Produção de alho-semente livre de vírus

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Foto: RODRIGUES, Paula

Viroses são doenças que trazem muitos danos econômicos ao alho, causando perdas de 30 a 50% na produtividade, especialmente porque essa cultura depende da reprodução vegetativa por meio de bulbilhos. Quando se utiliza bulbilhos infectados por vírus para começar um plantio, a lavoura é prejudicada e ocorre redução no rendimento e queda na qualidade do alho.

O alho-semente livre de vírus (ALV) é uma tecnologia baseada em um processo de limpeza clonal, isto é, uma técnica realizada em laboratório que prevê a multiplicação in vitro e uma série de testes para eliminar totalmente os vírus e outros microrganismos nocivos da planta.

Para garantir a qualidade, as plantas multiplicadas a partir do processo de limpeza em laboratório são cultivadas em um telado especial à prova de insetos, como ácaros e pulgões, que transmitem viroses e outras doenças. Após esse processo, é possível ter certeza que as plantas de alho estarão sadias e que os bulbilhos utilizados como sementes gerarão bons resultados.

O sistema de produção de alho-semente livre de vírus em telados anti-afídeos reduz significativamente o nível de infecção da planta, uma vez que o alho-semente livre de vírus plantado fica totalmente protegido do ataque dos vetores, garantindo a qualidade fisiológica e a produtividade da cultura para os próximos plantios. Com isso, a adoção do sistema promove a melhoria da qualidade fitossanitária das sementes de alho, além de assegurar a uniformidade de germinação das sementes e o aumento no vigor das plantas.

Os benefícios da adoção dessa prática agropecuária traduzem-se em aumento de produtividade de até 50%, podendo chegar a 80% para alhos nobres, em relação a alhos suscetíveis aos vírus. Há também aumento no valor comercial da produção em função da qualidade e do maior tamanho dos bulbos, que terão melhor aceitação comercial e melhor remuneração no mercado.

A tecnologia ainda impacta positivamente no meio ambiente pelo desenvolvimento de plantas mais saudáveis, com maior qualidade e que podem ainda ser menos suscetíveis a outras doenças. Há redução no uso de agroquímicos, sobretudo na frequência de pulverizações e na variedade de produtos utilizados.

Essa prática agropecuária recomendada pela Embrapa Hortaliças tem sido adotada especialmente para pequenos e médios produtores rurais dos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Goiás.

Prática agropecuária: Prática agropecuária Ano de Lançamento: 2002

Bioma: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga

Onde Encontrar:
Embrapa Hortaliças
BR 060, km 09 - Brasília/DF
Telefone: (61) 3385-9000
http://www.embrapa.br/hortalicas

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