A Cultura do Tomate | voltar à página de cultivos


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Plantio

Atualmente, as mudas são produzidas em bandejas e transplantadas com o auxílio de máquinas ou até  mesmo manualmente, dispensando o uso de canteiros, havendo ainda a possibilidade de semeadura direta.

Deve-se:

  • evitar o plantio em áreas próximas às ocupadas com outros cultivos, onde possa ocorrer a reprodução de insetos, tais como mosca-branca, tripes e pulgões;
  • áreas que tenham possibilidade de encharcamento, com topografia muito irregulares e que apresentem manchas ou bancos de areia, cascalhos ou pedras;
  • verificar o histórico dos plantios anteriores alertando-se para a ocorrência de nematóides formadores de galhas, mofo-branco, murcha-de-estenfílio e murcha-bacteriana.

Plantios adensados dificultam os tratos culturais e propiciam  o aumento da umidade na superfície do solo, o que favorece o ataque de fungos causadores de podridões.

Para determinar a época de plantio deve-se considerar ainda a localização da região, sua topografia e altitude, pois estas condições influem na variação das temperaturas e distribuição das chuvas. Além destes cuidados é importante levar em conta a variação estacional de ofertas e de preços.

Neste caso, é preciso encontrar regiões com microclimas adequados ou correr os riscos. Em condições adversas, para minimizar os riscos existe a opção do cultivo sob estufa ou cobertura de plástico.

No oeste do Estado de São Paulo, o plantio é recomendado de fevereiro a meados de junho. Plantios antecipados (janeiro), embora comumente realizados nessa região, podem ser prejudicados por excesso de chuvas que propiciam a ocorrência da mancha-bacteriana. Nesse caso, devem-se utilizar cultivares mais tolerantes a essa bacteriose e um maior espaçamento entre plantas. Plantios mais tardios (junho/julho) sujeitarão a lavoura a chuvas durante o período de colheita e a maiores infestações de traça-do-tomateiro, prejudicando a qualidade do produto.

Na região Nordeste, no Alto, Médio e Submédio São Francisco, a época de plantio mais recomendada é também de março a meados de junho, quando ocorrem temperaturas mais amenas e menor precipitação pluvial. Plantios mais tardios ficam sujeitos a maiores danos pela traça-do-tomateiro. Na região de Pesqueira-PE, onde predominam os cultivos não-irrigados, a época de plantio mais recomendada é do início de março até o final de abril. Visando implementar um programa de manejo integrado de pragas para a região de plantio nos estados de Pernambuco e da Bahia, o Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária estabeleceu, pela Portaria nº 53, de 27/02/1992, os períodos limites para o plantio de tomate naquela região e ainda condicionou a concessão de crédito apenas para os produtores que obedecerem ao cronograma de plantio e que destruírem os restos culturais imediatamente após a última colheita.

Na região Centro-Oeste, os plantios podem ser iniciados na segunda quinzena de fevereiro, podendo estender-se até meados de junho. Em fevereiro, os plantios são dificultados pela alta incidência de chuvas no período. Utilizando-se o sistema de produção de mudas em ambiente protegido para posterior transplante, é possível antecipar o início dos plantios no campo. Entretanto, em anos chuvosos, o uso das máquinas de transplante de mudas fica prejudicado, dificultando a antecipação dos plantios.

Transplantio

O transplantio é realizado quando após 20 a 35 dias da semeadura, o tempo para que isso ocorra depende de condições climáticas (temperatura e luminosidade), estado nutricional, precocidade das cultivares, tamanho da célula da bandeja. Em condições ideais de clima e nutrição, as mudas de tomate de mesa estão prontas para o transplantio quando estão com 20 a 25 dias e é feito manualmente, já as mudas de tomate para indústria estarão aptas ao transplantio quando estiverem com 28 a 35 dias, há maior facilidade para transplantio mecanizado.

O importante no momento do transplante é que as raízes das mudas ocupem todo o espaço da célula da bandeja, facilitando sua retirada e inclusive o risco de destorroamento.

Figura 1. Mudas para serem transplantados
Foto: Alice Nagata


Figura 2. Transplantio mecânico 
Foto: Silva e Giordano