contém as mudas produzidas a partir de células, tecidos ou órgãos, num sistema semi-automático, com monitoramento e controle das condições de cultivo, além de uma mínima manipulação do material.

Além de acelerar o processo de multiplicação de plantas de interesse agronômico, o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, João Batista Teixeira - responsável pelo desenvolvimento do sistema - cita outras vantagens do equipamento em relação aos métodos tradicionais de produção de mudas, como: adaptabilidade a diversas espécies vegetais; uniformização da produção; simplicidade de montagem; geração de produtos isentos de pragas e doenças e redução do custo total por unidade produzida.

"A clonagem de plantas tem se mostrado uma boa opção para acelerar a produção de diversas plantas, reduzindo significativamente os custos com mão-de-obra, além de acelerar o ciclo de produção e aumentar a produtividade, representando uma alternativa para as empresas de fruticultura, de produção de plantas ornamentais, de reflorestamento, de papel e celulose, madeireiras e outras", afirma João Batista Teixeira.

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Unidade: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


 

Foto: Paula Cochrane.
Plantação de Hortaliças
Diversidade de plantas contribui para o equilíbrio do sistema orgânico.

Neste programa, a Embrapa Hortaliças ressalta aspectos da produção agroecológica de hortaliças. O sistema de cultivo agroecológico possui menor dependência de recursos e insumos externos, possibilitando a produtores familiares a inserção no mercado de forma competitiva. O consumo dos alimentos orgânicos cresce anualmente em torno de 25% a 30%, sendo as hortaliças o principal produto deste segmento de mercado - o que torna esta cadeia produtiva uma das mais promissoras oportunidades de negócios na zona rural.

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Unidade: Embrapa Hortaliças


 

Para falar sobre o assunto e responder às perguntas dos telespectadores, estarão presentes em Brasília o pesquisador da Embrapa Clima Temperado Roberto Pedroso de Oliveira, acompanhado pelo produtor Naldo Beck Epifânio, viveirista em Rosário do Sul, na região da Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul - onde se concentram os principais plantios de citros de mesa no RS - e que vem trabalhando na confecção e implantação dos novos projetos da citricultura no Sul.

O trabalho da Embrapa de Pelotas com citros de mesa teve início em 1998 e o primeiro e mais importante desafio foi a produção de mudas sadias e de qualidade. Hoje, já existem 10 viveiristas credenciados pela Embrapa, com capacidade de produzirem e oferecerem 500 mil mudas por safra. Quinhentos hectares já estão implantados e nos próximos quatro anos mais 3 mil hectares serão plantados. O material de cultivares sem sementes já consagrado no mercado internacional introduzido pela Embrapa no mercado nacional envolve as cultivares de laranja 'Salustiana', originário da Espanha; 'Navelina', dos Estados Unidos; e 'Lane Late', da Austrália; as tangerinas 'Clemenules' e 'Marisol', da Espanha, e 'Satsuma Okitsu', do Japão; e os híbridos 'Nova', dos Estados Unidos, e 'Ortanique', da Jamaica.

Foto: Roberto Pedroso de Oliveira.
Plantação de Tangerina
Tangerina da cultivar sem sementes Clemenules produzida na região da Campanha Gaúcha.

O cultivo e comércio de laranjas e outras espécies de citros de mesa é atividade indicada para grandes, médios e pequenos produtores. Os cultivos de maior porte - que necessitam de maiores investimentos - podem comercializar sua produção em outras unidades da federação ou mesmo exportar, enquanto os produtores de menor porte podem abastecer feiras e mercados locais. Organizados em cooperativas e associações, os citricultores da agricultura familiar também podem atingir outros mercados. Atualmente, as principais redes de hipermercados gaúchos já são abastecidas com citros de mesa a partir dos cultivos estimulados pela Embrapa desde o final da década passada.

