InterPIG


 


Índice desta página:
Resultados InterPIG 2014
Caracterização dos coeficientes técnicos
Preços de mercado
Custos de produção
Posição do Brasil frente aos países da rede InterPIG em 2014
Considerações finais
Bibliografia

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Resultados InterPIG 2014 (topo)

Esta seção contém os resultados da rede InterPIG para o ano de 2014, os quais foram apresentados e debatidos por cada país membro no encontro anual de 2015, organizado pela Embrapa Suínos e Aves em parceria com a empresa Agriness, e que ocorreu em Florianópolis, nos dias 22 e 23 de junho, seguido de visitas a campo em Braço do Norte, SC, no dia 24 de junho, e em Sorriso, MT, no dia 25 de junho.


Caracterização dos coeficientes técnicos (topo)

Em todos os países produtores de suínos há grande diversidade de tipos de suinocultores. Entre os participantes da rede InterPIG, há dois grandes grupos de países. De um lado, aqueles onde predomina a produção segregada, com produtores de leitões e terminadores em múltiplos sítios. Fazem parte deste grupo Brasil, Dinamarca, Espanha, EUA e Países Baixos. No outro grupo predominam os produtores em ciclo completo, com Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália e República Checa. Na Tabela 1, apresenta-se a escala de produção representativa nos países participantes.

A seguir, são apresentados os coeficientes técnicos que caracterizam a produção de suínos nesses países.




 



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Preços de mercado (topo)

Para fins de comparação internacional, deve-se utilizar uma mesma moeda para os preços de mercado. Nesse sentido, a rede InterPIG utiliza o Euro como principal moeda de comparação, o que não impede que se utilize outras moedas, como o Dólar dos EUA ou mesmo o Real brasileiro. Nas Figuras 4 a 6 e nos Quadros 5, 6 e 7, a seguir, são apresentados os preços de mercado pagos pelos suinocultores por insumos e fatores de produção, bem como o valor e a vida útil dos investimentos em granjas suinícolas nos países participantes. Também são apresentadas as taxas de câmbio e de juros nos países participantes.











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Custos de produção (topo)

Nesta seção, são apresentados os custos de produção de suínos nos países participantes da rede InterPIG, calculados a partir dos coeficientes técnicos e preços de mercado acima descritos. A seguir, são apresentados os custos de produção em Euros para uma tonelada de carcaça suína fria e os custos de produção em Euros e Reais para uma tonelada de carcaça suína fria e para um quilograma de suíno vivo.













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Posição do Brasil frente aos países da InterPIG em 2014 (topo)

Os custos de produção no Estado de Mato Grosso mantêm-se como os menores entre os países da rede InterPIG, seguido de EUA, Canadá e o Estado de Santa Catarina (Figuras 7 e 8 e Tabelas 2 a 5). O custo total em Santa Catarina foi 17% inferior à média do grupo (ou 268 €/t equivalente carcaça fria), enquanto que em Mato Grosso foi 33% inferior (ou 507 €/t equivalente carcaça fria).

Todos os itens que compõem os custos de produção no Brasil foram inferiores à média do grupo, exceto os insumos veterinários (sobretudo em Mato Grosso) e, em Santa Catarina o custo de capital de giro e a alimentação (Tabela 6).

Para o Estado de Mato Grosso, os itens de custo que mais influenciaram esta diferença foram alimentação, depreciação e mão de obra, que explicam 86% da diferença (Figura 11). Para o Estado de Santa Catarina, os itens de custo que mais influenciaram esta diferença foram depreciação, alimentação e mão de obra, que explicam 75% da diferença (Figura 11).

Outro fator determinante para a liderança brasileira em custos em 2014 foi a desvalorização do Real frente ao Euro em 8,6% (desde 2012 a desvalorização acumulada foi de 24,3%).



A alimentação mantém-se como o principal fator de competitividade na suinocultura de Mato Grosso, mas EUA, Canadá e Santa Catarina também apresentaram custos com alimentação baixos em relação aos demais países que compõem a rede InterPIG. Santa Catarina perde competitividade na alimentação em relação a Mato Grosso, e apresentou os custos semelhantes a EUA e Canadá, que têm grãos a baixo custo, mas perderam competitividade devido à desvalorização do Real.

O Brasil também apresenta os menores valores de investimentos em instalações e equipamentos, o que determina menores custos com depreciação e capital, apesar de taxas de juros mais elevadas. A seguir se apresenta as diferenças nos coeficientes técnicos e nos preços de mercado quando se compara Santa Catarina e Mato Grosso com a média dos países da rede InterPIG em 2013 (em %).


Considerações finais (topo)

A participação da Embrapa Suínos e Aves na rede InterPIG é importante porque permite o uso de uma metodologia padronizada para calcular os custos de produção e compará-los internacionalmente.

Mais importante do que isso é a cooperação e construção de canais de interlocução com instituições de pesquisa de outros países capazes de articular uma rede voltada à análise da competitividade na suinocultura.

Do ponto de vista dos resultados, foi possível descrever a posição de liderança da suinocultura de Mato Grosso, seguida por Santa Catarina, sendo que o câmbio foi fator decisivo na ampliação dos diferenciais de custos no Brasil frente aos demais países da rede InterPIG, sobretudo para a produção da região Sul.

 


Bibliografia (topo)

AGRINESS. Melhores da suinocultura Agriness 2013-2014. Florianópolis, [2014]. 1 folder.
AMARAL, A. L. do (Coord.). Boas práticas de produção de suínos. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2006. 60 p. (Embrapa Suínos e Aves. Circular Técnica, 50).
MIELE, M.; DOS SANTOS, J. I. dos.; MARTINS, F. M.; SANDI, A. J.; SULENTA, M. Custos de produção de suínos em países selecionados, 2010. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2011. 21 p. (Embrapa Suínos e Aves. Comunicado Técnico, 499).