InterPIG



Índice desta página:
Resultados InterPIG 2010
Caracterização dos coeficientes técnicos
Preços de mercado
Custos de produção
Posição do Brasil frente aos países da rede InterPIG

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Resultados InterPIG 2010 (topo)

Esta seção contém os resultados do InterPig para o ano de 2010, os quais foram apresentados e debatidos por cada país membro no encontro anual de 2011, realizado na cidade de Dublin, Irlanda, entre os dias 27 e 29 de junho. A instituição organizadora foi a Autoridade Irlandesa para o Desenvolvimento da Agricultura e da Alimentação (Teagasc). O Brasil foi caracterizado com dados dos Estados de Santa Catarina (SC) e Mato Grosso (MT).


Caracterização dos coeficientes técnicos (topo)

Em todos os países produtores de suínos há grande diversidade de tipos de suinocultores. Entre os participantes da rede InterPig, há dois grandes grupos de países. De um lado, aqueles onde predomina a produção segregada, com produtores de leitões e terminadores em múltiplos sítios. Fazem parte deste grupo Brasil, Dinamarca, Espanha, EUA e Países Baixos. No outro grupo predominam os produtores em ciclo completo, com Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Grã Bretanha, Irlanda e Itália. Abaixo apresenta-se a escala de produção representativa nos países participantes.

A seguir, são apresentados os coeficientes técnicos que caracterizam a produção de suínos nesses países.

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Preços de mercado (topo)

Para fins de comparação internacional, deve-se utilizar uma mesma moeda para os preços de mercado. Nesse sentido, a rede InterPig utiliza o Euro como principal moeda de comparação, o que não impede que se utilize outras moedas, como o Dólar dos EUA ou mesmo o Real brasileiro. Nos quadros a seguir, são apresentados os preços de mercado pagos pelos suinocultores por insumos e fatores de produção, bem como o valor e a vida útil dos investimentos em granjas suinícolas nos países participantes. Também são apresentadas as taxas de câmbio e de juros nos países participantes.

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Custos de produção (topo)

Nesta seção são apresentados os custos de produção de suínos nos países participantes da rede InterPig, calculados a partir dos coeficientes técnicos e preços de mercado acima descritos. A seguir, são apresentados os custos de produção em Euros para uma tonelada de carcaça suína fria e os custos de produção em Euros e Reais para uma tonelada de carcaça suína fria e para um quilograma de suíno vivo.



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Posição do Brasil frente aos países da InterPIG (topo)

Os custos de produção no Brasil são os menores dentre os países participantes da rede InterPig em 2010, sendo que apenas os custos no Canadá se aproximam dos brasileiros. O custo total em Santa Catarina é 24% inferior à média do grupo (ou 337 €/ton. equivalente carcaça fria), enquanto que em Mato Grosso é 30% inferior (ou 420 €/ton. equivalente carcaça fria). Todos os itens que compõem os custos de produção no Brasil são inferiores à média do grupo, exceto os insumos veterinários. Os itens de custo que mais influenciaram esta diferença foram alimentação, depreciação, mão de obra, custo de capital e energia, que explicam 81% da diferença em Santa Catarina e 91% da diferença em Mato Grosso.

A alimentação é o principal fator de competitividade na suinocultura brasileira, sobretudo na de Mato Grosso, que combina menores preços da ração e boa conversão alimentar. Santa Catarina perde competitividade na alimentação em relação a Mato Grosso e ao Canadá, que tem grãos a baixo custo assim como no Centro Oeste brasileiro. Pode-se afirmar que o custo com alimentação no Sul do Brasil é próximo ao dos países europeus mais competitivos como França (com a ração mais barata da Europa), Países Baixos e Dinamarca (alta produtividade das matrizes, baixa conversão alimentar e preço da ração igual à média do grupo).

Juntamente a Canadá e Espanha, o Brasil apresenta os menores valores de investimentos em instalações e equipamentos, o que determina menores custos com depreciação e capital, apesar de taxas de juros mais elevadas. Os países do Norte da Europa apresentam os maiores valores para investimento, com maiores custos de depreciação e capital. Os equipamentos e instalações no Brasil são menos intensivos em tecnologia e automação do que nos demais países, com maior uso do fator mão de obra, sobretudo na região Sul de base familiar, e menor consumo de energia (tanto para automação, quanto que para aquecimento).

A menor produtividade da mão de obra brasileira impacta negativamente na competitividade, mas é mais do que compensada pelas diferenças salariais com os demais países. É importante chamar a atenção para os Países Baixos e a Dinamarca, que pagam os mais altos salários entre os países do grupo (35% superiores à média europeia), mas tem os menores custos com mão de obra após Brasil e Espanha (esta com salários iguais à média europeia, mas também com alta produtividade). Isso ocorre porque a produtividade da mão de obra nestes três países é 36% superior à média europeia (inclusive Canadá) e 67% superior à média brasileira.

Os EUA não participaram da rede InterPig nos anos de 2010 e 2011, por isso não há estimativas para este país. A partir de estimativas da Iowa State University, pode-se afirmar que os seus custos de produção estejam próximos aos custos daqueles verificados no Brasil e no Canadá, e inferiores aos custos dos países europeus. De fato, a média para 2010 foi de 140 US$/cabeça de 270 libras, ou 1.181 €/ton. equivalente carcaça fria. A desvalorização do Dólar dos EUA frente às demais moedas também deve ter influenciado fortemente a competitividade daquele país.