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Recomendações para finalização digital de ilustrações

Ilustração em nanquim

Para ilustrações em nanquim, a parte escrita deve ser inserida no computador, após a digitalização da ilustração (Figura 3).

Figura 3. Comparação do texto digitalizado juntamente com a figura feita em nanquim, com o texto inserido no computador, após digitalização da figura, em programa de computador específico.

 

Redução de ilustrações

Qualquer técnica de ilustração (com exceção do nanquim) pode ser reduzida, desde que a arte seja feita em papel adequado e, quando o tamanho original tiver de ser muito reduzido, as letras não fiquem com o corpo menor que seis pontos e os fios e traços mais finos que um ponto (Figura 4).

Essa recomendação também serve para ilustrações elaboradas em programas de computador que possivelmente precisem de alguma redução para se adequarem à formatação.

Figura 4. Em caso de redução, deve-se ter cuidado na confecção da ilustração, observando corpo, fonte e fios, para que não haja perda de qualidade.

Ilustração: Carlos Eduardo F. Barbeiro

 

Ilustrações geradas em programas de computador e impressas em papel

Em ilustrações de gráficos do tipo barra ou pizza – geradas em programas de computador –, recorre-se frequentemente ao uso de retículas para diferenciar as legendas.

Retícula é uma rede de pontos diminutos ou de traços que formam quadrículos, linhas ou quaisquer padrões regulares, que produzem tonalidades que variam de claro a escuro (Figura 5). As ilustrações podem ser elaboradas também em cores (sobreposição de retículas com porcentagens diferentes de cores).

Figura 5. Exemplos de gradação de tons de retículas.

Ilustração: Carlos Eduardo F. Barbeiro

Quando gráficos planos ou em perspectiva são criados no computador e impressos em jato de tinta ou laser, ou em impressos já finalizados em gráficas, as retículas inseridas não servem para reprodução, pois formam uma mancha irregular. Ilustrações coloridas também perdem a qualidade de impressão quando reproduzidas a partir de impressos em jato de tinta ou laser, ou, ainda, em impressão finalizada em gráfica (Figura 6).

Essa recomendação serve também para as fotografias.

Figura 6. Resultado da impressão gráfica de uma figura escaneada de original impresso em jato de tinta, laser ou em impressão finalizada em gráfica.

Ilustração: Carlos Eduardo F. Barbeiro

 

Transcodificação de gráficos para o programa Corel Draw

A transcodificação pode ser feita seguindo os passos do seguinte exemplo:

Ao construir um gráfico no programa Excel, por exemplo, seleciona-se a ilustração e, no menu Editar, clica-se no comando Copiar. Abre-se um arquivo novo no programa Corel Draw e, no menu Editar, seleciona-se o comando Colar Especial. Imediatamente será aberta uma janela, em que será selecionada a opção Figura (meta-arquivo avançado), Figura 7.

Figura 7. Transcodificação de arquivos para o programa Corel Draw.

Dessa forma, o gráfico será transcodificado, podendo ser modificados os textos, as cores, etc. As retículas também podem ser retiradas, ficando a figura só com as linhas de contorno (Figura 8).

Figura 8. Ilustração transcodificada: gráfico trazido de uma planilha eletrônica para o Corel Draw, sem tratamento (A); gráfico com retículas em padrão CMYK para saída digitalizada, trazido de uma planilha eletrônica para o Corel Draw, com tratamento (B); e gráfico só com contorno trazido de uma planilha eletrônica para o Corel Draw, com tratamento (C).

Ilustração: Carlos Eduardo Felice Barbeiro

 

Redução e ampliação de imagens e objetos no computador

A aplicação dos pontos da diagonal no computador segue os mesmos princípios da marcação da proporção da imagem desenhada no papel. Esses pontos servem de referência para o cálculo do espaço a ser ocupado pelas imagens, na proporção do original. Quando a redução ou a ampliação é aplicada pelos pontos laterais – da base ou de cima –, a forma da imagem fica distorcida (Figura 9).

Figura 9. Redução e ampliação de imagens e objetos no computador.

 

Imagens escaneadas de originais impressos

As imagens devem ser digitalizadas em escâner com resolução superior a 9.000 DPI. O escaneamento de imagens deve ser feito com resolução de 300 DPI e no mesmo tamanho a ser utilizado na publicação. As ilustrações escaneadas em tamanho reduzido – com resolução de 300 DPI –, quando ampliadas, perdem resolução. Por isso, devem ser escaneadas no mesmo tamanho ou em tamanho maior do que aquele que será utilizado na publicação (Figura 10).

Imagens escaneadas em baixa resolução (72 DPI) não poderão ser transformadas para alta resolução e, por isso, não apresentarão resultado igual a uma imagem escaneada em alta resolução.

Figura 10. Imagem escaneada de original impresso em baixa resolução (A) e a mesma imagem redesenhada no programa Corel Draw (B).
Fonte: Adaptado de Silva e Abdon (1998 citado por Silva, 2000).

Ilustrações escaneadas de impressos gráficos não servem para impressão gráfica, porque perdem a qualidade gráfica (efeito moiré), assim como imagens originadas de vídeo ou mesmo da internet, por serem de baixa resolução. Fotografias tiradas em máquina digital de baixa resolução também não oferecem bons resultados, além de registrarem a imagem no padrão de cores RGB, utilizado para vídeo ou internet (Figura 11).

Moiré – Efeito óptico produzido pela superposição de duas ou mais retículas, caracterizado por variadas formas geométricas, que torna a imagem ondeada, confusa e sem definição.

Figura 11. Comparação de fotografia escaneada em baixa resolução (72 DPI) (A) com fotografia escaneada em alta resolução (300 DPI) (B).

Foto: Carlos Eduardo F. Barbeiro

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