Nome científico: Carica papaya L. 
Família: Caricaceae
Nomes populares: Mamão
Nome em inglês: Papaya
Origem: América tropical

O Brasil é o segundo produtor mundial de mamão, com uma produção de 1.517.696 t/ano, situando-se entre os principais países exportadores, principalmente para o mercado europeu. A espécie Carica papaya é a mais cultivada em todo mundo.


Confira abaixo algumas das principais dúvidas presentes no livro "Mamão: o produtor pergunta, a Embrapa responde", da coleção 500 Perguntas, 500 respostas, disponível para download aqui.

O mamoeiro responde bem à adubação orgânica, que traz como vantagens a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo. Sempre que possível utilizar adubos como tortas de mamona e cacau, estercos de gado e galinha. A adubação verde por incrementar a cobertura do solo, protege e melhora a sua estrutura física.

 

O fruto pode não amadurecer normalmente se colhido muito imaturo. A depender da cultivar o mamão completa a maturação na planta 4 a 6 meses após a abertura da flor. Para comercialização e consumo, deve-se colher os frutos quando apresentarem estrias ou faixas com 50% de coloração amarela.
O mamão possui uma casca muito fina, facilmente danificável, e pequenas lesões durante o manuseio são portas de entrada para microorganismos. Portanto, é necessário efetuar tratamento dos frutos após a colheita. É importante salientar que o tratamento hidrotérmico pode causar alterações no metabolismo do fruto e consequente descaracterização da palatabilidade, sendo necessário um rígido controle da temperatura da água e do tempo de imersão.

 

O mamoeiro, como cultura principal, pode ser consorciado com milho, arroz, feijão, batata doce, amendoim, leguminosas para adubação verde etc. Evitar consórcio com abóbora, melancia, melão e pepino.

 

O controle de plantas daninhas pode ser feito por capinas manuais ou mecanizadas, com uso de grades ou roçadeiras. Só se recomenda o uso das grades até os seis primeiros meses. Outra opção é a capina química, pela aplicação de herbicidas.

 

As mais exploradas no Brasil são: Solo (ex: 'Sunrise Solo' e 'Improved Sunrise Solo cv 72/12') e Formosa (ex: 'Tainung nº 1 nº 2').
'Sunrise Solo': mais conhecida como mamão Havaí, Papaya ou Amazônia. Tem forma de pera, com peso médio de 500g. Possui polpa vermelha-alaranjada de boa qualidade e cavidade interna estrelada. A produção começa entre 8 e 10 meses após o plantio, produzindo em média 40t/ha/ano.
'Improved Sunrise Solo cv. 72/12': comumente conhecida como mamão Havaí. A polpa é espessa e de coloração vermelha-alaranjada, de boa qualidade, com boa resistência ao transporte e maior resistência ao armazenamento. A produção começa a partir do nono mês após o plantio.
Tainung nº 1': apresenta casca de coloração verde claro e cor de polpa laranja-avermelhada, de ótimo sabor; Produção média - 60t/ha/ano.
Tainung nº 2': apresenta polpa vermelha de bom sabor, maturação rápida, com pouca resistência ao transporte. Produção média - 60 t/ha/ano.

 

As viroses constituem o maior entrave à implantação desta cultura. As duas mais importantes são: Viroses do Mosaico do mamoeiro e Vírus da mancha anelar do mamoeiro.
Vírus do mosaico do mamoeiro (VMM): reduz a produção e prejudica a qualidade do fruto. Sintomas - amarelecimento e enrugamento das folhas mais novas; clareamento das nervuras, mosaico nas folhas e paralisação do crescimento das plantas.
Vírus da mancha anelar (VMAM): apresentam baixa produtividade e os frutos atingidos podem tornar-se imprestáveis para a comercialização. Sintomas - amarelecimento das folhas mais novas, clareamento das nervuras, enrugamento e mosaico nas folhas, redução da lâmina foliar (sintoma conhecido como fio-de-sapato) aparecimento de estrias oleosas nos pecíolos, etc.
Meleira - principal sintoma - perda por gotejamento do látex (leite) nos frutos.
Medidas de controle aplicáveis às viroses - devem incluir: produção de mudas em áreas isoladas para evitar a infecção ainda no viveiro; vistoria no viveiro e/ou no pomar duas a três vezes por semana; eliminação de pomares velhos e improdutivos; erradicar e/ou evitar o plantio de cucurbitáceas, berinjela, quiabo, algodão, couve, couve flor, pimenta e repolho (hospedeiras do vírus do mosaico), além de se fazer rotação de culturas.

Tombamento ou "Damping-off" - sintomas - encharcamento dos tecidos na região do colo, encolhimento da área afetada, apodrecimento de raízes, tombamento e morte das plantas.
Controle - com produtos à base de PCNB (Pentaclonitrobenzeno) (300g/1001 de água), regando o solo semanalmente até o desaparecimento dos sintomas.

Podridões de Phytophthora - manchas aquosas no colo seguida de apodrecimento de raízes, amarelecimento de folhas, queda dos frutos, murchamento e curvatura do ápice (ponteiro).


Controle - evitar o plantio em solos pesados, dar preferência a solos virgens, erradicar plantas irrecuperáveis e fazer o controle químico com fosetil AL (250 g/1001 de água) em três aplicações anuais.

Antracnose - aparecem nos frutos em qualquer estágio de desenvolvimento, mas principalmente em frutos maduros. As lesões começam com a formação de pontos negros, que vão aumentando de tamanho até transformar-se em lesões deprimidas, com até 5cm de diâmetro.
Controle - retirar e enterrar frutos atacados, colhê-los ainda verdoengos, desinfestar galpões e vasilhames de transporte e aplicar quinzenalmente fungicidas à base de cobre.

