InterPIG


 


Índice desta página:
Resultados InterPIG 2012
Caracterização dos coeficientes técnicos
Preços de mercado
Custos de produção
Posição do Brasil frente aos países da rede InterPIG em 2012
Considerações finais
Bibliografia

(voltar à página inicial da InterPIG)


Resultados InterPIG 2012 (topo)

Esta seção contém os resultados da rede InterPig para o ano de 2012, os quais foram apresentados e debatidos por cada país membro no encontro anual de 2013, realizado na cidade de Stansted, Inglaterra, nos dias 25 a 27 de junho. A instituição organizadora foi a BPEX, divisão especializada em suínos do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura da Grã Bretanha (Agriculture and Horticulture Development Board, AHDB).


Caracterização dos coeficientes técnicos (topo)

Em todos os países produtores de suínos há grande diversidade de tipos de suinocultores. Entre os participantes da rede InterPig, há dois grandes grupos de países. De um lado, aqueles onde predomina a produção segregada, com produtores de leitões e terminadores em múltiplos sítios. Fazem parte deste grupo Brasil, Dinamarca, Espanha, EUA e Países Baixos. No outro grupo predominam os produtores em ciclo completo, com Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália e República Tcheca. Abaixo apresenta-se a escala de produção representativa nos países participantes.

A seguir, são apresentados os coeficientes técnicos que caracterizam a produção de suínos nesses países.










(Para ver as imagens em tamanho real: no Mozilla Firefox, clique com o botão direito do mouse
sobre as imagens
e escolha "exibir imagem". No Google Chrome, clique com o botão direito do mouse
sobre as imagens
e escolha "abrir imagem em uma nova guia".)


Preços de mercado (topo)

Para fins de comparação internacional, deve-se utilizar uma mesma moeda para os preços de mercado. Nesse sentido, a rede InterPig utiliza o Euro como principal moeda de comparação, o que não impede que se utilize outras moedas, como o Dólar dos EUA ou mesmo o Real brasileiro. Nas figuras abaixo são apresentados os preços de mercado pagos pelos suinocultores por insumos e fatores de produção, bem como o valor e a vida útil dos investimentos em granjas suinícolas nos países participantes. Também são apresentadas as taxas de câmbio e de juros nos países participantes.












(Para ver as imagens em tamanho real: no Mozilla Firefox, clique com o botão direito do mouse
sobre as imagens
e escolha "exibir imagem". No Google Chrome, clique com o botão direito do mouse
sobre as imagens
e escolha "abrir imagem em uma nova guia".)

 


Custos de produção (topo)

Nesta seção são apresentados os custos de produção de suínos nos países participantes da rede InterPig, calculados a partir dos coeficientes técnicos e preços de mercado acima descritos. A seguir, são apresentados os custos de produção em Euros para uma tonelada de carcaça suína fria e os custos de produção em Euros e Reais para uma tonelada de carcaça suína fria e para um quilograma de suíno vivo.













(Para ver as imagens em tamanho real: no Mozilla Firefox, clique com o botão direito do mouse
sobre as imagens
e escolha "exibir imagem". No Google Chrome, clique com o botão direito do mouse
sobre as imagens
e escolha "abrir imagem em uma nova guia".)

 


Posição do Brasil frente aos países da InterPIG em 2012 (topo)

Os custos de produção no Estado de Mato Grosso são os menores entre os países da rede InterPig, seguidos de EUA, Canadá e pelo Estado de Santa Catarina (Figuras 7 e 8 e Tabelas 2 a 5). O custo total em Santa Catarina foi 11% inferior à média do grupo (ou 161 €/t equivalente carcaça fria), enquanto que em Mato Grosso foi 33% inferior (ou 490 €/t equivalente carcaça fria). Todos os itens que compõem os custos de produção no Brasil são inferiores à média do grupo, exceto os insumos veterinários e, em Santa Catarina o custo de capital de giro, e em Mato Grosso o custo da energia elétrica (Tabela 6). Para o Estado de Mato Grosso, os itens de custo que mais influenciaram esta diferença foram alimentação, depreciação e mão de obra, que explicam 96% da diferença (Figura 11). Para o Estado de Santa Catarina, os itens de custo que mais influenciaram esta diferença foram depreciação, mão de obra e energia elétrica (Figura 11).




A alimentação mantém-se como o principal fator de competitividade na suinocultura de Mato Grosso, mas EUA e Canadá também apresentaram custos com alimentação baixos em relação aos demais países que compõem a rede InterPig. Santa Catarina perde competitividade na alimentação não apenas em relação a Mato Grosso, EUA e Canadá, que têm grãos a baixo custo, mas também em relação aos países europeus mais competitivos, como Países Baixos e Dinamarca (alta produtividade das matrizes, baixa conversão alimentar e preço da ração igual à média do grupo), ou França e Áustria (suprimento de milho feito pelo próprio suinocultor, com uso de dejetos como fertilizante).

O Brasil também apresenta os menores valores de investimentos em instalações e equipamentos, o que determina menores custos com depreciação e capital, apesar de taxas de juros mais elevadas. Os países do Norte da Europa apresentam os maiores valores para investimento, com maiores custos de depreciação e capital. Os equipamentos e instalações no Brasil são menos intensivos em tecnologia e automação do que nos demais países (em função dos valores apresentados e, também, a partir da descrição dos sistemas produtivos feita pelos membros da rede InterPig), com maior uso do fator mão de obra, sobretudo na região Sul, de base familiar, e menor consumo de energia (tanto para automação, quanto para aquecimento).

A menor produtividade da mão de obra brasileira impacta negativamente na competitividade, mas é mais do que compensada pelas diferenças salariais com os demais países (Tabelas 7 e 8).

Por fim, deve-se prestar atenção aos custos de produção apresentados pela suinocultura da República Checa, que representa os países do Leste Europeu. Apesar de apresentar um custo total elevado quando comparado à média do grupo de países da rede InterPig, há espaço para ganhos de produtividade (Quadros 3 e 4) que podem no futuro trazer vantagem competitiva para a suinocultura deste país, que apresenta preços de ração, mão de obra e instalações inferiores à média europeia e próximos ao padrão brasileiro.


Considerações finais (topo)

A participação da Embrapa Suínos e Aves na rede InterPig é importante porque permite o uso de uma metodologia padronizada para calcular os custos de produção e compará-los internacionalmente. Mais importante do que isso é a cooperação e construção de canais de interlocução com instituições de pesquisa de outros países capazes de articular uma rede voltada à análise da competitividade na suinocultura. Do ponto de vista dos resultados, foi possível descrever a posição de liderança da suinocultura de Mato Grosso, seguida por EUA e Canadá e, em menor medida, por Santa Catarina e os países europeus mais eficientes.

 


Bibliografia (topo)

AGRINESS. Melhores da suinocultura Agriness 2011-2012. Florianópolis, [2012]. 1 folder.
AMARAL, A. L. do (Coord.). Boas práticas de produção de suínos. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2006. 60 p. (Embrapa Suínos e Aves. Circular Técnica, 50).
Embrapa Suínos e Aves. IV plano diretor da Embrapa Suínos e Aves 2008 - 2011. Concórdia, 2009. 39 p.
MIELE, M.; DOS SANTOS, J. I. dos.; MARTINS, F. M.; SANDI, A. J.; SULENTA, M. Custos de produção de suínos em países selecionados, 2010. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2011. 21 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 499).
MIELE, M.; DOS SANTOS, J. I. dos.; MARTINS, F. M.; SANDI, A. J.; FRIGO, C. Custos de produção de suínos em países selecionados, 2011. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2013. 20 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 509).