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O processo e o fluxo editorial

Noções e técnicas para produção gráfica

Etapas do processo ofsete

Provas gráficas

As provas são impressões preliminares, que podem servir como parâmetro para a impressão gráfica ou para a comparação com os originais, como no caso da prova de leiaute, e visam à conferência para verificar eventuais erros ou falhas.

Prova digital gráfica

Prova obtida diretamente do arquivo final da obra, sem necessidade da gravação de chapas pelo sistema computer-to-Plate (CtP).

Tecnicamente, os processos de prova e a impressão gráfica possuem diferentes formas de reproduzir as mesmas cores. Por isso, é importante saber se a prova estará simulando o processo de impressão final.

Requisitos para a prova gráfica

Consistência

Prova que não sofre alteração de cores entre o período de confecção e o uso final.

Repetibilidade

Capacidade do dispositivo de saída do equipamento de reproduzir o mesmo resultado em tempos diferentes.

Substratos (papéis) para provas

Existe uma infinidade de tipos de substratos à disposição do mercado, mas são poucos os que realmente atendem aos requisitos para produção de prova. Os problemas mais comuns são: aceitação das tintas, falta ou excesso de porosidade, brilho e branco do substrato.

Tintas para provas

Informe-se se as tintas são indicadas pelo fabricante ou fornecedor da solução de provas. A prova a ser enviada para a gráfica deve conter uma escala de cores, com estepes das matizes em 10%, 25%, 50% (ou 40%), 75% (ou 80%) e 100% para as quatro cores individuais (CMYK), e exemplos de sobreposição.

Prova de leiaute

É utilizada em design para elaboração de provas de leiaute ou de peças únicas, como no caso do plotter, do processo a jato de tinta líquida ou tinta sólida e do processo a laser (processo digital). Em caso de publicações que possuem páginas, como livros, revistas, etc., esse tipo de prova já pode ser requerido com as páginas montadas no formato original.

Cores

São muitas as possibilidades de uso da cor em um trabalho impresso. Devem ser analisados, porém, os aspectos funcionais e financeiros decorrentes do seu emprego, pois o uso de cores encarece o produto final. As cores devem ser utilizadas para contribuir com o aumento da legibilidade, ajudando na estruturação visual dos textos e dando mais clareza ao conjunto. A policromia é o resultado da impressão com as quatro cores básicas: ciano, magenta, amarelo e preto (Figuras 12 a 15). Todas as cores de uma foto, por exemplo, são separadas em quatro filmes por um escaneador. Quando as quatro cores forem impressas, umas sobre as outras, resultarão na reprodução da foto com as mesmas cores do original.

Figura 12. Exemplo de retícula com as cores puras do padrão CMYK (C = Ciano; M = Magenta, Y = Amarelo e K = Preto).

A escala de cores abaixo é apenas uma referência, com resultados relativamente próximos aos obtidos com a mistura de cores no padrão CMYK, visualizados na tela de computadores. Para escolher as cores a serem utilizadas em um trabalho a ser impresso em gráfica, baseie-se sempre numa escala de cores também impressa em gráfica.

Figura 13. Exemplo de combinação de duas cores do padrão CMYK.

Figura 14. Exemplo de combinação de três cores do padrão CMYK.

Figura 15. Exemplo de combinação de quatro cores do padrão CMYK.

As cores são especificadas por número de entradas na máquina, na frente e no verso. Por exemplo, um trabalho impresso nos dois lados do papel, em policromia na frente e em duas cores no verso, é especificado como impresso em 4/2 cores, quatro na frente e duas no verso.

Chapa e gravação

Para imprimir em ofsete, é necessário utilizar uma chapa metálica, na qual estão gravados a foto, o desenho ou o texto que vai ser impresso.

Para cada cor impressa, é preciso usar uma chapa diferente, somente com aquela parte gravada. As técnicas usadas para gravar uma chapa são semelhantes às da fotografia e revelação. Algumas variantes, como o grau de exposição à luz, podem alterar os resultados da gravação.

Atualmente, a gravação de chapa é feita diretamente do computador para a chapa impressora. Esse processo, denominado computer-to-Plate (CtP), baseia-se na conversão da informação digital (arquivo em PDF contendo textos, fotos e ilustrações), utilizando a tecnologia a laser para gravação das chapas de impressão a partir de uma máquina digital. O CtP reduz o tempo de produção e aumenta a qualidade do produto final.

 

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