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Como plantar mandioquinha-salsa | voltar ao início


Embrapa Hortaliças
Sistemas de Produção, 4
ISSN 1678-880X Versão Eletrônica
Jun./2008
Autores

 

Produção de mudas

A produção de mudas é fase primordial na cultura da mandioquinha-salsa e algumas práticas devem ser consideradas pelos produtores visando à melhoria da qualidade do processo e do produto.

O primeiro passo é a escolha criteriosa de plantas matrizes, com boa sanidade e vigor. Preferencialmente, devem-se usar mudas juvenis, ou seja, mudas ainda vigorosas e em pleno desenvolvimento. A seleção de filhotes para a obtenção de mudas é primordial para o desenvolvimento uniforme das plantas no campo.

A distribuição dos filhotes na touceira não é uniforme, encontrando-se filhotes mais juvenis tanto na periferia como no interior da touceira. Deve-se utilizar filhotes com idades fisiológicas semelhantes, o que é avaliado pela tamanho da reserva dos propágulos.

A manutenção das mudas, às vezes é necessária entre a colheita e o plantio subseqüente  e deve ser feita mantendo-se as touceiras, sem que se destaque os perfilhos. As touceiras devem ser mantidas à sombra, após retiradas as raízes e as folhas, quando presentes, mantendo a base da planta em contato com o solo. Deve-se molhar, em média, duas vezes por semana.

O preparo inicial das mudas consiste do destaque dos perfilhos e lavagem por imersão ou em água corrente para retirada do excesso de impurezas. O tratamento fitossanitário dos filhotes, após o destaque da planta mãe, é prática indispensável.

Recomenda-se sua imersão por 5 a 10 minutos em solução de água sanitária comercial, pela ação do cloro ativo, na proporção de 1L de água sanitária para 9l de água, seguida de secagem à sombra, considerando-se o teor médio de 2,2% de hipoclorito de sódio na água sanitária. Após a secagem dos filhotes tratados, efetua-se o preparo das mudas.

Este consiste em efetuar corte em bisel, isto é, em ângulo inclinado, de modo a aumentar a área de enraizamento. Deve-se usar ferramenta afiada e lâmina chata, que corte o filhote sem rachá-lo. Recomendam-se estiletes ou lâminas de serra bem afiadas no esmeril.

Essa prática é fundamental, o corte bem efetuado sem que o filhote lasque, proporciona uma melhor inserção de raízes na cepa da planta, ou seja, as cicatrizes após o destaque das raízes ficam reduzidas, facilitando o destaque na colheita e aumentando sua conservação pós-colheita. Em mudas mal cortadas ou "lascadas", é comum observar-se o crescimento desigual de raízes nas plantas e raízes com grandes cicatrizes causadas pelo destaque.

Conforme a variedade, a época do ano e o método de plantio utilizado (no local definitivo ou em canteiros de pré-enraizamento), deve-se deixar de 1 a 3 cm de reserva.

Autores: Fausto F. dos Santos e Nuno R. Madeira