O que são os riscos?

Considera-se como risco a ocorrência de eventos extraordinários com potencial de causar dano econômico exclusivamente à produção agrícola (dentro da porteira). Eventos com potencial de causar dano econômico especificamente nos demais elos da cadeia agrícola (antes e depois da porteira) não são considerados. Tendências, a exemplo do aquecimento global, e eventos recorrentes e/ou previsíveis, como a estiagem na região do semiárido, aqui denominadas por ameaças e limitações, respectivamente, não são considerados riscos, do ponto de vista deste trabalho. 

Riscos abordados

Refere-se a eventos climáticos (estiagem, chuva, inundação, vento. Granizo, geada, frente fria e afins) e/ou incêndios extraordinários, com potencial de causar prejuízo econômico à produção agrícola e pecuária. Eventos climáticos recorrentes e/ou previsíveis não são considerados riscos.

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Refere-se à ocorrência de eventos sanitários com potencial de causar dano à produção pecuária, como, por exemplo, um foco de qualquer problema sanitário com potencial de causar prejuízo econômico ao produtor rural.

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Refere-se à ocorrência de eventos sanitários extraordinários com potencial de causar dano à produção agrícola. Citam-se como exemplos o ataque da lagarta Helicoverpa armigera, enquanto desconhecida no Brasil e/ou um surto extraordinário e incontrolável de qualquer praga e/ou patógeno com dano econômico ao produtor rural. Eventos sanitários recorrentes e previsíveis, a exemplo da Ferrugem da Soja, mas não controlados, não estão sendo considerados riscos, nesta abordagem.

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Refere-se a danos causados à produção agrícola e pecuária em decorrência da escassez temporária e imprevisível e/ou o uso inadequado de qualquer um dos fatores de produção (insumos, máquinas e equipamentos, água, terra, capital, mão de obra e etc...). Cita-se como exemplos; i) a escassez temporária de mão de obra qualificada (desde a gerência até o operacional), de equipamentos e/ou de insumos; ii) o uso inadequado de uma tecnologia; iii) a escassez temporária de água para irrigação e iv) a suspensão de uma prática agrícola em decorrência de conflitos (rural/rural e urbano/rural e etc...), entre outros.

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Refere-se a prejuízo econômico decorrente de fatores extraordinários e/ou incontroláveis ao produtor rural. Citamos como exemplos flutuações anormais nos preços de insumos, nos custos de financiamento da produção e na taxa de câmbio.

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Refere-se a prejuízo econômico decorrente do fechamento e/ou restrições extraordinárias e/ou incontroláveis de mercados com efeitos sobre a renda do produtor rural. Cita-se como exemplos o levantamento de barreiras no comércio (nacional e internacional) de produtos agrícolas, em razão de problemas extraordinários ao setor agrícola (geopolítica, barreiras tarifárias e não tarifárias).

Refere-se a prejuízo econômico causado ao produtor rural decorrente de restrições no sistema logístico. Cita-se como exemplos: i) greves e manifestações com consequências ao sistema logístico; e ii) eventos climáticos com efeitos no sistema logístico; e iii) questões regulatórias e institucionais com impactos no sistema logístico.

Refere-se a prejuízo econômico causado ao produtor rural decorrente da inadequação, inexistência ou dubiedade dos marcos regulatórios relacionados ao meio ambiente, a posse da terra, a saúde e sanidade e sociais, entre outros, além da competição entre grupos de interesse relacionados ao meio ambiente, a posse da terra, a área da saúde e sanidade e da área social. Cita-se como exemplos: i) restrições na obtenção de licenças que tramitam por mais de uma instituição publica; ii) restrições no fornecimento, nas operações agrícolas e/ou na comercialização em decorrência de greves; iii) restrições na comercialização em decorrência de indefinições entre entidades de classe; e iv) problemas com a fiscalização.

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