Nome científico: Ananas comosus L. Merril 
Família: Bromeliaceae 
Nomes populares: Abacaxi, ananás 
Nome em inglês: Pineapple 
Origem: Continente Americano (Brasil e Paraguai)
 
Tecnologias geradas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura contribuíram decisivamente o crescimento da abacaxicultura no Brasil, destacando-se entre elas: elevadas densidades de plantio; controle integrado da fusariose (principal doença que afeta o cultivo de abacaxi no Brasil), racionalização da adubação mineral e domínio da indução floral artificial.
 
Confira abaixo algumas das principais dúvidas presentes no livro "Abacaxi: o produtor pergunta, a Embrapa responde", da coleção 500 Perguntas, 500 respostas, disponível para download aqui.

A colheita pode ser feita com o auxílio de um facão. Corta-se a haste a cerca de 5 centímetros m abaixo do fruto. Deve-se colher os frutos quando a cor da casca estiver mudando de verde-escuro para bronzeado-amarelado e os frutilhos se tornarem achatados. Frutos para a indústria podem ser colhidos maduros e sem as mudas.

O abacaxi pode ser consorciado com feijão, amendoim, quiabo, repolho, tomate e outras culturas de ciclo curto, que são plantadas nas entrelinhas e na mesma época da cultura do abacaxi. O consórcio deve se restringir aos primeiros seis meses do ciclo do abacaxi.

Na escolha da variedade deve-se levar em conta o destino da produção (consumo "in natura" ou indústria).
As cultivares mais conhecidas no Brasil são: Pérola ou Branco de Pernambuco, Smooth Cayenne e Jupi.

Um sólido programa de melhoramento genético do abacaxizeiro da Embrapa Mandioca e Fruticultura com o objetivo de obter variedades resistentes à fusariose e que produzam frutos de boa qualidade já lançou três cultivares: BRS Imperial, BRS Ajubá e BRS Vitória.

A lavoura deve ser mantida livre de plantas daninhas. O controle do mato pode ser feito com capinas manuais (enxada), cultivos à tração animal, uso de cobertura morta e herbicidas recomendados para a cultura, à base de diuron (1,6 a 3,2kg/ha), simazina (2,4 a 3,21/ha), ametrina (2,4 a 3,21/ha) ou outros aplicados em pré-emergência das plantas daninhas. O uso de herbicidas reduz a mão-de-obra e é o método mais eficiente. O pulverizador deve ser calibrado para garantir a dose correta.
Em áreas infestadas por plantas daninhas de difícil controle (tiririca, capim sapé, grama-seda etc) recomenda-se a aplicação de herbicidas à base de glifosate, na dosagem de cinco a sete litros do p.c./ha, sobre as plantas daninhas, uma a duas semanas antes da aração ou da gradagem.
 

Doenças
A fusariose do abacaxizeiro é a principal doença desta cultura. Para controlar a fusariose, utilizar mudas sadias, selecionar as mudas a fim de eliminar sintomas de fusariose e vistoriar o plantio periodicamente.
A podridão negra é uma doença de pós-colheita. Pode ser controlada das seguintes maneiras: colher os frutos com uma parte do pedúnculo (de aproximadamente 2 cm), evitar ferimentos na superfície dos frutos e, proteger o ferimento resultante do corte na colheita.
 
Pragas
As pragas mais comuns são a broca do fruto (Thecla basalides) e a cochonilha (Dysmicoccus brevipes), esta última causadora da "murcha do abacaxi".
A broca do fruto é a larva de uma pequena borboleta que ataca a inflorescência do abacaxi, cavando galerias e provocando o aparecimento de uma substância com aspecto de goma. O tratamento pode ser feito com carbaril (260 gramas em 100 litros d'água); paration metílico, diazinon (90 ml/100 1 de água), na base de 30 a 50 ml da solução por planta.
A cochonilha é um inseto pequeno, sem asas, que se apresenta coberto por uma espécie de farinha branca. Seu combate pode ser feito com paration metílico (90 ml/100 1 de água) dimetoato (60 ml/100 1 água) e vamidotion (30 ml/100 1 de água). O tratamento de mudas só é recomendado nos casos de alta infestação de pragas.

Na base de dados organizada pelo Núcleo de Ações Estratégicas, são ofertadas estatísticas de produção e de mercado, como também tabelas contendo análises de desempenho dessas informações para um determinado período. Os dados nacionais são gerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os internacionais, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Na avaliação do desempenho optou-se pela mensuração da taxa geométrica de crescimento (% médio ao ano), calculada por regressão, depois da transformação logarítmica dos dados. Para um período de tempo (ex-post) de informações disponíveis, pode-se avaliar o desempenho das variáveis consideradas e as relações entre elas. Dessa maneira ao avaliar-se o desempenho da produção de uma determinada cultura, pode-se verificar o desempenho das variáveis consideradas (área colhida, produção e rendimento médio) e suas inter-relações. Analogamente, na análise de desempenho do mercado (valor de exportações/importações), pode-se concluir qual variável foi mais importante: o volume de exportações/importações ou o preço médio.

