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A Cultura da mandioquinha-salsa | voltar ao início


Embrapa Hortaliças
Sistemas de Produção, 4
ISSN 1678-880X Versão Eletrônica
Jun./2008
Autores

 

Tratos culturais

O controle de plantas daninhas por meio de capinas deve ser realizado especialmente até o quarto mês, quando a lavoura começa a fechar os espaços entre as linhas de plantio, reduzindo o desenvolvimento de plantas infestantes pelo sombreamento que proporciona.

Não existe nenhum agroquímico (produto fitossanitário) registrado para a cultura da mandioquinha-salsa, não pela sua ineficiência, mas sim pelo desinteresse das empresas produtoras de agroquímicos em investir em cultura com amplitude comercial restrita, mundialmente falando, visto que é produzida em escala comercial somente na América do Sul, especialmente no Brasil, na Colômbia e, em menor escala, na Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.

Além disso, nesses países a fiscalização com relação ao uso exclusivo de produtos registrados é ineficiente. As empresas produtoras de agroquímicos desconhecem a importância econômica da mandioquinha-salsa, faltando informações quanto à área cultivada, aos produtos com potencial de mercado para combate aos principais problemas encontrados e à dimensão desse potencial.

Com base nestas informações, poder-se-ia estimar a taxa de retorno do investimento necessário ao registro, considerando a extensão de uso, de produtos para mandioquinha-salsa. Certamente, salvaguardadas a eficiência e segurança, é do interesse das empresas a ampliação do mercado pelo registro de produtos ao maior número de culturas possível. Contudo, há que se perceber o tamanho de mercado e as oportunidades existentes.

No caso em que as leiras são desfeitas, o que é comum quando da ocorrência de chuvas pesadas, elas devem ser refeitas. Entretanto, deve-se tomar o cuidado de não chegar terra demais à base das plantas. A amontoa, comum em batata, não deve ser realizada em mandioquinha-salsa por promover o crescimento exagerado da cepa da planta em detrimento da produção de raízes de reserva.

Vistorias periódicas na área são fundamentais, por meio de caminhamento e observação da ocorrência de ataque de pragas e doenças, bem como de anomalias fisiológicas ou estresses nutricionais, sendo fundamental o olho crítico de um verdadeiro conhecedor dos sintomas que as plantas apresentam. Atenção especial deve ser dada a campos fornecedores de mudas.

Autores: Nuno R. Madeira e Fausto F. dos Santos