O pesquisador paulista Roberto Pedroso de Oliveira lembra que sempre que se fala no Pampa gaúcho vêm à mente imagens do gado pastando em imensas criações extensivas, grandes lavouras de arroz e soja e cavalos correndo pelos campos. "Recentemente, porém, a produção de citros sem sementes está mudando fortemente a paisagem da região, em diversos pontos do Sul', observa o pesquisador da Embrapa Clima Temperado. Pedroso destaca que as condições climáticas, principalmente de temperatura, favorecem a produção de frutas cítricas com sabor e coloração acentuadas, capazes de conquistar os mercados mais exigentes.

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Unidade: Embrapa Clima Temperado


 

O programa tratou sobre a tecnologia que a Embrapa desenvolveu nos últimos 20 anos com piscicultura e teve como convidados os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, Antonio Cláudio Uchôa Izel e Roger Crescêncio, que responderam ao vivo, de Brasília, às perguntas dos telespectadores.

Foto: Neuza Campelo.
Pescas de Tambaqui na AmazôniaA piscicultura é a atividade agropecuária de maior potencial econômico da Amazônia, cujos recursos naturais como solo, água e clima são abundantes. Mas para obter o lucro desejado, a atividade deve estar fundamentada em três pilares: local apropriado para a instalação de tanques, solo com textura adequada, de preferência argiloso, fontes que possam abastecer os tanques por gravidade e, principalmente, água de boa qualidade. Segundo os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental, que já desenvolveram sistemas de produção para duas espécies de peixes altamente comercializadas na região: tambaqui e matrinxã, um dos fatores principais para o sucesso da aquicultura é a profissionalização da atividade, coisa que já começa a acontecer na Amazônia, onde os produtores locais estão, nos últimos 10 anos, investindo nessa atividade e obtendo ótimos retornos.

O panorama atual desta atividade na região é promissor porque já se encontram no Amazonas todos os insumos necessários para a criação de peixes em cativeiro, como boa disponibilidade de alevinos, indústria de equipamentos, de produtos químicos, calcário, fábricas de ração (Manaus dispõe de cinco fabricantes), além da demanda cada vez maior da população por uma alimentação saudável baseada no consumo de peixes e saladas. Apesar de dispor da maior bacia hidrográfica do mundo, a Amazônia ainda fica muito abaixo na produção de pescado em cativeiro. Conforme dados da Secretaria Especial de Pesca e Aquicultura, a região tem potencial para produzir 14 mil toneladas de peixes de água doce e 324 toneladas em água salgada, mas produz apenas 4,63% desse total.

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Unidade: Embrapa Amazônia Ocidental


 

Foto: Embrapa Clima Temperado.
Terras de Lavoura

O Dia de Campo na TV terá a participação do pesquisador Júlio José Centeno da Silva, pesquisador da Embrapa Clima Temperado e do produtor gaúcho João Ruben Almeida, que vem operando o sistema com sucesso. Eles responderão perguntas dos telespectadores sobre o sistema.

O camalhão pode ser basicamente compreendido como uma porção de terra de lavoura um pouco mais elevada, entre dois regos ou drenos. A exploração agropecuária no agroecossistema de várzeas de clima temperado tem como principal componente o binômio arroz irrigado/pecuária de corte extensiva.Para aumentar a rentabilidade dos sistema produtivo em tais áreas, a pesquisa tem buscado a diversificação do uso de várzeas gaúchas em rotação de culturas com o arroz irrigado, envolvendo espécies de sequeiro, como o milho, sorgo e soja. O principal ponto de estrangulamento para isso, contudo, está na deficiente drenagem natural dos solos, seja pela topografia plana ou pelas próprias características dos solos. Em tal contexto, facilitando o escoamento do excesso de água, é que o uso dos camalhões vem adquirindo importância cada vez maior.

Desde o ano de 2001, a Embrapa Clima Temperado vem efetuando observações sobre o assunto e aperfeiçoando o sistema, que pode ser considerado simples, barato e eficiente. Em diversos municípios da planície costeira do Sul do RS e também no Litoral Norte do Estado (entre Porto Alegre e a fronteira com Santa Catarina), os produtores que vêm empregando o sistema dos camalhões, inclusive na formação de pastagens para o gado, declaram-se satisfeitos com os resultados alcançados.

