Gerenciamento de Resíduos de Campos Experimentais

Dentre os resíduos de campos experimentais, os que requerem maior atenção desse grupo são os resíduos de agroquímicos e suas embalagens. O preparo e aplicação de caldas nos experimentos de campo é planejado para não reste nenhuma quantidade de produto após a aplicação. Para isso, os equipamentos são calibrados em conformidade com as solicitações e as recomendações do fabricante e recebem manutenção preventiva e corretiva. Os pequenos volumes restantes de aplicação em experimentos são aplicados em áreas em pousio definidas pelo Setor de Campos Experimentais, restando muito pouco material para lavagem. Os efluentes de lavagem dos tanques de pulverizadores, possuindo concentrações já muito baixas de agroquímicos, são coletadas em um tanque impermeabilizado com concreto, onde esses resíduos sofrem fotodegradação.
 
Um grande esforço tem sido feito para implementar, sempre que possível e compatível com os experimentos em andamento, o manejo integrado de pragas (MIP), fazendo uso de práticas que possibilitem reduzir o uso de agroquímicos, como monitoramento com armadilhas, controle biológico e manejo cultural.
 
No que se refere às embalagens de agroquímicos, uma vez esvaziadas elas recebem tríplice lavagem e são perfuradas para evitar reutilização, conforme regulamentos técnicos vigentes. Anualmente, essas embalagens são encaminhadas a uma Central de Recolhimento, vinculada ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV). O número de embalagens destinadas nos últimos anos foi 671, 540 e xx unidades em 2011, 2012 e 2013 respectivamente.
 
Os agroquímicos que eventualmente atingem a data de validade antes de serem totalmente consumidos são armazenados separadamente dos produtos em uso, interditados por técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e recolhidos pelos fabricantes. Desde 2011, foram interditados cerca de 200 litros de agroquímicos vencidos, que estão sendo recolhidos gradativamente por seus respectivos fabricantes.
 
Uma outra ação, essa de caráter gerencial, que tem promovido a redução na geração dos resíduos supracitados (embalagens vazias e agroquímicos vencidos) é a aquisição programada de agroquímicos de acordo com o estoque e com a previsão de experimentos definidos pela pesquisa. Nesse processo, a capacidade das embalagens é definida em função da demanda da dosagem dos produtos, os produtos são adquiridos com formulações mais concentradas e é exigido que cada produto possua, na entrega, validade de no mínimo 75% do tempo total de validade do produto.
 
Um passivo ambiental que a Unidade possuía há mais de 20 anos foi eliminado no final de 2011. Tratava-se de cerca de 50 toneladas de resíduos de demolição de um antigo depósito de agroquímicos que incendiou-se e estavam armazenados em uma caixa d'água desativada em uma área isolada da fazenda experimental. Os resíduos, que representavam risco de contaminação do solo e do lençol freático por agroquímicos, foram removidos para um aterro Classe I por empresa especializada.