Carlos Alberto dos Santos

Carlos Alberto dos Santos nasceu em São Luís, capital do Maranhão, no dia 5 de novembro de 1944. Um dos seis filhos de José Mário Cunha dos Santos e Maria do Rosário Santos, sempre teve sua vida relacionada à agricultura. Na sua infância, trabalhava com seu irmão com  poedeiras.  Em  1967, se formou em agronomia, pela Universidade Federal Rural da Amazônia, em Belém, Pará.  Fez mestrado em Zootecnia, na Universidade Federal de Viçosa, na cidade que tem o mesmo nome, em Minas Gerais, em 1970. Fez várias especializações: em 1971, fez  especialização para Professor Universitário, na Universidade de Brasília; em 1973, especialzou-se em  Sistemas Integrados de Pesquisa em Produção Animal, e, em 1984, em Gestão de Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento.

Começou sua carreira como engenheiro-agrônomo em 1968, no Departamento Nacional de Produção Animal, do Mininistério da Agricultura (DNPA/MA) e, no mesmo ano, prestou serviços técnicos especializados no acompanhamento da programação de bovinos e bubalinos. No ano seguinte, em 1969, ministrou aulas de Nutrição Animal, na Universidade de Viçosa.

Sua saga na Embrapa começou em Brasília, no próprio nascimento da Empresa. Carlos Alberto veio para a cidade trabalhar como colaborador na Universidade de Brasília, na área de engenharia agronômica, ministrando aulas de Zootecnia. Paralelamente, Carlos Alberto também atuava como membro da Comissão Especial de Alto Nível (Cean), do Ministério da Agricultura, que na época trabalhava para a transição do  Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária (DNPEA) para a Embrapa.

Apesar de sempre ter se envolvido com o setor da agricultura, Carlos Alberto também se especializou no setor de ciência e tecnologia,  área de grande interesse, tanto que no começo de sua carreira na Embrapa, em 1974, trabalhou como pesquisador no desempenho da função de Analista de Informação Técnico-Científica. Logo depois, em 1976, elaborou uma linha de pesquisa e desenvolvimento sobre nutrição e alimentação de bovinos e avaliação de forragens, Embrapa Cerrados.

Assumiu, em 1980, o cargo de  membro da Coordenação de Comunicação Técnico-Científica e do Comitê Local de Publicações da Embrapa Cerrados, ocupando ambos os cargos até 1983. Depois, tornou-se presidente da Empresa Maranhense de Pesquisa Agropecuária (Emapa)), que na época era ligada à Embrapa, permanecendo no cargo até 1987.  Nesse mesmo período, Carlos Alberto trabalhou como membro titular do Conselho Técnico-Administrativo da Emater/MA; membro-titular do Conselho Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão; membro titular do Colegiado Estadual de Controle do Bicudo do Algodoeiro; representante da Embrapa no Programa de Municipalização da Agricultura no Estado do Maranhão; membro suplente do Conselho Fiscal da Ceasa/MA; e  procurador da Embrapa no Estado do Maranhão.

Mudou-se para Juiz de Fora, MG, e lá começou a trabalhar na Embrapa Gado de Leite, ainda em 1987, onde está até hoje. Sua área de atuação na Unidade é de Nutrição Animal e Sistema de Produção, mas em virtude de seu interesse por outras áreas, Carlos Alberto também integra grupos de transferências de tecnologia, inclusive fazendo um estudo dentro dessa linha.

Nesse meio tempo, Carlos Alberto viajou para a África, mais precisamente para Angola, atendendo convite da Embrapa, o que o fez adiar a tão sonhada aposentadoria. Seu trabalho consiste na elaboração de um centro de pesquisas para o setor administrativo.

Carlos Alberto, com 35 anos de serviço à Embrapa, apesar do trabalho na África, ainda pensa em se aposentar no fim do ano, pois acredita que é hora de abrir espaço para gente nova, como abriram oportunidades para ele em outras épocas.

Outro motivo especial para a aposentadoria seria a paixão pela música. Quer aprender a tocar saxofone com o filho que é músico da Orquestra Sinfônica de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Mas Carlos Alberto não se afastará de sua área de atuação após sua retirada. Continuará trabalhando ou no desenvolvimento de pesquisa, ou dando aulas para os mais novos.