Consulte aqui.

A floração natural precoce é um problema bastante comum. Dificulta o manejo da cultura e a colheita, encarecendo o custo de produção, inviabilizando a exploração da soca (segundo ciclo) e afetando a comercialização do produto.
Por tratar-se de problema intensamente afetado por condições climáticas, até o momento ainda não existem medidas de controle do fenômeno que possam dar a segurança desejada. Encontram-se em fase de pesquisa medidas que visem a evitar ou, pelo menos retardar a floração natural.
Alguns cuidados: evitar que as plantas atinjam porte elevado ou idade avançada; evitar plantios no período de outubro a dezembro, o que é muito comum em regiões com chuvas de verão (Cerrado); evitar a utilização de mudas velhas para os plantio etc.
 

Na maioria das regiões, as chuvas ocorrem em períodos definidos, com escassez em alguns meses, fazendo com que a irrigação se torne necessária para a cultura do abacaxizeiro.
A quantidade de água recomendada é de 60 a 120 mm/mês aplicada a depender das condições de solo e clima. A cultura deve ser irrigada por todo o ciclo. O abacaxizeiro é tão sensível à falta quanto ao excesso de água.
Os métodos de irrigação mais usados são aspersão, pivô central e autopropelido. Microaspersão e gotejamento podem também ser usados.

Mudas sadias e com um comprimento maior do que um palmo (mais de 25cm) devem ser utilizadas. Devem ser escolhidas em plantios onde o número de frutos doentes (podres) tenha sido mínimo. Descartar as mudas que apresentarem o menor sinal de goma. Escolher somente mudas sadias e vigorosas. Os tipos de mudas comumente usados são: coroa, filhote, filhote-rebentão e rebentão.

A venda de mudas das variedades BRS Ajubá, BRS Imperial e BRS Vitória é indicada na página da Embrapa Produtos e Mercado.

Plantio
Obtidas as mudas, efetuar uma seleção descartando todas aquelas que apresentarem o menor sinal de goma ou podridão. Expor ao sol por uma a duas semanas para evitar o apodrecimento após o plantio.
 
Época do plantio
De preferência, no início da estação chuvosa, o que facilita o pegamento das mudas. Esta indicação não é rígida e o plantio pode ser efetuado durante todo o ano, a depender da umidade do solo, da disponibilidade de mudas e da época que deseja colher o fruto.
 
Método de plantio
O plantio pode ser feito em covas, sulcos e fendas (plantio inclinado). Não havendo sulcador, pode-se abrir as covas com enxada, pá de plantio tipo havaiano ou com coveadeira (mecanizada).
 
Espaçamento e densidade
A distância entre as plantas pode variar de acordo com a variedade, o destino da produção, o nível de mecanização e outros fatores. Para produção de frutos in natura ou suco, o espaçamento deve ser mais fechado - frutos com peso variando de 1,1-1,5kg. Na produção para industrialização devem ser utilizados espaçamentos maiores (menos plantas por área) - frutos acima de 1,5kg.
 
Tipo de plantio Distância entre filas e plantas (m) Plantas/ha
  0,90 x 0,30 37.000
Filas simples 0,80 x 0,30 41.600
  0,70 x 0,30 47.600
Filas duplas 0,90 x 0,40 x 0,30 51.200
  0,80 x 0,40 x 0,30 55.500

 

Usar os espaçamentos menores com as variedades sem espinhos nas folhas

Confira as soluções tecnológicas que a Embrapa disponibiliza para a cultura do abacaxi clicando aqui.

 

 

Correção da acidez e adubação
É conveniente fazer análise do solo das áreas onde os plantios serão implantados e adubados, encaminhando-as para laboratórios competentes. Os adubos devem ser aplicados no solo (junto às plantas) ou nas axilas das folhas basais. Não deixar cair adubo no olho da planta.
 
Disposição das covas ou sulcos
O plantio das mudas pode ser feito em filas simples ou duplas; dar preferência ao sistema de fileiras duplas. Em terrenos com declive, dispor as covas ou sulcos em curva de nível.
 
Escolha da área e preparo do solo
Os solos para plantio do abacaxi devem ser de textura média (areno-argilosa) ou leve (arenosa), e bem drenados, de preferência planos, com boa profundidade e com pH em torno de 5.0. Não devem ser sujeitos ao encharcamento.
O plantio pode ser feito em covas, sulcos e fendas (plantio inclinado). Não havendo sulcador, pode-se abrir as covas com enxada, pá de plantio tipo havaiano ou com coveadeira (mecanizada).