OLHARES PARA 2030

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Rodrigo Rollemberg

Rodrigo Rollemberg

Brasília – futuro polo de conhecimento e inovação para o mundo tropical

Alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

SDG 4 - Quality education SDG 9 - Industry, innovation and infrastructure

Brasília investe na biotecnologia com a convicção de que será o futuro polo do conhecimento e inovação para o mundo tropical, e o impacto do direcionamento desses recursos terá como resultado a diversificação da estrutura produtiva do Distrito Federal.

A cidade reúne as condições objetivas para alcançar essas metas: é a sede das principais agências de financiamento de ensino e pesquisa do país, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e onde existem mais de 50 instituições de ensino superior, além da presença marcante da sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de elevado conceito e reconhecida competência no cenário mundial. Segundo dados da Plataforma Lattes, em 2015 o Distrito Federal possuía 4.641 doutores, dos quais 1.114 são da área de ciências agrárias. Isso revela uma excelente estrutura de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), ingredientes fundamentais em um processo de inovação industrial. O Distrito Federal possui outra vantagem competitiva: os seus recursos naturais, em que se destaca o Berço das Águas, nascente das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), dono de uma rica biodiversidade, pouco explorada, do bioma Cerrado, o segundo da América do Sul.

Os investimentos em biotecnologia, um dos componentes da bioeconomia, vão dar suporte para o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal, em consonância com a previsão de impacto futuro da biotecnologia na economia mundial. Segundo estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2030 a biotecnologia ocupará lugar de destaque no Produto Interno Bruto (PIB) global, contribuindo com um valor estimado de 2,7%, sendo 50% da produção agrícola, por até 80% da farmacêutica e por 35% de produtos químicos e outros bens industriais.

A estratégia adotada pelo governo de Brasília para o desenvolvimento da bioeconomia, por intermédio da Secretaria Adjunta de Ciência Tecnologia e Inovação, definiu como prioridades o estabelecimento da Política Distrital de Ciência Tecnologia e Inovação – Inova Brasília; a Lei Distrital de Inovação e a implementação do Parque Tecnológico de Brasília – Bio Tic.

Inova Brasília

A Política Distrital de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) determina mecanismos de suporte ao desenvolvimento de tecnologias, produtos, processos e serviços nos setores da agropecuária, ambiental, ciências sociais e humanas, industrial e saúde humana e animal, além de estruturar mecanismos e diretrizes gerais para promover ações e programas no âmbito da CT&I. Até 2020 essas ações realizadas pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) contarão com recursos de 2% da receita corrente líquida do Distrito Federal (em 2016 foram R$ 19,8 bilhões). Com esse mecanismo, estamos ampliando os nossos investimentos, garantindo a regularidade dos recursos, e, o que é melhor, ampliando a qualidade desses investimentos, fazendo por meio de editais públicos, e não de convênios, muitas vezes questionados pelos órgãos de controle, o que permite uma participação, uma transparência e uma qualidade muito maior na aplicação desses recursos.

O grande desafio de Brasília é acelerar novos editais que abordem problemáticas que vivemos hoje no Distrito Federal, dar continuidade aos editais de startups, considerados fundamentais para a melhoria desse ambiente de inovação, e avançar definitivamente na implantação do parque tecnológico, que certamente fará a grande diferença no ambiente de inovação do DF.

O governo de Brasília está investindo em eventos considerados importantes para a ampliação e melhoria desse ambiente de inovação do Distrito Federal, como a Semana Nacional de CT&I e a Campus Party, que ocorreram em 2017 e serão, também, realizados em 2018. Da mesma forma, foi criada a RedeCiência, que conecta os ambientes de inovação e amplia a capacidade de difusão de CT&I no Distrito Federal. Além disso, o Planetário teve suas ações dinamizadas com a ampliação do número de filmes e sua difusão, e está em andamento o concurso para o projeto para construção do Museu de Ciência e Tecnologia.

As ações do Inova Brasília terão destaque especial com fomento por intermédio do Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (Fundap) e da FAPDF; relações com entidades de conhecimento e inovação; realização de cursos, palestras e eventos na área; criação de prêmios e certificados; e estímulo às startups e empresas de base tecnológica.

Foram instituídos o Sistema Distrital de Ciência, Tecnologia e Inovação (SDCTI) e o Fórum de Sustentação da Inovação (FSI), que terão como principal missão a preparação do Plano de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, com foco no curto, médio e longo prazo como prioridade de transformar a economia de Brasília em economia do conhecimento. Além de identificar os grandes desafios para atingir esse objetivo, o SDTCI e o FSI deverão desenhar estratégias baseadas nos conteúdos tecnológicos locais e nas aptidões dos mercados interno e internacional, além da competitividade industrial e da agricultura.

O sistema será composto por representantes do governo e por entidades da sociedade civil, como organizações não governamentais ligadas à área e a universidades. Entre as atribuições está a identificação dos diversos atores e iniciativas, públicos e privados, que compõem o ambiente de ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal e o incentivo à captação de recursos para o setor.

O Fórum de Sustentação da Inovação (FSI) deverá deliberar sobre os objetivos definidos pelo Inova Brasília, apresentar sugestões de ações e programas e subsidiar o Conselho de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal. Ele terá participação de representantes da sociedade civil escolhidos por meio de chamamento público.

