Workshop - Nichos de mercado para o setor agroindustrial

O Evento

A Embrapa promove, em Belo Horizonte - MG, nos dias 01 e 02 de dezembro de 2015, o Workshop - Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial, coordenado pela Embrapa Produtos e Mercado. Este evento-âncora proporcionará o encontro dos participantes com representantes da PD&I, do poder público, da indústria e do varejo, e, por certo, se constituirá numa oportunidade para desdobramentos negociais em bases técnicas e legais. Clique nos ícones abaixo e saiba mais: 

MILHO ESPECIAIS – VERDE e DOCE

O milho é utilizado como insumo para diversos produtos finais, estando presente em mercados diferentes, com marcante presença na alimentação humana e animal.

O sistema agroindustrial do milho é constituído por importantes segmentos, sobressaindo-se dentre eles o segmento de distribuição para o consumidor final (atacado e varejo), situação em que enquadram-se o milho verde e o milho doce. 

A cultura do "milho verde" sempre foi uma tradição no Brasil e tornou-se uma alternativa de grande valor econômico para médios e pequenos agricultores, principalmente agricultores familiares, em razão do bom preço de mercado e da demanda pelo produto in natura.

Já o "milho doce", é um seguimento que tem crescido nos últimos anos, com tendência a aumentar, buscando conquistar o mercado para exportação e para o consumo in natura, sendo um importante nicho de mercado.

 

FARINHAS SEM GLÚTEN

O glúten é uma proteína que se encontra no trigo, aveia, centeio, cevada e malte. O trigo é a maior e mais consumida fonte de glúten representando 80% das suas proteínas e é composta de gliadina e glutenina. O glúten é responsável pela elasticidade da massa a base de farinha, o que permite sua fermentação, assim como a consistência elástica esponjosa dos pães e bolos.

Farinhas que não contém glúten: sorgo, amido de milho, fubá e as farinhas de: amaranto, quinoa, amêndoas, araruta, arroz branco, arroz integral, arroz moti, banana verde, grão de bico, milho branco ou araçá, trigo sarraceno, polvilho azedo, polvilho doce, tapioca e fécula de batata.

 

FARINHA DE SORGO (sem glúten)

O sorgo é uma espécie cujo uso, tanto na alimentação humana e animal, quanto na produção de combustíveis renováveis, está em expansão em todo o mundo, especialmente no Brasil, a partir dos anos 1970.

Na alimentação humana, há países em que o sorgo assume papel de grande importância, com volumes de consumo crescentes. No Brasil, um mercado em expansão, ao qual o sorgo se adequa perfeitamente, é o de alimentos saudáveis e sem glúten.

O interesse no uso desse cereal como alimento humano se deve, em especial, aos seguintes fatores:

a) Não possuindo glúten, é totalmente seguro para o desenvolvimento de alimentos para pessoas celíacas;

b) Tendo sabor neutro, é uma grande vantagem na indústria de alimentos;

c) Apresentam menor custo de produção, vislumbrando a possibilidade de redução dos custos na indústria alimentícia;

d) Apresenta uma variedade de compostos bioativos, com elevada capacidade antioxidante e com potencial para utilização em produtos com apelo funcional;

e) Sua farinha também pode compor produtos "convencionais", seja com farinhas brancas (utilizando farinha de sorgo branco) como dos produtos integrais (utilizando-se farinha de sorgo de coloração amarronzada).

Entretanto, a oferta de farinha de sorgo no país ainda é muito incipiente. Basicamente, o que é disponibilizado tem origem de importação e com alto custo. Caracteriza-se assim a oportunidade de instalação de empreendimentos que produzam e comercializem farinha de sorgo e outros derivados desse processamento, para o setor alimentício. Seja para preparo de alimentos sem glúten, funcionais, o grupo dos integrais, ou ainda em composição com outras farinhas para elaboração dos produtos "convencionais".

 

BIOFÁBRICAS PARA MIP

As Biofábricas para produção de organismos biológicos utilizados no controle de pragas têm merecido destaque, nicho de mercado que ganhou corpo no Brasil com a propagação da lagarta Helicoverpa armigera nas grandes culturas, como soja, milho e algodão. No caso do algodão, apenas na pluma, os prejuízos causados pela lagarta somaram R$ 10,7 bilhões. Como o País não tinha até então agrotóxicos específicos contra o inseto-praga autorizados para a comercialização, muitos produtores buscaram soluções "alternativas" para combater essa lagarta.

O uso de bioinseticidas possibilita diversos benefícios, como menor custo e risco (quando comparados aos agroquímicos) e colaboração para obtenção de alimentos mais saudáveis, dentre outras.

Face a esses benefícios, aliada à crescente demanda, há oportunidades de instalação de novas unidades de produção e distribuição, preferencialmente regionalizadas.

 

FLORESTAS NATIVAS

Ações negociais com base em ciência, para recomposição de passivos em áreas de florestas nativas, em atendimento ao Código Florestal: PD&I focadas em espécies nativas para os Biomas de Minas Gerais; ações para o desenvolvimento de novos arranjos e estratégias silviculturais, industriais e de preservação ambiental; licenciamentos; fiscalização; etc.

Em especial:

1) Coordenação/regulação das ações dos órgãos do poder executivo envolvidos com a cadeia produtiva de espécies florestais nativas:

A estruturação da cadeia produtiva de sementes e mudas de espécies florestais nativas, hoje inexistente, exigirá uma gestão permanente, exercida por algum colegiado e do controle e acompanhamento, exercida por algum agente regulador, para cumprimentos dos "passivos" confirmados, em acordo com as exigências previstas no Novo Código Florestal Brasileiro.