Foto: Embrapa Clima Temperado.
Preparação da terra para plantação

Em Pelotas, a unidade da Embrapa, por meio de acordo com a Associação Rural do município, tem contribuído para a formação e manutenção de uma grande área com camalhões, junto ao Parque de Exposições da entidade, destinada ao cultivo de forrageiras de inverno. O presidente da Associação Rural, Elmar Hadler, é um entusiasta do sistema e o considera essencial para alimentar a pecuária de leite durante os meses mais frios, quando costuma escassear a alimentação nos campos nativos.

No vídeo que a Embrapa Clima Temperado preparou e que será exibido no Dia de Campo na TV do dia 17, além de depoimentos de técnicos e produtores, serão mostradas com detalhes as diferentes etapas necessárias para construir e utilizar adequadamente os camalhões de base larga.

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Unidade: Embrapa Clima Temperado


 

Foto: Embrapa Clima Temperado.
Salsicha de carne de rãA Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com o Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (SENAI), com financiamento do PRODETAB, desenvolveu tecnologia para o aproveitamento da carne de dorso de rã que resultou na produção de conserva de carne desfiada, salsicha e patê de carne de rã.

A coxa de rã apresenta alto valor comercial. O mesmo não ocorre com o dorso que representa 50% do animal e recebe em média 10% do preço pago para coxa. Por causa da grande quantidade de ossos e cartilagem presentes, é baixa a sua procura no mercado consumidor.

Na obtenção dos derivados, os pesquisadores inicialmente fazem a desossa mecânica do dorso, para a produção do patê e da salsicha; e a desossa manual, para a conserva. Em seguida, por meio de equipamentos e técnicas comuns da indústria de derivados de carne, são feitos os processamentos.

A carne de rã é um produto apreciado pelos consumidores por apresentar baixo teor de gordura, em média 1,5%, sendo desta forma condizente com a tendência atual da busca por uma alimentação mais saudável. Para os ranicultores, a utilização do dorso para a fabricação destes produtos poderá ser uma alternativa de renda no futuro.

Foto: Embrapa Clima Temperado.
Patê feito de carne de rã

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Unidade: Embrapa Agroindústria de Alimentos


 

"Usar os resíduos da produção de suínos para criar peixes é um alternativa viável para produtores que querem diversificar a propriedade", garante Júlio César Palhares, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves.

As pesquisas em torno da integração entre suinocultura e piscicultura fizeram parte do Projeto Ecopeixe, desenvolvido entre 2003 e 2006. Três unidades da Embrapa e a Epagri, empresa de pesquisa e extensão rural ligada ao governo de Santa Catarina, participaram do projeto. Os estudos realizados durante o Ecopeixe mostraram que é possível ampliar a renda na propriedade rural integrando as duas atividades. "Seja pelo lado ambiental ou econômico, produção de suínos e piscicultura se complementam sem dificuldades", afirma Osmar Tomazelli, da Epagri. E não há problema também para o consumidor. A carne do peixe alimentado com resíduos de suínos é totalmente segura do ponto de vista alimentar.

  Foto: Julio Cesar Pascale Palhares.
Lagoa de criação de peixes

Esse é um ponto importante na integração entre a criação de suínos e a produção de peixes. Muitos consideram estranho expor um animal aos dejetos de outro. Só que a maior parte dos peixes presentes no viveiro não come diretamente o dejeto suíno. Na verdade, o dejeto fornece os nutrientes para algas e pequenos organismos, chamados de fitoplâncton e zooplâncton. Os peixes se alimentam dessas algas e organismos.

Quem possui uma criação de suínos e pensa em integrar à ela a produção de peixes precisa perceber se pode atender alguns requisitos. O primeiro deles é ter água em boa quantidade e qualidade na propriedade para a formação e manutenção dos viveiros. Também é necessária disponibilidade de mão-de-obra, equipamentos e produtos para fazer a análise da água e acompanhamento técnico.

A integração entre suínos e peixes é mais indicada para pequenos e médios produtores que já possuem a produção de suínos. Além de estarem atentos aos detalhes da produção, os agricultores não devem perder de vista que a venda também exige planejamento. Antes de começar a produzir o peixe, o produtor deve saber para onde encaminhará a produção. Uma saída natural são os pesque-pagues ou as feiras livres nas cidades. Mas os produtores também podem se unir numa associação e montar uma pequenas agroindústria.