Projeto de Lei Distrital de Inovação

A inovação tem um significado da maior importância para os gestores da economia do conhecimento porque agrega valor à produção, estimula a competitividade, gera empregos qualificados e incorpora no sistema produtivo tecnologias de ponta e modernas práticas de gestão. O Projeto da Lei Distrital de Inovação dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica e à inovação no ambiente produtivo, aproximando os ambientes da academia, empresas e governo, antes apartados, para que atuem de uma maneira coordenada, cooperativa e sinérgica para o desenvolvimento do empreendedorismo, geração de riqueza e renda.

O projeto de lei, disponibilizado para sugestões na internet, foi debatido com a Federação das Indústrias de Brasília (Fibra), Federação do Comércio de Brasília (Fecomércio), Universidade de Brasília (UnB) e FAPDF e recebeu inúmeras sugestões de diversas instituições de CT&I, incluindo a Embrapa e universidades, antes de ser encaminhado à Câmara Legislativa, onde já foi objeto de audiência pública. A lei, quando aprovada, vai aproximar o setor produtivo, a academia e o governo, alavancando a produção de conhecimento e permitindo uma utilização mais eficaz dos recursos priorizados para o setor.

Entre outros aspectos, está em discussão os estímulos ao estabelecimento de ambientes especializados e cooperativos de inovação;  a participação das instituições de CT&I-DF e FAPDF ao processo de inovação; e fomente ao inventor para que participe do processo inventivo.

Parque Tecnológico de Brasília – BioTic

O Distrito Federal possui estruturas e ambientes de inovações tecnológicas já desenvolvidas, e o Parque Tecnológico de Brasília – BioTic será uma infraestrutura à disposição de pesquisadores e empreendedores para a inovação. Um agente de inovação se ocupará da dinamização do ecossistema de inovação, estruturando as relações com as incubadoras de empresa, aceleradoras e investidores. Atualmente, o Distrito Federal já conta com várias incubadoras de Empresas, incluindo a Casulo, Uniceub, ITEC – UCB, Multincubadoras – CDT/UnB e Economia Solidária – IFB e a Rede Startup de Brasília. As incubadoras e aceleradoras de empresas são elementos-chave no processo de inovação, pois facilitam e tornam mais ágil o desenvolvimento de micro e pequenas empresas emergentes, oferecendo suporte técnico, gerencial, formação complementar ao empreendedor e oportunidades de financiamento.

A área do Parque Tecnológico de Brasília – BioTic é de 1.030.562 m3 e será juma estrutura produtiva de interação diversificada entre o setor privado, academia e governo, contendo serviços de base científico-tecnológica, com tratamento especial para os setores de planejamento e desenvolvimento de empresas e das startups. A empresa Biotic S.A., subsidiária da Terracap, está sendo criada para gerenciar o Lote 1 do BioTic, local previsto para a instalação dos centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação das empresas.

Atualmente, o Colegiado de Governança do BioTic tem se ocupado com a estruturação do Parque, a promoção de ações junto ao ecossistema de inovação e o estabelecimento de um ambiente onde oferta, demanda, investidores, governo e sociedade constituam uma parceria criando um espaço favorável ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.

O edifício-sede da Governança e da FAPDF, que se encontra em final de construção, terá espaços para abrigar parceiros estratégicos e infraestrutura de salas, auditórios e apoio. Além do Colegiado de Governança e da FAPDF, estrutura será ocupada também por várias instituições/órgãos ligados ao processo de inovação, pelo agente de inovação e startups.

O Parque Tecnológico BioTic é a ponta de lança dos esforços de inovação do Governo, ancorado na Política Distrital de CT&I – Inova Brasília e na Lei Distrital de Inovação. A geração de produtos, processos e serviços tendo como base os recursos do bioma Cerrado e o conhecimento contribuirá para o desenvolvimento sustentável, a geração de riquezas, o empreendedorismo e a diversificação da estrutura produtiva do DF, hoje, largamente dependente do comércio e dos serviços.

Rodrigo Rollemberg

Governo do Distrito Federal

Rodrigo Rollemberg é filho de Teresa Sobral Rollemberg e do ex-ministro e ex-deputado federal Armando Leite Rollemberg. É casado com Márcia e pai de três filhos: Gabriela, Ícaro e Pedro Ivo. De uma família de 14 irmãos, chegou a Brasília em 1960. Formado em História pela Universidade de Brasília UnB, iniciou a atividade política no movimento estudantil, participando ativamente do processo de reconstrução da UNE. É filiado ao PSB, seu único partido, desde 1985.

Foi duas vezes deputado distrital (1995 a 1996 e de 1999 a 2002), secretário de Turismo (janeiro de 1996 a abril de 1998), candidato a governador (2002), secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia (2004 a 2006), deputado federal (2007 a 2010) e senador (2011 a 2014). É o atual governador do Distrito Federal, eleito com 812.036 votos.

No Governo do Distrito Federal, trabalha desde o primeiro dia por um governo comprometido com os interesses da população e marcado pela austeridade, transparência, diálogo, ética e honestidade. Defende uma gestão baseada na estipulação de metas e no acompanhamento de resultados, evitando o desperdício e o mau gasto do dinheiro público.