2) Estruturação de uma cadeia produtiva de sementes e mudas de espécies florestais nativas:

A partir da formalização do "negócio sementes/mudas de espécies florestais nativas", do fortalecimento dos diversos segmentos que participam desse "negócio" e de uma relação mais harmoniosa entre todos esses "elos", é esperado que se tenha formada e consolidada a "cadeia produtiva de sementes e mudas" pretendida, com convergência para todo o país, envolvendo empresas de pesquisa, órgãos públicos e os agentes da própria cadeia.

- Indústrias de processamento

- Empresas de alimentos

- Distribuidores

- Instituições de pesquisa

- Instituições de financiamento

- Profissionais

- Produtores

- Prestadores de serviço

- Instituições governamentais

- Instituições do terceiro setor

Geral:

Neste evento, buscar-se-á apresentar e discutir estudos de casos relativos aos segmentos de milho verde; de milho doce; de farinha de sorgo para uso na alimentação humana; de biofábricas, voltadas à produção de bioinseticidas, e ainda, de estruturação da cadeia produtiva de sementes e mudas de espécies florestais nativas.

 

Específicos:

- Identificar oportunidades comerciais e de cooperação técnica, criando alternativas de ampliação do mercado para os produtos e inserção de novos empreendedores nos diferentes segmentos discutidos;

- Divulgar as tecnologias, produtos, processos e serviços da Embrapa e dos participantes do evento, disponíveis para nichos de mercados específicos;

- Tratar/discutir as diferentes exigências legais e normativas, para os diversos produtos de interesse objeto do Workshop.

Programação

 

PROGRAMAÇÃO

Horário

TEMAS E PARTICIPANTES

08:00 – 08:15

Recepção aos Participantes

08:15 – 08:30

Abertura/divisão de trabalhos

08:30 – 09:20

Tema: Controle biológico e vantagens do MIP na conquista de novos negócios

09:20 – 10:20

 

Biofábricas como aceleradoras de novos negócios

- Organizações do segmento

- Modelo de negócios Embrapa

 

10:20 – 10:35

Intervalo

10:35 – 12:30

Biofábricas - debate negocial

 

- Empresas do segmento

- Instituições de pesquisa

- Instituições de financiamento

- Instituições públicas

- Produtores rurais

 

- Discussões, demandas, soluções e oportunidades

12:30 – 14:00

Intervalo para almoço

14:00 – 14:15

Abertura/divisão de trabalhos

14:15 – 15:30

 

Tema: Oportunidades oferecidas pelo novo Código Florestal Brasileiro para o mercado de sementes e mudas de espécies florestais nativas

 

- Código Florestal Brasileiro vigente e sua aplicabilidade em Minas Gerais  

-  Estimativa do Passivo Florestal em Minas Gerais e a demanda de sementes e mudas

- Programa Estadual Plantando o Futuro

 

15:30– 16:20

 

 Estruturação da cadeia produtiva de sementes e mudas de espécies florestais nativas

 

- Aspectos técnicos da Lei de Sementes e Mudas e sua aplicação no segmento de espécies florestais nativas

- Aspectos legais da Lei de Sementes e Mudas e sua aplicação no segmento de espécies florestais nativas

16:20 – 16:35

Intervalo

 

 

16:35– 18:00

 

 

 

Perspectivas para criação do "negócio de sementes e mudas de espécies florestais nativas" - debate negocial

 

- Viveiristas

- Prestadores de serviço

- Instituições de pesquisa

- Instituições de financiamento

- Instituições públicas

- Proprietários de terras e posses

 

 Discussões, demandas, soluções e oportunidades

 

   08:00 - 8:15

Recepção dos participantes

   08:15 - 08:30

Abertura/divisão de trabalhos

   08:30 - 10:20

  Tema: Oportunidades oferecidas pelo mercado de Milhos Especiais

  - Aspectos mercadológicos da cadeira produtiva de milho verde e milho doce

  - Mercado de milho verde in natura e de milho doce

 - Mercado de milho doce industrializado/enlatado

  - Logística de distribuição e comercialização dos produtos e opções de mercado no cinturão verde de Belo Horizontes

 

   10:20 - 10:35

Coffee Break

   10:35 - 12:30

         Sala 1

 

 

Mercado de milho verde – debate negocial

  - Produtores 

  - Empresas de alimentos

  - Distribuidores

  - Instituições de pesquisa

  - Instituições de financiamento

  - Produtores rurais

  Discussões, demandas, soluções e oportunidades

   10:35 - 12:30

         Sala 2

 

 

  Mercado de milho doce – debate negocial

  - Produtores

  - Industria de processamento

  - Distribuidores

  - Instituições de pesquisa  

- Instituições de financiamento

- Produtores rurais

Discussões, demandas, soluções e oportunidades

   12:30 - 14:00

Almoço

   14:00 - 14:15

Recepção dos participantes

   14:15 - 16:00

  Tema: Oportunidades para o mercado de farinha de sorgo na fabricação de produtos para alimentação humana – a farinha sem glúten

  - Uso da farinha de sorgo na fabricação de produtos para alimentação humana

  - Processamento de grãos de sorgo em farinha

  - Mercado potencial de farinha de sorgo

16:00 - 16:15

Coffee Break

16:15 - 18:00

  Farinha de sorgo na fabricação de produtos para alimentação humana – oportunidades de negócios – debate negocial

  - Produtores do grão de sorgo

  - Industria de processamento

  - Empresas de alimentos

  - Distribuidores

  - Instituições de pesquisa

- Instituições de financiamento

- Produtores rurais

  Discussões, demandas, soluções e oportunidades

18:00 - 18:15

  Encerramento do evento

 

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