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Desenvolvimento de propostas de manejo para minimizar os danos causados pelo macaco-prego em plantios de pínus

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Foto: JAQUES, L. C.

Danos causados por primatas a culturas anuais e perenes têm sido comumente registrados ao redor do mundo. No Brasil, danos causados por macacos-prego (Sapajus nigritus) a plantios comerciais de pínus são registrados desde a década de 1950 e tem se tornado mais frequentes, podendo atingir até 100% das árvores até a idade de corte. Danos similares já foram registrados em Araucaria angustifolia e, mais recentemente, em Eucalyptus spp., o que aumenta a preocupação do setor produtivo florestal. Os danos são causados quando o macaco-prego retira a “casca” de plantas adultas em padrão de janela ou anelar, o que pode causar a perda do terço superior da árvore e, eventualmente, a sua morte. Além disso, plantas estressadas ficam mais suscetíveis ao ataque de insetos-praga e patógenos, majorando o problema. Estudos realizados pela Embrapa Florestas desde 2003, em parceria com empresas do setor florestal, demonstraram que o dano é causado pela baixa disponibilidade de frutos de espécies nativas, principal alimento do macaco-prego, entre os meses de julho e dezembro em remanescentes florestais, a maioria bastante alterados. Além disso, comprovaram que não existe super-população de macacos-prego nas áreas-problema, o que impede a aplicação de métodos de controle populacional da espécie, como abate, esterilização e translocação, propostos em estudos anteriores e, por esse motivo, não são considerados pelos órgãos competentes.

Os mesmos estudos revelaram ainda que:

1. os animais estão se alimentando da seiva elaborada e não de sua resina, como apresentado em alguns relatos prévios;
2. parece existir preferência por algumas espécies de Pinus;
3. pelo menos em uma espécie de Pinus, P. patula, não foram registrados danos;
4. essa constatação, somada ao conhecimento de que algumas espécies de frutos nativos não são consumidos, mesmo quando abundantes, abre uma nova e promissora perspectiva na busca de substâncias deterrentes;
5. há uma distribuição diferencial dos danos no espaço, tanto em escala local quanto regional que precisa ser esclarecida para orientar o manejo;
6. além disso, falta definir e repassar às empresas metodologias de amostragem dos danos causados pelo macaco-prego e modelos para tomada de decisão de manejo dos plantios atacados.
Assim, a presente proposta pretende atender estes pontos bem como desenvolver e testar propostas de manejo a partir dos conhecimentos já gerados ou a serem investigados por este projeto. Além disso, pretende-se capacitar técnicos para a prática de inventário de danos causados por macacos-prego a plantios florestais e para o uso de modelos para tomada de decisões em plantios florestais danificados por esses primatas.

Situação: concluído Data de Início: 09/2011 Data de Finalização: 02/2015

Unidade Lider: Embrapa Florestas

Líder do Projeto: Sandra Bos Mikich

Contato: sandra.mikich@embrapa.br

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