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A cultura do café preponderante em todo o Planalto Paulista, no final do século XIX, pressionou para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez. Em 1888, o governo autorizou a construção e exploração do Porto de Santos por 90 anos pela empresa Gaffrée, Guinle & Cia., posteriormente denominada Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos e, em seguida, Companhia Docas de Santos - CDS.

O marco oficial da inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro de 1892, quando a então CDS entregou à navegação mundial os primeiros 260 m de cais, na área denominada Valongo. A cidade de Santos iniciou uma nova fase de desenvolvimento.

O Porto de Santos é administrado desde 1980 pela Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP, pessoa jurídica de direito privado constituída sob a forma de sociedade de economia mista com capital majoritário da União, vinculada à Secretaria Nacional de Portos (SNP) do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), regida pela legislação relativa à sociedades por ações, no que lhe for aplicável, e pelo seu Estatuto. A CODESP tem sede e foro na cidade de Santos-SP, localizada na Av. Conselheiro Rodrigues Alves s/nº, Bairro do Macuco, 11015-900. As regras para o seu funcionamento estão estabelecidas pela autoridade portuária no “Regulamento de Exploração do Porto de Santos” documento de 180 páginas. A expansão sempre foi constante atravessando todos os ciclos de crescimento econômico do país, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres.

Um dos grandes trunfos do Porto de Santos é o seu amplo acesso por vias rodoviárias e ferroviárias interligadas à hidrovia Tietê – Paraná. Pelo ar, existem duas opções em um raio de 150 quilômetros: os aeroportos internacionais de Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas). Além disso, Santo é o único porto brasileiro servido por todas as grandes linhas marítimas regulares, oferecendo transporte para qualquer parte do mundo.

O porto de Santos está localizado no centro do litoral do estado de São Paulo, estendendo-se ao longo de um estuário limitado pelas ilhas de São Vicente e de Santo Amaro, distando 2 km do Oceano Atlântico. Tem uma extensão de cais de 16 km e uma área útil total de 7,8 milhões de m2. Conta com 65 berços de atracação, dos quais 14 são de terminais privados (Cutrale, Dow Química, Usiminas, Valefértil e Embraport). Uma lista completa dos operadores encontra-se disponível para acesso. Destacam-se os terminais especializados, localizados nas duas margens do estuário, nos quais se pode verificar a seguinte disponibilização de berços: 1 para veículos; 17 para contêineres; 5 para fertilizantes/adubos; 6 para produtos químicos; 2 para cítricos; 8 para sólidos de origem vegetal; 1 para sal; 2 para passageiros; 1 para produtos de origem florestal; 1 para derivados de petróleo; 4 para trigo, 5 para produtos siderúrgicos; 10 para carga geral e 2 de multiuso (suco cítrico a granel, roll-on/roll-off e contêiner). O canal de navegação foi aprofundado para 15 metros e alargado, em seu trecho mais estreito, para 220 metros.

A área de influência primária do Porto de Santos inclui os estados de SP, MG, MT, MS, GO e o DF, que em conjunto representam: 75 milhões de pessoas, 67% do PIB do Brasil e 56% da Balança Comercial Brasileira, em valores.

Novos contratos de arrendamento de terminais preveem investimentos mínimos a serem realizados visando à melhoria, ampliação e modernização das instalações portuárias, como forma de garantir a eficiência na prestação dos serviços aos usuários. As benfeitorias realizadas nos terminais revertem, ao término do prazo contratual, para a União Federal. Destacam-se ainda os dispositivos existentes no marco legal do setor portuário (Plano Nacional de Logística Portuária – PNLP), orientados a este objetivo, como a possibilidade de prorrogação contratual mediante compromisso de realização de novos investimentos.

Acesso o site oficial do Porto de Santos.