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Unidade: Embrapa Suínos e Aves


 

Depois de ser utilizado na culinária e na produção de cosméticos, o dendê é testado como combustível vegetal. Experiência-piloto iniciada em outubro de 2005, vai permitir a geração de energia para residências e iluminação pública de comunidades isoladas da Amazônia.

Para viabilizar esse projeto, a Embrapa firmou convênio com o Instituto Militar de Engenharia (IME) e desenvolve pesquisas com biodiesel, a partir do óleo de dendê produzido no Campo Experimental do Rio Urubu (município de Rio Preto da Eva/AM), onde a Embrapa possui uma usina extratora e a plantação de 412 hectares de dendê.

   Foto: Embrapa Amazônia Ocidental.
Dendenzeiro"Faz parte do projeto usar estrategicamente os conhecimentos em ciência e tecnologia como alavanca da melhoria da qualidade de vida das localidades isoladas, por meio da geração de energia elétrica a partir do dendê cultivado na região amazônica", explica a pesquisadora e Chefe-Geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Maria do Rosário Lobato Rodrigues.

Para dar sustentabilidade ao programa, está previsto ainda o plantio de dendezeiros - intercalados com culturas anuais e semi-perenes - e instalação de uma mini-usina extratora de óleo com capacidade de processamento de 0,5 tonelada de cachos/hora, assim como uma unidade de produção de biodiesel, beneficiando 45 famílias com cerca de 2,5 hectares cada na comunidade. Será feito estudo do impacto ambiental causado pela implantação da usina, cujo biodiesel produzido passará por análises físico-químicos, para se saber se está dentro das especificações da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que determina uma série de fatores que definem a qualidade do óleo combustível.

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Unidade: Embrapa Amazônia Ocidental


 

Resíduos de manutenção de gramados são produzidos em grandes quantidades nas cidades. Estas sobras têm normalmente como destino os aterros sanitários, o que, embora seja um destino seguro no curto prazo, acaba por exercer uma pressão sobre os aterros, reduzindo sua vida útil.

   Foto: Embrapa Solos.
Criando fertilizante orgânico."A Embrapa Solos desenvolveu um processo de compostagem de aparas de grama, em parceria com a Infraero, cujo produto final pode ser comercializado na forma de diferentes adubos orgânicos. A técnica conjuga o conhecimento milenar sobre compostagem de resíduos orgânicos com novos conhecimentos obtidos a partir do estudo das Terras Pretas de Índio, onde a fertilidade e a utilização de carvão vegetal são considerados", diz o pesquisador da Embrapa Solos e líder do projeto Vinicius Benites.

A Embrapa Solos implantou uma unidade-piloto de compostagem no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro utilizando resíduos da manutenção dos gramados do local, associados a restos de carbonização vegetal e a fosfatos de rocha. Nessa unidade serão produzidos fertilizantes orgânicos, condicionadores de solos e substratos.

O resultado são produtos orgânicos, de baixo custo, isentos de contaminantes, de qualidade agronômica certificada e de acordo com as especificações dos fertilizantes orgânicos exigidas pelo Ministério da Agricultura. Além de representar um destino mais apropriado para estes resíduos, este processo permite a obtenção de insumos para a utilização em hortas, parques, jardins e floricultura.

Esta é uma questão estratégica considerando-se a pouca disponibilidade de insumos orgânicos nas cidades, o que tem limitado, em alguns casos, projetos de agricultura urbana.

O fertilizante obtido pelo processo desenvolvido pela Embrapa pode ser distribuído em pequenas embalagens em floriculturas nos grandes centros, substituindo produtos comercializados como terra vegetal, terra adubada, húmus vegetal etc. em sua grande maioria sem registro no Ministério da Agricultura e de qualidade e origem questionáveis.
Além da Infraero, a PUC-Rio também é parceira no trabalho.

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Unidade: Embrapa Solos