A Cultura do Tomate | voltar à página de cultivos


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Após a escolha da cultivar ou do híbrido a ser plantado, inicia-se uma importante atividade que é a produção de mudas. Essa atividade tem que ser planejada de maneira que o preparo do solo, adubação de base e sistema de irrigação estejam prontos para receber as mudas no campo, pois o transplante é feito em torno 20 a 30 dias após a semeadura.

Figura 1.  Muda de tomate em ponto de transplante
Foto: Flávia Clemente 

Para a produção de mudas voltada para o consumo in natura, usam-se bandejas de 128 ou 200 células, sendo que nas de 128 células as mudas são mais vigorosas. Com a utilização das bandejas de 200 células há maior economia de substrato, reduzindo os custos de produção. As mudas destinadas à produção para indústria são cultivadas em bandejas de 450 células, pois o volume de mudas demandadas é muito maior e a redução dos custos de produção é significativa. As bandejas podem ser de isopor ou de plástico.

Figura 2. Detalhe das mudas de tomate em bandeja de isopor
Foto: Flávia Clemente 

Os substratos utilizados podem ser constituídos de dois ou mais dos seguintes compostos: vermiculita, casca de pínus, perlita e turfa. Todos devem ser estéreis, com teores adequados de nutrientes e de fácil deslocamento da célula. Existem diversas marcas e tipos de substratos para mudas no mercado.

A produção de mudas em bandejas deve atender as necessidades sanitárias e nutricionais das mudas, assim como facilitar a semeadura, o manuseio e o transporte. Viveiros especializados produzem mudas em casas de vegetação (que são estruturas cobertas com plásticos apropriados e fechadas lateralmente com telas de malha estreita), sob essas estruturas tem-se maior controle de temperatura, irrigação, insetos, ventos e quaisquer outros fatores que possam prejudicar o desenvolvimento das mudas. O objetivo é produzir mudas de boa qualidade, sem contaminação por doenças ou danos por insetos, capazes de iniciar um bom desenvolvimento no campo, após o transplantio.

Figura 3. Detalhe da bandeja de polietileno
Foto: Flávia Clemente 


Enxertia

A enxertia consiste no transplante da parte superior do tomateiro comercial que é suscetível, em um porta-enxerto de tomateiro resistente. Ela tem sido adotada no tomateiro de mesa para auxiliar no controle de algumas doenças de solo, principalmente a murcha bacteriana e nematóides. Para fazer a enxertia, semeiam-se o porta-enxerto e enxerto separadamente em bandejas ou copos plásticos perfurados e cerca de 22 a 30 dias após a semeadura o porta-enxerto é decepado a 8 cm de altura e faz-se uma fenda de aproximadamente 1,5 cm com lâmina de barbear. A muda do tomateiro comercial também é decepada na altura das duas primeiras folhas cotiledonares, a parte inferior é descartada e na parte superior é feita uma cunha que será inserida na fenda do porta-enxerto e fixada com uma presilha de enxertia. As mudas enxertadas são levadas para um ambiente com umidade relativa acima de 80% e cobertas com sombrite 50%. Passados sete dias as presilhas são retiradas das mudas e com 10 dias elas poderão ser transplantadas. O produto final é uma planta com as características de produtividade da muda do tomateiro comercial com as características de resistências às doenças de solo do porta-enxerto.

Figura 4. Detalhe da enxertia
Foto: José L. Mendonça 



Figura 5. Muda enxertada
Foto: José L. Mendonça 

 

Figura 6. Presilha de enxertia e estilete utilizados
Foto: Flávia Clemente