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Está situado na Ponta do Salé, na cidade de Santarém, PA, à margem direita do rio Tapajós a cerca de 3 km da confluência com o rio Amazonas e uma distância fluvial de 876 km de Belém. Em frente ao porto se visualiza a Ponta Negra, que delimita a barra do rio Tapajós pela margem esquerda. Ele é administrado pela Companhia Docas do Pará – CDP desde sua inauguração em 1974. Constitui-se em um porto estratégico entre os modais rodoviário e hidroviário para as cargas que escoam pela BR-163 e pelos rios Tapajós-Teles Pires.

O Porto de Santarém abrange uma área territorial de 500 mil m². Seu território é constituído de vias de tráfego asfaltadas e iluminadas. Possui 12 instalações acostáveis compostas por píer, dolfins de atracação, cais fluvial, terminal de granéis sólidos, três terminais de granéis líquidos e rampa roll-on.
Além de contar com área especialmente preparada para receber a implantação de projetos para o escoamento da produção de grãos da região CO, o porto possui as seguintes instalações: 2 armazéns com fechamento lateral, com área de 3.000 m², 2 galpões abertos lateralmente com área de 1.200 m², três pátios pavimentados com área total de 20 mil m².

Existem quatro áreas arrendadas: CARGIL Agrícola S/A ocupa 93,6 mil m² e opera na movimentação de granéis agrícolas e dispõe de silo vertical para secagem de grãos com capacidade de 1.500 t e um armazém graneleiro com capacidade para 60 mil t. TGL EQUADOR com 28,8 mil m² e opera na movimentação de granéis líquidos. Sociedade FOGÁS com 8,45 mil m² e opera na movimentação de GLP. RAIZEN Shell com 35 mil m² e opera com granéis líquidos com capacidade de armazenagem de 5,5 mil m³.

O Porto de Santarém tem sua vocação voltada para a operação com granéis sólidos e carga geral. Atualmente, opera com granéis sólidos de origem vegetal e fertilizante, granéis líquidos derivados de petróleo (combustíveis e GLP), passageiros (fluviais e de cruzeiros) e cargas gerais.

O acesso marítimo se dá pelos Rios Tapajós e Amazonas. O acesso rodoviário pela BR-163 (Cuiabá - Santarém), pela Avenida Cuiabá, e pela BR-230 (Transamazônica) são as opções. Não existe acesso ferroviário, no entanto, há previsão de investimento nesse modal, com a construção da Ferrogrão.

Em 2014, a Empresa Brasileira de Portos de Santarém Ltda. – EMBRAPS protocolou um pedido de autorização para construção e exploração de terminal privado destinado à movimentação de granel sólido vegetal, principalmente soja e milho, com capacidade de carregamento de 3 mil toneladas por hora. Na primeira fase, construção de dois armazéns com capacidade total de 220 mil t e uma movimentação anual de 4 milhões t. Na segunda fase, construção de mais dois armazéns, totalizando uma capacidade estática de 440 mil t e uma movimentação anual prevista de 8 milhões t. O novo empreendimento está parado até hoje.

Nos anos de 2015 e 2016, entre as cargas relevantes, o Complexo de Santarém movimentou 4,5 milhões e 4,3 milhões de toneladas, respectivamente, de granéis sólidos vegetais, incluindo as cargas de soja e milho, que são movimentadas apenas no Porto Público, no arrendamento da Cargill. A movimentação de grãos no Porto ocorre em dois sentidos: desembarques da navegação interior e exportações, sendo 80% da carga com origem em Porto Velho (RO), onde são movimentados grãos de MT e RO, e 20% da carga provém de Miritituba (PA), que movimenta grãos de MT. O total desembarcado da navegação interior é exportado, assim como uma parcela de grãos do PA que chegam via rodovia. A soja tem como destino principalmente China, Reino Unido, Holanda, França, Espanha e Itália e, em menores volumes, Arábia Saudita, Alemanha, Egito e Argélia. Já o milho é exportado para destinos mais diversos, com destaque para: Argélia, Egito e República Dominicana, segundo o Plano Mestre.

O Plano Mestre do Porto de Santarém pode ser consultado na íntegra. Acesse também o site do gestor do porto de Santarém.