Varíola ou pinta-preta: surgimento de pequenas lesões circulares na parte inferior da folha. Nos frutos, as lesões são circulares, salientes, apresentando centros esbranquiçados no estágio final.
Controle - aplicações quinzenais de fungicidas à base de cobre, a partir do início da frutificação.

Oídio - ocorre especialmente em viveiros muito sombreados e durante os meses mais frios. Sintomas - aparecimento de manchas verde-amareladas de contornos irregulares. Nestas áreas descoloridas surge uma massa pulverulenta branca formada pelos esporos do fungo.
Controle - aplicação de fungicidas à base de enxofre. As aplicações não devem ser feitas com temperaturas acima de 20 graus centígrados para não queimar os frutos.

Pragas, Nematóides e seu Controle

Pragas principais:

Ácaro branco - conhecido como ácaro tropical ou ácaro da queda do chapéu. As folhas novas ficam reduzidas quase que somente às nervuras, paralisando o crescimento. Ocorre principalmente durante os períodos mais quentes e de umidade mais elevada.
Ácaros rajado e vermelho - provoca o amarelecimento, necrose e perfurações nas folhas. Ocorrem nos meses quentes e secos. O controle é feito eliminando-se as folhas velhas e aplicando-se acaricidas.

Pragas secundárias:

As cigarrrinhas verdes - ao sugarem a seiva das plantas causam o amarelecimento e encurvamento das folhas mais velhas. Para o controle aplica-se trichlorphon ( não registrado para o mamoeiro) somente quando houver ataque.
Mandarová ou gervão - se alimentam das folhas. A planta pode apresentar desfolhamento total. Pode ser controlada usando inseticida biológico, a base de Bacillus thuringiensis.

Como pragas podemos citar também a lagarta rosca, coleobrocas, cochonilha, mosca-das-frutas, formigas cortadeiras, pulgões e nemátoides.

Nematóides - apresentam sintomas de clorose (amarelecimento), queda de folhas mais velhas, redução e paralisação do crescimento, além do retardamento no início da produção e baixa produtividade.
Controle - plantio de mudas sadias, em áreas livres de fitonematóides, não localizar o viveiro junto ou abaixo de lavouras de mamão, sem proteção adequada, proteger o veiro contra enxurradas, com valas profundas ou cordões altos, nas suas laterais, etc.

 

Nesta base de dados organizada pelo Núcleo de Ações Estratégicas, são ofertadas estatísticas de produção e de mercado, como também tabelas contendo análises de desempenho dessas informações para um determinado período.
Os dados nacionais são gerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os internacionais, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Na avaliação do desempenho optou-se pela mensuração da taxa geométrica de crescimento (% médio ao ano), calculada por regressão, depois da transformação logarítmica dos dados. Para um período de tempo (ex-post) de informações disponíveis, pode-se avaliar o desempenho das variáveis consideradas e as relações entre elas. Dessa maneira ao avaliar-se o desempenho da produção de uma determinada cultura, pode-se verificar o desempenho das variáveis consideradas (área colhida, produção e rendimento médio) e suas inter-relações. Analogamente, na análise de desempenho do mercado (valor de exportações/importações), pode-se concluir qual variável foi mais importante: o volume de exportações/importações ou o preço médio.
 

O mamoeiro é uma planta muito exigente em água, tanto no período de crescimento quanto no período de produção, sendo necessário irrigar a cultura em regiões com déficit hídrico acentuado e/ou má distribuição de chuvas. Como o mamoeiro é sensível ao encharcamento deve-se evitar o método de irrigação por inundação.

 

Irrigação das Mudas
Em viveiros cobertos, as irrigações devem ser diárias, contudo sem excesso. Para os viveiros descobertos irrigar no mínimo duas vezes por dia.

Produção de mudas
As mudas podem ser produzidas em leiras ou em canteiros compostos de recipientes de plásticos.

Produção de sementes
As plantas escolhidas para a produção de sementes devem ser hermafroditas, ter boa sanidade, baixa altura de inserção das primeiras flores, precocidade, alta produtividade, etc.

Seleção das mudas
Entre 20 a 30 dias após a germinação das sementes inicia-se a seleção das mudas para o plantio. Devem estar livres de pragas e doenças e com altura entre 15 a 20 cm.

 

O mamoeiro pode ser propagado por meio de sementes, estacas e enxertia. A propagação por sementes é a mais utilizada. Sistemas de plantio comercial - em cova, no sulco e em camalhões.

Época de plantio
Com o solo preparado e o sistema de irrigação, o mamoeiro pode ser plantado em qualquer época do ano. Sem irrigação as mudas devem ser levadas para o campo no início das chuvas e plantadas em dias nublados ou chuvosos.

 

 

Calagem e adubação
Para se determinar a necessidade de calagem e optar por um esquema de adubação, é preciso fazer a amostragem do solo para análise química de três a seis meses antes da implantação da cultura.

Clima e solo
O mamoeiro vegeta bem em regiões de grande insolação. O solo mais adequado é o de textura areno-argilosa com pH variando de 5,5 a 6,7. Deve-se evitar os muito argilosos, pouco profundos ou localizados em baixadas.

Época e localização da adubação
As adubações de cobertura devem ser efetuadas, mensalmente ou de 2 em 2 meses. Deve-se ter sempre uma boa umidade no solo, colocar o adubo em círculo e usar fontes de adubos preferencialmente solúveis e que contenham enxofre.

Preparo do solo
Observar as condições de umidade para evitar o processo erosivo. O preparo deve ser efetuado quando a umidade do solo estiver na faixa friável (úmido).